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A Doença Mental na Perspectiva Budista | Parte 5 | Perguntas e Respostas

por 3/07/2012 7 comentários

Continuação da transcrição da palestra do Lama Padma Samten sobre doenças mentais. Leia a parte 4.

As perguntas não foram feitas no microfone e por isso não foram gravadas, e ficaram inaudíveis para a transcrição.

Perguntas: sobre o desequilíbrio

“Na visão Budista, nós estamos desequilibrados de saída, pois nós somos gerados pelos três venenos; então, pela medicina tibetana, se eu tiver um aumento da raiva, eu vou ter um desequilíbrio no corpo, se eu tiver um aumento do apego ou avareza, eu vou ter um desequilíbrio no corpo, se eu tiver um aumento da ignorância, eu vou também ter um desequilíbrio; então, eu vou ter desequilíbrios variados combinados desse modo. Eu diria que a chave desse processo é nós entendermos que cada pensamento que nós temos gera um resultado químico por dentro do corpo, um resultado sobre os órgãos e isso é espantoso porque nós não estamos acostumados a ver sob o ponto de vista do lung, que o chinês chamaria de chi.

Nossos pensamentos modulam o chi – mas não o chi do corpo – o chi para cada um dos órgãos; para cada parte do corpo tem um chi que está operando ali dentro. Vocês observem que quando vocês têm um pensamento sobre alguma coisa que vocês gostariam de fazer, isso aciona o elemento éter – o olho brilha. Se o olho brilhar, vocês não vão conseguir ficar quietinhos porque o pulmão infla: elemento éter e elemento ar. Tem calor aí: elemento fogo. É impossível não se mexer: elemento água e terra; nós não comandamos esse processo.

Por exemplo: vocês, de manhã, estão dormindo – quando vocês forem acordar, façam de conta que vocês não estão acordando. Isso é uma especialidade baiana, mas se vocês forem paulistas vai surgir alguma coisa que é necessário fazer – fazer urgente antes que os cariocas façam – eles estão cheios de ideias e o olho brilha (elemento éter, elemento ar) aí surge um calor – vocês pegam a coberta e jogam; é impossível vocês não se mexerem (vocês não comandaram isso tudo; quando nós comandamos, é horrível: toca o relógio, 5 minutos depois, de novo! “Oh que horror! Tenho que me levantar” e se vocês dizem “tenho que me levantar” é porque o elemento éter não apareceu (vocês se levantam quase morrendo) mas se vocês pensarem: “hoje antes do colégio eu vou passar na casa da Ritinha: Sim!!!” Vocês não só se levantam, mas vão tomar banho, se perfumar, escovar os dentes para passar na casa da namorada e aí a mãe pergunta:
“O que você está fazendo em pé a essa hora, meu filho?”
“Nada, mamãe, estou indo para o colégio…”
“Que maravilha! Rezar vale a pena!”

Ela nem imagina de onde está vindo aquela energia. Essa energia opera sobre os órgãos, opera sobre o corpo e, no caso de coisas negativas, vai produzir desequilíbrios. Você chega ao local de trabalho e vem o chefe: Bom dia! E os colegas: Oi, tudo bom? Ninguém morreu no tráfego? Você não está com vontade de falar com aquelas pessoas, então você para de trabalhar um pouquinho, olha em volta e sente a energia de cada um. Aquelas pessoas, que parece que estão do lado de fora, elas estão operando dentro do seu corpo. Aí você pensa no ex-marido – o ex-marido opera com agulhas! Com certeza! Aí você tem que descobrir como neutralizar uma por uma das agulhas, uma por uma das emoções negativas.

Uma forma de neutralizar é metabavana:
– Que fulano seja feliz
– Que fulano se liberte do sofrimento
– Que encontre as causas verdadeiras da felicidade
– Que supere as verdadeiras causas do sofrimento
– Que se libere totalmente do seu carma
– Que manifeste lucidez de modo natural e instantâneo
– Que seja verdadeiramente capaz de ajudar os outros seres
– Que encontre nisso a sua fonte de alegria e energia

Para cada pessoa, em cada fala, vocês têm que dizer até que vocês acreditem nisso. 108 vezes! Até vocês criarem isso como realidade; aí vocês vão se relacionar com as pessoas desse modo e então tudo muda, o corpo de vocês muda. Procurem as agulhas – não adianta puxá-las porque elas entram de novo; não adianta tomar passe. Nós temos tudo isso dentro de nós; não é agulha de vudu, é um pouco pior porque agulha de vudu é parada, essas agulhas injetam veneno – são agulhas dente de cobra. Vocês ficam doentes, mas não se sintam culpados por ficarem doentes, nós também ficamos doentes porque nosso corpo é frágil; tem outros seres olhando para o nosso corpo com outras ideias (os vírus, bactérias). Existe um desgaste natural das articulações; ainda que nós tenhamos um processo muito hábil de sustentação e reconstrução constante do corpo, ele vai se degradar – é natural. As células envelhecem, nós adoecemos, mas muitas vezes, esse desequilíbrio é provocado por esse processo de energia mesmo. Que a gente não se sinta culpado e, em vez de analisar sob o ponto de vista de culpa, é melhor nós pensarmos – quando adoecermos – o que podemos fazer de melhor, e entre as coisas melhores que nós podemos fazer é estabelecer relações melhores com todos os seres e rezar por eles. Muitas vezes isso já nos ajuda a reequilibrar o corpo.”

Pergunta: sobre o apego (1)

“Eu não acho que a pessoa precisaria abandonar o apego; eu só acho que ela precisaria entender a substancialidade desse apego – como é que aquilo se torna real, se torna dominante. Podemos operar por dentro daquilo porque se não operarmos desse modo, o funcionamento dentro do mundo fica muito difícil, pois o mundo é regido desse modo; os bodisatvas se movem dentro daquilo com a mesma cara, só que eles não estão operando com software comum. Isso significa o quê? Quando os objetos do apego produzem frustração, eles não se frustram, porque a frustração também corresponde a uma construção – posso construir aquilo como uma frustração ou não.

A morte é uma coisa natural; podemos contemplar a morte dos nossos apegos; isso nos dá mais coragem.  Quando nós entendemos como a dissolução de uma coisa pode se dar, nós perdemos o apego. Quando nós perdemos o apego, nós perdemos o medo. Quando nós perdemos o medo adquirimos uma natural disposição, capaz de ir ao limite das coisas. Isso só porque nós entendemos direitinho como morrer – como passar pela morte.”

Pergunta: sobre apego (2)

“Nós criamos expectativas; por exemplo, no caso do namoro, a pessoa vai criar expectativas – não tem jeito. Se não tiver expectativa, vai namorar como? Eu acho que namorar é um ato de coragem. A pessoa vai se queimar, vai se lascar – é um ato de coragem. Na dúvida, sim! Depois, nós damos um jeito.

É importante observar que nós vamos namorar; nós somos frágeis, mas estamos entendendo o que está acontecendo e podemos construir as coisas de outro modo. Nós construímos a relação; se ela terminar, nós vamos fazer outra coisa. Mas, se não tivermos essa capacidade, o sofrimento é garantido! Não temos garantia de quanto tempo vai durar. Ter filhos também – negócio de alto risco – porque os pais têm expectativas em relação aos filhos. Adotar uma criança é uma coisa de alto risco e muitas frustrações. Os pais aspiram coisas e aquilo não vai acontecer.”

Pergunta: sobre lucidez

“Lucidez está ligada à compreensão da mente fundamental, ou seja, à natureza livre da mente. Quando a natureza livre da mente opera, ela produz coisas parciais e limitadas, constrói jogos, personagens, constrói a Roda da Vida inteira. Precisaríamos entender a Roda da Vida como um produto da natureza livre e não como alguma coisa sólida que existe. Precisaríamos entender como um software e não como uma existência. Por exemplo, eu posso pensar no campeonato nacional como uma coisa que existe, mas eu posso considerar que aquilo é uma coisa construída. Aquilo não tem existência – as ligações das pessoas com aquilo, a própria noção de futebol tem pouco mais de cem anos. Então, não tem sentido nenhum campeonato – campeonato de quê? Noutro dia eu estava lendo, casualmente, um livro sobre a história do Grêmio – quem escreveu foi o Peninha ( Eduardo Bueno, historiador), que fez o prefácio do meu livro – e é bem interessante porque aquilo se funde com a história do Rio Grande do Sul, história do Brasil, história do planeta porque, naturalmente o Grêmio é nada mais do que uma coisa cósmica! Primeiro o Sol, depois a Terra, depois o Grêmio! Ele conta que o Grêmio foi fundado a partir dos Jogos de Exibição do Esporte Clube Rio Grande, da cidade de Rio Grande, e eles vieram de navio de Rio Grande a Porto Alegre e fizeram uma apresentação – era o titular e os reservas do Rio Grande e eles começaram a jogar e vieram outros jogos e eles logo tinham um time em Porto Alegre – era a elite de Porto Alegre jogando como se fossem jogadores de golfe. Agora vocês vejam – isso é a gênese e antes disso, alguém tinha sofrido por causa de futebol? Ninguém! Hoje, isso está sólido, parece cósmico, parece que existe desde sempre. Isso tudo é artificial. Vamos olhando a sensação de solidez que as coisas vão adquirindo e olhamos a nossa própria vida. Antes de encontrarmos essa pessoa com quem estamos agora, como é que pudemos viver sem ela e agora, como é que não podemos viver sem ela? Antes de cair esse bambu que estávamos equilibrando, nós equilibrávamos outras coisas – então, não é tão importante. Para equilibrarmos esse bambu, deixamos de equilibrar outras coisas. É assim: somos equilibradores, gostamos de enrosco.

Então, lucidez é podermos olhar aquilo que é condicionado com os olhos da liberação daquilo, da gênese daquilo; como que aquilo passou a existir; a lucidez está ligada a isso. Fora da lucidez não tem salvação porque, fora da lucidez, eu estou preso dentro do jogo; não tenho distanciamento, não tenho refúgio, não tenho noção de uma natural presença e existência minha, fora do jogo. Nós só somos aquele personagem do jogo, então somos ultravulneráveis.”

Pergunta: sobre meditação

“Nós meditamos em silêncio, depois meditamos contemplando as várias coisas, reconhecendo o aspecto lúdico, aspecto luminoso delas e sorrimos para isso. Lembrem-se do aspecto lúdico – não percam o aspecto lúdico. Perder o aspecto lúdico é um mau sintoma, fica sério; caminho espiritual é lúdico, não é uma coisa séria, pesada.”

Pergunta: sobre felicidade

A felicidade está ligada a essa capacidade de nos mantermos conectados à natureza livre e, quando estamos conectados, a energia flui de modo natural. A felicidade de modo condicional aparece quando nós obtemos alguma coisa, mas essa não é a felicidade porque ela flutua; a felicidade é uma condição natural da nossa mente; quando temos esse refúgio, há a lucidez e a felicidade é uma coisa natural.

Pergunta: sobre a loucura e como ajudar

“O Buda deu 84.000 ensinamentos sobre como ajudar a superar a loucura; tem métodos que estão ligados aos aspectos discursivos, métodos que estão ligados às preces, contemplações e meditações; agora, como ajudar alguém? Um método geral que poderia funcionar? Uma boa coisa que precisaríamos entender é não construir o outro como louco – isso já é uma boa ajuda. Conseguir olhar o outro funcionando bem, num outro contexto; dar um nascimento positivo para o outro, dentro de uma outra circunstância – isso é crucial – entender que o outro tem uma natureza livre da própria loucura. Nunca colocar uma etiqueta fixando o outro no problema que ele está manifestando; isso é de grande ajuda. Olhar para ele com esse olho, nos relacionarmos com ele com esse olho e desenvolver paciência porque não só as coisas boas são transitórias, mas as coisas ruins também. Então nós temos paciência, ajudamos o outro a se manter como ele puder porque tem um momento em que esse processo de sanidade natural aflora porque nós temos uma sanidade natural – nossa natureza não enlouquece – então, lá pelas tantas, ela vai reorganizar as coisas, esse processo interno vai se reorganizando.”

Pergunta: sobre as drogas e os traficantes

“Eu sugiro fazer metabavana para todos os envolvidos, mas precisamos olhar que nós temos uma esquizofrenia coletiva, independente da guerra, independente da luta, nós temos essa esquizofrenia no sentido de que, se acabarmos com todos os traficantes, quem vai vender as drogas que nós precisamos comprar? Quem compra as drogas? Nós não temos um mecanismo legal de venda de drogas, nós só temos mecanismos ilegais, e quando surgem os mecanismos ilegais de venda de drogas que nós compramos, nós queremos matar as pessoas que estão vendendo as drogas? É uma coisa complexa – eu acho que a única solução para tudo isso é o Budismo – fica todo mundo praticante budista e está resolvido porque a própria conexão com as drogas é um tipo de perturbação; as pessoas consomem drogas porque os javalis delas não estão aguentando, as identidades delas não estão aguentando e elas escapam por outro mecanismo. Entre as drogas está o álcool, a pornografia, uma variedade de coisas e temos as drogas que são vendidas deste modo. Elas criam todo o exército que estamos querendo matar agora. Então, a melhor coisa é recitar metabavana para esses seres.”

Transcrição: Isabel Poncio

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7 comentários »

  • Sonia Maria Mattoso de Moura disse:

    Boa tarde. Já faz um tempo que tenho simpatia por Budismo. mas não vejo um espaço que posso fazer perguntas e ter entendimento daquilo que eu preciso saber, até pra poder melhorar nas minhas falhas. Tenho 64 anos e frequento aquí no Rio de Janeiro um sanatório fazendo visitas a minha irmão ou saindo com ela. O que acontece mexe muito comigo o lugar eu fico alterada (mente)volto pra casa tomo um bom banho e durmo com a mente muito pesada.Como eu posso modificar isso? de que maneira o lugar não possa influenciar-me ? obrigada. preciso de ajuda. Sonia

  • brenda disse:

    Agradeço as postagens Miguel, sempre muito úteis e bonitas. Quando volta ao CEBB? Carinho e saudade.

  • Helaisse disse:

    É maravilhoso ver como as perguntas feitas poderiam ter sido feitas por mim também,e as respostas revelam toda a sabedoria do Lama, que nesse momento, me caíram como uma luva.
    Obrigada sempre Lama Samten e aos queridos irmãos da Sangha.

  • A Doença Mental na Perspectiva Budista | Parte 4 | Bodisatva: um olhar budista disse:

    […] Quarta parte da transcrição da palestra do Lama Padma Samten sobre as doenças mentais segundo a perspectiva do budismo. Leia a parte 3. Leia a parte 5. […]

  • Leandro disse:

    Sonia Maria Mattoso de Moura: sou como você, uma pessoa que adquiriu grande interesse, curiosidade pelo pensamento budista. Vi que não houveram respostas ou comentários à sua pergunta e resolvi dividir minhas impressões, já que trabalho na área da saúde mental (e já que, como você, sou um ser humano, na mesma condição propensa à dúvidas, loucuras, inseguranças…)

    Não é fácil não sairmos alterados após visitar um sanatório ou um manicômio, especialmente quando alguém próximo (no seu caso sua irmã) está lá. Percebemos que essas instituições são causadoras de sofrimento porque, como o Lama cita em sua resposta, acabamos na sociedade rotulando as pessoas de acordo com exames médicos ou outras parafernálias tecnológicas. Não é que exames não sejam maravilhosos, o problema é tomarmos os resultados como algo mais importante do que aquilo que as pessoas têm a nos dizer, ou pior ainda, acreditar estes resultados de exames a tal ponto que definimos o futuro de uma pessoa, como se ela não tivesse mais chances. Este olhar sobre elas, de fato, na prática vai produzir a loucura.

    Por causa disso tudo, por vivenciar também e sofrer com as mesmas coisas, é que fiquei muito feliz de ouvir seu relato. Que bom que sua irmã pode ser visitada por você, que provavelmente deve vê-la como irmã, e não somente como um diagnóstico, ou como “aquela que toma o remédio tal”. Ao fazer isso você permite um nascimento elevado a ela que é de um valor inestimável. Caetano Veloso tem uma frase ótima que é muito usada para entendermos a loucura: “de perto ninguém é normal”.

    Mas, se estar se sentindo bem é tão importante, como podemos nos alegrar nesses momentos? Talvez tenhamos que aprender a olhar e a sentir certas coisas. Não é nada tão complicado. Acho que só estamos mais acostumados, por exemplo, a medir índices de gordura num exame médico, e constatar que atingimos um nível saudável. Mas às vezes pode ser mais difícil medir o valor de estar ao lado de alguém, de passear com ele inclusive fingindo não se chocar com algum jeito de ser meio “estranho”… Existem, claro, vivências imersas em sofrimento, e não queremos que alguém sofra. Mas os gestos e palavras “estranhos” não devem ser levados a sério por você. Em algumas culturas e outras épocas históricas, pessoas que olhavam o mundo de algum jeito “estranho” não eram internadas, muitas vezes eram promovidas a profetas e líderes espirituais. Isso não é raro hoje em dia. Como terapeuta, não consigo imaginar um só dia que não aprenda muito sobre as pequenas e grandes coisas da vida com pessoas ditas “loucas”, cujas verdades são maiores do que muita gente está preparada pra ouvir. E, quando não concordamos com algo, não há necessidade de fazer estardalhaço: basta dizer o que sentimos, como diante de qualquer outra pessoa. Isso é dar nascimento elevado: não tratar como um ser inferior, nem superior, ou intocável.

    E temos de cuidar da gente, com certeza, pra poder estar ao lado não só das pessoas ditas loucas pelos exames, mas de qualquer pessoa – dizem que a única diferença entre quem está fora e dentro de um manicômio é não ter passado por um diagnóstico ainda! :)

    O que faço diante disso tudo é o mesmo que você: tento relaxar o corpo, um bom banho ajuda a acalmar por exemplo. Fazendo isso acalmamos também a mente. Isso funciona pros momentos mais difíceis, mas não devemos deixar de cuidar de nós quando acharmos que estiver tudo “bem”. Pelo contrário, devemos nos alegrar em cuidar de nós mesmos, da serenidade de corpo e mente. Com essa calma e serenidade, sem pressa, já vamos conseguindo perceber a alegria que surge em nós quando estamos ao lado de alguém e não reforçamos as suas negatividades, pelo contrário, permitimos a ela que ela tenha uma presença criativa, lúdica. Dentro do possível, sempre: não podemos idealizar, nem sermos pessimistas. Entre o real e o ideal, existe o possível, e acho que isso seria uma espécie de caminho do meio também.

  • Everton disse:

    Quando o Lama diz que “somos todos loucos” e que sofremos de uma es´[ecie de esquizofrenia ela libera um espaço sútil que pode nos libertar efetivamente de nossos aprisionamentos psicológicos e mentais… Ao dizer que usamos drogas (de todos os tipos) porque não aguentamos mais nossas identidades ele faz o mesmo… Nos aponta, como sempre faz, para o cerne da questão, não para a cura de suas consequências e aparências. As “doenças mentais” são, antes de mais nada, a falta da percepção de que somos, sempre, atores e que nossos papéis podem mudar (piorar ou melhorar). Imersos na “doença” é claro que é difícil entender isso… Daí a necessidade ajuda externa, seja de medicação ou de meditação. Quando entendemos que podemos mudar, que há esta liberdade presente, mais do que mudar, vamos começar a nos refugiar nesta liberdade sempre presente. Obrigado ao Buda por ter nos dado o Lama! Longa vida a Ele!

  • Ana Paula Cavalcante disse:

    Queridos,
    Seria interessante disponibilizar essa transcrição d aPaletra do Lama: A Doença Mental na Perspectiva Budista, as 5 partes, em pdf para impressão.
    Para uma maior compreensão, é preciso estudar o texto, o que não é fácil apenas com a leitura na tela do computador.
    além disso, tive vontade de imprimir e presentear a alguns familiares e amigos.
    Como creio que essa transcrição não esteja nos livros do Lama, se houvesse a possibilidade de disponibilizar em pdf seria fantástico.
    Obrigada!

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