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	<title>Bodisatva &#187; Ação</title>
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		<title>A  Paz é o Nosso Estado Original</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 15:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mestre budista Dzigar Kongtrul Rinpoche esteve em Salvador em novembro último e concedeu entrevista à Cássia Candra da Revista Muito, do Grupo a Tarde.
Abre aspas com Dzigar Kongtrül Rinpoche
A Paz é o Nosso Estado Original
Texto Cássia Candra
Na casa de frente para o mar, exatamente onde o vento &#8220;faz a curva&#8221;, na Pedra da Sereia, uma escada em espiral leva ao terraço, três pisos acima. Lá, medita Dzigar Kongtrül Rinpoche. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2731" rel="attachment wp-att-2731"><img class="alignleft size-full wp-image-2731" title="Dzigar Kongtrul Rinpoche" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/dzigarkongtrul.jpg" alt="" width="589" height="275" /></a>O mestre budista <a href="http://padmasambhavapureland.com/dzigar.php" target="_blank">Dzigar Kongtrul Rinpoche</a> esteve em Salvador em novembro último e concedeu entrevista à Cássia Candra da <a href="http://revistamuito.atarde.com.br" target="_blank">Revista Muito</a>, do Grupo a Tarde.</p>
<p>Abre aspas com Dzigar Kongtrül Rinpoche</p>
<p><strong>A Paz é o Nosso Estado Original</strong></p>
<p>Texto Cássia Candra</p>
<p>Na casa de frente para o mar, exatamente onde o vento &#8220;faz a curva&#8221;, na Pedra da Sereia, uma escada em espiral leva ao terraço, três pisos acima. Lá, medita Dzigar Kongtrül Rinpoche. No lugar, perfeito para o Jal Samadhi (prática de flutuar na água durante a meditação), indiano de 47 anos, fundou o Centro Budista Tibetano <a href="http://gunanorling.blogspot.com/" target="_blank">Guna Norling</a>. Da linhagem Nyingma, é o único na América Latina sob sua orientação. Desde 2003, veio à Bahia três vezes e, na última, há pouco mais de 15 dias, iniciou, com estudos do texto clássico Carta a Um Amigo, de Nagarjuna, um novo projeto: a implantação de um Shedra, curso superior de aprofundamento nos ensinamentos do Buda. Nascido em Manali, no Himalaia, e desde 1989 estabelecido nos Estados Unidos, Kongtrül Rinpoche se dedica à pintura e é autor de vários livros. Durante cinco anos ensinou filosofia budista na Universidade de Naropa, no Colorado, e fundou a organização Mangala Sri Bhuti. Estuda a raiz do budismo desde menino, quando foi reconhecido como encarnação de Jamgon Kongtrül Lodro Thaye, mestre tibetano do século 19, e teve como professor o grande iogue erudito Khenpo Rinchen.</p>
<p><strong>Como os principais ensinamentos de Nagarjuna podem ser aplicados em nossa vida prática?</strong></p>
<p>Basicamente, esses ensinamentos de Nagarjuna são correspondências a um amigo muito querido, que é um rei. Pelo fato de serem dados a um rei, os ensinamentos são dados a pessoas não-monásticas. Então, são conselhos de como devemos prosseguir numa vida espiritual, mesmo sem sermos monásticos, mas dentro de um contexto familiar.</p>
<p><strong>Sua Santidade, o Dalai Lama, costuma dizer que ninguém precisa ser religioso para praticar a compaixão.</strong></p>
<p>Com certeza, não. É uma questão de opção, das opções que fazemos. E também da predisposição que trazemos de uma vida anterior. Depende das condições, da fé e das escolhas que fazemos. Mas é muito indicativo para as pessoas que têm uma prática espiritual na vida se autorrefletir. Para tentar compreender quem somos como seres humanos. Ter respeito e interesse pelas pessoas; ter compaixão, tolerância e bom coração, são virtudes básicas para o desenvolvimento de cada um de nós.</p>
<p>Mas, no mundo, não vemos muita compaixão; não vemos pessoas se colocando no lugar das outras. <strong>A maioria pratica pouco ou não pratica essas virtudes. O que nos falta para alcançar este desenvolvimento? Qual a visão que o senhor tem da humanidade do século 21?</strong></p>
<p><strong>O Buda disse que, se treinarmos a mente, ela se torna mais aberta; mas, se não for treinada, fica enrijecida.</strong> A ciência e a tecnologia deste século – e as necessidades que fizeram com que estas ciências se desenvolvessem – alcançaram um avanço enorme, mas não podemos ignorar nossos hábitos de ganância. Então, há uma necessidade de dispersar esse pensamento egoísta, essa tendência a pensar só em si mesmo, em consumir, em se divertir, para passar a pensar em coisas que alimentam a nossa autointrospecção e o nosso autoconhecimento.</p>
<p><strong>Diria que as pessoas estão perdidas?</strong></p>
<p>Não completamente. Mas, até a humanidade se conscientizar da necessidade de se autorrefletir, o impacto social – os ricos se tornando cada vez mais ricos e os pobres mais pobres – e o impacto ambiental que causamos continuarão tendo efeito. Contudo, a bondade básica que temos como seres humanos irá corrigir esses defeitos.</p>
<p><strong>Que exemplo o senhor daria de “bondade básica”?</strong></p>
<p>O Movimento de Ocupação que está ocorrendo nos Estados Unidos agora. É um movimento enorme, que leva muitos jovens, em sua maioria, a ocupar Wall Street e as maiores cidades do país com o objetivo de protestar contra a desigualdade (lá, a classe média está sendo esmagada pelo 1% da população que tem poder financeiro e de governo). Então, é uma ocupação pacífica, ninguém agride ninguém, mas não deixa de se colocar, de afirmar que tem consciência do que está errado. Esse movimento é um exemplo de que haverá uma correção e é preciso que haja essa correção. A bondade fundamental irá fazer com que a humanidade se dirija a autorreflexão.</p>
<p><strong>Essa é uma das propostas do budismo, incentivar essa atitude?</strong></p>
<p>Que atitude?</p>
<p><strong>Cultivar o que há de bom dentro de nós.</strong></p>
<p>O Buda diz que, com a Lei do Carma, que afirma que tudo o que uma semente possa trazer de efeitos positivos, quando for plantada, assim o fará; mas, se essa semente for negativa, os efeitos serão igualmente negativos. Esses efeitos se referem tanto ao indivíduo como para a comunidade. Então, o indivíduo tem que ter uma atitude positiva, cultivar tolerância e bondade, e dessa maneira adquirir um bem-estar pessoal e impactar a comunidade.</p>
<p><strong>Então, é uma questão de atitude?</strong></p>
<p>De ter atitude e determinação para cultivar e manter esses hábitos.</p>
<p><strong>Muitas filosofias espiritualistas dizem que a paz é nosso estado original. O senhor concorda?</strong></p>
<p>Sim, na verdade a paz é nosso estado original. Porque, se não fosse assim, a iluminação teria que ser criada. Mas ela não é criada, é descoberta. Então, a confusão é como as nuvens no céu e a paz, como o céu limpo.</p>
<p><strong>E por que há tanta violência no mundo?</strong></p>
<p>Acho que violência e ambição andam juntas. E essa ambição se sustenta na crença da existência de si mesmo. Então, a pessoa tem que se proteger. Todos nós temos um ego e todos nós temos que proteger esse ego, mas isso vai além dessa intenção de trocar de lugar com o outro, de nos colocar no lugar do outro. A violência surge disso, da ambição e dessa mentalidade mesquinha.</p>
<p><strong>Surge de um estado mental confuso? Essas pessoas estão confusas, não?</strong></p>
<p>Sim, estão. Mas isso não significa que as nossas intenções não podem ser mudadas; não significa que essa confusão é intrínseca.</p>
<p>Não estaríamos confusos sobre o conceito de felicidade, por exemplo? Todos queremos ser felizes, mas, ao buscar a felicidade, somos capazes de praticar boas ações, mas também de roubar e matar. Lembro de um bandido carioca que contou que entrou no mundo do crime porque sonhava com sua geladeira abarrotada de iogurte.</p>
<p>Sim, entendo o que você quer dizer. Em vez de sermos felizes, não conseguimos dar um suporte às causas e condições que criam essa felicidade. Fazemos o contrário, ao aplicar causas e condições que nos levam ao oposto disso. A intenção não tem o impacto da ação. O que causa sofrimento é essa confusão, quando a ação e a intenção estão separadas.</p>
<p><strong>Como podemos colocar uma boa intenção na ação?</strong></p>
<p>Em vez de ser feliz sozinho (porque isso de ser feliz sozinho é inato, é básico, é um desejo que temos), com a intenção é possível saber o que fazer para ser feliz: é ser bondoso, tolerante; é entender o carma (causa e efeito) do que fazemos. É assim que podemos ser felizes.</p>
<p><strong>E o que nos leva a relativizar o conceito de felicidade?</strong></p>
<p>Educação, as condições de como somos criados, se temos liberdade de fazer o que queremos, interesse pessoal, motivação, são vários fatores que levam a esse tipo de comportamento. O budismo tenta incentivar isso no indivíduo e na comunidade.</p>
<p><strong>Nos últimos anos, o budismo tem alcançado grandes públicos no Ocidente. A que o senhor atribui esta popularidade?</strong></p>
<p>O budismo é a filosofia que encoraja o raciocínio e a análise. Atualmente temos uma população mais educada no mundo. E o raciocínio lógico tem dado esse crédito ao budismo. Essa capacidade de raciocinar com lógica é o que atrai as pessoas. Elas veem a lógica por trás do budismo.</p>
<p><strong>No Brasil, os livros do Dalai Lama, que figuram na lista dos mais vendidos, também demonstram esta popularidade. Como vê seu afastamento da política?</strong></p>
<p>Sua Santidade, o Dalai Lama, ponderou muito a esse respeito e resolveu que cabe dar um passo como esse devido à sua idade e à situação política do Tibete, com a ocupação da China, para o bem do Tibete como nação e uma futura democracia. É a intenção dele. Mas isso também é um assunto muito sentimental para os tibetanos, que consideram essa decisão como uma grande perda para eles. Por outro lado, Sua Santidade sempre estará presente na vida do povo tibetano, como já esteve em numerosas vidas passadas.</p>
<p><strong>Pode falar da experiência como professor na Universidade de Naropa?</strong></p>
<p>Naropa é uma universidade fundada por um grande mestre budista. Lá tem cursos de graduação e pós-graduação em budismo, dança, psicologia, escrita criativa, entre outros. Ensinei no curso de budismo e servi lá ocupando a Cadeira de Sabedoria. Foi uma grande experiência, muito gratificante. O que ensinei em Naropa intenciono ensinar aqui, no Shedra: textos clássicos escritos por professores indianos budistas, na antiga faculdade Nalanda. Todos eles cursos de filosofia budista clássica.</p>
<p>O senhor esteve aqui em 2003 e fundou este centro e volta agora trazendo o Shedra. Por que escolheu Salvador para trazer um programa de educação?</p>
<p>Porque adoro esta cidade. Venho aqui para fazer retiros e agora também para implantar o Shedra. Eu diria que vou unir o útil ao agradável. Esta é minha oferenda. Se as pessoas estão interessadas, é oportuno. Eu amo a Bahia, e, como este lugar é especial para mim, trouxe o Shedra.</p>
<p><strong>O senhor é um artista que fala da necessidade de educar as pessoas. Nos anos 20, o russo Nicholas Roerich (1874-1947) – também artista e educador, que viveu na região onde o senhor nasceu – dizia que a arte unirá a humanidade. O senhor acha que a arte e a cultura têm poder para nos transformar tão profundamente?</strong></p>
<p>Do meu ponto de vista, arte em geral é a alma de uma cultura. Os artistas são inocentes, eles têm frescor e são revolucionários. Eles enxergam o que é preciso para uma mudança e não têm medo de tomar o próximo passo. Sem a arte, o mundo seria sem graça e chato. Imagine o mundo sem a música, a pintura, a dança&#8230; Isso, em si, fala da importância do artista e da arte no mundo.</p>
<p>Há uma necessidade de dispersar essa tendência a pensar só em si mesmo, em consumir, para passar a pensar em coisas que alimentam nosso autoconhecimento.</p>
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		<title>Mensagem de S.S. o Dalai Lama à Congregação Budista Global</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. Clique aqui para ler o texto original em inglês.
&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2685" rel="attachment wp-att-2685"><img class="size-full wp-image-2685 alignleft" title="dalailamablog2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/11/dalailamablog2.jpg" alt="Dalai Lama" width="588" height="322" /></a>Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. <a href="http://www.dalailama.com/news/post/767-message-of-his-holiness-the-dalai-lama-to-the-global-buddhist-congregation-new-delhi-november-27---30-2011" target="_blank">Clique aqui para ler o texto original em inglês.</a></p>
<p>&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário do Parinirvana do Buda, eu tive a oportunidade de encontrar líderes indianos e representantes de diversos países budistas aqui em Nova Delhi. Naquela época, eu fiz um relato detalhado sobre o desenvolvimento histórico do budismo no Tibete e sobre a excepcional relação indo-tibetana. Desde então, o mundo, incluindo Índia e Tibete, bem como as tradições budistas em diferentes países, tem testemunhado muitas mudanças.</p>
<p>Até os últimos 50 anos ou mais, as diversas comunidades do mundo budista tinham apenas uma vaga idéia distante da existência uns dos outros e pouco apreço sobre o quanto elas tinham em comum. Como o ensinamento do Buda criou raízes em diferentes lugares, evoluíram naturalmente certas variações no estilo em que foi mantido e praticado. <strong>De fato, o próprio Buda deu ensinamentos diferentes de acordo com as predisposições de seus discípulos em diferentes momentos.</strong> O que distingue a nossa situação contemporânea é que quase todas as várias tradições budistas que evoluíram em diferentes lugares estão agora acessíveis a qualquer um que esteja interessado. Além do mais, aqueles de nós que estudam e praticam essas várias tradições budistas agora podem se encontrar e aprender uns com os outros.</p>
<p><strong>O Buda Sakiamuni atingiu a iluminação em Bodhgaya há cerca de 2.600 anos, e eu acredito que seus ensinamentos permanecem originais e relevantes até hoje.</strong> Movido por uma preocupação espontânea em ajudar os outros, após sua iluminação, o Buda passou o resto de sua vida como um monge sem moradia, compartilhando sua experiência com aqueles que desejassem ouvir. Suas visões sobre a originação interdependente e sua recomendação de não causar mal a ninguém, mas ajudar a quem for possível, enfatizam a prática da não-violência. Isto continua sendo uma das forças mais potentes para o bem no mundo de hoje, pois não-violência é estar a serviço de todos os seres.</p>
<p>A renúncia de Sidarta &#8211; que escolheu viver uma vida sem ter onde morar &#8211; simboliza a prática de treinar a moralidade; os seis anos de ascetismo simbolizam seu treinamento em concentração; e atingir a iluminação através da prática de sabedoria sob a árvore Bodhi representa a importância de cultivar a sabedoria. O papel destes três treinamentos na vida do Buda ressalta sua importância na nossa prática diária. Para sermos capazes de levar estas práticas, temos que estudar os ensinamentos do Buda contidos no Tripitaka.</p>
<p><strong>Em um mundo crescentemente interdependente nosso bem-estar depende de muitas outras pessoas.</strong> Outros seres humanos têm direito a paz e felicidade que é igual ao nosso; portanto temos a responsabilidade de ajudar aos que necessitam. Hoje, em um novo milênio, nosso mundo requer que aceitemos a unicidade da humanidade. Muitos dos nossos problemas e conflitos mundiais surgem porque perdemos a capacidade de enxergar a natureza humana básica que conecta todos nós como uma família humana. Nós esquecemos que, à despeito das diferenças superficiais entre nós, as pessoas são iguais em seu desejo básico por paz e felicidade. Parte da prática budista envolve treinar nossas mentes através da meditação. <strong>Mas para o nosso treinamento para acalmar a mente, para desenvolver qualidades como amor, compaixão, generosidade e paciência ser efetivo, temos que colocá-lo em prática no nosso dia-a-dia.</strong> Ainda que o nosso mundo continue a se desenvolver materialmente, há uma necessidade crescente similar no nosso senso de valores internos. O século XX foi um século de guerra e violência; agora precisamos trabalhar para vermos que o século XXI é um século de paz e dialogo. Nós budistas podemos contribuir com isso aprendendo com outras tradições religiosas e compartilhando qualidades típicas da nossa própria tradição.</p>
<p>Há grande ênfase na prática de amor e compaixão nos ensinamentos do Buda, bem como nos ensinamentos de outras tradições espirituais, mas é importante reconhecer que amor e compaixão são fundamentais para as relações entre seres sencientes em geral e entre seres humanos em particular. <strong>Eu acredito que não devemos mais falar sobre ética budista, ética hindu, cristã ou muçulmana, porque esses valores são universais.</strong> O Budismo não explica a virtude de valores como honestidade e integridade de uma forma diferente de como o Cristianismo ou o Islamismo a explica. Por isso, nos últimos anos, tenho achado mais apropriado falar sobre a necessidade de promover uma ética secular. Refiro-me a esses valores como ética secular porque acreditar numa religião ou em outra ou não ter crença em nenhuma delas não afeta a necessidade que temos de tais valores. O fundamento básico da humanidade é amor e compaixão. É por isso que se mesmo poucos indivíduos que simplesmente tentarem criar paz mental e felicidade em si próprios e agir com responsabilidade e amorosidade em relação aos outros, estes poderão ter uma influência positiva em sua comunidade. <strong>Eu acredito que o Budismo tem mesmo um papel especial a desempenhar no nosso mundo moderno. Isso porque, diferente de outras religiões, unicamente o Budismo propõe o conceito de interdependência, que está intimamente de acordo com a ciência moderna.</strong> Nós podemos pensar no Budismo em termos de três categorias: filosofia, ciência e religião. A parte religiosa envolve princípios e práticas que dizem respeito apenas aos budistas, mas a filosofia budista de interdependência bem como a ciência budista sobre a mente e as emoções humanas são de grande benefício a qualquer um. Como sabemos, a ciência moderna tem desenvolvido um entendimento altamente sofisticado do mundo físico, incluindo trabalhos sutis sobre corpo e cérebro. A ciência budista por outro lado, tem se dedicado a desenvolver um conhecimento detalhado e em primeira-pessoa sobre muitos aspectos da mente e das emoções, áreas ainda relativamente novas para a ciência moderna. Cada uma delas tem portanto conhecimentos cruciais que se complementam. Eu acredito que a síntese dessas duas abordagens tem grande potencial para levar a descobertas que enriquecerão nosso bem-estar físico, emocional e social.</p>
<p>Embora a tradição contemplativa budista e a ciência moderna tenham evoluído a partir de raízes culturais, intelectuais e históricas diferentes, eu acredito que em essência elas compartilham de interesses comuns significativos, especialmente na perspectiva filosófica básica e em metodologia. Do ponto de vista filosófico, o Budismo e a ciência moderna compartilham a mesma visão sobre a ausência dos absolutos, seja descritos como um ser transcendente, como uma entidade eterna imutável ou como um substrato fundamental de realidade. <strong>Tanto o budismo quanto a ciência preferem descrever a evolução e emergência do cosmos e da vida em termos de interrelações complexas de leis naturais de causa e efeito.</strong> De uma perspectiva metodológica, ambas as tradições enfatizam o papel do empirismo.</p>
<p>Por exemplo, na tradição investigativa budista, entre as três fontes reconhecidas de conhecimento – experiência, razão e testemunho – é a evidência da experiência que tem precedência, vindo a razão em segundo e o testemunho por último. Isto significa que na investigação budista da realidade, ao menos em princípio, a evidência empírica deveria triunfar sobre a autoridade das escrituras, não importando quão profundamente venerada uma escritura possa ser. Mesmo na caso de conhecimento derivado da razão ou inferência, sua validade deve derivar em última instância de fatos observados na experiência.</p>
<p><strong>O motivo primário subjacente à investigação budista da realidade é a busca pela superação do sofrimento e pelo aperfeiçoamento da condição humana</strong>; portanto, a tradição investigativa budista tem se direcionado primariamente à compreensão da mente humana e suas várias funções. Nosso objetivo ao buscar formas de transformar nossos pensamentos, emoções e propensões ocultas é encontrar uma forma de viver mais virtuosa e gratificante. Então, um intercâmbio genuíno entre o conhecimento e experiência acumulados do Budismo e da ciência moderna pode ser profundamente interessante e potencialmente benéfico.</p>
<p>Em minha própria experiência, tenho me sentido profundamente enriquecido por engajar em conversas com neurocientistas e psicólogos sobre questões como a natureza e papel das emoções negativas, atenção, imaginário, bem como a plasticidade do cérebro. Sou grato aos inúmeros eminentes cientistas com quem eu tive o privilégio de participar em diálogos que têm continuado por estes anos sob os auspícios do “Mind and Life Institute”, cujas conferências anuais se iniciaram em 1987 em minha residência em Dharamsala, India.</p>
<p><strong>É claro que a maioria das pessoas sente que sua própria prática religiosa é a melhor.</strong> Eu mesmo sinto que o Budismo é o melhor para mim. Mas isto não significa que o Budismo seja o melhor para todos. O importante é o que é adequado para uma pessoa ou um grupo de pessoas em particular. A religião, para a maioria de nós, depende da nossa formação familiar e de onde nascemos e fomos criados. Eu penso que geralmente é melhor não mudar. No entanto, quanto mais entendemos os meios uns dos outros, mais podemos aprender. Declarando meu respeito por todas as fés religiosas, eu não advogo a tentativa de unificar as várias tradições. Eu acredito firmemente que precisamos de diferentes tradições religiosas para atender necessidades e disposições mentais da grande variedade de seres humanos. Todas as principais tradições religiosas fazem do tornar a humanidade melhor sua principal preocupação e todas levam a mesma mensagem. Quando as vemos como instrumentos essenciais para desenvolver boas qualidades humanas como compaixão, tolerância, perdão e auto-disciplina, podemos apreciar o que têm em comum.</p>
<p><strong>Eu estou convencido de que o obstáculo mais significativo à harmonia interreligiosa é a falta de contato entre as diferentes comunidades religiosas e consequentemente a falta de apreciação mútua de seus valores</strong>.  No entanto, neste mundo de hoje crescentemente complexo e interdependente, temos que reconhecer a existência de outras culturas, grupos étnicos diferentes e, é claro, de outras fés religiosas. Quer gostemos ou não, a maioria de nós vivencia a diversidade diariamente.</p>
<p>Até mesmo entre as várias tradições budistas que vieram a surgir em diferentes tempos e lugares, há aqueles que vêem a coleção de escrituras preservadas em pali como sua fonte e aqueles que consideram a tradição em sânscrito. Eu acredito que é chegado o tempo da comunicação livre uma com a outra, daqueles que consideram a tradição pali em dialogo com os que consideram a tradição sânscrita. Afinal, todos os diferentes ramos vêm de raízes e troncos comum. Como monge tibetano, ainda hoje considero a mim mesmo como um estudante da tradição Nalanda. A forma que o Budismo foi estudado e ensinado na Universidade de Nalanda representa o zênite de seu desenvolvimento na Índia. Se quisermos ser Budistas do século XXI é importante nos engajarmos no estudo e análise dos ensinamentos do Buda, como tantos fizeram até então, ao invés de simplesmente confiarmos na fé.</p>
<p>Portanto, o estudo e prática dos ensinamentos do Buda são necessários para preservá-los e promovê-los. <strong>A Sanga desempenhou um papel central nisso nos tempos do Buda e fico feliz pela tradição continuar até os dias de hoje.</strong> Consequentemente, é importante que os membros da comunidade monástica mantenham seus votos para sustentar a pureza do Buda Darma.</p>
<p>No passado, dada a natureza dos diferentes cenários sob os quais o Buda Darma floresceu em nossas diferentes sociedades, não havia muitas oportunidades para os Budistas se reunirem e discutir questões de interesse comum. Esta congregação tem provido uma oportunidade crucial muito necessária. <strong>Agora e no futuro precisamos encorajar e promover o intercâmbio de conhecimentos e experiência entre as diferentes tradições e melhorar a comunicação entre nós.</strong> Espero que esta seja a primeira de muitas dessas ocasiões que nos permita promover um melhor entendimento e contribua de forma mais efetiva para a felicidade humana e paz mental por todo o mundo. Por ocasião do 2.600° aniversário da iluminação do Buda em Bodhgaya, eu ofereço meus cumprimentos a esta eminente Congregação Budista Global.&#8221;</p>
<p>S. S. o Dalai Lama, 25 de Novembro de 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Felicidade Interna Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 12:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por Sônia Bridi em 2010 sobre o Butão e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.
&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura? Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2205" href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/taksang-butao/"><img class="alignnone size-full wp-image-2205" title="Taksang, Butão" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Taksang-Butão.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p>Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B4nia_Bridi" target="_blank">Sônia Bridi</a> em 2010 sobre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bhutan" target="_blank">Butão</a> e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.</p>
<p>&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura?<strong> Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? </strong>Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino espremido entre a China e a Índia, os dois países mais populosos do planeta, as economias que mais crescem. Mas neste lugar, não há indústrias, o consumo não é incentivado. A medida do desenvolvimento é a felicidade.&#8221;</p>
<p><a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1636775-15605,00-EM+BUTAO+O+PROGRESSO+NAO+E+MEDIDO+SO+EM+DINHEIRO.html#=" target="_blank">Clique aqui e veja a reportagem completa e saiba mais sobre o índice de Felicidade Interna Bruta do Butão.</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Para os budistas, não acho que FIB (Felicidade Interna Bruta) seja nada de novo, e de fato foi  ensinado pelo Buda há 2.500 anos, quando ele disse que onde há ganância não há felicidade. &#8221; Dzongsar Khyentse Rinpoche</p></blockquote>
<p>Um pouco mais sobre o tema. No programa &#8220;No Caminho&#8221; do canal Multishow, Susanna Queiroz entrevista o ministro de estado do Butão.</p>
<p><a href="http://multishow.globo.com/No-Caminho/Videos/_1333405.shtml" target="_blank">Clique aqui e assista a entrevista.</a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2210" href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/butao2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2210" title="Butão2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Butão2.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
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		<title>Ensinamentos sobre liderança</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 15:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos nós, de alguma forma, somos líderes. Se não temos uma empresa ou uma equipe para liderar, temos uma família. Se não temos uma família, temos a nossa própria vida para gerir e, em última instância, temos o relacionamento com nós mesmos. O ponto é como fazemos isso.
Lama Samten nos apresenta a visão de que um bom gestor é aquele que tem a habilidade de acionar inteligências e não aquele ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós, de alguma forma, <strong>somos líderes</strong>. Se não temos uma empresa ou uma equipe para liderar, temos uma família. Se não temos uma família, temos a nossa própria vida para gerir e, em última instância, temos o relacionamento com nós mesmos. O ponto é como fazemos isso.</p>
<p>Lama Samten nos apresenta a visão de que um bom gestor é aquele que tem a habilidade de acionar inteligências e não aquele que manda. Ele lembra que o próprio Chagdud Rinpoche, quando falava a respeito da adminstração dos centros budistas, dizia:</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem que coordenar sem coordenar.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por trás dessa afirmação, há a sabedoria de que a eficácia da atividade de um grupo depende do nível de pulsação desse grupo, do quanto cada um dos integrantes está realmente vivo para a atividade que desenvolve, ou se somente cumprem ordens sem ver muito sentido no que está sendo feito.</p>
<p>Um coordenador com visão ampla olha para sua equipe e vê que ela tem qualidades, que precisam de circunstâncias propícias para florescerem. O coordenador é justamente quem vai gerar a condição adequada para que as potencialidades ganhem espaço e, uma vez acionadas, resultem em benefícios para a equipe, para a instituição e para além dela. Lama Samten brinca que um coordenador só precisa ter um neurônio e meio, porque o resto o grupo faz. Nesse sentido, <strong>o coordenador é aquele que aciona a inteligência coletiva</strong> – pela sincera escuta do outro, pelo estabelecimento de vínculos – e é essa inteligência coletiva que vai assumir a ação de coordenação, ao invés de uma pessoa em particular ter de fazê-lo.</p>
<p>Lama lembra que o contrário de um coordenador acionador de inteligências seria um coordenador que só dá ordens. Dessa forma, ele acaba “cortando” o outro, pois  sempre diz “faça isso”, “faça aquilo”, ao invés de inverter o jogo e perguntar genuinamente “o que você acha que deve ser feito?”</p>
<p>Segundo Lama Samten, num ambiente onde as pessoas não têm suas aspirações levadas em consideração é totalmente evidente que a energia do grupo cairá, que haverá insatisfação geral e que, mais cedo ou mais tarde, o grupo se desarticulará. O grupo pode até estar fisicamente articulado como um coletivo, mas a nível sutil pode estar completamente desestruturado, ou seja, sem energia de ação e de cooperação. Portanto, quanto menos piramidal for uma estrutura, melhor, ou seja, quanto menos houver a idéia de que o grupo se sustenta a partir do que uma pessoa em particular pensa, melhor, pois os membros do grupo ganham vida própria!</p>
<p>Havendo a possibilidade dos integrantes do grupo terem voz nos processos, estabelece-se um ambiente positivo e inteligente em que as diferentes inteligências podem operar de forma complementar, o que é muito mais rico e hábil, afinal, <strong>a visão coletiva é mais ampla que a particular, </strong>pois inclui diferentes formas de ver, que podem, por exemplo, criar diferentes soluções diante de um obstáculo. Além disso, essa é uma forma sustentável de fomentar um grupo, pois, na ausência de um coordenador, o grupo continua existindo e promovendo suas ideias e ações, já que elas estão vivas em cada um e não apenas no gestor.</p>
<p>Lama Samten resume a função do coordenador de uma forma muito bonita:</p>
<p><img class="size-medium wp-image-1884 alignleft" title="abelhas" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/03/abelhas-300x225.jpg" alt="" /></p>
<blockquote><p>&#8220;O coordenador não precisa nem pensar, ele não precisa ter ideia própria, ele só precisa coletar o néctar dos outros. Para dizer de uma forma mais poética: <strong>as abelhas coletam o mel, elas não fazem o mel.</strong> Quem faz o mel são as flores. As abelhas são coordenadoras do mel. Elas só produzem o fluxo para o mel surgir no fim do processo. As abelhas têm a habilidade de chegar onde tem o mel e elas coletam aquilo, mas elas não têm a inteligência de fazer o mel.&#8221;</p></blockquote>
<p>No vídeo abaixo, Lama Samten diz que a principal característica de um líder é, em primeiro lugar, a <strong>visão ampla</strong>, que possibilita enxergar os diferentes mundos e formas de pensar e, em segundo lugar, um líder deve ter a habilidade de <strong>“ensinar pelas costas”</strong>, que se trata da capacidade de servir de exemplo para a equipe, método muito mais eficaz do que a mera prescrição de um comportamento.</p>
<p>Além disso, Lama ressalta que os grupos com propósitos elevados se sustentam mais facilmente, pois não dependem da figura que os lidera,  já que são nutridos pelo próprio propósito que os une. Já os grupos que se movem de forma aleatória, sem um sentido verdadeiramente nobre, acabam se articulando sempre na dependência de uma figura externa, o que resulta numa fragilidade. Por fim, ele fala das cinco sabedorias como cinco características básicas da visão ampla.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="472" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DiaVontT4mM?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="472" src="http://www.youtube.com/v/DiaVontT4mM?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=DiaVontT4mM" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p><strong>P.S.:</strong> O Gustavo escreveu sobre esse mesmo vídeo aqui: <a href="http://papodehomem.com.br/o-lider-ensina-pelas-costas/" target="_blank">&#8220;O líder ensina pelas costas&#8221;</a>.</p>
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		<title>Diferenças</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 21:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Antunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura de paz]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
Por que tenho e temos opinião formada sobre tantas coisas? Por que somos Flamengo ou Fluminense, PT ou PSDB, gostamos ou não de pagode, rock, música clássica, mulheres louras e magras ou morenas bem fornidas, ou não gostamos de mulher? As preferências pessoais são livres, e é saudável que existam diferenças. Que seria das louras magras se todos preferissem as morenas roliças? Tenho tentado pensar de forma desapaixonada nessas questões. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a rel="attachment wp-att-1776" href="http://bodisatva.com.br/diferencas/torcidapodearroz2/"><img class="alignnone size-full wp-image-1776" title="torcidapódearroz2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/torcidapódearroz2.jpg" alt="" width="587" height="275" /></a></p>
<p>Por que tenho e temos opinião formada sobre tantas coisas? Por que somos Flamengo ou Fluminense, PT ou PSDB, gostamos ou não de pagode, rock, música clássica, mulheres louras e magras ou morenas bem fornidas, ou não gostamos de mulher? As preferências pessoais são livres, e é saudável que existam diferenças. Que seria das louras magras se todos preferissem as morenas roliças? Tenho tentado pensar de forma desapaixonada nessas questões. Torço pelo Fluminense, certamente não porque seja o melhor time, mas porque meu avô era Fluminense, e, por causa do meu avô, meu pai também era Fluminense. Se não fossem, eu poderia ser Flamengo ou Vasco. Se torcer por um time fosse algo racional eu hoje torceria para o São Paulo, talvez. Ser homo ou heterossexual, gostar de praia ou montanha, ser extrovertido ou calado é tudo questão de carma. <strong>A grande maioria de nossas escolhas é irracional e automática, conseqüência de muitas vidas, nossas ou de outros.<br />
</strong> <br />
Em assuntos sem maiores conseqüências, como futebol, pouca diferença faz que escolhas fazemos, embora existam muitos que vêem o futebol como assunto seriíssimo, a ponto de provocar ódios e mortes. No Maracanã, quando o Fluminense faz um gol, pulo e comemoro, mas não consigo mais deixar de olhar a torcida adversária calada e triste. Inversamente, quando levamos um gol e a torcida adversária comemora, penso que toda aquela gente também merece alegria. Da perspectiva de alguém lá do alto, de Google Earth, como diz minha amiga Karla, talvez fosse mais justo a torcida do Flamengo, mais numerosa, comemorar. Embora continue gostando muito de futebol, torcer nunca mais será o mesmo para mim.<br />
 <br />
Perigoso é quando pensamos que nossas escolhas são as únicas certas e passamos a hostilizar quem é diferente, pensa diferente ou apenas nasceu em um lugar diferente. <strong>Somos iguais em um aspecto fundamental, o desejo de sermos felizes, e, mais que isso, o direito à felicidade.</strong> O traficante pensa que sua atividade é um atalho para a felicidade. Que a polícia ou quadrilha adversária querem bloquear seu caminho até lá, justificando assassinatos. Quando alguém resiste a entregar seu carro ou sua bolsa a um ladrão, está perigosamente resistindo a entregar o que, para ele, parece ser a passagem para a felicidade. Da mesma forma, a vítima do assalto não quer que alguém leve embora a felicidade armazenada na bolsa ou no valor do carro. O corrupto quer alcançar uma casa na praia, um carrão, belas mulheres, sensação de poder, alguns milhões em um paraíso fiscal, qualquer coisa que abafe a angústia de se sentir miserável e infeliz a cada manhã. O argentino que quer ser campeão mundial, o colega de trabalho que disputa conosco uma promoção, o motorista do outro carro que disputa conosco uma vaga no shopping lotado, o chefe que parece nos exigir mais do que podemos ou queremos dar, todos tentam fugir da infelicidade.<br />
 <br />
<strong>Porém, qualquer idéia de sucesso que passe pela dor alheia é ilusória.</strong> Se buscássemos matar a sede de felicidade na fonte correta, se víssemos com clareza e caminhássemos na direção correta, caminharíamos todos na mesma direção, cada um a seu modo, e não haveria disputas. Quando alguém ergue a cabeça acima da manada, do ponto de vista do Google Earth ou mais alto ainda, e vê além da ignorância, não há mais separação. Nada que antes dividia faz mais sentido. <strong>Só faz sentido o que é bom para o todo.<br />
</strong> <br />
Seria bom se, cada vez que eu encontrasse resistência ou ouvisse uma opinião diferente da minha, eu pensasse nisso. Creio que a bússola está dentro de nós, indicando o Norte. <strong>No silêncio podemos ouvir a parte de nós que é anterior à ignorância, que escuta além do ruído, e vê além dos obstáculos.</strong></p>
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		<title>Yatra: uma viagem externa, interna e secreta</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 20:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thareja Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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		<description><![CDATA[
“Yatra: uma viagem externa, interna e secreta” registra a peregrinação de um grupo de estudantes budistas, na maioria brasileiros, pela Índia e pelo Nepal. Gravado em Full HD, o filme foi idealizado pelo Bhante Ngawang Tenphel, viabilizado pelo Dharma Yatri Peregrinações e dirigido por Melissa Flores.
“Além de ser um registro histórico valioso, na medida em que ainda não existe, nem mesmo em língua inglesa, um documentário que mostre todos os ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1743" href="http://bodisatva.com.br/yatra-uma-viagem-externa-interna-e-secreta/projeto-yatra-sarnath/"><img class="alignnone size-full wp-image-1743" title="Projeto Yatra, sarnath" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Projeto-Yatra-sarnath.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p>“Yatra: uma viagem externa, interna e secreta” registra a peregrinação de um grupo de estudantes budistas, na maioria brasileiros, pela Índia e pelo Nepal. Gravado em Full HD, o filme foi idealizado pelo Bhante Ngawang Tenphel, viabilizado pelo Dharma Yatri Peregrinações e dirigido por Melissa Flores.</p>
<p><strong>“Além de ser um registro histórico valioso, na medida em que ainda não existe, nem mesmo em língua inglesa, um documentário que mostre todos os lugares mais importantes da biografia do Buda, é muito bacana podermos ter acesso a isso através do olhar de um grupo de brasileiros”</strong>, ressalta a diretora. A empreitada teve os seus desafios, já que o objetivo era fazer um documentário que transcendesse o olhar turístico tradicional.</p>
<p>Ao decidir entrar em contato com a cultura oriental &#8211; indiana e nepalesa &#8211; os peregrinos saem de suas zonas de conforto habituais &#8211; suas casas, camas, comida, cultura – e partem para a aventura de olhar um mundo novo, com coragem de descobrir o que esse mundo revela sobre eles mesmos. São, portanto, desafiados por suas próprias estruturas mentais e obrigados a olhar mais atentamente para tudo, mesmo para as atividades mais corriqueiras.</p>
<p>Como aponta o título,<strong> “durante a peregrinação, quando o viajante aprofunda o contato com o seu universo interno, é possível ter vislumbres da natureza divina criadora. É então que a &#8220;viagem secreta&#8221; tem início. Os lugares sagrados são símbolos externos que apontam para os níveis internos e secretos da peregrinação espiritual”</strong>, explica o monge Ngawang Tenphel. De acordo com ele, o filme se dispõe a discutir justamente as questões humanas e existenciais.</p>
<p>Para alcançar este objetivo, a participação dos peregrinos foi fundamental. Eles partilharam suas vivências mais profundas com a equipe de filmagem. Segundo Melissa, captar as imagens sem interferir no processo pessoal dos viajantes foi um dos grandes desafios encontrados pela direção. “Afinal, a Yatra (peregrinação em sânscrito) é, em primeiro lugar, uma viagem pessoal &#8211; espiritual ou de autoconhecimento”, afirma. “Alguns viajantes concordaram em participar mais ativamente. Combinamos que eles iriam relatar suas experiências durante o percurso. Aos poucos a tensão inicial foi se dissipando, e o grupo foi ficando muito próximo – até mesmo por causa das dificuldades da viagem, que são muitas”, explica Melissa.</p>
<p>“As experiências que esse grupo de pessoas viveu na Índia, fizeram com que elas se deparassem com assuntos comuns a todos os seres humanos. Confrontados com suas questões mais íntimas, forçados a conviver com o grupo, era inevitável que viesse à tona o que temos de mais profundo. E curiosamente o que temos de mais profundo é comum a todos”, reflete a diretora.</p>
<p>Outro desafio encontrado pela equipe foi a preparação das filmagens. “A produção de um documentário ‘on the road’ é extremamente desafiadora. Em se tratando da Índia, mais ainda.  Eu e o fotógrafo Mihay não conhecíamos a rota da peregrinação; nunca tínhamos ido à Índia e tínhamos que fazer a preparação um pouco às cegas”, conta Melissa. Além das dificuldades ligadas aos enormes deslocamentos que fizeram, houve as questões relativas à burocracia indiana, autorizações para filmar nos sítios históricos e monumentos. Mas no final, todo esforço valeu a pena. Veja você mesmo, acessando o trailer do filme: <a href="http://www.projetoyatra.com.br/blog">www.projetoyatra.com.br/blog</a></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/k8gXtsbBQPE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/k8gXtsbBQPE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>Se quiser colaborar entre em contato conosco através de um dos sites abaixo.</em></p>
<p>Para aprofundar o assunto, visite:</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/projects/292-yatra-uma-viagem-externa-interna-e-secreta" target="_blank">Clique aqui e ajude o projeto!</a><br />
<a href="http://www.projetoyatra.com.br/">www.projetoyatra.com.br</a><br />
<a href="http://www.projetoyatra.com.br/blog">www.projetoyatra.com.br/blog</a><br />
<a href="http://www.dharmayatri.org/">www.dharmayatri.org</a></p>
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		<title>O Budismo e os Jovens</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 00:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Duda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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Me lembro de ter contato tido contato formal com o Budismo em um período muito difícil da minha vida. Na época, sobre forte medicação para tentar controlar um diagnóstico de crise do pânico, muito embora ja tivesse lido alguns livros sobre o assunto, o contato com um mestre budista foi a prova da certeza que eu carregava que me falava que, por traz da grande confusão que desequilibrava a minha ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1302" href="http://bodisatva.com.br/o-budismo-e-os-jovens/criancascebb2/"><img class="alignnone size-full wp-image-1302" title="criançascebb2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/07/criançascebb2.jpg" alt="" width="588" height="276" /></a></p>
<p>Me lembro de ter contato tido contato formal com o Budismo em um período muito difícil da minha vida. Na época, sobre forte medicação para tentar controlar um diagnóstico de crise do pânico, muito embora ja tivesse lido alguns livros sobre o assunto, o contato com um mestre budista foi a prova da certeza que eu carregava que me falava que, <strong>por traz da grande confusão que desequilibrava a minha mente naquele momento, existia em algum lugar dentro de mim uma forma de encontrar a paz, e que essa paz era perfeita, mais além da origem daquele desiquilíbrio todo.</strong></p>
<p>Para meu alívio, descobri que dentro da tradição Budista existia toda uma estrutura de ensinamentos que ensinava como descobrir essa paz, compreende-la, estabilizá-la e muito mais! Foi assim que comecei a meditar aqui no <a href="http://www.cebb.org.br/pr/curitiba" target="_blank">CEBB Curitiba</a>. Cerca de um ano depois já havia largado toda a medicação e nunca mais tive nenhuma crise de pânico. Na época tinha 18 anos.</p>
<p>Hoje, com 25, ainda frequento as praticas do CEBB Curitiba e as palestras e retiros do Lama Padma Samten e de demais mestres, e sigo levando uma vida de práticas bem bacana. Porém algo que sempre me chamou a atenção desde o início foi o fato de geralmente não encontrar muitos jovens nestes ambientes. Mais além de preconceitos ou divisões, falo de jovens como aquele pessoal que, chegando aos vinte saindo dos trinta ou mais, não se sente nem criança e nem adulto. Não que para mim isso tenha sido um obstáculo, mas sempre achei intrigante essa ausência. Onde está esse pessoal? Como eles estão, estão bem? Quem são e porque são poucos?</p>
<p><strong>Se entrar em contato com os ensinamentos já é algo considerado precioso, o que dizer dos que se interessam pelo Budismo cedo na vida.</strong> No sentido de tentar auxiliar no processo de acolhimento desse pessoal tão especial criamos no CEBB Curitiba o que estamos chamando de &#8220;Sanga Jovem&#8221; ou &#8220;CEBB Jovem&#8221;. Através da exibição de filmes, realização de debates e estudos de ensinamentos voltados a circunstância dos jovens estamos buscando, além de criar um espaço de convívio e socialização para esse pessoal, <strong>entender quem é o jovem atual e qual linguagem mais apropriada para entrar nesse mundo.</strong></p>
<p>Recentemente o Lama Padma Samten nos sinalizou que estaria disposto a gerar ensinamentos específicos para os jovens e nos inspirou a conversarmos com as demais sangas do CEBB pelo Brasil no sentido de reunir as características, opiniões, dificuldades dos jovens praticantes e interessados para que posteriomente possam surgir materiais &#8211; DVDs, Livros, Palestras etc &#8211; com conteúdo voltado diretamente para estas circunstâncias.</p>
<p>Há todo um mundo de experiências exclusivas a essa época da vida tais como estudos, vestibular, faculdade, escolha de um trabalho, relacionamentos, sexualidade, família, drogas, maternidade na juventude, independência etc., sem falar de todas as circuntânscias que surgiram recentemente com o avanço das tecnologias da informação que estão moldando uma geração toda particular em comportamento e visão de mundo, bem como inédita em suas dificuldades e obstáculos.</p>
<p>Pensamos em publicar alguma nota aqui no blog, porque enfim, ele já é uma expressão bem bacana dessa abordagem e, aproveitando sua interatividade, pensamos que talvez fosse um espaço legal para ouvir um pouco da experiência dos praticantes das outras sangas do CEBB pelo Brasil.</p>
<p>Alguém por ai!? ﻿</p>
<blockquote><p>Foto: Crianças do <a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao/408-grupo-de-estudo-para-criancas-de-7-a-12-anos-no-caminho-do-meio" target="_blank">Grupo de estudo &#8220;Sanguinha&#8221;</a> no CEBB Caminho do Meio em Viamão-RS. Ao fundo o Templo Caminho do Meio.</p></blockquote>
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		<title>Que felicidade você quer?</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/que-felicidade-voce-quer/</link>
		<comments>http://bodisatva.com.br/que-felicidade-voce-quer/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 17:13:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[prática]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Coisas da vida:
-  Sabe aquele emprego que você tanto almejava? Agora é dele e do seu chefe  que você tanto quer se livrar?
- Aquela linda e carinhosa namorada, com a qual você passou anos radiantes e felizes, agora é o ser que você gostaria de ver longe o mais rápido possível?
- Aquele carro que fez teus olhos brilharem na concessionária, que você tanto sonhava ter e finalmente conseguiu, é hoje ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1539" href="http://bodisatva.com.br/que-felicidade-voce-quer/pulando-2/"><img class="alignnone size-full wp-image-1539" title="pulando" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/09/pulando1.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p><strong>Coisas da vida:</strong></p>
<p>-  Sabe aquele emprego que você tanto almejava? Agora é dele e do seu chefe  que você tanto quer se livrar?</p>
<p>- Aquela linda e carinhosa namorada, com a qual você passou anos radiantes e felizes, agora é o ser que você gostaria de ver longe o mais rápido possível?</p>
<p>- Aquele carro que fez teus olhos brilharem na concessionária, que você tanto sonhava ter e finalmente conseguiu, é hoje a fonte da sua dor de cabeça, porque você não está conseguindo vendê-lo por um bom preço?</p>
<p>- O apartamento mobiliado, que lhe rendeu tantos longos sorrisos quando você o conquistou, agora parece um fardo, pois você tem que se mudar para outra cidade e precisa se desfazer dos pertences de alguma forma.</p>
<p>- A foto de um ser amado causava-lhe calafrios de felicidade e agora você não consegue nem olhar para a foto. Aliás, você já pensou várias vezes em rasgá-la?</p>
<p>O que há de comum em<a rel="attachment wp-att-1516" href="http://bodisatva.com.br/que-felicidade-voce-quer/felicidade-5-3/"><img class="size-full wp-image-1516 alignleft" title="felicidade 5" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/09/felicidade-52.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a> cada uma dessas historinhas tão corriqueiras em nossas vidas? O simples fato de que aquilo que um dia nos fez feliz, com certeza nos trará algum tipo de sofrimento. É quase matemático: o sofrimento virá na mesma medida e intensidade da felicidade, ensinam os mestres. A vida nos enche de tantos exemplos disso, e, mesmo assim, a maioria de nós nem desconfia desse fato. Como pode uma simples foto ser adorável e depois de um tempo detestável? Nada mudou na foto, certo? Mas o que mudou, então? Mudaram nossas disposições internas! Se nossas disposições internas mudam, aquilo que consideramos fonte de nossa felicidade hoje, amanhã pode já não ter mais esse poder!</p>
<p>Haveria então algum tipo de felicidade, que não trouxesse o sofrimento “de brinde”?</p>
<p>Para a nossa alegria <strong><span style="text-decoration: underline;">essa felicidade existe</span></strong>! VIVA! Mas não é uma felicidade baseada em condições, é alguma outra coisa que não conhecemos bem.  E é justamente isso que o Budismo ensina: a alcançar a felicidade plena, e não a felicidade usual que estamos habituados a buscar. A felicidade usual é como um presente de grego, é uma farsa, uma fraude, porque  <strong><span style="text-decoration: underline;">tem prazo de validade</span></strong>, é temporária, já que logo adiante nos traz sofrimento, pois nos desencantamos com as coisas.  Essa felicidade usual está dentro do que o Budismo chama de Roda da Vida, que nos leva inevitavelmente ao sofrimento.  É tão certo como 2 + 2 = 4.</p>
<p>Entendido isso?  Então, um passo importante agora seria não passar para o próximo passo, mas tentar compreender melhor essa história da felicidade.</p>
<p>Em geral, as línguas ocidentais chamam de “bom” aquilo que é positivo ou que traz prazer e de “ruim” aquilo que é negativo ou prejudicial. Pois existe uma palavra em páli que contém nela mesma o significado de <em>felicidade</em> e de <em>sofrimento</em>. Trata-se da palavra <em>dukkha</em>, que significa <strong><span style="text-decoration: underline;">felicidade e sofrimento juntos</span></strong>, isto é, não há felicidade, que não traga junto com ela a semente do sofrimento. Isso pode parecer estranho para nós, porque não temos esse termo no nosso idioma, então achamos que o referente do termo não exista. Mas existe! Basta observarmos! Esse não é um dogma religioso, no qual os budistas acreditam cegamente e por isso são budistas. <strong>Basta olharmos para nossas vidas,</strong> para as coisas mais comuns do dia-a-dia, que acharemos muitos exemplos de <em>dukkha</em>. Aqueles casos citados acima, todos são <em>dukkha</em>!</p>
<p><a rel="attachment wp-att-1485" href="http://bodisatva.com.br/que-felicidade-voce-quer/felicidade-2/"><img class="alignleft" title="felicidade 2" src="../wp-content/uploads/2010/09/felicidade-2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Então, ao observamos essa felicidade que estamos buscando, essa felicidade condicionada, percebemos que lá pelas tantas ela nos trará algum tipo de sofrimento: quanto mais alto o salto, maior a queda.</p>
<p>Já ficamos como que avisados, e, quando o sofrimento de fato chega, não “nos pega” tão de surpresa, porque já sabíamos que viria! Diz-se que essa felicidade é condicionada, porque depende sempre de condições flutuantes. Colocamos sempre um “se”, isto é, um condicionante antes de nossas aspirações: <strong><em>se</em></strong> eu comprar aquela casa&#8230;, <strong><em>se</em> </strong>ele ficar comigo&#8230;, <strong><em>se</em> </strong>eu emagracer&#8230;, <strong><em>se</em> </strong>fulano parar de me encher a paciência&#8230;, <strong><em>se</em></strong> não estivesse frio&#8230;, <strong><em>se</em></strong> eu morasse em tal lugar&#8230;</p>
<p>Esse “se” nos faz seres constantemente insatisfeitos, que pensam que mudando a configuração externa das coisas vão dar um jeito de eliminar o sofrimento.</p>
<p>Ao final do doce gostinho de <em>dukkha</em>, vem, inevitavelmente, o amargo gosto de <em>dukkha</em>. Aí fazemos cara feia e ficamos deprimidos, porque ignoramos o fato inevitável de que toda a experiência de felicidade condicionada trará algum tipo de sofrimento. TODA, sem exceção!</p>
<p>Aí o Budismo vem e diz: Se você realmente reconheceu que a felicidade condicionada traz o respectivo sofrimento condicionado, <strong><span style="text-decoration: underline;">você pode optar por uma OUTRA felicidade</span></strong>, que não traga o sofrimento embutido. É simples assim.</p>
<p>Aí perguntamos com caras cheias de esperança: E que felicidade seria essa?  Como encontrá-la? O que eu tenho que fazer?</p>
<p>Então os mestres nos explicam minuciosamente, com métodos detalhados, passo a passo, como alcançar essa OUTRA felicidade, que não traga sofrimentos de brinde.</p>
<p>Enquanto vamos seguindo no caminho em busca dessa felicidade plena, podemos sorrir diante das nossas aspirações de felicidade comum<strong>. &#8220;É pelo riso que liberamos nossas fixações, que tiramos a solidez das coisas&#8221;</strong>, nos lembra Lama Samten incansavelmente. Podemos rir das <em>situações-dukkha</em> que vivenciamos. De tanto rirmos, de tanto percebermos que <strong><span style="text-decoration: underline;">essa felicidade comum e autocentrada que buscamos não nos levará a lugar nenhum</span></strong>, reforçaremos nossa motivação para seguir um caminho espiritual.</p>
<p style="text-align: left;">São infinitos os exemplos de dukkha que achamos em nossas vidas, mas quero compartilhar um com vocês, para que possam rir também. Há uns anos atrás eu tinha tempo, mas não tinha dinheiro para fazer retiros. Na época eu pensava: “ah, se eu tivesse dinheiro&#8230;” Agora tenho dinheiro, mas não tenho tempo! É engraçado! Boa e velha dukkha!</p>
<p style="text-align: left;">Se você tiver situações-dukkha que queira compartilhar para que todos possamos rir juntos escreva um comentário.</p>
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		<title>Salva pela mochila cheia de frutas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 20:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praticante Anônimo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[impermanência]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje fui atropelada. A história não é inventada: voltando do supermercado cheia de compras, com uma mochila recheada de frutas, vejo o sinal verde para pedestres, olho para a esquerda e para a direita, nenhum carro. Largo-me despreocupada na faixa de pedestres. Eis que vem um carro com todo o gás, sei lá de onde, e eu penso:
&#8220;Ele não vai conseguir parar.  É agora, vou morrer&#8221;
É curioso, pois realmente tive ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1465" title="atropelada" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/08/atropelada.jpg" alt="" width="588" height="275" /></p>
<p><strong>Hoje fui atropelada.</strong> A história não é inventada: voltando do supermercado cheia de compras, com uma mochila recheada de frutas, vejo o sinal verde para pedestres, olho para a esquerda e para a direita, nenhum carro. Largo-me despreocupada na faixa de pedestres. Eis que vem um carro com todo o gás, sei lá de onde, e eu penso:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ele não vai conseguir parar.  É agora, vou morrer&#8221;</p></blockquote>
<p>É curioso, pois realmente tive tempo de pensar nisso. Vi o carro vindo, mas não deu tempo de correr. Quando me dei conta, tomates rolavam ao meu redor e eu estava atirada no chão, deitada em cima da minha mochila cheia de frutas. Sim, a mochila protegeu minha cabeça de bater no chão. O mamão maduro se espatifou. Se a alimentação saudável não me salvar de ter doenças cardíacas no futuro, pelo menos salvou minha cabeça de bater no asfalto.</p>
<p>Além de uns esfolões e um joelho todo arrebentado, ganhei um beliscão da vida, um <strong>lembrete da impermanência</strong>. Um lembrete da fragilidade do nosso corpo. Aí veio a pergunta: como está minha prática? Se eu tivesse morrido naquele instante, como passaria pelo bardo da morte?  Quanto já treinei a familiarização com a natureza primordial para conseguir reconhecê-la no bardo alucinatório? Nem preciso dizer o que me respondi&#8230; Ganhei mais um tempinho e gás para praticar.</p>
<p>Meus olhos físicos teriam se fechado na esquina da minha casa. <strong>Os olhos internos seguiriam</strong>. Aliás, seguem.</p>
<p>Contemplar esse fato é crucial. Não precisamos de um carro trombando em nós para nos lembrar disso. Temos o Lama Samten e tantos outros mestres incansavelmente nos lembrando disso o tempo todo: nossa natureza não nasce e não morre. Contemplemos isso!</p>
<p>&#8220;Como assim, Lama? Isso é abstrato demais&#8221;, perguntamos silenciosamente.</p>
<p>Aí os mestres nos explicam, repetidas vezes, que, ao contemplarmos a dissolução e o renascimento constantes de nossas identidades, começaremos a nos dar conta dessa <strong>base construtora incessante, que é a nossa natureza.</strong> Nossas identidades nascem e morrem o tempo todo. O tempo todo. Basta contemplarmos para ver. Não vemos, porque não olhamos para isso.</p>
<p>Em nível mais sutil, num mesmo dia temos diferentes inclinações, ideias contraditórias, que vêm e vão, como um risco na água: tão logo aparecem, já somem. No sonho isso fica mais claro ainda: num sopro, mudamos de personagem, de enredo, de país, de mundo, de corpo. Durante a vigília não é diferente, mas temos a sensação que demora mais para as identidades morrerem, e, por isso, damos solidez a elas.</p>
<p>Ao contemplarmos o surgimento e cessação dos inúmeros personagens que assumimos, veremos que há algo que mantém as peças de teatro vivas, que há um palco que aceita qualquer personagem, o tempo todo. Já ouvimos isso que escrevi, aliás, eu estou aqui só papagaiando os mestres. Só escrevo, porque isso está correndo nas minhas veias agora; veias que poderiam estar frias, caso o acidente tivesse sido fatal.</p>
<p>Nesse sentido, um carro te jogando pro ar e não te matando é quase que um lembrete irado e compassivo.  Um favor que Maharaja nos faz. Mas é melhor não precisarmos desses lembretes irados e ficarmos bem atentos ao atravessar a rua.  No caso de nos esquecermos, não precisamos nem nos preocupar, pois Maharaja, o senhor da Roda da Vida, compassivamente nos lembrará das coisas, ainda que doa um pouco o joelho.</p>
<p>Quando me dei conta que eu não havia morrido, abri os olhos: havia um círculo de cabeças sobre mim com um pedacinho de céu no meio delas. As cabeças diziam: não se mexa! Uns ligavam para a ambulância, outros ficavam junto a mim, outros organizavam o trânsito, outros juntavam os tomates e maçãs que rolavam pelo asfalto.  Recuperei a fala e as forças. Vi a motorista que me atropelou em prantos. Ela estava mais nervosa que eu. Abracei-a honestamente, e ela começou a chorar no meu peito. O choro de alguém que estava com pressa, e que não queria ferir ninguém.</p>
<p>O sinal estava verde para ela. O sinal estava verde para mim. Culpa de quem, hein? Podemos até exigir do poder público que melhore o semáforo, o cruzamento, para diminuir os acidentes, mas ainda com o melhor dos cruzamentos, um cidadão de bem, com a mochila cheia de frutas, poderia ter morrido, assim, sem mais nem menos. Como de fato acontece o tempo todo<strong>. </strong>O tempo todo. Sem mais nem menos, e sem culpados.</p>
<p><strong>Os lembretes estão por todos os lados. </strong></p>
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		<title>Reiniciadas as pinturas do Templo Caminho do Meio</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 11:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>

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Relato de Tiffani Gyatso
 
&#8220;Cheguei aqui bem no fim de 2007 depois do convite do Lama Samten de pintar o templo do CEBB aqui em Viamao-RS. Eu tinha voltado da Índia em 2006 depois de 3 anos vivendo lá, e meu filho tinha acabado de nascer. Nos mudamos e tudo começou. A melhor escola de se aprender qualquer coisa é pondo a mão na massa sem dúvida! E o Lama Samten? ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a rel="attachment wp-att-1368" href="http://bodisatva.com.br/reiniciadas-as-pinturas-do-templo-caminho-do-meio/pintura-templo/"><img class="alignnone size-full wp-image-1368" title="pintura templo" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/08/pintura-templo.jpg" alt="" width="567" height="275" /></a></div>
<div>Relato de Tiffani Gyatso</div>
<div> </div>
<div>&#8220;Cheguei aqui bem no fim de 2007 depois do convite do Lama Samten de pintar o templo do CEBB aqui em Viamao-RS. Eu tinha voltado da Índia em 2006 depois de 3 anos vivendo lá, e meu filho tinha acabado de nascer. Nos mudamos e tudo começou.<strong> A melhor escola de se aprender qualquer coisa é pondo a mão na massa sem dúvida!</strong> E o Lama Samten? Não, como, porque… mas acho que somente algo sublime para explicar, botou fé em mim. <strong>E foi a fé que ele teve em mim, que eu tive também.</strong> O trabalho iria ser feito e iria dar certo. <a href="http://www.flickr.com/photos/cebb/sets/72157606856395420/" target="_blank">Veja as fotos da primeira fase da pintura!</a> E o vídeo do trailer do documentário <a href="http://vimeo.com/14407701" target="_blank">&#8220;Thangka&#8221;</a>.</div>
<div> </div>
<div>Depois de 2 anos terminei os painéis principais. Aí, senti que precisava &#8216;recarregar&#8217;, buscar inspiração e energia e nada mais lógico do que ir de volta à fonte. Como o pai do meu filho é de lá e não conheciam nosso filho… mais uma razão. No inicio de 2010 voltamos para Dharamsala e passamos 3 meses lá. Me aproximei muito da minha família tibetana e o tibetano do Arion ficou fluente, ele traduzia para mim e sentei ao lado do meu novo professor, pois o anterior que foi meu professor pelos 3 anos, faleceu um ano depois que saí da escola. E ele me passou muita coisa, especialmente <strong>o</strong> <strong>trabalho, a motivação e a reverência à tradição</strong>. O inglês do novo professor era fluente, ao contrário do primeiro, pude aprender mais dessa maneira também, perguntando, tendo respostas e filosofando, pois Karma tem uma mente política, artística e espiritual, bem definida.</div>
<div> </div>
<div>Depois desses 3 meses, passamos também 3 semanas nos Estados Unidos em NY. Como aquela cidade pulsa cultura e arte, adorei. Passei uns dias em um templo no Colorado, onde me chamaram há um ano atrás para trabalhar lá, mas como ainda tenho trabalho no Brasil… adiei. Mas a conexão com Lama Tsultrim, mestra residente do centro de retiros <a href="http://www.taramandala.org/" target="_blank">Tara Mandala </a>foi forte, ela é uma mulher especial e uma praticante poderosa. </div>
<div> </div>
<div><a rel="attachment wp-att-1369" href="http://bodisatva.com.br/reiniciadas-as-pinturas-do-templo-caminho-do-meio/tiffani-e-arion_/"><img class="alignnone size-full wp-image-1369" title="tiffani e arion_" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/08/tiffani-e-arion_.jpg" alt="" width="428" height="228" /></a></div>
<div>De volta ao Brasil, fiquei quase 2 meses no retiro dos meus pais no sul de Minas e foi um tempo bom de compilar toda a essência da Índia e toda viagem. Aproveitei para fazer umas pinturas no <a href="http://www.sergioprata.com.br/" target="_blank">atelier de Sergio Prata</a> que me disponibilizou o espaço e material. Os quadros serão expostos no <em>&#8220;Pixel Show&#8221;</em> que será em São Paulo, dias 16 e 17 de outubro. E fazem parte de uma série que ainda continuo a pintar chamada <a href="http://artspirit.multiply.com/photos/album/39" target="_blank">&#8220;Romantic Tibet&#8221;.</a></div>
<div> </div>
<div>
<div>De volta ao CEBB em agosto 2010 depois desses 6 meses fora, retomo as pinturas. Perdi minha equipe, o querido Elemar, minha mão direita! Lu e Cinthia. Porém essa fase não necessita de tantas mãos. <strong>Estou iniciando <em>&#8220;A Vida do Buda em 12 Cenas&#8221;</em>. Serão pintadas em 12 telas redondas e depois coladas no teto</strong> (o de 45 graus em cima as pinturas já feitas). Isso levará em torno de 1 ano e meio<strong>.</strong>&#8221; <a href="http://artspirit.multiply.com/photos/album/37" target="_blank">Veja as fotos!</a></div>
<div> </div>
<div>Tiffani Gyatso</div>
<div> </div>
<div><strong><a href="http://artspirit.multiply.com/journal/item/46/INICIO_DO_CURSO_DE_THANGKA_MENSAL_NO_CEBB_Viamao_RS_-_O_BUDA" target="_blank">Saiba mais sobre o novo curso de pintura tibetana no CEBB!</a></strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong><a href="http://vimeo.com/14407701" target="_blank">Veja  o trailer do documentário Thangka, sobre a pintura do templo Caminho do Meio.</a></strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong><a href="http://www.thangkaproject.com.br/" target="_blank">Saiba mais sobre o projeto &#8220;Thangka&#8221;!</a></strong></div>
<div><a href="http://bodisatva.com.br/wp-admin/rs/89-viamao/406-como-chegar-no-cebb-caminho-do-meio" target="_blank"></a></div>
</div>
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