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	<title>Bodisatva &#187; Ação</title>
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	<description>um olhar budista</description>
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		<title>Lama Padma Samten no TEDxAmazônia</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 00:27:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[5 Sabedorias]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[TEDx Amazônia]]></category>

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		<description><![CDATA[
A missão do TED é reunir pessoas, cujas idéias são inspiradoras para a construção de um mundo melhor e por isso devem ser compartilhadas e espalhadas. O TEDx é uma iniciativa local e independente, porém inspirada no espírito e formato do TED. O TEDxAmazonia teve sua primeira edição em novembro de 2010 no Jungle Palace, um hotel flutuante no meio da Amazônia, à margem esquerda do Rio Negro e terá ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/04/lama-tedxamazonia11.png" alt="Lama Padma Samten Tedx Amazônia" title="Lama Padma Samten Tedx Amazônia" width="588" height="275" class="alignnone size-full wp-image-3479" /></p>
<p>A missão do <a href="http://www.ted.com/">TED</a> é reunir pessoas, cujas idéias são inspiradoras para a construção de um mundo melhor e por isso devem ser compartilhadas e espalhadas. O TEDx é uma iniciativa local e independente, porém inspirada no espírito e formato do TED. O <a href="http://www.tedxamazonia.com.br/">TEDxAmazonia</a> teve sua primeira edição em novembro de 2010 no Jungle Palace, um hotel flutuante no meio da Amazônia, à margem esquerda do Rio Negro e terá sua segunda edição em junho de 2012.</p>
<p><span id="more-3325"></span></p>
<p>Com apenas 10 a 15 minutos para expor suas idéias, os palestrantes no TEDx costumam apressar-se para dar conta do que têm a dizer nesse curto espaço de tempo. Lama Padma Samten surpreende a platéia do TEDxAmazônia ao convidá-la para fazer alguns instantes de silêncio, antes de começar sua fala.</p>
<p>Em menos de 10 minutos Lama Samten expõe idéias essenciais e muito profundas do Budismo, que, na verdade, <strong>vão além do próprio Budismo</strong> e podem ser aproveitadas por qualquer pessoa, independente de sua crença ou religião.</p>
<p>Lama começa falando que estamos num tempo de <strong>superar as ingenuidades</strong>. Ele destaca o valor da ciência, como um instrumento de estudo do que está diante de nós e também a importância das tradições contemplativas, cuja principal contribuição é o conhecimento do mundo interno. Ele diz que a superação da ingenuidade é a superação da ideia de que a compreensão do mundo externo seja suficiente ou a compreensão do mundo interno seja suficiente.  Ele explica que a realidade é muito mais complexa e exige a observação da<strong> inseparatividade entre o mundo interno e externo.</strong></p>
<p>Lama introduz então a noção de inseparatividade, presente na física quântica, área na qual se aprofundou enquanto físico. Ele cita o filósofo Wittgenstein e a importância do estudo da História e da Filosofia da Ciência para entendermos a limitação da visão de cada tempo, a limitação dos paradigmas. Lama Samten explica que os cientistas, quando refletem sobre a realidade, se valem de paradigmas e concepções próprias, o que faz com que suas conclusões sobre a realidade jamais sejam neutras, mas intimamente ligadas aos referenciais utilizados para descrevê-la.</p>
<p><strong>&#8220;A ingenuidade é pensar que o que nós vemos e pensamos é suficientemente amplo.&#8221;</strong></p>
<p>Uma vez que a realidade não é externa e fixa, mas inseparável daquele que a experencia, Lama Samten fala da nossa <strong>capacidade de criar nossos próprios mundos</strong>. Se temos essa liberdade de criar e gerenciar mundos, que o façamos da melhor forma possível, trazendo benefício para nós mesmos e para os outros. Nesse contexto, Lama Samten explica que a melhor forma de construir nossos mundos é operando com as 5 sabedorias e a sabedoria de Vajrasatva.</p>
<p>Alguns trechos da palestra:</p>
<p>&#8220;Do mesmo modo que os cientistas podem construir concepções de mundo, nós<strong> temos a capacidade de construir concepções vitoriosas e positivas de mundo.</strong> Nós não estamos condenados a viver nos mundos que nós herdamos, além do mais, os mundos que nós herdamos não vêm de forma concreta, eles podem ser algum tipo de maldição, algum tipo de mágica a qual nós estamos submetidos. &#8221;</p>
<p>&#8220;Na visão budista, da mesma forma para a física quântica, <strong>o mundo é mágico</strong>. <strong>O mundo não é algo que está pronto e nós somos vítimas dele.</strong> O mundo é algo que nós construimos com nossos olhares, com os nossos conceitos. &#8221;</p>
<p>&#8220;Se nós quisermos treinar uma construção positiva do mundo nós deveríamos gerar <strong>seis sabedorias.</strong>&#8221;</p>
<p>Veja aqui o vídeo da palestra!</p>
<p><iframe width="590" height="332" src="http://www.youtube.com/embed/2EcsddINgYA?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um breve relato da passagem do Kyabje Tenga Rinpoche</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 20:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[
Como vocês sabem, Kyabje Tenga Rinpoche havia sido internado no hospital na noite de 26 de março. No dia 28, às 5:30 pm Rinpoche expressou seu desejo de voltar ao mosteiro. Os médicos o aconselharam fortemente a não fazê-lo, devido à falta de instalações de lá, e dizendo francamente a Rinpoche que não poderiam dar nehuma garantia por se ele optasse por sair de qualquer maneira. No entanto, Rinpoche manteve ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/um-breve-relato-da-passagem-do-kyabje-tenga-rinpoche/tenga3-2/" rel="attachment wp-att-3391"><img class="alignright size-full wp-image-3391" title="Tenga Rinpoche" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tenga31.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p><P>Como vocês sabem, Kyabje Tenga Rinpoche havia sido internado no hospital na noite de 26 de março. No dia 28, às 5:30 pm Rinpoche expressou seu desejo de voltar ao mosteiro. Os médicos o aconselharam fortemente a não fazê-lo, devido à falta de instalações de lá, e dizendo francamente a Rinpoche que não poderiam dar nehuma garantia por se ele optasse por sair de qualquer maneira. No entanto, Rinpoche manteve sua decisão, que também foi confirmado pelo conselho de S.S Karmapa pouco tempo depois. Uma ambulância foi preparada e Rinpoche chegou ao mosteiro por volta das 19:00.</P></p>
<p><P>Anteriormente, enquanto no hospital, a situação Rinpoche era  insuportável. Ele estava em um grande desconforto e tinha de ser virado a cada minuto. Além disso, enquanto na clínica, ele não conseguia dormir por um minuto sequer. Esta situação persistiu por algum tempo uma vez que ele estava de volta para casa no mosteiro até que, às 9:30 pm, ele perguntou a Tashi Özer e Sherab Wangchuk para dizer a todos para saírem. Por volta das 10:00 Rinpoche pediu especificamente para chamarem oito pessoas . Eram Tenpa Yarpel, Sherab Wangchuk, Lodrö Jinpa, Tashi Özer, Karma, Lama Geleg, Lama Tsöndrü e Sopa Chopel. Ao entrarem, encontraram Rinpoche dormindo pacificamente e ficaram em silêncio na sua presença até meia-noite.</P></p>
<p><P><strong>Quando Rinpoche acordou pouco depois da meia-noite, Sherab Wangchuk informou-lhe que todos os requeridos estavam presentes. Rinpoche foi, então, ajudado a sentar-se e começou a falar de sua última vontade.</strong> Ele pediu várias vezes que suas palavras fossem gravadas de modo de não haver nenhum erro mais tarde. Entre os desejos de Rinpoche foi de que alguns objetos de ouro que tinham sido recentemente oferecidos a ele, serem colocado dentro da grande estátua de Maitreya no templo principal, bem como no remate de ouro em cima do teto templo. Isso já foi feito.</P></p>
<p><P><strong>Não ficou imediatamente aparente, mas depois de um tempo notou-se que Rinpoche não fez mais qualquer movimento. Ao invés disso, sentou-se muito ereto e imóvel e não parecia mais ser uma pessoa doente.</strong> Enquanto anteriormente Rinpoche havia se sentido muito enjoado, agora tudo isso tinha ido embora e ele não mais parecia estar desconfortável. Ocasionalmente, ele pedia um gole de água ou suco.</P></p>
<p><P>Depois de algum tempo Tenpa Yarpel foi chamado novamente e Rinpoche deixou bem claro que ele desejava que seu corpo fosse cremado. Sendo ainda mais específico, Rinpoche determinou que os quatro rituais de fogo para a cremação deveriam ser realizado pelos nossos lamas e monges do mosteiro Benchen, por Tsike Chokling Rinpoche, por Chökyi Nyima Rinpoche e por Tulku Yonten do mosteiro de Thrangu e seus respectivos monges.</P></p>
<p><P>Mais uma vez, um pouco mais tarde Sherab Wangchuk foi chamado e instruído a extender os melhores desejos e aspirações de Rinpoche para todos os seus alunos na Europa, Malásia, Singapura, Taiwan e Indonésia, e especialmente à Sra. How Yok Bee, Sr. e Sra. Peter e Nora Rohde-Kvaede e ao Sr. Tim Tashi Boldt e família.</P></p>
<p><P>Mais uma vez um pouco mais tarde Tenpa Yarpel foi chamado. Rinpoche declarou expressamente que era o seu desejo de que a Tenpa Yarpel fosse dado o posto de Tesoureiro Sênior, enquanto a Tashi Özer será o de Tesoureiro júnior do Mosteiro Benchen.Isto foi posto por escrito e será respeitado.</P></p>
<p><P>Até agora a noite tinha passado e eram as primeiras horas de 29 de março. As 3:00h Rinpoche chamou Karmo, sua sobrinha. Depois que Yarpel Tenpa foi chamado novamente e Rinpoche pediu que pedissem a Sangyum Dechen, a esposa de Tsike Chokling Rinpoche, a ser convidada para a manhã seguinte. Rinpoche insistiu uma vez mais como ele desejava que os seus melhores votos fossem enviados a todos. Às 6:00 H.E.Sangye Nyenpa Rinpoche veio e ficou com Tenga Rinpoche até pouco antes das 9:00, altura em que Sangyum Dechen chegou. Rinpoche tomou conhecimento de sua chegada, mas não disse nada. Por volta das 9:30 da manhã ela pediu permissão para deixar Rinpoche e foi dispensado.</P></p>
<p><P><strong>Depois disso Ozer Tashi perguntou a Rinpoche como e quando se deveria começar a procurar próxima encarnação do Rinpoche.</strong> Tenga Rinpoche foi muito explícito sobre isso dizendo: &#8220;Pergunte a Sua Santidade o Karmapa! Seu conselho será muito claro.&#8221;</P></p>
<p><P><strong>Por mais de 28 horas Rinpoche esteve sentado bem ereto e imóvel e por muito desse tempo ele parecia estar em profunda meditação.</strong> À noite Tenpa Yarpel foi chamado novamente à presença de Rinpoche e pediu para gravar suas palavras. Foi pedido de Tenga Rinpoche para que Sangye Nyenpa Rinpoche continuamente tomasse cuidado para que todos os rituais tradicionais do Mosteiro Benchen, as danças e pujas etc, continuassem ininterruptamente no futuro. Tenpa Yarpel então pediu Kyabje Tenpa Rinpoche para que, por favor, retornasse muito rapidamente, no que Rinpoche sorriu e acenou com a cabeça.</P></p>
<p><P><strong>Por volta de 1:00 am Tenga Rinpoche mencionou que ele havia visto claramente seus professores diante de dele, o anterior 11º Tai Situ Pema Wangchok Gyalpo, o anterior Sangye Nyenpa Rinpoche, o anterior Dilgo Khyentse Rinpoche e o segundo Jamgön Kongtrul Palden Khentse Özer.</strong> Então, nas primeiras horas de 30 de Março, às 3:24 am hora local, para ser exato, ele finalmente faleceu. H.E. Sangye Nyenpa Rinpoche tinha visitado várias vezes antes disso.</P></p>
<p><P><strong>Este dia, que é o oitavo dia do segundo mês tibetano, é um dia sagrado para a Tara Salvadora.</strong> Quando o momento finalmente chegou, Sangye Nyenpa Rinpoche ofereceu as palavras do &#8220;Esclarecendo o estado de Thugdam &#8221; e os recitou diretamente no ouvido de Tenga Rinpoche. Assim Tenga Rinpoche ajustou sua postura um pouco, colocou as mãos no gesto da meditação, e desde então entrou na meditação profunda, que é conhecido como &#8220;Thugdam&#8221;, um estado meditativo que os grandes mestres realizados podem entrar depois de seus corpos tenham expirado. Logo depois que disso Sangye Nyenpa Rinpoche liderou a recitação de orações às Três Jóias e especialmente o &#8220;Apelo ao Lama ( Lama Djanbo)&#8221; por Jamgön Kongtrul.</P></p>
<p><P><strong>Desde então, o conselho precioso de Sua Santidade o Karmapa foi recebido para manter ambientes ao redor Kyabje Tenga Rinpoche muito calmo e não permitir visitas ao Kudung, os restos preciosos, pela duração de três dias.</strong> Vamos agir em conformidade. Mediante a vontade expressa Kyabje Tenga Rinpoche, que deseja ser cremado e os conselhos do HE Sangye Nyenpa Rinpoche, a data para a cremação foi fixado para 18 de maio de 2012.</P></p>
<p>Com os melhores cumprimentos,</p>
<p>O Comitê do Monastério de Benchen</p>
<p>[O Precioso Kudung - Foto tirada por Karma Sherab Wangchuk, atendente pessoal de Kyabje Tenga Rinpoche, Kathmandu, 2012]</p>
<p><a href="http://bodisatva.com.br/um-breve-relato-da-passagem-do-kyabje-tenga-rinpoche/tenga4/" rel="attachment wp-att-3388"><img class="size-full wp-image-3388 alignleft" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tenga4.jpg" alt="" width="411" height="266" /></a></p>
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		<title>Palestra do Lama Samten na abertura do V Congresso da Cidade</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/palestra-do-lama-samten-na-abertura-do-v-congresso-da-cidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 00:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[Palestra]]></category>
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		<description><![CDATA[
Em março de 2011, ocorreu em Porto Alegre o V Congresso da Cidade, cujas atividades se estenderam até o fim do mês de novembro. O evento teve como objetivo refletir sobre o planejamento, os desafios e o cuidado com a capital gaúcha de uma forma ampla e participativa, reunindo diferentes setores da sociedade.
Lama Padma Samten foi convidado para fazer a palestra de abertura do evento, que ocorreu no auditório do Ministério ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/palestra-do-lama-samten-na-abertura-do-v-congresso-da-cidade/lama-congresso-1-2/" rel="attachment wp-att-3364"><img class="alignnone size-full wp-image-3364" title="Lama Samten V Congresso da Cidade" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/lama-congresso-11.png" alt="Lama Samten V Congresso da Cidade" width="589" height="393" /></a></p>
<p>Em março de 2011, ocorreu em Porto Alegre o <strong>V Congresso da Cidade</strong>, cujas atividades se estenderam até o fim do mês de novembro. O evento teve como objetivo refletir sobre o planejamento, os desafios e o cuidado com a capital gaúcha de uma forma ampla e participativa, reunindo diferentes setores da sociedade.</p>
<p>Lama Padma Samten foi convidado para fazer a palestra de abertura do evento, que ocorreu no auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul, no dia 24.03.2011. Lama Samten falou sobre a importância da visão na atualidade, física quântica, problemas ambientais e sociais, resiliência e sobre a influência do mundo emocional nas diferentes áreas da vida e da sociedade.</p>
<p><span id="more-3298"></span>A palestra está disponível abaixo em quatro vídeos de aproximadamente 15 minutos cada.</p>
<p>Alguns trechos da palestra:</p>
<p>“A perda de visão seria como um pesadelo dos gestores. Os gestores estão sempre assombrados pela perda de visão. Por exemplo, uma empresa que vai investir hoje para começar a produzir daqui a cinco anos é uma empresa que necessita <strong>cuidar delicadamente da questão da visão</strong>.”</p>
<p>“Vocês olhem a bolha econômica de dois anos atrás: 100 bancos americanos quebraram. Por que isso? <strong>Eles quebraram, porque eles não conseguiram ver.</strong> Como é que eles não conseguiram ver, se nos EUA nós temos o maior número de PhDs na área de economia e nós temos com certeza vários prêmios Nobel na área de economia? Como é que eles não viram? Eles não viram porque, como cientistas, eles só vêem o que é possível, eles não conseguem ver adiante. Mas nós estamos num tempo em que o custo é altíssimo se nós não conseguimos ver adiante.”</p>
<p>“Nós descobrimos que nós só conseguimos ver externamente o que o nosso mundo interno concebe.”</p>
<h3><strong>1 – Responsabilidade Universal</strong></h3>
<p><strong>Temas:</strong> processo econômico, busca pela felicidade, avidya, perda de visão, história da ciência, bolha econômica, física quântica, Niels Bohr, mundo interno e externo, Wittgenstein, resiliência</p>
<p><iframe width="573" height="430" src="http://www.youtube.com/embed/9AATl1IjO4A?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>2 – Método da reconstrução do olhar</strong></h3>
<p><strong>Temas:</strong> perda de resiliência, razão do estado, razão do cidadão, paisagem mental e emocional, espaços de possibilidades, energia/lung, brilho no olho, método de investigação apreciativa, dar nascimento</p>
<p><iframe width="573" height="430" src="http://www.youtube.com/embed/e2waJYn_9Tk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h3></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>3 – Surgimento do sonho</strong></h3>
<p><strong>Temas:</strong> método de investigação apreciativa, construção de um sonho, trabalho em rede, dar nascimento, cidadania, experiência com a comunidade Jardim Castelo, história da Casa da Sopa, visão econômica</p>
<p><iframe width="573" height="430" src="http://www.youtube.com/embed/PbRESa5_CPk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>4 – Cuidando da cidade</strong></h3>
<p><strong>Temas:</strong> pensamento amplo, mandala, participação popular, resiliência, cinco sabedorias, mantra do Guru</p>
<p><iframe width="573" height="430" src="http://www.youtube.com/embed/DEGsyG5UUfI?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>Entrevista com o Reverendo Yoshihiko Tonohira</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/entrevista-reverendo-yoshihiko-tonohira/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 21:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carmen Navas Zamora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura de paz]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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A possibilidade de construir uma Terra Pura no presente é uma das propostas do CEBB em sua prática cotidiana. Mas como um mestre da linhagem Terra Pura do Japão (Jodo Shinshu) vê esta possibilidade? A pergunta esteve no ar durante a entrevista com o Reverendo Yoshihiko Tonohira, representante da maior tradição budista japonesa, que você vai ler abaixo. A conversa teve a participação do Lama Padma Samten e do editor ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/entrevista-reverendo-yoshihiko-tonohira/tonohiro/" rel="attachment wp-att-2902"><img class="alignleft size-full wp-image-2902" title="Reverendo Yoshihiko Tonohira no Templo Caminho do Meio" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/tonohiro.jpg" alt="" width="588" height="300" /></a></p>
<p>A possibilidade de construir uma Terra Pura no presente é uma das propostas do <a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao">CEBB</a> em sua prática cotidiana. Mas como um mestre da linhagem Terra Pura do Japão (Jodo Shinshu) vê esta possibilidade? A pergunta esteve no ar durante a entrevista com o Reverendo Yoshihiko Tonohira, representante da maior tradição budista japonesa, que você vai ler abaixo. A conversa teve a participação do Lama Padma Samten e do editor da Revista Bodisatva, José Fonseca, e trouxe informações preciosas sobre a história desta linhagem e o método que ela utiliza para chegar à realização. O mestre Tonohira defendeu maior engajamento do budismo na realidade brasileira, com todas as suas dificuldades e complexidade. Ele lamentou que sua tradição tenha funcionado de forma fechada durante muito tempo e se mostrou esperançoso de que esta realidade possa mudar.</p>
<p><strong>Carmen</strong>: Reverendo, poderia falar um pouco sobre a linhagem Terra Pura e como ela se desenvolveu?</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: A linhagem, que no Japão se chama Jodo Shinshu, foi fundada há cerca de 800 anos e hoje é a maior ordem do budismo japonês. É possível situar várias características, mas a principal é o ensinamento centrado nas pessoas comuns do mundo. São pessoas leigas, sujeitas aos kleshas (marcas mentais) e às paixões do cotidiano. Essas pessoas tomam refúgio no Buda Amitaba e geram a aspiração de nascer em sua Terra Pura, tendo assim um importante apoio em seu caminho de prática. Por dar ênfase à fé em Amitaba, um certo equívoco levou muita gente a entender que se trata quase de um cristianismo, mas os princípios do Jodo Shinshu estão fundamentados no autodespertar. Desde o início, Jodo Shinshu penetrou nas camadas populares do país. Mas também houve épocas em que foi adotada pela classe dominante, houve estes dois extremos. O Zen tinha uma relação mais forte com os samurais, os militares, enquanto que o Jodo Shinshu chegou a inspirar os levantes camponeses contra a dominação dos senhores feudais. Alguns desses levantes tiveram em suas bandeiras a frase &#8220;Eu tomo refúgio em Amitaba&#8221;.</p>
<p><strong>José Fonseca</strong>: Existiu este envolvimento do budismo com a ideologia militar no Japão?</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: Na era Meiji (1868-1912), o budismo japonês colaborou com o processo das guerras imperialistas, tanto o Zen quanto outras linhagens. A meu ver ainda não houve uma autocrítica com relação a isso. A justificativa era uma espécie de ideologia das duas verdades: uma verdade interior, que seria a minha fé no Buda, que é inabalável, e uma verdade exterior, que seriam os movimentos feitos pelo Império japonês e seus destinos.</p>
<p><strong>Carmen</strong>: Quais as diferentes visões dentro da linhagem Terra Pura quanto a estes extremos?</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: A minha opção pessoal é pelos mais pobres e também os mais discriminados, como os Burakumin (minoria que considerada impura dentro da visão medieval de castas no Japão). Penso também que é preciso retomar os fundamentos da linhagem e buscar uma ruptura com a lógica da riqueza e do capital que existem no país hoje.</p>
<p><strong>Carmen</strong>: Como o senhor vê a prática do Jodo Shinshu no Brasil?</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: O que tenho visto nessa viagem, a partir da visita ao templo Hompa Honganji, é que os imigrantes japoneses conservaram a tradição de uma maneira bastante fechada. Como a geração mais antiga de japoneses começou a morrer, a linhagem perdeu muitos praticantes, porque não se espalhou entre os brasileiros. Esta situação é bem triste, porque o Jodo Shinshu poderia trazer benefícios a muitas pessoas.</p>
<p><strong>Carmen</strong>: É bastante discutida esta questão da religião como suporte de uma minoria étnica que se vê ameaçada de perder sua identidade. Quais seriam as maneiras de reverter isso?</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: Vi dois momentos bem interessantes nesta viagem. Um deles foi quando conhecemos o trabalho do monge Ademar Shojo Sato, no templo Shin, em São Paulo. Ele conseguiu envolver pessoas que não descendem de japoneses e criar uma rede que no futuro pode gerar um movimento comunitário para trabalhar com a situação de miséria que muitos brasileiros enfrentam. O outro momento interessante foi a visita ao Cebb Caminho do Meio. Pude ver que o encontro com a tradição tibetana não se deu no âmbito de uma comunidade fechada e isso permite que os praticantes criem vínculos com a população próxima. Este tipo de diálogo é muito importante e serve de inspiração para o Jodo Shinshu, que no futuro poderá encontrar maneiras de atender às demandas sociais dos brasileiros.</p>
<p><strong>Lama Padma Samten</strong>: A analogia que eu faço é assim. As grandes tradições podem se expandir para outros países como se fossem farmacêuticos que vendem certos tipos de fármacos. Mas é preciso também existir um olhar de terapeuta, que significa ir até os doentes, ver como estão as vidas deles e do que estão de fato precisando. Este olhar de terapeuta é o olhar de Chenrezig, de Kwan Yin.</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: Grande ensinamento, muito obrigado. Não podemos negar que a tradição ofereceu um apoio importante aos migrantes, que enfrentaram condições difíceis e passaram por muitas perdas quando chegaram ao Brasil. Mas é preciso ver a realidade brasileira e o sofrimento que está presente nela, assim como o sofrimento que está presente na sociedade contemporânea. É importante definir o nosso local de vida, aquele lugar onde vamos desenvolver nossas relações e atuar para aliviar o sofrimento dos seres. Nossa prática é recitar o nome do Buda Amitaba e assim ter um encontro profundo com o nosso próprio sofrimento.</p>
<p><strong>Lama Padma Samten</strong>: Eu teria uma pergunta a fazer com relação à Terra Pura, já que no Cebb este assunto é bastante sensível. Esta Terra Pura é algo que está somente no campo ideal, distante de nós? Ou podemos fazer com que ela aconteça já, nesta vida? Aqui cultivamos a noção de que a Terra Pura surge quando nos inserimos numa mandala positiva, ou seja, quando mudamos o nosso software.</p>
<p><strong>Mestre Tonohira</strong>: A Terra Pura não é algo que existe só no futuro, nem é algo que está no presente. Se considerarmos os nossos kleshas e todos os obstáculos que enfrentamos, podemos pensar na Terra Pura como algo que está distante, no futuro, quase inalcançável. É muito difícil pensar que podemos chegar até ela. Mas se acolhemos o voto original do Buda Amitaba e iluminamos os nossos kleshas com a sua luz infinita, o processo se inverte. Vamos pensar na Terra Pura como algo que vem do futuro até nós. Isso seria a realização de uma grande fé.</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150475826631765.361154.122520771764&amp;type=1&amp;l=f03c632dc9">Veja as fotos</a> da visita do Reverendo Tonohira ao CEBB Caminho do Meio.</p>
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		<title>A  Paz é o Nosso Estado Original</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 15:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mestre budista Dzigar Kongtrul Rinpoche esteve em Salvador em novembro último e concedeu entrevista à Cássia Candra da Revista Muito, do Grupo a Tarde.
Abre aspas com Dzigar Kongtrül Rinpoche
A Paz é o Nosso Estado Original
Texto Cássia Candra
Na casa de frente para o mar, exatamente onde o vento &#8220;faz a curva&#8221;, na Pedra da Sereia, uma escada em espiral leva ao terraço, três pisos acima. Lá, medita Dzigar Kongtrül Rinpoche. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2731" rel="attachment wp-att-2731"><img class="alignleft size-full wp-image-2731" title="Dzigar Kongtrul Rinpoche" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/dzigarkongtrul.jpg" alt="" width="589" height="275" /></a>O mestre budista <a href="http://padmasambhavapureland.com/dzigar.php" target="_blank">Dzigar Kongtrul Rinpoche</a> esteve em Salvador em novembro último e concedeu entrevista à Cássia Candra da <a href="http://revistamuito.atarde.com.br" target="_blank">Revista Muito</a>, do Grupo a Tarde.</p>
<p>Abre aspas com Dzigar Kongtrül Rinpoche</p>
<p><strong>A Paz é o Nosso Estado Original</strong></p>
<p>Texto Cássia Candra</p>
<p>Na casa de frente para o mar, exatamente onde o vento &#8220;faz a curva&#8221;, na Pedra da Sereia, uma escada em espiral leva ao terraço, três pisos acima. Lá, medita Dzigar Kongtrül Rinpoche. No lugar, perfeito para o Jal Samadhi (prática de flutuar na água durante a meditação), indiano de 47 anos, fundou o Centro Budista Tibetano <a href="http://gunanorling.blogspot.com/" target="_blank">Guna Norling</a>. Da linhagem Nyingma, é o único na América Latina sob sua orientação. Desde 2003, veio à Bahia três vezes e, na última, há pouco mais de 15 dias, iniciou, com estudos do texto clássico Carta a Um Amigo, de Nagarjuna, um novo projeto: a implantação de um Shedra, curso superior de aprofundamento nos ensinamentos do Buda. Nascido em Manali, no Himalaia, e desde 1989 estabelecido nos Estados Unidos, Kongtrül Rinpoche se dedica à pintura e é autor de vários livros. Durante cinco anos ensinou filosofia budista na Universidade de Naropa, no Colorado, e fundou a organização Mangala Sri Bhuti. Estuda a raiz do budismo desde menino, quando foi reconhecido como encarnação de Jamgon Kongtrül Lodro Thaye, mestre tibetano do século 19, e teve como professor o grande iogue erudito Khenpo Rinchen.</p>
<p><strong>Como os principais ensinamentos de Nagarjuna podem ser aplicados em nossa vida prática?</strong></p>
<p>Basicamente, esses ensinamentos de Nagarjuna são correspondências a um amigo muito querido, que é um rei. Pelo fato de serem dados a um rei, os ensinamentos são dados a pessoas não-monásticas. Então, são conselhos de como devemos prosseguir numa vida espiritual, mesmo sem sermos monásticos, mas dentro de um contexto familiar.</p>
<p><strong>Sua Santidade, o Dalai Lama, costuma dizer que ninguém precisa ser religioso para praticar a compaixão.</strong></p>
<p>Com certeza, não. É uma questão de opção, das opções que fazemos. E também da predisposição que trazemos de uma vida anterior. Depende das condições, da fé e das escolhas que fazemos. Mas é muito indicativo para as pessoas que têm uma prática espiritual na vida se autorrefletir. Para tentar compreender quem somos como seres humanos. Ter respeito e interesse pelas pessoas; ter compaixão, tolerância e bom coração, são virtudes básicas para o desenvolvimento de cada um de nós.</p>
<p>Mas, no mundo, não vemos muita compaixão; não vemos pessoas se colocando no lugar das outras. <strong>A maioria pratica pouco ou não pratica essas virtudes. O que nos falta para alcançar este desenvolvimento? Qual a visão que o senhor tem da humanidade do século 21?</strong></p>
<p><strong>O Buda disse que, se treinarmos a mente, ela se torna mais aberta; mas, se não for treinada, fica enrijecida.</strong> A ciência e a tecnologia deste século – e as necessidades que fizeram com que estas ciências se desenvolvessem – alcançaram um avanço enorme, mas não podemos ignorar nossos hábitos de ganância. Então, há uma necessidade de dispersar esse pensamento egoísta, essa tendência a pensar só em si mesmo, em consumir, em se divertir, para passar a pensar em coisas que alimentam a nossa autointrospecção e o nosso autoconhecimento.</p>
<p><strong>Diria que as pessoas estão perdidas?</strong></p>
<p>Não completamente. Mas, até a humanidade se conscientizar da necessidade de se autorrefletir, o impacto social – os ricos se tornando cada vez mais ricos e os pobres mais pobres – e o impacto ambiental que causamos continuarão tendo efeito. Contudo, a bondade básica que temos como seres humanos irá corrigir esses defeitos.</p>
<p><strong>Que exemplo o senhor daria de “bondade básica”?</strong></p>
<p>O Movimento de Ocupação que está ocorrendo nos Estados Unidos agora. É um movimento enorme, que leva muitos jovens, em sua maioria, a ocupar Wall Street e as maiores cidades do país com o objetivo de protestar contra a desigualdade (lá, a classe média está sendo esmagada pelo 1% da população que tem poder financeiro e de governo). Então, é uma ocupação pacífica, ninguém agride ninguém, mas não deixa de se colocar, de afirmar que tem consciência do que está errado. Esse movimento é um exemplo de que haverá uma correção e é preciso que haja essa correção. A bondade fundamental irá fazer com que a humanidade se dirija a autorreflexão.</p>
<p><strong>Essa é uma das propostas do budismo, incentivar essa atitude?</strong></p>
<p>Que atitude?</p>
<p><strong>Cultivar o que há de bom dentro de nós.</strong></p>
<p>O Buda diz que, com a Lei do Carma, que afirma que tudo o que uma semente possa trazer de efeitos positivos, quando for plantada, assim o fará; mas, se essa semente for negativa, os efeitos serão igualmente negativos. Esses efeitos se referem tanto ao indivíduo como para a comunidade. Então, o indivíduo tem que ter uma atitude positiva, cultivar tolerância e bondade, e dessa maneira adquirir um bem-estar pessoal e impactar a comunidade.</p>
<p><strong>Então, é uma questão de atitude?</strong></p>
<p>De ter atitude e determinação para cultivar e manter esses hábitos.</p>
<p><strong>Muitas filosofias espiritualistas dizem que a paz é nosso estado original. O senhor concorda?</strong></p>
<p>Sim, na verdade a paz é nosso estado original. Porque, se não fosse assim, a iluminação teria que ser criada. Mas ela não é criada, é descoberta. Então, a confusão é como as nuvens no céu e a paz, como o céu limpo.</p>
<p><strong>E por que há tanta violência no mundo?</strong></p>
<p>Acho que violência e ambição andam juntas. E essa ambição se sustenta na crença da existência de si mesmo. Então, a pessoa tem que se proteger. Todos nós temos um ego e todos nós temos que proteger esse ego, mas isso vai além dessa intenção de trocar de lugar com o outro, de nos colocar no lugar do outro. A violência surge disso, da ambição e dessa mentalidade mesquinha.</p>
<p><strong>Surge de um estado mental confuso? Essas pessoas estão confusas, não?</strong></p>
<p>Sim, estão. Mas isso não significa que as nossas intenções não podem ser mudadas; não significa que essa confusão é intrínseca.</p>
<p>Não estaríamos confusos sobre o conceito de felicidade, por exemplo? Todos queremos ser felizes, mas, ao buscar a felicidade, somos capazes de praticar boas ações, mas também de roubar e matar. Lembro de um bandido carioca que contou que entrou no mundo do crime porque sonhava com sua geladeira abarrotada de iogurte.</p>
<p>Sim, entendo o que você quer dizer. Em vez de sermos felizes, não conseguimos dar um suporte às causas e condições que criam essa felicidade. Fazemos o contrário, ao aplicar causas e condições que nos levam ao oposto disso. A intenção não tem o impacto da ação. O que causa sofrimento é essa confusão, quando a ação e a intenção estão separadas.</p>
<p><strong>Como podemos colocar uma boa intenção na ação?</strong></p>
<p>Em vez de ser feliz sozinho (porque isso de ser feliz sozinho é inato, é básico, é um desejo que temos), com a intenção é possível saber o que fazer para ser feliz: é ser bondoso, tolerante; é entender o carma (causa e efeito) do que fazemos. É assim que podemos ser felizes.</p>
<p><strong>E o que nos leva a relativizar o conceito de felicidade?</strong></p>
<p>Educação, as condições de como somos criados, se temos liberdade de fazer o que queremos, interesse pessoal, motivação, são vários fatores que levam a esse tipo de comportamento. O budismo tenta incentivar isso no indivíduo e na comunidade.</p>
<p><strong>Nos últimos anos, o budismo tem alcançado grandes públicos no Ocidente. A que o senhor atribui esta popularidade?</strong></p>
<p>O budismo é a filosofia que encoraja o raciocínio e a análise. Atualmente temos uma população mais educada no mundo. E o raciocínio lógico tem dado esse crédito ao budismo. Essa capacidade de raciocinar com lógica é o que atrai as pessoas. Elas veem a lógica por trás do budismo.</p>
<p><strong>No Brasil, os livros do Dalai Lama, que figuram na lista dos mais vendidos, também demonstram esta popularidade. Como vê seu afastamento da política?</strong></p>
<p>Sua Santidade, o Dalai Lama, ponderou muito a esse respeito e resolveu que cabe dar um passo como esse devido à sua idade e à situação política do Tibete, com a ocupação da China, para o bem do Tibete como nação e uma futura democracia. É a intenção dele. Mas isso também é um assunto muito sentimental para os tibetanos, que consideram essa decisão como uma grande perda para eles. Por outro lado, Sua Santidade sempre estará presente na vida do povo tibetano, como já esteve em numerosas vidas passadas.</p>
<p><strong>Pode falar da experiência como professor na Universidade de Naropa?</strong></p>
<p>Naropa é uma universidade fundada por um grande mestre budista. Lá tem cursos de graduação e pós-graduação em budismo, dança, psicologia, escrita criativa, entre outros. Ensinei no curso de budismo e servi lá ocupando a Cadeira de Sabedoria. Foi uma grande experiência, muito gratificante. O que ensinei em Naropa intenciono ensinar aqui, no Shedra: textos clássicos escritos por professores indianos budistas, na antiga faculdade Nalanda. Todos eles cursos de filosofia budista clássica.</p>
<p>O senhor esteve aqui em 2003 e fundou este centro e volta agora trazendo o Shedra. Por que escolheu Salvador para trazer um programa de educação?</p>
<p>Porque adoro esta cidade. Venho aqui para fazer retiros e agora também para implantar o Shedra. Eu diria que vou unir o útil ao agradável. Esta é minha oferenda. Se as pessoas estão interessadas, é oportuno. Eu amo a Bahia, e, como este lugar é especial para mim, trouxe o Shedra.</p>
<p><strong>O senhor é um artista que fala da necessidade de educar as pessoas. Nos anos 20, o russo Nicholas Roerich (1874-1947) – também artista e educador, que viveu na região onde o senhor nasceu – dizia que a arte unirá a humanidade. O senhor acha que a arte e a cultura têm poder para nos transformar tão profundamente?</strong></p>
<p>Do meu ponto de vista, arte em geral é a alma de uma cultura. Os artistas são inocentes, eles têm frescor e são revolucionários. Eles enxergam o que é preciso para uma mudança e não têm medo de tomar o próximo passo. Sem a arte, o mundo seria sem graça e chato. Imagine o mundo sem a música, a pintura, a dança&#8230; Isso, em si, fala da importância do artista e da arte no mundo.</p>
<p>Há uma necessidade de dispersar essa tendência a pensar só em si mesmo, em consumir, para passar a pensar em coisas que alimentam nosso autoconhecimento.</p>
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		<title>Mensagem de S.S. o Dalai Lama à Congregação Budista Global</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. Clique aqui para ler o texto original em inglês.
&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/mensagem-de-s-s-o-dalai-lama-a-congregacao-budista-global/dalailamablog2/" rel="attachment wp-att-2685"><img class="size-full wp-image-2685 alignleft" title="dalailamablog2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/11/dalailamablog2.jpg" alt="Dalai Lama" width="588" height="322" /></a>Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. <a href="http://www.dalailama.com/news/post/767-message-of-his-holiness-the-dalai-lama-to-the-global-buddhist-congregation-new-delhi-november-27---30-2011" target="_blank">Clique aqui para ler o texto original em inglês.</a></p>
<p>&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário do Parinirvana do Buda, eu tive a oportunidade de encontrar líderes indianos e representantes de diversos países budistas aqui em Nova Delhi. Naquela época, eu fiz um relato detalhado sobre o desenvolvimento histórico do budismo no Tibete e sobre a excepcional relação indo-tibetana. Desde então, o mundo, incluindo Índia e Tibete, bem como as tradições budistas em diferentes países, tem testemunhado muitas mudanças.</p>
<p>Até os últimos 50 anos ou mais, as diversas comunidades do mundo budista tinham apenas uma vaga idéia distante da existência uns dos outros e pouco apreço sobre o quanto elas tinham em comum. Como o ensinamento do Buda criou raízes em diferentes lugares, evoluíram naturalmente certas variações no estilo em que foi mantido e praticado. <strong>De fato, o próprio Buda deu ensinamentos diferentes de acordo com as predisposições de seus discípulos em diferentes momentos.</strong> O que distingue a nossa situação contemporânea é que quase todas as várias tradições budistas que evoluíram em diferentes lugares estão agora acessíveis a qualquer um que esteja interessado. Além do mais, aqueles de nós que estudam e praticam essas várias tradições budistas agora podem se encontrar e aprender uns com os outros.</p>
<p><strong>O Buda Sakiamuni atingiu a iluminação em Bodhgaya há cerca de 2.600 anos, e eu acredito que seus ensinamentos permanecem originais e relevantes até hoje.</strong> Movido por uma preocupação espontânea em ajudar os outros, após sua iluminação, o Buda passou o resto de sua vida como um monge sem moradia, compartilhando sua experiência com aqueles que desejassem ouvir. Suas visões sobre a originação interdependente e sua recomendação de não causar mal a ninguém, mas ajudar a quem for possível, enfatizam a prática da não-violência. Isto continua sendo uma das forças mais potentes para o bem no mundo de hoje, pois não-violência é estar a serviço de todos os seres.</p>
<p>A renúncia de Sidarta &#8211; que escolheu viver uma vida sem ter onde morar &#8211; simboliza a prática de treinar a moralidade; os seis anos de ascetismo simbolizam seu treinamento em concentração; e atingir a iluminação através da prática de sabedoria sob a árvore Bodhi representa a importância de cultivar a sabedoria. O papel destes três treinamentos na vida do Buda ressalta sua importância na nossa prática diária. Para sermos capazes de levar estas práticas, temos que estudar os ensinamentos do Buda contidos no Tripitaka.</p>
<p><strong>Em um mundo crescentemente interdependente nosso bem-estar depende de muitas outras pessoas.</strong> Outros seres humanos têm direito a paz e felicidade que é igual ao nosso; portanto temos a responsabilidade de ajudar aos que necessitam. Hoje, em um novo milênio, nosso mundo requer que aceitemos a unicidade da humanidade. Muitos dos nossos problemas e conflitos mundiais surgem porque perdemos a capacidade de enxergar a natureza humana básica que conecta todos nós como uma família humana. Nós esquecemos que, à despeito das diferenças superficiais entre nós, as pessoas são iguais em seu desejo básico por paz e felicidade. Parte da prática budista envolve treinar nossas mentes através da meditação. <strong>Mas para o nosso treinamento para acalmar a mente, para desenvolver qualidades como amor, compaixão, generosidade e paciência ser efetivo, temos que colocá-lo em prática no nosso dia-a-dia.</strong> Ainda que o nosso mundo continue a se desenvolver materialmente, há uma necessidade crescente similar no nosso senso de valores internos. O século XX foi um século de guerra e violência; agora precisamos trabalhar para vermos que o século XXI é um século de paz e dialogo. Nós budistas podemos contribuir com isso aprendendo com outras tradições religiosas e compartilhando qualidades típicas da nossa própria tradição.</p>
<p>Há grande ênfase na prática de amor e compaixão nos ensinamentos do Buda, bem como nos ensinamentos de outras tradições espirituais, mas é importante reconhecer que amor e compaixão são fundamentais para as relações entre seres sencientes em geral e entre seres humanos em particular. <strong>Eu acredito que não devemos mais falar sobre ética budista, ética hindu, cristã ou muçulmana, porque esses valores são universais.</strong> O Budismo não explica a virtude de valores como honestidade e integridade de uma forma diferente de como o Cristianismo ou o Islamismo a explica. Por isso, nos últimos anos, tenho achado mais apropriado falar sobre a necessidade de promover uma ética secular. Refiro-me a esses valores como ética secular porque acreditar numa religião ou em outra ou não ter crença em nenhuma delas não afeta a necessidade que temos de tais valores. O fundamento básico da humanidade é amor e compaixão. É por isso que se mesmo poucos indivíduos que simplesmente tentarem criar paz mental e felicidade em si próprios e agir com responsabilidade e amorosidade em relação aos outros, estes poderão ter uma influência positiva em sua comunidade. <strong>Eu acredito que o Budismo tem mesmo um papel especial a desempenhar no nosso mundo moderno. Isso porque, diferente de outras religiões, unicamente o Budismo propõe o conceito de interdependência, que está intimamente de acordo com a ciência moderna.</strong> Nós podemos pensar no Budismo em termos de três categorias: filosofia, ciência e religião. A parte religiosa envolve princípios e práticas que dizem respeito apenas aos budistas, mas a filosofia budista de interdependência bem como a ciência budista sobre a mente e as emoções humanas são de grande benefício a qualquer um. Como sabemos, a ciência moderna tem desenvolvido um entendimento altamente sofisticado do mundo físico, incluindo trabalhos sutis sobre corpo e cérebro. A ciência budista por outro lado, tem se dedicado a desenvolver um conhecimento detalhado e em primeira-pessoa sobre muitos aspectos da mente e das emoções, áreas ainda relativamente novas para a ciência moderna. Cada uma delas tem portanto conhecimentos cruciais que se complementam. Eu acredito que a síntese dessas duas abordagens tem grande potencial para levar a descobertas que enriquecerão nosso bem-estar físico, emocional e social.</p>
<p>Embora a tradição contemplativa budista e a ciência moderna tenham evoluído a partir de raízes culturais, intelectuais e históricas diferentes, eu acredito que em essência elas compartilham de interesses comuns significativos, especialmente na perspectiva filosófica básica e em metodologia. Do ponto de vista filosófico, o Budismo e a ciência moderna compartilham a mesma visão sobre a ausência dos absolutos, seja descritos como um ser transcendente, como uma entidade eterna imutável ou como um substrato fundamental de realidade. <strong>Tanto o budismo quanto a ciência preferem descrever a evolução e emergência do cosmos e da vida em termos de interrelações complexas de leis naturais de causa e efeito.</strong> De uma perspectiva metodológica, ambas as tradições enfatizam o papel do empirismo.</p>
<p>Por exemplo, na tradição investigativa budista, entre as três fontes reconhecidas de conhecimento – experiência, razão e testemunho – é a evidência da experiência que tem precedência, vindo a razão em segundo e o testemunho por último. Isto significa que na investigação budista da realidade, ao menos em princípio, a evidência empírica deveria triunfar sobre a autoridade das escrituras, não importando quão profundamente venerada uma escritura possa ser. Mesmo na caso de conhecimento derivado da razão ou inferência, sua validade deve derivar em última instância de fatos observados na experiência.</p>
<p><strong>O motivo primário subjacente à investigação budista da realidade é a busca pela superação do sofrimento e pelo aperfeiçoamento da condição humana</strong>; portanto, a tradição investigativa budista tem se direcionado primariamente à compreensão da mente humana e suas várias funções. Nosso objetivo ao buscar formas de transformar nossos pensamentos, emoções e propensões ocultas é encontrar uma forma de viver mais virtuosa e gratificante. Então, um intercâmbio genuíno entre o conhecimento e experiência acumulados do Budismo e da ciência moderna pode ser profundamente interessante e potencialmente benéfico.</p>
<p>Em minha própria experiência, tenho me sentido profundamente enriquecido por engajar em conversas com neurocientistas e psicólogos sobre questões como a natureza e papel das emoções negativas, atenção, imaginário, bem como a plasticidade do cérebro. Sou grato aos inúmeros eminentes cientistas com quem eu tive o privilégio de participar em diálogos que têm continuado por estes anos sob os auspícios do “Mind and Life Institute”, cujas conferências anuais se iniciaram em 1987 em minha residência em Dharamsala, India.</p>
<p><strong>É claro que a maioria das pessoas sente que sua própria prática religiosa é a melhor.</strong> Eu mesmo sinto que o Budismo é o melhor para mim. Mas isto não significa que o Budismo seja o melhor para todos. O importante é o que é adequado para uma pessoa ou um grupo de pessoas em particular. A religião, para a maioria de nós, depende da nossa formação familiar e de onde nascemos e fomos criados. Eu penso que geralmente é melhor não mudar. No entanto, quanto mais entendemos os meios uns dos outros, mais podemos aprender. Declarando meu respeito por todas as fés religiosas, eu não advogo a tentativa de unificar as várias tradições. Eu acredito firmemente que precisamos de diferentes tradições religiosas para atender necessidades e disposições mentais da grande variedade de seres humanos. Todas as principais tradições religiosas fazem do tornar a humanidade melhor sua principal preocupação e todas levam a mesma mensagem. Quando as vemos como instrumentos essenciais para desenvolver boas qualidades humanas como compaixão, tolerância, perdão e auto-disciplina, podemos apreciar o que têm em comum.</p>
<p><strong>Eu estou convencido de que o obstáculo mais significativo à harmonia interreligiosa é a falta de contato entre as diferentes comunidades religiosas e consequentemente a falta de apreciação mútua de seus valores</strong>.  No entanto, neste mundo de hoje crescentemente complexo e interdependente, temos que reconhecer a existência de outras culturas, grupos étnicos diferentes e, é claro, de outras fés religiosas. Quer gostemos ou não, a maioria de nós vivencia a diversidade diariamente.</p>
<p>Até mesmo entre as várias tradições budistas que vieram a surgir em diferentes tempos e lugares, há aqueles que vêem a coleção de escrituras preservadas em pali como sua fonte e aqueles que consideram a tradição em sânscrito. Eu acredito que é chegado o tempo da comunicação livre uma com a outra, daqueles que consideram a tradição pali em dialogo com os que consideram a tradição sânscrita. Afinal, todos os diferentes ramos vêm de raízes e troncos comum. Como monge tibetano, ainda hoje considero a mim mesmo como um estudante da tradição Nalanda. A forma que o Budismo foi estudado e ensinado na Universidade de Nalanda representa o zênite de seu desenvolvimento na Índia. Se quisermos ser Budistas do século XXI é importante nos engajarmos no estudo e análise dos ensinamentos do Buda, como tantos fizeram até então, ao invés de simplesmente confiarmos na fé.</p>
<p>Portanto, o estudo e prática dos ensinamentos do Buda são necessários para preservá-los e promovê-los. <strong>A Sanga desempenhou um papel central nisso nos tempos do Buda e fico feliz pela tradição continuar até os dias de hoje.</strong> Consequentemente, é importante que os membros da comunidade monástica mantenham seus votos para sustentar a pureza do Buda Darma.</p>
<p>No passado, dada a natureza dos diferentes cenários sob os quais o Buda Darma floresceu em nossas diferentes sociedades, não havia muitas oportunidades para os Budistas se reunirem e discutir questões de interesse comum. Esta congregação tem provido uma oportunidade crucial muito necessária. <strong>Agora e no futuro precisamos encorajar e promover o intercâmbio de conhecimentos e experiência entre as diferentes tradições e melhorar a comunicação entre nós.</strong> Espero que esta seja a primeira de muitas dessas ocasiões que nos permita promover um melhor entendimento e contribua de forma mais efetiva para a felicidade humana e paz mental por todo o mundo. Por ocasião do 2.600° aniversário da iluminação do Buda em Bodhgaya, eu ofereço meus cumprimentos a esta eminente Congregação Budista Global.&#8221;</p>
<p>S. S. o Dalai Lama, 25 de Novembro de 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Felicidade Interna Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 12:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por Sônia Bridi em 2010 sobre o Butão e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.
&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura? Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/taksang-butao/" rel="attachment wp-att-2205"><img class="alignnone size-full wp-image-2205" title="Taksang, Butão" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Taksang-Butão.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p>Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B4nia_Bridi" target="_blank">Sônia Bridi</a> em 2010 sobre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bhutan" target="_blank">Butão</a> e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.</p>
<p>&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura?<strong> Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? </strong>Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino espremido entre a China e a Índia, os dois países mais populosos do planeta, as economias que mais crescem. Mas neste lugar, não há indústrias, o consumo não é incentivado. A medida do desenvolvimento é a felicidade.&#8221;</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/lyXAD5HS2dY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<blockquote>
<p>&#8220;Para os budistas, não acho que FIB (Felicidade Interna Bruta) seja nada de novo, e de fato foi  ensinado pelo Buda há 2.500 anos, quando ele disse que onde há ganância não há felicidade. &#8221; Dzongsar Khyentse Rinpoche</p></blockquote>
<p>Um pouco mais sobre o tema. No programa &#8220;No Caminho&#8221; do canal Multishow, com Susanna Queiroz.</p>
<p><object width="560" height="315"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ml_SWClFUhk?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ml_SWClFUhk?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/butao2/" rel="attachment wp-att-2210"><img class="alignnone size-full wp-image-2210" title="Butão2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Butão2.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
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		<title>Ensinamentos sobre liderança</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/ensinamentos-sobre-lideranca/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 15:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos nós, de alguma forma, somos líderes. Se não temos uma empresa ou uma equipe para liderar, temos uma família. Se não temos uma família, temos a nossa própria vida para gerir e, em última instância, temos o relacionamento com nós mesmos. O ponto é como fazemos isso.
Lama Samten nos apresenta a visão de que um bom gestor é aquele que tem a habilidade de acionar inteligências e não aquele ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós, de alguma forma, <strong>somos líderes</strong>. Se não temos uma empresa ou uma equipe para liderar, temos uma família. Se não temos uma família, temos a nossa própria vida para gerir e, em última instância, temos o relacionamento com nós mesmos. O ponto é como fazemos isso.</p>
<p>Lama Samten nos apresenta a visão de que um bom gestor é aquele que tem a habilidade de acionar inteligências e não aquele que manda. Ele lembra que o próprio Chagdud Rinpoche, quando falava a respeito da adminstração dos centros budistas, dizia:</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem que coordenar sem coordenar.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por trás dessa afirmação, há a sabedoria de que a eficácia da atividade de um grupo depende do nível de pulsação desse grupo, do quanto cada um dos integrantes está realmente vivo para a atividade que desenvolve, ou se somente cumprem ordens sem ver muito sentido no que está sendo feito.</p>
<p>Um coordenador com visão ampla olha para sua equipe e vê que ela tem qualidades, que precisam de circunstâncias propícias para florescerem. O coordenador é justamente quem vai gerar a condição adequada para que as potencialidades ganhem espaço e, uma vez acionadas, resultem em benefícios para a equipe, para a instituição e para além dela. Lama Samten brinca que um coordenador só precisa ter um neurônio e meio, porque o resto o grupo faz. Nesse sentido, <strong>o coordenador é aquele que aciona a inteligência coletiva</strong> – pela sincera escuta do outro, pelo estabelecimento de vínculos – e é essa inteligência coletiva que vai assumir a ação de coordenação, ao invés de uma pessoa em particular ter de fazê-lo.</p>
<p>Lama lembra que o contrário de um coordenador acionador de inteligências seria um coordenador que só dá ordens. Dessa forma, ele acaba “cortando” o outro, pois  sempre diz “faça isso”, “faça aquilo”, ao invés de inverter o jogo e perguntar genuinamente “o que você acha que deve ser feito?”</p>
<p>Segundo Lama Samten, num ambiente onde as pessoas não têm suas aspirações levadas em consideração é totalmente evidente que a energia do grupo cairá, que haverá insatisfação geral e que, mais cedo ou mais tarde, o grupo se desarticulará. O grupo pode até estar fisicamente articulado como um coletivo, mas a nível sutil pode estar completamente desestruturado, ou seja, sem energia de ação e de cooperação. Portanto, quanto menos piramidal for uma estrutura, melhor, ou seja, quanto menos houver a idéia de que o grupo se sustenta a partir do que uma pessoa em particular pensa, melhor, pois os membros do grupo ganham vida própria!</p>
<p>Havendo a possibilidade dos integrantes do grupo terem voz nos processos, estabelece-se um ambiente positivo e inteligente em que as diferentes inteligências podem operar de forma complementar, o que é muito mais rico e hábil, afinal, <strong>a visão coletiva é mais ampla que a particular, </strong>pois inclui diferentes formas de ver, que podem, por exemplo, criar diferentes soluções diante de um obstáculo. Além disso, essa é uma forma sustentável de fomentar um grupo, pois, na ausência de um coordenador, o grupo continua existindo e promovendo suas ideias e ações, já que elas estão vivas em cada um e não apenas no gestor.</p>
<p>Lama Samten resume a função do coordenador de uma forma muito bonita:</p>
<p><img class="size-medium wp-image-1884 alignleft" title="abelhas" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/03/abelhas-300x225.jpg" alt="" /></p>
<blockquote><p>&#8220;O coordenador não precisa nem pensar, ele não precisa ter ideia própria, ele só precisa coletar o néctar dos outros. Para dizer de uma forma mais poética: <strong>as abelhas coletam o mel, elas não fazem o mel.</strong> Quem faz o mel são as flores. As abelhas são coordenadoras do mel. Elas só produzem o fluxo para o mel surgir no fim do processo. As abelhas têm a habilidade de chegar onde tem o mel e elas coletam aquilo, mas elas não têm a inteligência de fazer o mel.&#8221;</p></blockquote>
<p>No vídeo abaixo, Lama Samten diz que a principal característica de um líder é, em primeiro lugar, a <strong>visão ampla</strong>, que possibilita enxergar os diferentes mundos e formas de pensar e, em segundo lugar, um líder deve ter a habilidade de <strong>“ensinar pelas costas”</strong>, que se trata da capacidade de servir de exemplo para a equipe, método muito mais eficaz do que a mera prescrição de um comportamento.</p>
<p>Além disso, Lama ressalta que os grupos com propósitos elevados se sustentam mais facilmente, pois não dependem da figura que os lidera,  já que são nutridos pelo próprio propósito que os une. Já os grupos que se movem de forma aleatória, sem um sentido verdadeiramente nobre, acabam se articulando sempre na dependência de uma figura externa, o que resulta numa fragilidade. Por fim, ele fala das cinco sabedorias como cinco características básicas da visão ampla.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="472" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/DiaVontT4mM?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="472" src="http://www.youtube.com/v/DiaVontT4mM?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=DiaVontT4mM" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p><strong>P.S.:</strong> O Gustavo escreveu sobre esse mesmo vídeo aqui: <a href="http://papodehomem.com.br/o-lider-ensina-pelas-costas/" target="_blank">&#8220;O líder ensina pelas costas&#8221;</a>.</p>
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		<title>Diferenças</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 21:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Antunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura de paz]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[impermanência]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Por que tenho e temos opinião formada sobre tantas coisas? Por que somos Flamengo ou Fluminense, PT ou PSDB, gostamos ou não de pagode, rock, música clássica, mulheres louras e magras ou morenas bem fornidas, ou não gostamos de mulher? As preferências pessoais são livres, e é saudável que existam diferenças. Que seria das louras magras se todos preferissem as morenas roliças? Tenho tentado pensar de forma desapaixonada nessas questões. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a rel="attachment wp-att-1776" href="http://bodisatva.com.br/diferencas/torcidapodearroz2/"><img class="alignnone size-full wp-image-1776" title="torcidapódearroz2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/torcidapódearroz2.jpg" alt="" width="587" height="275" /></a></p>
<p>Por que tenho e temos opinião formada sobre tantas coisas? Por que somos Flamengo ou Fluminense, PT ou PSDB, gostamos ou não de pagode, rock, música clássica, mulheres louras e magras ou morenas bem fornidas, ou não gostamos de mulher? As preferências pessoais são livres, e é saudável que existam diferenças. Que seria das louras magras se todos preferissem as morenas roliças? Tenho tentado pensar de forma desapaixonada nessas questões. Torço pelo Fluminense, certamente não porque seja o melhor time, mas porque meu avô era Fluminense, e, por causa do meu avô, meu pai também era Fluminense. Se não fossem, eu poderia ser Flamengo ou Vasco. Se torcer por um time fosse algo racional eu hoje torceria para o São Paulo, talvez. Ser homo ou heterossexual, gostar de praia ou montanha, ser extrovertido ou calado é tudo questão de carma. <strong>A grande maioria de nossas escolhas é irracional e automática, conseqüência de muitas vidas, nossas ou de outros.<br />
</strong> <br />
Em assuntos sem maiores conseqüências, como futebol, pouca diferença faz que escolhas fazemos, embora existam muitos que vêem o futebol como assunto seriíssimo, a ponto de provocar ódios e mortes. No Maracanã, quando o Fluminense faz um gol, pulo e comemoro, mas não consigo mais deixar de olhar a torcida adversária calada e triste. Inversamente, quando levamos um gol e a torcida adversária comemora, penso que toda aquela gente também merece alegria. Da perspectiva de alguém lá do alto, de Google Earth, como diz minha amiga Karla, talvez fosse mais justo a torcida do Flamengo, mais numerosa, comemorar. Embora continue gostando muito de futebol, torcer nunca mais será o mesmo para mim.<br />
 <br />
Perigoso é quando pensamos que nossas escolhas são as únicas certas e passamos a hostilizar quem é diferente, pensa diferente ou apenas nasceu em um lugar diferente. <strong>Somos iguais em um aspecto fundamental, o desejo de sermos felizes, e, mais que isso, o direito à felicidade.</strong> O traficante pensa que sua atividade é um atalho para a felicidade. Que a polícia ou quadrilha adversária querem bloquear seu caminho até lá, justificando assassinatos. Quando alguém resiste a entregar seu carro ou sua bolsa a um ladrão, está perigosamente resistindo a entregar o que, para ele, parece ser a passagem para a felicidade. Da mesma forma, a vítima do assalto não quer que alguém leve embora a felicidade armazenada na bolsa ou no valor do carro. O corrupto quer alcançar uma casa na praia, um carrão, belas mulheres, sensação de poder, alguns milhões em um paraíso fiscal, qualquer coisa que abafe a angústia de se sentir miserável e infeliz a cada manhã. O argentino que quer ser campeão mundial, o colega de trabalho que disputa conosco uma promoção, o motorista do outro carro que disputa conosco uma vaga no shopping lotado, o chefe que parece nos exigir mais do que podemos ou queremos dar, todos tentam fugir da infelicidade.<br />
 <br />
<strong>Porém, qualquer idéia de sucesso que passe pela dor alheia é ilusória.</strong> Se buscássemos matar a sede de felicidade na fonte correta, se víssemos com clareza e caminhássemos na direção correta, caminharíamos todos na mesma direção, cada um a seu modo, e não haveria disputas. Quando alguém ergue a cabeça acima da manada, do ponto de vista do Google Earth ou mais alto ainda, e vê além da ignorância, não há mais separação. Nada que antes dividia faz mais sentido. <strong>Só faz sentido o que é bom para o todo.<br />
</strong> <br />
Seria bom se, cada vez que eu encontrasse resistência ou ouvisse uma opinião diferente da minha, eu pensasse nisso. Creio que a bússola está dentro de nós, indicando o Norte. <strong>No silêncio podemos ouvir a parte de nós que é anterior à ignorância, que escuta além do ruído, e vê além dos obstáculos.</strong></p>
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		<title>Yatra: uma viagem externa, interna e secreta</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 20:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thareja Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>

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		<description><![CDATA[
“Yatra: uma viagem externa, interna e secreta” registra a peregrinação de um grupo de estudantes budistas, na maioria brasileiros, pela Índia e pelo Nepal. Gravado em Full HD, o filme foi idealizado pelo Bhante Ngawang Tenphel, viabilizado pelo Dharma Yatri Peregrinações e dirigido por Melissa Flores.
“Além de ser um registro histórico valioso, na medida em que ainda não existe, nem mesmo em língua inglesa, um documentário que mostre todos os ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1743" href="http://bodisatva.com.br/yatra-uma-viagem-externa-interna-e-secreta/projeto-yatra-sarnath/"><img class="alignnone size-full wp-image-1743" title="Projeto Yatra, sarnath" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Projeto-Yatra-sarnath.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p>“Yatra: uma viagem externa, interna e secreta” registra a peregrinação de um grupo de estudantes budistas, na maioria brasileiros, pela Índia e pelo Nepal. Gravado em Full HD, o filme foi idealizado pelo Bhante Ngawang Tenphel, viabilizado pelo Dharma Yatri Peregrinações e dirigido por Melissa Flores.</p>
<p><strong>“Além de ser um registro histórico valioso, na medida em que ainda não existe, nem mesmo em língua inglesa, um documentário que mostre todos os lugares mais importantes da biografia do Buda, é muito bacana podermos ter acesso a isso através do olhar de um grupo de brasileiros”</strong>, ressalta a diretora. A empreitada teve os seus desafios, já que o objetivo era fazer um documentário que transcendesse o olhar turístico tradicional.</p>
<p>Ao decidir entrar em contato com a cultura oriental &#8211; indiana e nepalesa &#8211; os peregrinos saem de suas zonas de conforto habituais &#8211; suas casas, camas, comida, cultura – e partem para a aventura de olhar um mundo novo, com coragem de descobrir o que esse mundo revela sobre eles mesmos. São, portanto, desafiados por suas próprias estruturas mentais e obrigados a olhar mais atentamente para tudo, mesmo para as atividades mais corriqueiras.</p>
<p>Como aponta o título,<strong> “durante a peregrinação, quando o viajante aprofunda o contato com o seu universo interno, é possível ter vislumbres da natureza divina criadora. É então que a &#8220;viagem secreta&#8221; tem início. Os lugares sagrados são símbolos externos que apontam para os níveis internos e secretos da peregrinação espiritual”</strong>, explica o monge Ngawang Tenphel. De acordo com ele, o filme se dispõe a discutir justamente as questões humanas e existenciais.</p>
<p>Para alcançar este objetivo, a participação dos peregrinos foi fundamental. Eles partilharam suas vivências mais profundas com a equipe de filmagem. Segundo Melissa, captar as imagens sem interferir no processo pessoal dos viajantes foi um dos grandes desafios encontrados pela direção. “Afinal, a Yatra (peregrinação em sânscrito) é, em primeiro lugar, uma viagem pessoal &#8211; espiritual ou de autoconhecimento”, afirma. “Alguns viajantes concordaram em participar mais ativamente. Combinamos que eles iriam relatar suas experiências durante o percurso. Aos poucos a tensão inicial foi se dissipando, e o grupo foi ficando muito próximo – até mesmo por causa das dificuldades da viagem, que são muitas”, explica Melissa.</p>
<p>“As experiências que esse grupo de pessoas viveu na Índia, fizeram com que elas se deparassem com assuntos comuns a todos os seres humanos. Confrontados com suas questões mais íntimas, forçados a conviver com o grupo, era inevitável que viesse à tona o que temos de mais profundo. E curiosamente o que temos de mais profundo é comum a todos”, reflete a diretora.</p>
<p>Outro desafio encontrado pela equipe foi a preparação das filmagens. “A produção de um documentário ‘on the road’ é extremamente desafiadora. Em se tratando da Índia, mais ainda.  Eu e o fotógrafo Mihay não conhecíamos a rota da peregrinação; nunca tínhamos ido à Índia e tínhamos que fazer a preparação um pouco às cegas”, conta Melissa. Além das dificuldades ligadas aos enormes deslocamentos que fizeram, houve as questões relativas à burocracia indiana, autorizações para filmar nos sítios históricos e monumentos. Mas no final, todo esforço valeu a pena. Veja você mesmo, acessando o trailer do filme: <a href="http://www.projetoyatra.com.br/blog">www.projetoyatra.com.br/blog</a></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/k8gXtsbBQPE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/k8gXtsbBQPE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>Se quiser colaborar entre em contato conosco através de um dos sites abaixo.</em></p>
<p>Para aprofundar o assunto, visite:</p>
<p><a href="http://catarse.me/pt/projects/292-yatra-uma-viagem-externa-interna-e-secreta" target="_blank">Clique aqui e ajude o projeto!</a><br />
<a href="http://www.projetoyatra.com.br/">www.projetoyatra.com.br</a><br />
<a href="http://www.projetoyatra.com.br/blog">www.projetoyatra.com.br/blog</a><br />
<a href="http://www.dharmayatri.org/">www.dharmayatri.org</a></p>
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