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	<title>Bodisatva &#187; Capa</title>
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	<description>um olhar budista</description>
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		<title>Retiro com Alan Wallace no CEBB Caminho do Meio</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 23:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teresa Bessil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Wallace]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[mente]]></category>
		<category><![CDATA[Retiro]]></category>

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O templo do CEBB Caminho do Meio está ainda mais bonito, com pinturas que retratam os 12 momentos mais marcantes da vida do Buda: antes do nascimento, nos céus de Tushita, quando ele ouve as canções dos deuses que narravam a condição humana e assim se movimenta para renascer na condição humana, o momento da concepção, quando a mãe de Sidarta sonha com um elefante branco tocando seu ventre, o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/retiro-com-alan-wallace-no-cebb-caminho-do-meio/alanblog/" rel="attachment wp-att-2845"><img class="aligncenter size-full wp-image-2845" title="Alan Wallace" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/alanblog.jpg" alt="" width="588" height="276" /></a></p>
<p>O templo do <a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao">CEBB Caminho do Meio</a> está ainda mais bonito, com pinturas que retratam os 12 momentos mais marcantes da vida do Buda: antes do nascimento, nos céus de Tushita, quando ele ouve as canções dos deuses que narravam a condição humana e assim se movimenta para renascer na condição humana, o momento da concepção, quando a mãe de Sidarta sonha com um elefante branco tocando seu ventre, o nascimento de Sidarta. E as gravuras lindas seguem: a vida do príncipe no palácio, as práticas na floresta, a iluminação, os ensinamentos e o parinirvana (morte). Fico olhando para as pinturas, que estão no alto, e vou me conectando com tudo aquilo.</p>
<p>Antes de morrer, Buda declarou: <em>&#8220;eu manifestei um corpo de sonho, manifestei ensinamentos de sonho para seres de sonho, imersos em sofrimentos de sonhos. Eu não vim, eu não vou.&#8221;</em></p>
<p><strong>Os mestres vêm e vão, os retiros tem início, meio e fim.</strong></p>
<p>Cheguei na quinta, junto com o professor <a href="http://www.alanwallace.org/">Alan Wallace</a>, e tive a alegria de ficar como sua assistente ao longo de sua estadia por aqui. A pedido do <a href="http://www.cebb.org.br/lamasamten/biografia">Lama Padma Samten</a>, ele nos ofereceu ensinamentos preciosos de um mestre extraordinário, reconhecido como manifestação da mente do próprio Guru Rinpoche. Templo Caminho do Meio cheio, muitos momentos de prática, tudo devidamente registrado e transmitido online no <a href="http://www.ustream.tv/user/lamapadmasamten/videos" >CEBB TV</a>. Maravilhas tecnológicas!</p>
<p>A tradutora, nossa querida Jeanne Pilli, da sanga do <a href="http://www.cebbsp.org/">CEBB São Paulo</a>, é um presente. Como disse o Professor, ela dota de energia e alegria cada momento da tradução, expressando o amor que sente pelos ensinamentos. O beijo que o professor deu em sua testa ao final foi de puro carinho e gratidão, lindo de ver!</p>
<p>Sempre tranquilo, com olhos pequenos e espertos, o professor Alan Wallace segue o texto com precisão. Sempre começando cada período com meditação silenciosa, abrindo espaço para perguntas à noite. Paciente, focado, gentil e firme.</p>
<p>Eu o acompanhava todo o tempo, indo e voltando da casa na qual estava hospedado.  Na maior parte do tempo, caminhamos em silêncio. Vez em quando ele comentava sobre a cor do céu ou me perguntava alguma coisa, às vezes parávamos para olhar  alguma formiga carregando uma folha. Caminhar do  seu lado  foi deixando minha mente em um sossego simples. Pela própria função, fiquei mais isolada, não tive tempo para interagir com os outros participantes, somente com Denise, também do CEBB São Paulo, que preparava as refeições do professor em uma cozinha que foi montada na varanda da casa. Comidinhas deliciosas, preparadas com uma generosidade e um carinho que se derramavam no sabor e na beleza de cada prato.</p>
<p>Um professor californiano transmitindo um tesouro tibetano. <strong>Diante de um caminho de lucidez, somos todos da mesma família humana, sem diferença alguma.</strong></p>
<p>O encerramento no domingo foi comovente. O Lama Padma Samten fez uma prece de longa vida ao professor Alan Wallace que foi de arrepiar. E quando ele me passou o microfone para cantarmos todos juntos a prece a Guru Rinpoche (&#8220;du sum&#8230;&#8221;) eu estava chorando tanto, que o Lama Padma Samten até riu!! muitos estavam chorando, em gratidão aos mestres que mantém vivas as práticas e a sabedoria dos Budas.</p>
<p>Cantamos a prece e a voz da sanga (comunidade de praticantes) surgiu forte. O Lama até brincou que nessa hora o Guru Rinpoche pintado na parede do templo havia piscado um olho, pois vou contar uma coisa, quando estava cantando o mantra final (a invocação longa à Guru Rinpoche), e o pessoal ia entregando o katag (lenço branco oferecido aos mestres para bênção), bem  dei uma olhada para o Guru Rinpoche na parede e ele estava sorrindo. Um sorriso largo, desses que deixa as bochehas levantadas, juro que vi!</p>
<p>Mais uma vez, o Lama Padma Samten sugeriu um momento no qual os lamas, monges e monjas convidados pudessem se reunir e reverberar os ensinamentos. Roupas diferentes, todos sentados juntos, compartilhando sua atividade no Darma, gerando esse apoio, construindo o que o Lama Padma Samten chama de &#8220;uma só sanga&#8221;. A alegria de todos os convidados era palpável. E na caminhada de volta para casa, o professor Alan Wallace comentou sobre a raridade desses momentos. Disse que viaja para muitos centros do Darma pelo mundo, e somente aqui ele vê esse movimento: mestres e monges de outras tradições convidados a participar,  com espaço para falar e ouvir. Ele destaca a importância dessa abertura que o Lama Padma Samten vive e oferece.</p>
<p>E por falar em oferecer, como professor Alan Wallace viajaria somente na noite seguinte, ele ainda deixou um néctar, comentando um texto que tem sido base do eixo que o Lama tem oferecido. Foi um fechamento perfeito.</p>
<p><strong>Os mestres vêm e vão. Os ensinamentos surgem e cessam. Os retiros tem início, meio e fim.</strong></p>
<p>E professor Alan Wallace se foi.</p>
<p>Veja as fotos do <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150454731361765.358106.122520771764&#038;type=1" title="Fotos do retiro com Alan Wallace">Retiro com Alan Wallace</a></p>
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		<title>&#8220;108 Horas de Paz&#8221; termina com celebração da lucidez</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 00:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carmen Navas Zamora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>

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		<description><![CDATA[A importância da lucidez no dia a dia, em atos simples como alimentar-se e relacionar-se, foi o tema da palestra do lama Padma Samten que encerrou o evento &#8220;108 Horas de Paz&#8221; no Cebb Caminho do Meio. O lama enfatizou que quando se pratica o silêncio como método para atingir lucidez, podemos começar a construir paisagens de terras puras, modificando nosso olhar para nós mesmos e tudo que está em ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Interreligioso1.jpg"><img class="size-full wp-image-2838 aligncenter" title="Interreligioso" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Interreligioso1.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a>A importância da lucidez no dia a dia, em atos simples como alimentar-se e relacionar-se, foi o tema da palestra do lama Padma Samten que encerrou o evento &#8220;108 Horas de Paz&#8221; no Cebb Caminho do Meio. O lama enfatizou que quando se pratica o silêncio como método para atingir lucidez, podemos começar a construir paisagens de terras puras, modificando nosso olhar para nós mesmos e tudo que está em volta. A lucidez permite o diálogo entre as diferentes tradições religiosas, corroendo sectarismos, tensões e disputas.</p>
<p>&#8220;Embora o primeiro dia do ano seja parte de uma construção artificial, é um bom tempo para refazer os votos e praticar o silêncio, que acalma a mente e derruba todas as ilusões. Nossa prática principal é desenvolver intimidade com este silêncio que está além da vida e da morte&#8221;, explicou.</p>
<p>O encontro &#8220;108 Horas de Paz&#8221; promoveu três dias de debates e oficinas sobre uma visão ampla de saúde, que incluiu aspectos de alimentação, medicinas alternativas e práticas de saúde pública. No último dia do ano, representantes de várias religiões uniram-se para trocar impressões e informações sobre as visões de saúde presentes em suas tradições. Para ver as fotos do encontro, acesse este link: http://www.flickr.com/photos/cebb/sets/72157628642762747/</p>
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		<title>Lama Samten abre &#8220;108 Horas de Paz&#8221; com lançamento de cartilha</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 21:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Revista Bodisatva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>

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		<description><![CDATA[
O encontro 108 Horas de Paz teve início ontem, no Cebb Caminho do Meio, em Viamão, com uma palestra do lama Padma Samten sobre a importância de uma visão ampla de saúde e a noção budista de vida humana preciosa. Outro destaque foi o lançamento da Cartilha de Práticas para uma Vida Mais Saudável, produzida pela ONG Ação Darmata, em Recife, dentro de um projeto financiado pelo Programa das Nações Unidas ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/zita-cartilha.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2790" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/zita-cartilha.jpeg" alt="" width="483" height="322" /></a></div>
<div>O encontro 108 Horas de Paz teve início ontem, no Cebb Caminho do Meio, em Viamão, com uma palestra do lama Padma Samten sobre a importância de uma visão ampla de saúde e a noção budista de vida humana preciosa. Outro destaque foi o lançamento da <em>Cartilha de Práticas para uma Vida Mais Saudável</em>, produzida pela ONG Ação Darmata, em Recife, dentro de um projeto financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</div>
<div>
<p>O lama ressaltou que a ênfase na cura dos sintomas, com diagnósticos, medicamentos e cirurgias, não é suficiente para que o ser humano realize todo seu potencial.</p>
<p>&#8220;Se pudermos usufruir da saúde durante a vida, teremos mais tempo para meditar, estudar, fazer retiros, compreender os ensinamentos mais elevados. Mas há obstáculos. Estamos dentro de um ambiente adoecedor e a visão dominante é voltada para consertar as pessoas depois que adoecem. Seria melhor olhar de forma ampla e eliminar os fatores de adoecimento&#8221;, alertou.</p>
<div>A cirurgiã pernambucana Maria José Freitas, a Zita, contou como surgiu a ideia de promover encontros de narrativas e troca de saberes entre as famílias do entorno do Cebb Darmata, na área rural de Timbaúba. O resultado foi a descoberta de um grande acervo de usos e práticas envolvendo plantas medicinais. Segundo Zita, trata-se de um tesouro bem guardado por mulheres sábias como dona Carminha, autora dos versos de cordel que abrem a cartilha, e dona Zefinha, que por acaso fez o primeiro contato com o Cebb Darmata, ao tentar localizar os donos de um jumento que havia invadido sua plantação.</div>
<p>&#8220;Muito sonhos surgiram e se desdobraram a partir daquelas conversas e a cartilha e o documentário foram uma maneira deles se darem nascimento como agentes de cura&#8221;, comentou ela.</p>
<p>O &#8220;108 Horas de Paz&#8221; será encerrado no dia 1o de janeiro, ao meio-dia, depois de uma palestra do lama Padma Samten, que vai falar um pouco mais sobre a noção de vida humana preciosa.</p>
<p>Veja fotos do evento neste link: <a href="http://www.flickr.com/photos/cebb/sets/72157628642762747/">http://www.flickr.com/photos/cebb/sets/72157628642762747/</a>.</p>
</div>
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		<title>Declaração de SS o Dalai Lama</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 18:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo após a visita ao Brasil, SS o Dalai Lama fez um pronunciamento sobre várias questões importantes. Falou sobre sua próxima encarnação e se a instituição &#8220;Dalai Lama&#8221; irá continuar, considerando a ocupação chinesa no Tibete e ainda fez um comentário detalhado sobre o processo das encarnações do mestres tibetanos e o fenômeno dos &#8220;tulkus&#8221;.
A tradução do texto em inglês foi feita por Jeanne Pilli e revisada por Marcelo Nicolodi. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2391" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2391"><img class="alignnone size-full wp-image-2391" title="Dalai Lama em São Paulo. foto Monique Cabral" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a>Logo após a visita ao Brasil, SS o Dalai Lama fez um pronunciamento sobre várias questões importantes. Falou sobre sua próxima encarnação e se a instituição &#8220;Dalai Lama&#8221; irá continuar, considerando a ocupação chinesa no Tibete e ainda fez um comentário detalhado sobre o processo das encarnações do mestres tibetanos e o fenômeno dos &#8220;tulkus&#8221;.</p>
<p>A tradução do texto em inglês foi feita por Jeanne Pilli e revisada por Marcelo Nicolodi. O original em inglês pode ser encontrado no <a href="http://www.dalailama.com/messages/tibet/reincarnation-statement" target="_blank">site oficial de SS o Dalai Lama</a>. A declaração foi publicada no dia 24 de setembro de 2011.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Meus companheiros Tibetanos, tanto dentro como fora do Tibete, todos aqueles que seguem a tradição Budista Tibetana, e todos que têm conexão com o Tibete e com os tibetanos: devido à previdência de nossos antigos reis, ministros e eruditos adeptos, o ensinamento completo do Buda, que compreende as escrituras e os ensinamentos vivenciais dos Três Veículos e dos Quatro Conjuntos de Tantra e os assuntos e disciplinas relacionados, floresceu amplamente na Terra das Neves. O Tibete tem servido ao mundo como fonte de tradições budistas e outras tradições culturais relacionadas. Em particular, tem contribuído significativamente para a felicidade de incontáveis seres ​​na Ásia, incluindo a China, Tibete e Mongólia.</p>
<p>Na tarefa de defender a tradição budista no Tibete, nós desenvolvemos uma incomparável tradição tibetana de reconhecer as reencarnações de eruditos adeptos que tem sido de grande ajuda, tanto para os seres sencientes quanto para o Darma e, em particular, para a comunidade monástica.</p>
<p>Desde que o onisciente Gedun Gyatso foi reconhecido e confirmado como a reencarnação de Gedun Drub no século XV e a Gaden Phodrang Labrang (instituição do Dalai Lama) foi criada, sucessivas reencarnações foram reconhecidas. O terceiro na linhagem, Sonam Gyatso, recebeu o título de Dalai Lama. O quinto Dalai Lama, Ngawang Lobsang Gyatso, estabeleceu o Governo Gaden Phodrang em 1642, tornando-se o líder espiritual e político do Tibete. Por mais de 600 anos desde Gedun Drub, uma série de reencarnações inequívocas foi reconhecida na linhagem dos Dalai Lamas.</p>
<p><strong>Os Dalai Lamas têm atuado como líderes políticos e espirituais do Tibete por 369 anos, desde 1642</strong>. Eu agora conduzi isto voluntariamente ao fim, orgulhoso e satisfeito para que possamos buscar o tipo de sistema democrático de governo que floresce em outras partes do mundo. Na verdade, já em 1969, deixei claro que as pessoas interessadas deveriam decidir se reencarnações do Dalai Lama deveriam continuar no futuro. No entanto, na ausência de diretrizes claras, se o público interessado expressar um forte desejo de que os Dalai Lamas devem continuar, há um risco evidente de que interesses políticos façam mau uso do sistema de reencarnação para cumprir sua própria agenda política. Portanto, enquanto eu permanecer física e mentalmente apto, me parece importante elaborar orientações claras para reconhecer o próximo Dalai Lama, para que não haja margem para dúvida ou engano. Para que estas diretrizes sejam plenamente compreensíveis, é essencial compreender o sistema de  reconhecimento dos tulkus e os conceitos básicos por trás dele. Portanto, vou explicá-lo brevemente a seguir.</p>
<p><strong>Vidas Passadas e Futuras</strong></p>
<p><strong> Para aceitar a reencarnação ou a realidade dos tulkus, precisamos aceitar a existência de vidas passadas e futuras.</strong> Os seres sencientes vêm para esta vida presente a partir de vidas passadas e têm novamente um renascimento após a morte. Este tipo de renascimento contínuo é aceito por todas as tradições espirituais e escolas filosóficas indianas antigas, com exceção dos Charvakas, que constituem um movimento materialista. Alguns pensadores modernos negam vidas passadas e futuras com a premissa de que não podemos vê-las. Outros não chegam a conclusões tão claras baseados nessa premissa.</p>
<p>Embora muitas tradições religiosas aceitem o renascimento, diferem em suas visões sobre o quê renasce, como renasce, e como é esta passagem pelo período de transição entre duas vidas. Algumas tradições religiosas aceitam a perspectiva de vida futura, mas rejeitam a idéia de vidas passadas.</p>
<p><strong>Em geral, os budistas acreditam que não existe um início para os nascimentos e que uma vez atingida a liberação da existência cíclica pela superação do carma e das emoções destrutivas, nós não renasceremos sob a influência dessas condições.</strong> Portanto, os budistas acreditam que há um fim para o renascimento como resultado do carma e de emoções destrutivas, mas a maioria das escolas filosóficas budistas não aceita que o fluxo mental chegue a um fim. Rejeitar renascimentos passados e futuros seria uma contradição ao conceito budista de base, caminho e resultado, que deve ser explicado com base na mente disciplinada ou indisciplinada. Se aceitarmos este argumento, logicamente estaríamos aceitando que o mundo e seus habitantes surgem sem causas e condições. Portanto, para que você seja budista, é necessário que aceite renascimentos passados e futuros.</p>
<p>Para aqueles que se lembram de suas vidas passadas, o renascimento é uma experiência clara. No entanto, a maioria dos seres comuns se esquece de suas vidas passadas durante o processo da morte, estado intermediário e renascimento. Como renascimentos passados e futuros são obscuros para eles, precisamos usar uma lógica baseada em evidências para comprovar renascimentos passados e futuros.</p>
<p>Há muitos diferentes argumentos lógicos oferecidos pelos discursos do Buda e comentários subsequentes para provar a existência de vidas passadas e futuras. Resumidamente, se reduzem a quatro pontos: a lógica de que as coisas são precedidas por coisas similares, a lógica de que as coisas têm uma causa substancial, a lógica de que a mente obteve familiaridade com coisas no passado, e a lógica de ter obtido experiência com as coisas no passado.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2392" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2392"><img class="size-full wp-image-2392 alignright" title="Dalai Lama em São Paulo. foto Monique Cabral." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral..jpg" alt="" width="202" height="303" /></a>Em última análise, todos esses argumentos se baseiam na idéia de que a natureza da mente, sua clareza  e consciência, deve ter luminosidade e consciência como causa substancial. Ela não pode ter nenhuma outra entidade, tal como um objeto inanimado, como sua causa substancial. Isto é evidente por si mesmo. Por análise lógica, inferimos que um novo fluxo de luminosidade e consciência não pode surgir sem causas ou a partir de causas não relacionadas. Ao observar que a mente não pode ser produzida em laboratório, também inferimos que nada pode eliminar a continuidade da luminosidade e consciência sutis.</p>
<p>Que eu saiba, nenhum psicólogo, físico ou neurocientista moderno foi capaz de observar ou predizer a produção da mente a partir da matéria ou sem causa.</p>
<p>Há pessoas que podem lembrar suas vidas imediatamente anteriores ou mesmo várias vidas passadas, bem como são capazes de reconhecer lugares e parentes dessas vidas. Isto não é apenas algo que aconteceu no passado. Hoje em dia há pessoas, no oriente e no ocidente, capazes de recordar incidentes e experiências de suas vidas passadas. Negar isto não é uma forma honesta e imparcial de realizar pesquisas, porque vai contra esta evidência. O sistema tibetano de reconhecer reencarnações é um modo autêntico de investigação baseado nas lembranças de vidas passadas das pessoas.</p>
<p><strong>Como o Renascimento Acontece</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Existem duas formas pelas quais uma pessoa pode ter um renascimento após a morte: renascer por influência do carma e de emoções destrutivas e renascer pelo poder da compaixão e das preces. </strong>Com respeito à primeira, devido à ignorância, são criados carmas negativos e positivos e suas marcas permanecem na consciência. Estas são reativadas pelo desejo e apego, nos lançando para a próxima vida. Assim temos um renascimento involuntário em reinos inferiores ou superiores. Esta é a forma pela qual seres comuns circulam incessantemente pela existência como o girar de uma roda. Mesmo sob tais circunstâncias, seres comuns podem se engajar diligentemente com uma aspiração positiva em práticas virtuosas em suas vidas cotidianas. Eles se familiarizam com a virtude, que é reativada no momento da morte para que tenham um renascimento em reinos de existência superiores. Por outro lado, bodisatvas superiores, que realizaram o caminho da visão, não renascem por força de seus carmas e emoções destrutivas, mas pelo poder da compaixão pelos seres sencientes e com base em suas preces para benefício de outros. Eles são capazes de escolher o local e o momento de seu renascimento bem como seus futuros pais. Tal renascimento, que ocorre apenas para o benefício de outros, é o renascer pelo poder da compaixão e das preces.</p>
<p><strong>O Significado de Tulku</strong></p>
<p>Diz-se que o costume tibetano de usar o epíteto “Tulku” (Emanação do Corpo do Buda) para reencarnações reconhecidas surgiu quando foi utilizado por devotos como um título honorário, mas desde então tornou-se uma expressão comum. Em geral, o termo Tulku se refere a um aspecto particular do Buda, um dos três ou quatro descritos no Veículo dos Sutras. De acordo com esta explicação desses aspectos do Buda, uma pessoa que é totalmente vinculada às emoções destrutivas e ao carma tem o potencial de atingir o Corpo da Verdade (Dharmakaya), que compreende o Corpo da Verdade da Sabedoria e o Corpo da Verdade da Natureza. O primeiro se refere à mente iluminada de um Buda, que enxerga tudo direta e precisamente, assim como é, instantaneamente. Libertou-se de todas as emoções destrutivas, bem como de suas marcas, pela acumulação de mérito e sabedoria por um longo período de tempo. O último, o Corpo da Verdade da Natureza, refere-se à natureza de vacuidade daquela mente iluminada onisciente. Estes dois reunidos são por si mesmos aspectos dos Budas. No entanto, por não serem diretamente acessíveis aos outros, mas apenas pelos próprios Budas, é imperativo que os Budas se manifestem em formas físicas que sejam acessíveis aos seres sencientes para ajudá-los.  Por isso, o aspecto físico final de um Buda é o Corpo de Completo Regozijo (Sambhogakaya), acessível aos bodisatvas superiores, e que tem cinco qualificações definidas, tais como residir no Céu de Akanishta. E a partir do Corpo de Completo Regozijo, manifestam-se miríades de Corpos de Emanações ou Tulkus (Nirmanakaya), de Budas, que surgem como deuses ou humanos e são acessíveis até mesmo para seres comuns. Estes dois aspectos físicos do Buda são chamados Corpos da Forma, voltados para os outros.</p>
<p>O Corpo de Emanação é triplo: a) o Corpo de Emanação Suprema como o Buda Shakyamuni, o Buda histórico, que manifestou as doze ações de um Buda tais como ter nascido em local escolhido por ele e assim por diante; b) o Corpo de Emanação Artística que serve os outros por surgir como artesãos, artistas e assim por diante; e c) Corpo de Emanação Encarnada, de acordo com o qual surgem Budas sob várias formas como seres humanos, deidades, rios, pontes, plantas medicinais, e árvores para auxiliar seres sencientes. Destes três tipos de Corpos de Emanação, as reencarnações de mestres espirituais reconhecidos como “Tulkus” no Tibet estão na terceira categoria. Entre estes Tulkus pode haver muitos que são Corpos de Emanação Encarnados de Budas verdadeiramente qualificados, mas isto não se aplica necessariamente a todos. Entre os Tulkus do Tibet pode haver aqueles que são reencarnações de bodisatvas superiores, bodisatvas que estão nos caminhos de acumulação e preparação, bem como mestres que evidentemente ainda não iniciaram estes caminhos dos bodisatvas. Portanto, o título de Tulku é dado a Lamas reencarnados tanto com base na semelhança com seres iluminados quanto através de sua conexão com certas qualidades de seres iluminados.</p>
<p>Como Jamyang Khyentse Wangpo disse:</p>
<p><strong><em>“Reencarnação é aquilo que ocorre quando uma pessoa tem um renascimento após a morte de seu predecessor; emanação é quando a manifestação ocorre sem que sua fonte tenha falecido.”</em></strong></p>
<p><strong>Reconhecimento das Reencarnações</strong></p>
<p>A prática de reconhecer quem é quem pela identificação da vida prévia de uma pessoa ocorreu até mesmo quando o próprio Buda Shakyamuni estava vivo. Muitos relatos se encontram nas quatro Seções Agama do Vinaya Pitaka, nas histórias Jataka, no Sutra do Sábio e do Tolo, no Sutra dos Cem Carmas e assim por diante, nos quais o Tatágata revelou as operações do carma, recontando inúmeras histórias a respeito de como os efeitos de certos carmas criados em vidas passadas são vivenciados por uma pessoa em sua vida presente. Da mesma forma, nas histórias das vidas de mestres indianos, que viveram depois do Buda, muitos revelam seus locais de renascimentos anteriores. Há muitas dessas histórias, mas o sistema de reconhecimento e numeração dessas reencarnações não ocorreu na Índia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><strong>O Sistema de Reconhecimento de Reencarnações no Tibete</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2400" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2400"><img class="size-full wp-image-2400 alignleft" title="Dalai Lama em São Paulo.. foto Monique Cabral" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo..-foto-Monique-Cabral.jpg" alt="" width="300" height="245" /></a>Vidas passadas e futuras foram afirmadas pela tradição indígena tibetana <a href="http://www.bongaruda.org/budismo-bon/">Bön</a> antes da chegada do Budismo. E desde que o Budismo se espalhou pelo Tibete, absolutamente todos os tibetanos acreditam em vidas passadas e futuras. As investigações de reencarnações de mestres espirituais que apoiaram o Darma, bem como o costume de rezar devotadamente a eles, floresceram em todos os lugares do Tibete. Muitas escrituras autênticas, livros tibetanos originais como o <em>Mani Kabum</em> e os <em>Ensinamentos Quíntuplos Kathang </em>e outros como <em>Os Livro dos Discípulos Kadam</em> e a <em>Guirlanda de Joias: Respostas a Buscas</em>, que foram recontados pelo glorioso e incomparável mestre indiano Atisha Dipankara no Século XI no Tibet, contam histórias de reencarnações de Arya Avalokiteshvara, o bodisatva da Compaixão. No entanto, a tradição atual de reconhecimento formal de reencarnações de mestres teve início com o reconhecimento do Karmapa Pagshi como reencarnação do Karmapa Dusum Khyenpa por seus discípulos conforme sua previsão. Desde então, existiram dezessete encarnações do Karmapa ao longo de mais de novecentos anos. Da mesma forma, desde o reconhecimento de Kunga Sangmo como reencarnação de Khandro Choekyi Dronme no Século XV existiram mais de dez encarnações de Samding Dorje Phagmo. Então, entre os Tulkus reconhecidos no Tibet há praticantes monásticos e leigos, homens e mulheres. Este sistema de reconhecimento de encarnações se espalhou gradualmente para outras tradições budistas tibetanas, e o Bon, no Tibet. Hoje, há Tulkus reconhecidos em todas as tradições budistas tibetanas, Sakya, Geluk, Kagyu e Nyingma, bem como na Jonang e Bodong, que oferecem o Darma. E também é evidente que entre estes Tulkus alguns são uma vergonha.</p>
<p>O onisciente Gedun Drub, que foi discípulo direto de Je Tsongkhapa, fundou o Monastério Tashi Lhunpo em Tsang e cuidou de seus alunos. Faleceu em 1464 com 84 anos de idade. Embora inicialmente nenhum esforço tenha sido feito para identificar sua reencarnação, as pessoas foram obrigadas a reconhecer uma criança chamada Sangye Chophel, nascida em Tanak, Tsang (1476), devido às surpreendentes e perfeitas recordações de sua vida passada. Desde então, iniciou-se a tradição de buscar e reconhecer as reencarnações sucessivas dos Dalai Lamas pelo Gaden Phodrang Labrang e mais tarde pelo Governo Gaden Phodrang.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>As Formas de Reconhecer Reencarnações</strong></p>
<p>Depois que este sistema de reconhecimento de Tulkus passou a existir, vários procedimentos começaram a ser desenvolvidos. Entre estes, alguns dos mais importantes incluem uma carta preditiva do predecessor e outras instruções e indicações que podem ocorrer; observar a reencarnação contando e falando de forma confiável sobre sua vida anterior; identificação de pertences do predecessor e reconhecimento de pessoas que eram próximas a ele. Alem destes, outros métodos incluem solicitar adivinhações de mestres espirituais confiáveis bem como buscar previsões de oráculos mundanos, que se manifestam por meio de médiuns em transe, e observar as visões que se manifestam em lagos sagrados de protetores como Lhamoi Latso, um lago sagrado ao sul de Lhasa.</p>
<p>Quando existe mais de um candidato em potencial a ser reconhecido como um Tulku, e torna-se difícil decidir, há uma prática para a tomada de decisão final por adivinhação que emprega o método da bola de massa de pão (zen tak) diante de uma imagem sagrada enquanto se evoca o poder da verdade.</p>
<p><strong>Emanação Antes do Falecimento do Predecessor (</strong><em><strong>ma-dhey tulku</strong></em><strong>)</strong></p>
<p>Geralmente uma reencarnação deve ser alguém que renasce como um ser humano após seu prévio falecimento. Seres humanos comuns geralmente não são capazes de se manifestar como emanação antes de sua morte (ma-dhey tulku), mas bodisatvas superiores, que podem se manifestar em centenas ou milhares de corpos simultaneamente, podem manifestar-se como emanações antes da morte. No sistema tibetano de reconhecimento de Tulkus há emanações que pertencem ao mesmo fluxo mental do predecessor, emanações conectadas a outras pelo poder do carma e preces, e emanações que surgem como resultado de bênçãos e nomeação.</p>
<p><strong>O propósito principal do surgimento de uma reencarnação é a continuidade do trabalho incompleto do predecessor para servir ao Darma e aos seres.</strong> No caso de um Lama que é um ser comum, ao invés de ter uma reencarnação pertencente ao mesmo fluxo mental, uma outra pessoa conectada a este Lama por meio de carma puro e preces pode ser reconhecida como sua emanação. Como alternativa é possível ao Lama apontar um sucessor que seja seu discípulo ou alguém mais jovem para que seja reconhecido como sua emanação. Já que estas opções são possíveis para o caso de um ser comum, é possível uma emanação antes da morte que não pertença ao mesmo fluxo mental. Em alguns casos, um Lama realizado pode ter várias reencarnações simultaneamente, tais como encarnações de corpo, fala e mente e assim por diante. Recentemente, tivemos emanações antes da morte bem conhecidas como Dudjom Jigdral Yeshe Dorje e Chogye Trichen Ngawang Khyenrab.</p>
<p><strong>O Uso da Urna Dourada</strong></p>
<p>À medida que esta era de degeneração avança, e como cada vez mais reencarnações de lamas realizados estão sendo reconhecidas, algumas delas por motivos políticos, um número crescente tem sido reconhecido por meios inapropriados e questionáveis, e como resultado, tem sido causado um enorme prejuízo ao Darma.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2409" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2409"><img class="alignright size-full wp-image-2409" title="Dalai Lama em São Paulo. foto Monique Cabral" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral....jpg" alt="" width="228" height="391" /></a>Durante o conflito entre o Tibete e os Gurkhas (1791-93) o Governo Tibetano teve que recorrer à ajuda militar da Manchúria. Consequentemente, os militares Gurkha foram expulsos do Tibet, mas mais tarde os oficiais da Manchúria fizeram uma proposta de 29 pontos sob o pretexto de tornar a administração do Governo Tibetano mais eficiente. Esta proposta incluiu a sugestão de sorteio de nomes dos candidatos colocados em uma Urna Dourada para decidir o reconhecimento das reencarnações dos Dalai Lamas, Panchen Lamas e Hutuktus, um título mongol dado a Lamas importantes. Assim, este procedimento foi seguido em casos de reconhecimento das reencarnações dos Dalai Lamas, Panchen Lamas e outros Lamas importantes. O ritual a ser seguido foi escrito pelo Oitavo Dalai Lama Jampel Gyatso. Mesmo depois de tal sistema ter sido introduzido, o procedimento foi dispensado nos casos do Nono, do Décimo-Terceiro e no meu próprio caso, o Décimo-Quarto Dalai Lama.</p>
<p>Mesmo no caso do Décimo Dalai Lama, a reencarnação autêntica já tinha sido encontrada, e na realidade este procedimento não foi seguido; mas para agradar os oficiais da Manchúria foi meramente anunciado que o procedimento havia sido observado.</p>
<p>O sistema da Urna Dourada foi realmente usado apenas nos casos do Décimo-Primeiro e do Décimo-Segundo Dalai Lamas. No entanto, o Décimo-Segundo Dalai Lama já havia sido reconhecido antes do procedimento ter sido empregado. Sendo assim, houve apenas uma ocasião em que o Dalai Lama foi reconhecido por esse método. Da mesma forma, entre as reencarnações do Panchen Lama, com exceção do Oitavo e do Nono, este método não foi empregado em nenhum outro caso. Este sistema foi imposto pelos manchurianos, mas os tibetanos não acreditavam nele por ser desprovido de qualquer qualidade espiritual. No entanto, se fosse utilizado de forma honesta, poderíamos considerá-lo um método similar à adivinhação pelas  bolas de massa de pão (zen tak).</p>
<p>Em 1880, durante o reconhecimento de Décimo-Terceiro Dalai Lama como a reencarnação do Décimo-Segundo, ainda existiam traços da relação religiosa-temporal entre o Tibet e a Manchúria. Ele foi reconhecido como a reencarnação inequívoca do oitavo Panchen Lama, pelas previsões dos oráculos de Nechung e Samye e pelas visões em Lhamoi Latso, e por isso o procedimento da Urna Dourada não foi seguido. Isto pode ser claramente compreendido por meio do testamento final do Décimo-Terceiro Dalai Lama do Ano do Macaco de Água (1933) no qual ele declara:</p>
<p>“Como vocês sabem, eu não fui escolhido pela forma costumeira de sorteio da Urna Dourada, mas minha escolha foi anunciada e adivinhada. De acordo com essas adivinhações e profecias eu fui reconhecido como a reencarnação do Dalai Lama e entronado.”</p>
<p><strong>Quando eu fui reconhecido como a Décima-Quarta encarnação do Dalai Lama em 1939 a relação religiosa-temporal entre o Tibet e a China já havia chegado ao fim. </strong>Portanto, não havia dúvidas sobre qualquer necessidade de confirmar a reencarnação pelo uso da Urna Dourada. Sabe-se bem que o Regente do Tibet e a Assembleia Nacional Tibetana seguiram o procedimento de reconhecimento da reencarnação do Dalai Lama levando em conta as profecias de Lamas realizados, oráculos e de visões no Lhanoi Latso; os Chineses não tiveram absolutamente nenhum envolvimento. No entanto, mais tarde alguns oficiais do Guomintang (Partido Nacionalista Chinês) ardilosamente espalharam mentiras nos jornais alegando que eles haviam concordado em renunciar ao uso da Urna Dourada e que Wu Chung-tsin havia presidido minha entronização, e assim por diante. Esta mentira foi exposta por Ngabo Ngawang Jigme, o Vice-Presidente da Comissão Permanente do Congresso Popular Nacional, a quem a República Popular da China considerou a pessoa mais progressista, na Segunda Sessão do Quinto Congresso Popular da Região Autônoma do Tibet (31 de Julho de 1989). Isto fica claro quando, no final de seu discurso, no qual deu explicações detalhadas dos eventos e apresentou evidências documentadas, ele insistiu:</p>
<p>“Que necessidade há de o Partido Comunista seguir o exemplo e dar continuidade às mentiras do  Guomintang?”</p>
<p><strong>Estratégia Enganosa e Falsas Esperanças</strong></p>
<p>No passado recente, existiram casos de gestores irresponsáveis dos espólios  de lamas abastados que se entregaram a métodos impróprios para reconhecer reencarnações, os quais  têm prejudicado o Darma, a comunidade monástica e nossa sociedade. Além do mais, desde a era manchuriana, autoridades políticas chinesas repetidamente se engajaram em vários meios traiçoeiros utilizando o budismo, mestres budistas e Tulkus como instrumentos para atingir seus objetivos políticos, envolvendo-se em questões mongóis e tibetanas.  Atualmente, os governantes autoritários da República Popular da China, que como comunistas rejeitam a religião, mas ainda se envolvem em questões religiosas, impuseram a chamada campanha de reeducação e declararam a chamada Ordem nº Cinco, com respeito ao controle e reconhecimento de reencarnações, que passou a vigorar em 1º de Setembro de 2007. Isto é ultrajante e vergonhoso. A aplicação de vários métodos inapropriados de reconhecimento de reencarnações para erradicar nossas incomparáveis tradições culturais tibetanas está causando danos difíceis de serem reparados.</p>
<p>Além do mais, eles dizem que estão aguardando a minha morte e que reconhecerão o Décimo-Quinto Dalai Lama de sua escolha. É claro que, a partir de suas recentes regras e regulamentos e subsequentes declarações , eles têm uma estratégia detalhada para enganar os tibetanos, seguidores da tradição budista tibetana, e a comunidade mundial. Portanto, como eu tenho a responsabilidade de proteger o Darma e os seres sencientes contra tais regimes prejudiciais, eu faço a seguinte declaração.</p>
<p><strong>A Próxima Encarnação do Dalai Lama</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2393" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2393"><img class="size-full wp-image-2393 alignleft" title="Dalai  Lama em São Paulo. foto Monique Cabral.." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral...jpg" alt="" width="201" height="212" /></a>Como mencionei anteriormente, a reencarnação é um fenômeno que pode ocorrer por meio de escolha voluntária da pessoa em questão ou ao menos pela força de seu carma, mérito e preces. Portanto, a pessoa que reencarna tem autoridade legitimada exclusiva sobre onde e como ele ou ela terá renascimento e como a reencarnação será reconhecida. É uma realidade que ninguém mais pode forçar a pessoa em questão, ou manipulá-la. É particularmente inapropriado para os comunistas chineses, que explicitamente rejeitam até mesmo a idéia de vidas passadas e futuras, quanto mais o conceito de Tulkus reencarnados, interferirem no sistema de reencarnação e especialmente de reencarnações dos Dalai Lamas e Panchen Lamas. Tal intromissão descarada contradiz suas próprias ideologias políticas e revela sua duplicidade de parâmetros. Se esta situação continuar no futuro, será impossível para os tibetanos e para aqueles que seguem a tradição budista tibetana reconhecê-la ou aceitá-la.</p>
<p><strong> Quando eu tiver cerca de noventa anos, eu consultarei os lamas realizados das tradições budistas tibetanas, o público tibetano e outras pessoas pertinentes que seguem o budismo tibetano, e reavaliarei se a instituição do Dalai Lama deve continuar ou não</strong>. Sobre esta base tomaremos uma decisão. Se for decidido que a reencarnação do Dalai Lama deve continuar e que há a necessidade de que o Décimo-Quinto Dalai Lama seja reconhecido, a responsabilidade por fazê-lo será principalmente dos Oficiais do Gaden Phodrang do Dalai Lama. Eles deverão consultar os vários chefes das tradições budistas tibetanas e os protetores do Darma comprometidos e confiáveis que estão inseparavelmente ligados à linhagem dos Dalai Lamas. Eles deverão buscar aconselhamento e instruções destes seres e conduzir os procedimentos de procura e reconhecimento de acordo com a tradição do passado. Eu deixarei instruções escritas claras sobre isso. Tenham em mente que, com exceção de reencarnações reconhecidas por meio de tais métodos legítimos, nenhum reconhecimento ou aceitação deverão ser concedidos a um candidato escolhido para fins políticos de ninguém, incluindo aqueles da República Popular da China.</p>
<p>O Dalai Lama</p>
<p>Dharamsala</p>
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		<title>Morte? Surpresa!</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 11:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luisa Levandowski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lu, que faleceu esta semana, faria aniversário dia 19 de agosto.
Praticante budista, ela ajudava a coordenar o CEBB de Porto Alegre.
Na revista Bodisatva nos presenteou com as divertidíssimas &#8220;Caraminhocas&#8221;, na seção que me parece ser a cara da Lu:&#8221;Vida Leve&#8221;, leia o texto e entenda por que.
Morte? Surpresa!
Tenho duas notícias para te dar: uma boa e outra ruim. Qual tu preferes ouvir primeiro? A ruim? Então, tá. É assim&#8230;
Aqui ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2182" href="http://bodisatva.com.br/morte-surpresa/thangkaluisa-3/"><img class="alignnone size-full wp-image-2182" title="thangkaluisa" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/thangkaluisa2.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a>A Lu, que faleceu esta semana, faria aniversário dia 19 de agosto.<br />
Praticante budista, ela ajudava a coordenar o <a href="http://www.cebb.org.br/rs/poa">CEBB de Porto Alegre</a>.</p>
<p>Na revista <a href="http://www.cebb.org.br/noticias/566-nova-edicao-da-bodisatva" target="_blank">Bodisatva</a> nos presenteou com as divertidíssimas &#8220;Caraminhocas&#8221;, na seção que me parece ser a cara da Lu:&#8221;Vida Leve&#8221;, leia o texto e entenda por que.</p>
<p><strong>Morte? Surpresa!</strong></p>
<p>Tenho duas notícias para te dar: uma boa e outra ruim. Qual tu preferes ouvir primeiro? A ruim? Então, tá. É assim&#8230;</p>
<p>Aqui no sul a temperatura muda bruscamente. E, como a maioria de nós mora em espaços pequenos, toda mudança de estação traz consigo o ritual da arrumação do guarda roupa. Sobem as roupas de inverno e descem as roupas de verão, vice versa no próximo solstício ou equinócio. Só que como clima não obedece calendário, muito menos nossas vãs tentativas de organização doméstica, sempre acontece de você precisar de algum artigo que está lá em cima, lá no fundo ou lá embaixo de uma pilha desequilibrada, algo assim desajeitado. Então, agora vem a historinha triste. Estou me vestindo, apressada para não me atrasar. Já escolhi a saia, a blusa, acessórios, ainda falta o calçado. Avalio que a bota de camurça cinza combina. Abro a porta do armário, olho, procuro e no meio de sandalinhas e chinelinhos de verão (maldito frio fora de época! ) não chego a ver a bota, mas vislumbro a tirinha de camurça na beirinha da prateleira bem de cima. É uma destas botas molinhas com tirinhas que amarram na perna. Na pressa, não penso muito, me estico toda, alcanço a pontinha da tira, puxo e &#8230;.</p>
<p>Surpresa! Sapatada, bem na testa! (Tem uma história zen de um aluno que se ilumina ao receber uma sapatada de seu mestre, mas não, não tenho tantos méritos, ainda não foi desta vez) Estúpida! Eu sei, é uma palavra muito forte e muito feia, mas é perfeita para definir como me senti. Estúpida. <strong>Na verdade, acho que os mestres espirituais são compassivos em não usar frequentemente esta palavra com seus discípulos, porque, convenhamos, em alguns momentos da nossa caminhada, é um adjetivo muito apropriado para descrever nosso comportamento.</strong></p>
<p>Mas, falando sério agora: no exato momento em que aconteceu, tive uma experiência importante. Uma certeza, nítida e real, de que já havia tido esta mesma sensação em algum momento de morte. Uma espécie de regressão, algo assim.</p>
<p>Como é que não vi que isto ia acontecer? Era evidente que as chances de vir tudo abaixo eram enormes. Caíram não só as botas, mas quase toda a prateleira de sapatos de inverno. Pesados. Por acaso eu esperava que a bota fosse pairar suavemente aos meus pés? Distraída.E a morte nem é questão de probabilidade, é pior que bota na testa. É certa. Então esta é a notícia ruim: <strong>A morte pode ser uma surpresa.</strong></p>
<p>Algum tempo depois, numa noite de prática no CEBB, contei este incidente e a facilitadora Nazaré, com compaixão e sabedoria, comentou que não precisa ser necessariamente assim. <strong>Podemos nos preparar para o momento da morte.</strong></p>
<p>Isto me faz pensar e recordar uma outra experiência recente.<br />
Numa semana de Agosto, estou trabalhando no escritório, aguardando uma reunião agendada para o meio da tarde. Estou concentrada no computador e nem reparo numa certa agitação no ambiente. Meu chefe entra afobado e chama da porta: “-vamos que eles já estão aí.” Pego agenda, caneta e vou descendo o corredor até a sala de reuniões. Vejo alguns colegas entrando apressados na sala, mas acho tudo normal. Meu ambiente de trabalho é meio caótico mesmo.</p>
<p>Entro na sala e: SURPRESA! Festa de aniversário surpresa! E bota surpresa nisto! Tímida, paraliso, oscilo e vagarosamente dou um passo para trás. O pessoal me segura: “não foge, não!” Então, relaxo naquele momento maravilhoso, olhando a cara de travessos daqueles quarentões com os olhos brilhando como crianças. Balões, bolos, refrigerantes, docinhos. Coloco aos mãos em prece e faço uma reverência. Muito lindo. Abraços e beijos e palavras carinhosas. Mais tarde fico sabendo dos detalhes. Eles estavam se divertindo, organizando e planejando a festa há dias! Arrecadando contribuições, encomendando bolo, assoprando balões. Presentes. Tudo com o maior cuidado para não arruinar a surpresa: falando baixinho, usando o telefone da outra sala. Eles quase tiveram que cancelar na última hora porque faltou gasolina na caminhonete que entregava os docinhos. E a alegria deles era quase maior que a minha. Aliás, a alegria era de todos e não tinha tamanho nem dono. Maravilhoso, mesmo!</p>
<p><strong>Quem sabe podemos enxergar os budas e bodisatvas trabalhando numa orquestra amorosa para amparar os seres o tempo todo e também no momento da morte desta mesma maneira?</strong> Se a gente ajudasse praticando com dedicação durante a vida, ainda melhor. Então, para terminar de uma forma otimista, a notícia boa: A morte pode ser uma surpresa!</p>
<p><em>*A pintura da Tara Verde acima do texto é parte da thangka  pintada pela Luisa.</em></p>
<p><em><a href="http://bodisatva.com.br/author/luisa/" target="_blank">Leia outros textos de Luisa Levandowski. </a></em></p>
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		<title>O Tibet invade o Brasil por uma semana</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 04:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem ainda não sabe, vai rolar a II Semana de Cultura e Arte Tibetana, em Floripa. Tem muita coisa boa e gratuita. O release oficial vai abaixo.
&#8220;Eu sinto que a cultura tibetana com seu legado único – nascido dos esforços de muitos seres humanos de bom espírito, de seu contato com mongóis, chineses, indianos, nepaleses e cultura persa, e de seu ambiente natural – tem desenvolvido um tipo de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para quem ainda não sabe, vai rolar a <a href="http://www.semanatibetana.com.br/" target="_blank">II Semana de Cultura e Arte Tibetana</a>, em Floripa. Tem muita coisa boa e gratuita. O release oficial vai abaixo.</em></p>
<div id="attachment_2022" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><a href="http://www.semanatibetana.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-2022" title="dalailama-cct" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/dalailama-cct.jpg" alt="" width="589" height="329" /></a><p class="wp-caption-text">Dalai Lama com Guilherme, Alexandre e Cerys, do CCT</p></div>
<blockquote><p>&#8220;Eu sinto que a cultura tibetana com seu legado único – nascido dos esforços de muitos seres humanos de bom espírito, de seu contato com mongóis, chineses, indianos, nepaleses e cultura persa, e de seu ambiente natural – tem desenvolvido um tipo de energia que é muito útil no cultivo da paz mental e aproveitamento da vida. Eu sinto que existe um potencial para o Tibete ajudar a humanidade, e particularmente nossos vizinhos do leste, onde milhões de jovens chineses perderam seus valores espirituais. Neste caso, eu sinto fortemente que a cultura tibetana exercerá um papel muito importante no futuro da humanidade.&#8221;<br />
–Sua Santidade o XIV Dalai Lama, 1989, Nobel Peace Laureate</p></blockquote>
<p>Entre os dias <strong>27 de maio e 4 de junho</strong>, Florianópolis se transformará  na capital brasileira da cultura e arte do Tibete. O Centro de Cultura Tibetana (CCT) realiza, na Universidade Federal de Santa Catarina, a II Semana de Cultura e Arte Tibetana, com palestras, curso, exibição de filmes e exposições. Todas as atividades são <strong>gratuitas</strong>, exceto o curso.</p>
<h1>Mandala de areia</h1>
<p>A cerimônia de abertura (27/5, às 18h30) será marcada pelo início da construção de uma mandala de areia. Monges do Namgyal, monastério do Dalai Lama nos Estados Unidos, virão pela primeira vez ao Brasil para a realização desta arte milenar, feita com milhões de grãos de areia coloridos para representar a impermanência. Os participantes poderão acompanhar de perto todo o processo de produção da mandala durante todos os dias de evento, das 9h às 18h. A cerimônia de desmantelamento da mandala será no último dia de programações (4/6), às 15h.</p>
<h1>Curso sobre história do Tibete</h1>
<p>Inédito no Brasil, o curso<strong> <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/programacao-completa.html" target="_blank">&#8220;Tibete: história, cultura e sobrevivência&#8221;</a></strong> acontece entre os dias 27 de maio e 4 de junho, das 19h30 às 22h,  no auditório do prédio da Reitoria da UFSC. Com Lia Diskin (Instituto Palas Athena), Robbie Barnett (Columbia University), Lama Padma Samten (CEBB),  Tsewang Phuntso (Tibet Office New York) e <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/palestrantes.html" target="_blank">outros professores</a>. São 180 vagas. Inscrições pelo site <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/inscricoes.html" target="_blank">www.semanatibetana.com.br</a>.</p>
<h1>Mesa-redonda</h1>
<p>A mesa-redonda <strong>&#8220;Um olhar para dentro: contribuições da Ásia para o mundo atual&#8221;</strong> (30/5, às 10h) discutirá a expansão e a influência da cultura asiática nos países do Ocidente, abordando temas como ciência, técnicas contemplativas, filosofias e estudos da mente. Com Lama Padma Samten (CEBB), João Lupi (UFSC), monges Joaquim e Gensho (budismo zen), reverendo Joaquim Monteiro (budismo Terra Pura) e Alexandre Vieira (CCT) como moderador. Entrada franca.</p>
<h1>Exposições, filmes e palestras</h1>
<div id="attachment_2034" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><img class="size-full wp-image-2034" title="themissingpiece" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/themissingpiece.jpg" alt="" width="589" height="359" /><p class="wp-caption-text">&quot;The missing piece&quot; (artistas criam inspirados pelo Dalai Lama)</p></div>
<p>Além de uma exposição de <em>thangkas</em> (pinturas religiosas originárias do Tibete), duas exposições fotográficas também podem ser visitadas diariamente, das 9h às 22h. A primeira conta a história do Tibete em imagens de seu próprio povo e <strong><a href="http://www.tmpbox.org/" target="_blank"><em>The Missing Peace in a Box</em></a></strong> chega pela primeira vez ao Brasil com 14 posteres doados por artistas famosos que se inspiraram nos ensinamentos do Dalai Lama.</p>
<p>No dia 2 de junho, às 15h, será exibido o filme  <strong><em>Fogo na Neve</em></strong>, do diretor Makoto Sasa, sobre a história de Palden Gyatso, monge budista que, durante 33 anos, sofreu torturas e realizou trabalhos forçados em um cativeiro mantido por chineses. No dia 3 de junho, às 17h, <em><strong>Tibete: O que resta de nós</strong>,</em> dirigido por François Prévost e Hugo Latulippe, conta a história de uma jovem tibetana canadense em sua jornada, carregando um vídeo do Dalai Lama.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="472" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zcpg4yX22K0?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="472" src="http://www.youtube.com/v/zcpg4yX22K0?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=zcpg4yX22K0" target="_blank"><em>Trailer de &#8220;Fire under the snow&#8221;</em></a></p>
<p>Na palestra <strong>&#8220;Arte budista do Tibete: introdução e perspectivas&#8221; </strong>(28/5, às 14h), o tibetano Ogen Shak e a brasileira H. Gyatso abordarão a relação entre arte, técnica e insight contemplativo.</p>
<h1>Banquete tibetano</h1>
<p>Na noite do dia 1 de junho, será a vez dos participantes saborearem as iguarias típicas da culinária do país. Um jantar preparado pelo chef e artista Ogen Shak oferecerá três tipos de Momos (tradicional pastel cozido no vapor e com diferentes opções de recheio e acompanhamentos), molhos, arroz de açafrão e uma deliciosa entrada.</p>
<p>Além de liderar a equipe que preparará o banquete, Ogen Shak fará uma apresentação de canções típicas do Tibete, com demonstrações de vários instrumentos.</p>
<h1>Serviço</h1>
<p><strong>Quando: </strong>27 de maio (abertura às 18h30) a 4 de junho, das 9h às 18h.<br />
<strong>Onde:</strong> Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Rua Campos Universitário – Trindade – Florianópolis.<br />
Entrada grátis para todas as atividades, exceto o curso.<br />
<strong>Programação completa:</strong> <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/programacao-completa.html" target="_blank">www.semanatibetana.com.br<br />
</a> <strong>Twitter:</strong> <a href="https://twitter.com/SemanaTibetana" target="_blank">@SemanaTibetana</a></p>
<h1>Sobre o CCT</h1>
<p>O Centro de Cultura Tibetana (CCT) é uma organização não-governamental sem fins econômicos que possui a missão de apresentar e preservar a cultura tibetana no Brasil e na América Latina, sobretudo em seus aspectos material e imaterial sustentado-se em princípios éticos universais como Ahimsa, que pressupõe práticas de não-violência e Nalanda, que pressupõe a absorção, interpretação e disseminação de conhecimentos.</p>
<p><a href="http://www.semanatibetana.com.br/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-2027" title="eflyer" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/eflyer2.jpg" alt="" width="589" height="831" /></a></p>
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		<title>Conselho precioso de Alan Wallace</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 07:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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Link YouTube
No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.
O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor contextualização para a prática da meditação que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="365" src="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vHjyMq6eZB8" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p>No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.</p>
<p>O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor <strong>contextualização para a prática da meditação</strong> que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos perguntam: &#8220;Mas e esse lance de budismo, como é isso?&#8221;.</p>
<p>A Inez, a Jeanne e a Teresa conseguiram o horário (tinhamos 10 minutos apenas). O Fábio Rodrigues (coordenador do CEBB Joinville) filmou. Eu fiz a pergunta e fiquei ali, prestando atenção. Depois traduzimos e o Fábio Valgas, de Curitiba, editou o vídeo. Deixo meus agradecimentos a todos, começando pelo Alan Wallace, claro.</p>
<p>A pergunta foi mais ou menos a seguinte:</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem muitos brasileiros interessados na prática da meditação, mas que não têm conexão com o budismo. E outras pessoas que não veem sentido em meditar ou se engajar em alguma prática espiritual. O que o professor tem a dizer para elas?&#8221;</p></blockquote>
<p>Além dessa pergunta, eu fiz outra, pedindo que ele desse um conselho para aqueles praticantes que já possuem todas as condições favoráveis (professor, ensinamentos recebidos, instruções de prática, tempo, saúde, energia, comunidade) e não usufruem, não aproveitam, não praticam. O vídeo será publicado em breve.</p>
<p>Depois de 9 dias de ensinamentos precisos (<a href="http://cebbsp1.webstorelw.com.br/products/alan-wallace-2011-cd-mp3" target="_blank">o áudio na íntegra está aqui</a>), eu confesso que esperava uma resposta mais Wikipedia, mais previsível, mais entrevista para o <em>Fantástico</em>. Fiquei completamente atordoado em receber 2 respostas com a essência do budismo em apenas 10 minutos.</p>
<p>Desejo que cada um de nós possamos ver, rever e lembrar desse vídeo, além de outros ensinamentos, para tomar vergonha na cara e experimentar, treinar, cultivar, colocar em prática um pouco dessa sabedoria em toda a nossa vida, em todas as nossas relações.</p>
<div id="attachment_2009" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><img class="size-large wp-image-2009" title="dalailama-alanwallace" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/dalailama-alanwallace-589x392.jpg" alt="" width="589" height="392" /><p class="wp-caption-text">Alan Wallace foi aluno e tradutor de Sua Santidade o Dalai Lama</p></div>
<h3>Transcrição da fala de Alan Wallace</h3>
<p><em>&#8220;Todos nós queremos encontrar felicidade. Queremos ter menos frustrações, insatisfações, problemas no coração e na mente. Todos nós queremos isso. Cada um de nós deseja paz, menos ansiedade, uma felicidade maior. Todos nós queremos isso.</em></p>
<p><em>De forma geral, muitos de nós, na maior parte do tempo, estamos sempre olhando para fora, pensando: &#8220;Alguém vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum trabalho vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum lugar vai me fazer feliz,&#8221; &#8220;Alguma posse vai me fazer feliz&#8221;. Mas na medida que crescemos e amadurecemos, vemos que nada daquilo é verdade. Ninguém lá fora pode nos fazer felizes de verdade. Nenhuma aquisição, nenhum emprego&#8230;</em></p>
<p><em>É óbvio. E quanto mais cuidadosamente nós olhamos, mais óbvio se torna. Se realmente queremos ser felizes, encontrar contentamento, liberação da ansiedade e assim por diante… realmente só há uma maneira. Você não tem que ser religioso, não tem que ser espiritual. Você tem que ser realista!</em></p>
<p><em>E isso é reconhecer que a única forma de você realmente encontrar satisfação, um maior sentido na vida, maior felicidade na vida, realização, é cultivando seu próprio coração e mente. Isso é apenas realista. Você não tem que acreditar em nada. É apenas bom senso.</em></p>
<p><em>Agora, nós podemos perguntar, antes de tudo: será que há maneiras com as quais estamos nos comportando (com nosso corpo, com nossa fala, mesmo com nossa mente) que estão prejudicando aos outros desnecessariamente?</em></p>
<p><em>Às vezes crianças tem que ser disciplinadas, talvez. Elas não gostam, mas estamos fazendo isso apenas pelo seu bem. Então, às vezes é assim. Mas, estamos nós prejudicando alguém, de alguma forma que não está sendo útil, mas apenas prejudicando?</em></p>
<p><em>Quando nós reconhecemos isso, vemos que causa dano para outras pessoas, mas também causa sofrimento a nós mesmos. Sempre. Então a primeira coisa é: realmente viver uma vida suave, sem causar danos. É o mais importante. Assim você não prejudica a si mesmo e não prejudica aos outros. Pelo menos isso!</em></p>
<p><em>E então se você quer realmente começar a cultivar as causas verdadeiras da felicidade, uma maior liberdade do sofrimento, da ansiedade, do medo, da aflição, então, é pra isso que serve a meditação.</em></p>
<p><em>Meditação, em sânscrito, é &#8220;bhavana&#8221;. E &#8220;bhavana&#8221; significa cultivar, como um agricultor cultiva o campo. Ele não sai, simplesmente, e pega alguma comida aqui e lá, mas ele realmente se dedica ao solo, ele o lavra, o fertiliza, irriga, planta a semente, ele cuida, tira as ervas daninhas e então faz a colheita.</em></p>
<p><em>Então, em vez de sair por aí tentando achar alguma felicidade externa, nós a cultivamos com nossos próprios corações e mentes. E meditação é uma forma de fazer isso. Há muitas maneiras para meditar. Para muitas pessoas que estão começando, um tipo de meditação chamado shamata é muito útil.</em></p>
<p><em>O essencial dela, antes de tudo, é aprender como relaxar, aprender como relaxar o corpo muito profundamente. Sem tensão, sem estresse, sem contração. Saber como relaxar a respiração, respirar sem esforço. E aprender como deixar a mente relaxada. Então, primeiro de tudo, aprender como relaxar.</em></p>
<p><em>E então, gradualmente, por meio da meditação, cultivar uma calma interna, uma serenidade interna, quietude interna, uma presença. De forma que não estamos sempre distraídos, inquietos, agitados, excitados, mas realmente temos alguma paz mental. Isso pode ser cultivado por meio da meditação. E então, gradualmente, com base em relaxamento e estabilidade, podemos desenvolver clareza e vivacidade.</em></p>
<p><em>Portanto, com essas três qualidades, através da meditação, da atenção plena sobre a respiração e outros métodos, nós podemos ter maior presença, maior paz mental. E também quando estamos nos relacionando com outras pessoas. Porque as nossas mentes, internamente, estão quietas. Então nós podemos realmente focar nos outros com muito mais proximidade. E não ficar sempre sendo pegos pelos nossos próprios pensamentos, esperanças, medos, mas realmente focar nas necessidades dos outros.</em></p>
<p><em>Dessa forma, naturalmente, quando começamos a expandir nossas mentes e corações para focar outras pessoas, outros seres sencientes, nós também encontramos felicidade, uma felicidade maior.</em></p>
<p><em>Porque nossas mentes e corações se ampliam há maior paz e maior felicidade.&#8221;</em></p>
<p>–<a href="http://alanwallace.org" target="_blank"><strong>Alan Wallace</strong></a></p>
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		<title>Documentários sobre Chögyam Trungpa e Dilgo Khyentse Rinpoche</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Nov 2010 16:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Duas ótimas notícias. A primeira é que a diretora Johanna Demetrakas e a produtora Lisa Leeman conseguiram arrecadar mais de 20 mil dólares para fazer o documentário Crazy Wisdom, sobre a vida e os ensinamentos de Chögyam Trungpa Rinpoche.
Veja o trailer:

Link do vídeo
A segunda é que o documentário Brilliant Moon, sobre o grande Dilgo Khyentse Rinpoche, pode ser comprado por menos de 30 reais. O download é instantâneo. Eu acabei ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas ótimas notícias. A primeira é que a diretora Johanna Demetrakas e a produtora Lisa Leeman conseguiram arrecadar mais de 20 mil dólares para fazer o documentário <strong><em>Crazy Wisdom</em></strong>, sobre a vida e os ensinamentos de Chögyam Trungpa Rinpoche.</p>
<p>Veja o trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/80jGSadccmY?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/80jGSadccmY?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.kickstarter.com/projects/629449034/crazy-wisdom-chogyam-trungpa-documentary" target="blank">Link do vídeo</a></em></p>
<p>A segunda é que o documentário <strong><em>Brilliant Moon</em></strong>, sobre o grande Dilgo Khyentse Rinpoche, <a href="http://films.myfilmblog.com/req.php?req=static.php&amp;page=brilliant-moon" target="_blank">pode ser comprado por menos de 30 reais</a>. O download é instantâneo. Eu acabei de baixar. Aqui o trailer:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="445" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lCrHbChjCUk?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="445" src="http://www.youtube.com/v/lCrHbChjCUk?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lCrHbChjCUk" target="_blank"><em>Link do vídeo</em></a></p>
<p><em><img class="alignleft size-full wp-image-1769" title="brilliant-moon" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/brilliant-moon.jpg" alt="" width="589" height="364" /><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Respostas com Sabedoria e Compaixão</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 13:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Ernesto de Oliveira</dc:creator>
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Alguém já disse que não controlamos o mundo, mas que podemos controlar nossa resposta. Quanto à primeira parte desta frase, imagino que não leve muito tempo e esforço para entender que nosso controle do mundo é realmente limitado, embora em nosso dia a dia possamos operar crendo que este controle é amplo e possível, sempre. Se pudéssemos olhar esta questão com cuidado, talvez nos déssemos conta da exata e precisa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1623" href="http://bodisatva.com.br/respostas-com-sabedoria-e-compaixao/white-lotus-flower/"><img class="alignnone size-full wp-image-1623" title="white lotus flower" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/10/white-lotus-flower.jpg" alt="" width="589" height="275" /></a></p>
<p>Alguém já disse que não controlamos o mundo, mas que podemos controlar nossa resposta. Quanto à primeira parte desta frase, imagino que não leve muito tempo e esforço para entender que nosso controle do mundo é realmente limitado, embora em nosso dia a dia possamos operar crendo que este controle é amplo e possível, sempre. Se pudéssemos olhar esta questão com cuidado, talvez nos déssemos conta da exata e precisa maneira em que este controle, de modo geral muito limitado, é possível, e abriríamos mão de tentar controlar além deste ponto, evitando sofrimento a nós e ao outro. Poderiamos quem sabe levar a vida de maneira mais leve, sem dar tanta solidez às situações do dia a dia, entendendo-as como de fato são, efêmeras como fumaça e sonhos, insubstanciais. Quem sabe pudéssemos aprender a rir um pouco de nós mesmos, do ridículo a que não raro nos expomos, da perda de dignidade que não raro nos impomos.</p>
<p>Na segunda parte da frase, a situação não é muito diferente. Embora à primeira vista nossa resposta seja um ato soberano e livre, temos respostas mais ou menos programadas, verdadeiros padrões cristalizados, difíceis de mudar, verdadeiras prisões sem grades; além disso, nós as usamos de modo geral inconscientemente, impensadamente, sem dar tempo para refletir como o gesto ou a palavra podem causar danos a nós e ao outro. Pode ser que, aqui também, um olhar cuidadoso começasse a nos dar um pouco mais de precisão acerca do que é possível fazer para evitar sofrimento desnecessário, retardando respostas, descobrindo que sempre há alternativas, para fazermos melhores escolhas.</p>
<p>Esse olhar cuidadoso deveria ser parte de um verdadeiro currículo, em casa, na escola, na igreja. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_James" target="_blank">William James</a> diz que isto seria a educação por excelência. Poderíamos chamá-lo de &#8220;a arte da atenção plena&#8221;, ou de como transformar sua vida em uma obra de arte, mais leve, serena e amorosa.</p>
<p>É um olhar atento, introspectivo, que pode ser aprendido e treinado para, quem sabe pela primeira vez, olharmos para dentro, e entender que o mundo em que vamos viver, a cada segundo, está também determinado por nossa visão de mundo, não raro equivocada, e por nossas respostas.</p>
<p>Basta alguma fé, um pouco de esforço, um mínimo de disciplina, um amigo cuidadoso para nos ajudar nos primeiros passos, e pode ocorrer que, mesmo nas técnicas mais introdutórias de meditação, alguns resultados possam ser colhidos, e dar início a um ciclo virtuoso, que mesmo com altos e baixos, acaba por se instalar definitivamente. Com a mente sob algum controle, podemos nos familiarizar cada vez mais com nossos automatismos danosos e com nossas visões distorcidas. Aprendemos que temos uma tremenda liberdade para escolher o que vamos fazer, o que vamos sentir e o que vamos pensar. Se juntarmos a isso um pouco de cuidado com o outro, uma certa clareza de que nossos sofrimentos são universais, nossa natureza mais essencial será acessada, o humano mais sublime será desobstruído. E certamente brotará. Como diz o Lama Samten, a lucidez se manifestará como um destemor, uma não aflição.</p>
<p>Carlos Ernesto de Oliveira</p>
<p><em><a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao/463-retiro-de-meditacao-shamatha-com-alan-wallace" target="_blank">Alan Wallace no CEBB Caminho do Meio, de 21 a 29 de janeiro de 2011. Retiro de Meditação Shamatha. Saiba mais&#8230;</a></em></p>
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		<title>Novos tempos no CEBB Darmata!</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/novos-tempos-no-cebb-darmata/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 15:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Filipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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		<description><![CDATA[A inauguração da nova sala de meditação do CEBB Darmata (Timbaúba/PE) marca um momento muito auspicioso para a prática do Darma no Brasil, especialmente no Nordeste. Com a capacidade de acolher até 150 pessoas, a nova estrutura já tem programação de cursos, retiros e estágios com o Lama Padma Samten até o final de 2010.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A inauguração da nova sala de meditação do CEBB Darmata (Timbaúba/PE) marca um momento muito auspicioso para a prática do Darma no Brasil, especialmente no Nordeste. Com a capacidade de acolher até 150 pessoas, a nova estrutura já tem <strong><a href="http://www.cebb.org.br/pe/101-darmata/368-estagios-e-encontros-mensais-com-o-lama-padma-samten-" target="_blank">programação de cursos, retiros e estágios</a></strong> com o Lama Padma Samten até o final de 2010.</p>
<p>No dia 04 de abril, uma festa regional celebrou a inauguração da primeira sede rural do CEBB fora de Viamão/RS, onde há vários anos já funciona o CEBB Caminho do Meio.</p>
<p>Pessoas da sanga de todo o Brasil se reuniram para praticar e fortalecer a energia dessa intenção iluminada do Lama Padma Samten. Veja abaixo algumas fotos desse momento tão especial. E participe dos próximos encontros no CEBB Darmata (informações disponíveis na <strong><a href="http://www.cebb.org.br/lamasamten/agenda" target="_blank">Agenda do Lama</a></strong>). Todos são muito bem-vindos!</p>
<div id="attachment_982" class="wp-caption alignleft" style="width: 560px"><img class="size-large wp-image-982" title="29-03-2010 CEBB Timbaúba 100" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/04/29-03-2010-CEBB-Timbaúba-100-1024x768.jpg" alt="" width="550" height="412" /><p class="wp-caption-text">Na quarta-feira 31/03, as práticas de lua cheia deram início às atividades de inauguração. Uma chuva de bençãos! Foto: Rodrigo Possani (RS).</p></div>
<div id="attachment_987" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-987" title="DSC_0072" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC_0072.jpg" alt="" width="550" height="433" /><p class="wp-caption-text">O toque da concha anuncia o Darma. Na foto, Lama Padma Samten e Rafael Filipe (PE). Foto: Andréia Souza (RS).</p></div>
<div id="attachment_989" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-989" title="DSC_0187" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC_01871.jpg" alt="" width="550" height="300" /><p class="wp-caption-text">Ensinamentos sobre a vida do Buda Sakiamuni. No altar, imagem de barro feita na cidade de Tracunhaém (PE), próxima à Timbaúba. Foto: Andréia Souza (RS).</p></div>
<div id="attachment_990" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-990" title="DSC_0472" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC_0472.jpg" alt="" width="550" height="365" /><p class="wp-caption-text">Após cerimônia de Refúgio, o Lama abençoou os praticantes com água e distribuiu fitinhas abençoadas por S.S. O Dalai Lama e textos para estudo consagrados naquele dia. Na foto, Cabeludo, Clarissa, Lama, Raquel e Zita Freitas (PE). Foto: Andréia Souza (RS).</p></div>
<div id="attachment_988" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-988" title="DSC_0184" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC_0184.jpg" alt="Ciranda, uma dança de roda da cultura pernambucana, imantou com alegria a mandala." width="550" height="365" /><p class="wp-caption-text">A Quadrilha, uma dança popular da cultura pernambucana, imantou com alegria a mandala. Foto: Andréia Souza (RS).</p></div>
<div id="attachment_992" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-992" title="DSC_0002" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC_0002.jpg" alt="" width="550" height="315" /><p class="wp-caption-text">O céu acima, firme no chão, o novo templo do CEBB Darmata surge da mente do Buda em benefício de todos os seres. Sejam todos bem vindos! Foto: Andréia Souza (RS).</p></div>
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