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	<title>Bodisatva &#187; Destaques</title>
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	<description>um olhar budista</description>
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		<title>Mensagem de S.S. o Dalai Lama à Congregação Budista Global</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. Clique aqui para ler o texto original em inglês.
&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2685" rel="attachment wp-att-2685"><img class="size-full wp-image-2685 alignleft" title="dalailamablog2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/11/dalailamablog2.jpg" alt="Dalai Lama" width="588" height="322" /></a>Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. <a href="http://www.dalailama.com/news/post/767-message-of-his-holiness-the-dalai-lama-to-the-global-buddhist-congregation-new-delhi-november-27---30-2011" target="_blank">Clique aqui para ler o texto original em inglês.</a></p>
<p>&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário do Parinirvana do Buda, eu tive a oportunidade de encontrar líderes indianos e representantes de diversos países budistas aqui em Nova Delhi. Naquela época, eu fiz um relato detalhado sobre o desenvolvimento histórico do budismo no Tibete e sobre a excepcional relação indo-tibetana. Desde então, o mundo, incluindo Índia e Tibete, bem como as tradições budistas em diferentes países, tem testemunhado muitas mudanças.</p>
<p>Até os últimos 50 anos ou mais, as diversas comunidades do mundo budista tinham apenas uma vaga idéia distante da existência uns dos outros e pouco apreço sobre o quanto elas tinham em comum. Como o ensinamento do Buda criou raízes em diferentes lugares, evoluíram naturalmente certas variações no estilo em que foi mantido e praticado. <strong>De fato, o próprio Buda deu ensinamentos diferentes de acordo com as predisposições de seus discípulos em diferentes momentos.</strong> O que distingue a nossa situação contemporânea é que quase todas as várias tradições budistas que evoluíram em diferentes lugares estão agora acessíveis a qualquer um que esteja interessado. Além do mais, aqueles de nós que estudam e praticam essas várias tradições budistas agora podem se encontrar e aprender uns com os outros.</p>
<p><strong>O Buda Sakiamuni atingiu a iluminação em Bodhgaya há cerca de 2.600 anos, e eu acredito que seus ensinamentos permanecem originais e relevantes até hoje.</strong> Movido por uma preocupação espontânea em ajudar os outros, após sua iluminação, o Buda passou o resto de sua vida como um monge sem moradia, compartilhando sua experiência com aqueles que desejassem ouvir. Suas visões sobre a originação interdependente e sua recomendação de não causar mal a ninguém, mas ajudar a quem for possível, enfatizam a prática da não-violência. Isto continua sendo uma das forças mais potentes para o bem no mundo de hoje, pois não-violência é estar a serviço de todos os seres.</p>
<p>A renúncia de Sidarta &#8211; que escolheu viver uma vida sem ter onde morar &#8211; simboliza a prática de treinar a moralidade; os seis anos de ascetismo simbolizam seu treinamento em concentração; e atingir a iluminação através da prática de sabedoria sob a árvore Bodhi representa a importância de cultivar a sabedoria. O papel destes três treinamentos na vida do Buda ressalta sua importância na nossa prática diária. Para sermos capazes de levar estas práticas, temos que estudar os ensinamentos do Buda contidos no Tripitaka.</p>
<p><strong>Em um mundo crescentemente interdependente nosso bem-estar depende de muitas outras pessoas.</strong> Outros seres humanos têm direito a paz e felicidade que é igual ao nosso; portanto temos a responsabilidade de ajudar aos que necessitam. Hoje, em um novo milênio, nosso mundo requer que aceitemos a unicidade da humanidade. Muitos dos nossos problemas e conflitos mundiais surgem porque perdemos a capacidade de enxergar a natureza humana básica que conecta todos nós como uma família humana. Nós esquecemos que, à despeito das diferenças superficiais entre nós, as pessoas são iguais em seu desejo básico por paz e felicidade. Parte da prática budista envolve treinar nossas mentes através da meditação. <strong>Mas para o nosso treinamento para acalmar a mente, para desenvolver qualidades como amor, compaixão, generosidade e paciência ser efetivo, temos que colocá-lo em prática no nosso dia-a-dia.</strong> Ainda que o nosso mundo continue a se desenvolver materialmente, há uma necessidade crescente similar no nosso senso de valores internos. O século XX foi um século de guerra e violência; agora precisamos trabalhar para vermos que o século XXI é um século de paz e dialogo. Nós budistas podemos contribuir com isso aprendendo com outras tradições religiosas e compartilhando qualidades típicas da nossa própria tradição.</p>
<p>Há grande ênfase na prática de amor e compaixão nos ensinamentos do Buda, bem como nos ensinamentos de outras tradições espirituais, mas é importante reconhecer que amor e compaixão são fundamentais para as relações entre seres sencientes em geral e entre seres humanos em particular. <strong>Eu acredito que não devemos mais falar sobre ética budista, ética hindu, cristã ou muçulmana, porque esses valores são universais.</strong> O Budismo não explica a virtude de valores como honestidade e integridade de uma forma diferente de como o Cristianismo ou o Islamismo a explica. Por isso, nos últimos anos, tenho achado mais apropriado falar sobre a necessidade de promover uma ética secular. Refiro-me a esses valores como ética secular porque acreditar numa religião ou em outra ou não ter crença em nenhuma delas não afeta a necessidade que temos de tais valores. O fundamento básico da humanidade é amor e compaixão. É por isso que se mesmo poucos indivíduos que simplesmente tentarem criar paz mental e felicidade em si próprios e agir com responsabilidade e amorosidade em relação aos outros, estes poderão ter uma influência positiva em sua comunidade. <strong>Eu acredito que o Budismo tem mesmo um papel especial a desempenhar no nosso mundo moderno. Isso porque, diferente de outras religiões, unicamente o Budismo propõe o conceito de interdependência, que está intimamente de acordo com a ciência moderna.</strong> Nós podemos pensar no Budismo em termos de três categorias: filosofia, ciência e religião. A parte religiosa envolve princípios e práticas que dizem respeito apenas aos budistas, mas a filosofia budista de interdependência bem como a ciência budista sobre a mente e as emoções humanas são de grande benefício a qualquer um. Como sabemos, a ciência moderna tem desenvolvido um entendimento altamente sofisticado do mundo físico, incluindo trabalhos sutis sobre corpo e cérebro. A ciência budista por outro lado, tem se dedicado a desenvolver um conhecimento detalhado e em primeira-pessoa sobre muitos aspectos da mente e das emoções, áreas ainda relativamente novas para a ciência moderna. Cada uma delas tem portanto conhecimentos cruciais que se complementam. Eu acredito que a síntese dessas duas abordagens tem grande potencial para levar a descobertas que enriquecerão nosso bem-estar físico, emocional e social.</p>
<p>Embora a tradição contemplativa budista e a ciência moderna tenham evoluído a partir de raízes culturais, intelectuais e históricas diferentes, eu acredito que em essência elas compartilham de interesses comuns significativos, especialmente na perspectiva filosófica básica e em metodologia. Do ponto de vista filosófico, o Budismo e a ciência moderna compartilham a mesma visão sobre a ausência dos absolutos, seja descritos como um ser transcendente, como uma entidade eterna imutável ou como um substrato fundamental de realidade. <strong>Tanto o budismo quanto a ciência preferem descrever a evolução e emergência do cosmos e da vida em termos de interrelações complexas de leis naturais de causa e efeito.</strong> De uma perspectiva metodológica, ambas as tradições enfatizam o papel do empirismo.</p>
<p>Por exemplo, na tradição investigativa budista, entre as três fontes reconhecidas de conhecimento – experiência, razão e testemunho – é a evidência da experiência que tem precedência, vindo a razão em segundo e o testemunho por último. Isto significa que na investigação budista da realidade, ao menos em princípio, a evidência empírica deveria triunfar sobre a autoridade das escrituras, não importando quão profundamente venerada uma escritura possa ser. Mesmo na caso de conhecimento derivado da razão ou inferência, sua validade deve derivar em última instância de fatos observados na experiência.</p>
<p><strong>O motivo primário subjacente à investigação budista da realidade é a busca pela superação do sofrimento e pelo aperfeiçoamento da condição humana</strong>; portanto, a tradição investigativa budista tem se direcionado primariamente à compreensão da mente humana e suas várias funções. Nosso objetivo ao buscar formas de transformar nossos pensamentos, emoções e propensões ocultas é encontrar uma forma de viver mais virtuosa e gratificante. Então, um intercâmbio genuíno entre o conhecimento e experiência acumulados do Budismo e da ciência moderna pode ser profundamente interessante e potencialmente benéfico.</p>
<p>Em minha própria experiência, tenho me sentido profundamente enriquecido por engajar em conversas com neurocientistas e psicólogos sobre questões como a natureza e papel das emoções negativas, atenção, imaginário, bem como a plasticidade do cérebro. Sou grato aos inúmeros eminentes cientistas com quem eu tive o privilégio de participar em diálogos que têm continuado por estes anos sob os auspícios do “Mind and Life Institute”, cujas conferências anuais se iniciaram em 1987 em minha residência em Dharamsala, India.</p>
<p><strong>É claro que a maioria das pessoas sente que sua própria prática religiosa é a melhor.</strong> Eu mesmo sinto que o Budismo é o melhor para mim. Mas isto não significa que o Budismo seja o melhor para todos. O importante é o que é adequado para uma pessoa ou um grupo de pessoas em particular. A religião, para a maioria de nós, depende da nossa formação familiar e de onde nascemos e fomos criados. Eu penso que geralmente é melhor não mudar. No entanto, quanto mais entendemos os meios uns dos outros, mais podemos aprender. Declarando meu respeito por todas as fés religiosas, eu não advogo a tentativa de unificar as várias tradições. Eu acredito firmemente que precisamos de diferentes tradições religiosas para atender necessidades e disposições mentais da grande variedade de seres humanos. Todas as principais tradições religiosas fazem do tornar a humanidade melhor sua principal preocupação e todas levam a mesma mensagem. Quando as vemos como instrumentos essenciais para desenvolver boas qualidades humanas como compaixão, tolerância, perdão e auto-disciplina, podemos apreciar o que têm em comum.</p>
<p><strong>Eu estou convencido de que o obstáculo mais significativo à harmonia interreligiosa é a falta de contato entre as diferentes comunidades religiosas e consequentemente a falta de apreciação mútua de seus valores</strong>.  No entanto, neste mundo de hoje crescentemente complexo e interdependente, temos que reconhecer a existência de outras culturas, grupos étnicos diferentes e, é claro, de outras fés religiosas. Quer gostemos ou não, a maioria de nós vivencia a diversidade diariamente.</p>
<p>Até mesmo entre as várias tradições budistas que vieram a surgir em diferentes tempos e lugares, há aqueles que vêem a coleção de escrituras preservadas em pali como sua fonte e aqueles que consideram a tradição em sânscrito. Eu acredito que é chegado o tempo da comunicação livre uma com a outra, daqueles que consideram a tradição pali em dialogo com os que consideram a tradição sânscrita. Afinal, todos os diferentes ramos vêm de raízes e troncos comum. Como monge tibetano, ainda hoje considero a mim mesmo como um estudante da tradição Nalanda. A forma que o Budismo foi estudado e ensinado na Universidade de Nalanda representa o zênite de seu desenvolvimento na Índia. Se quisermos ser Budistas do século XXI é importante nos engajarmos no estudo e análise dos ensinamentos do Buda, como tantos fizeram até então, ao invés de simplesmente confiarmos na fé.</p>
<p>Portanto, o estudo e prática dos ensinamentos do Buda são necessários para preservá-los e promovê-los. <strong>A Sanga desempenhou um papel central nisso nos tempos do Buda e fico feliz pela tradição continuar até os dias de hoje.</strong> Consequentemente, é importante que os membros da comunidade monástica mantenham seus votos para sustentar a pureza do Buda Darma.</p>
<p>No passado, dada a natureza dos diferentes cenários sob os quais o Buda Darma floresceu em nossas diferentes sociedades, não havia muitas oportunidades para os Budistas se reunirem e discutir questões de interesse comum. Esta congregação tem provido uma oportunidade crucial muito necessária. <strong>Agora e no futuro precisamos encorajar e promover o intercâmbio de conhecimentos e experiência entre as diferentes tradições e melhorar a comunicação entre nós.</strong> Espero que esta seja a primeira de muitas dessas ocasiões que nos permita promover um melhor entendimento e contribua de forma mais efetiva para a felicidade humana e paz mental por todo o mundo. Por ocasião do 2.600° aniversário da iluminação do Buda em Bodhgaya, eu ofereço meus cumprimentos a esta eminente Congregação Budista Global.&#8221;</p>
<p>S. S. o Dalai Lama, 25 de Novembro de 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista com Lama Padma Samten na E-Paraná</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 14:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andiara Paz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[cultura de paz]]></category>
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		<description><![CDATA[Lama Padma Samten participou do programa Território Aberto - Reflexões, da TV E-Paraná. Entrevistado por Paulo Munhoz, Bernadete Brandão e Valdemar Schettini, Lama Samten falou de assuntos como ciência e espiritualidade, movimento ecológico, carma e liberdade, meditação e cultura de paz. Assista à entrevista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/entrevista-com-lama-padma-samten-na-e-parana/lama-samten4blog/" rel="attachment wp-att-2506"><img class="alignright size-full wp-image-2506" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Lama-Samten4blog.jpg" alt="Foto: Andréia Souza" width="589" height="275" /></a>Lama Padma Samten participou do programa Território Aberto &#8211; Reflexões, da TV E-Paraná. Entrevistado por Paulo Munhoz, Bernadete Brandão e Valdemar Schettini, Lama Samten falou de assuntos como ciência e espiritualidade, movimento ecológico, carma e liberdade, meditação e cultura de paz. Assista à entrevista.</p>
<p><strong>Parte 1</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/q3gremKAQ94?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/q3gremKAQ94?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=q3gremKAQ94"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;Nosso mundo interno limita o que podemos ver externamente, então o cientista está limitado. Quando eu encontrei esta visão, eu pensei, então eu tenho que estudar sobre o mundo interno.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;Os seres humanos são conduzidos mais pela paisagem do que pela posição da mente. Mesmo que a gente tente forçar a posição da mente, são as paisagens que determinam o que vamos fazer.&#8221;</em></p>
<p><strong>Parte 2</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZehCr0PQFoM?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ZehCr0PQFoM?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZehCr0PQFoM"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;O mundo em que estamos vivendo é um mundo virtual. Nós vivemos sempre num mundo extraordinário, em um cenário. Os nossos papéis, as identidades que exercemos são virtuais.&#8221; </em></p>
<p><em>&#8220;Se nós simplesmente formos atrás das pessoas que fizeram ações negativas olhando para elas como agentes dessa negatividade, isso nunca vai se resolver. Nós precisamos entender como a violência tomou esta pessoa, não imaginar que essa pessoa é a violência. A pessoalização das qualidades positivas e negativas é um engano.&#8221;</em></p>
<p><strong>Parte 3</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8e7dmWzLz7Q?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8e7dmWzLz7Q?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8e7dmWzLz7Q"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;Para as pessoas que são totalmente responsivas existe o destino. Quando a pessoa começa a treinar, ela vai desenvolvendo uma habilidade de parar o destino e tomar outra direção.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;O próprio planeta Terra vai desaparecer. E aí, o que vai acontecer com a religião, com os deuses, com as espécies e com os vírus e bactérias? No budismo falamos de vida humana preciosa. Um tempo maravilhoso, um tempo especial. Mas que tem uma janela que se abre e se fecha.&#8221; </em></p>
<p><em>&#8220;Se nós entendermos o aspecto matrix da realidade, nós podemos construir uma matrix melhor.&#8221;</em></p>
<p><strong>Parte 4</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4JJs5ZcYphg?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4JJs5ZcYphg?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4JJs5ZcYphg"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;A meditação é um exercício que nos ajuda a progressivamente compreender a região onde nós verdadeiramente habitamos. Ela abre o software da matrix.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;Em nome da paz podemos criar muitas atrocidades. Quase todas as guerras não são em nome da guerra, são em nome da paz.&#8221;</em></p>
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		<title>Trulshik Rinpoche</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 23:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[impermanência]]></category>
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		<description><![CDATA[Kyabje Trulshik Rinpoche, líder da escola Nyingma e um dos alunos e amigo mais próximo de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 02 de setembro de 2011, aos 88 anos, em sua casa em Sitapaila, Kathmandu.
Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e era igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2325" href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/trulshik-rinpoche2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2325" title="trulshik-rinpoche2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/trulshik-rinpoche2.jpg" alt="" width="592" height="275" /></a>Kyabje Trulshik Rinpoche, líder da escola Nyingma e um dos alunos e amigo mais próximo de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 02 de setembro de 2011, aos 88 anos, em sua casa em Sitapaila, Kathmandu.</p>
<p>Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e era igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres do Tibete e da Índia.</p>
<p><strong>Rinpoche estudou com os maiores mestres da sua época e recebeu uma educação totalmente tradicional.</strong> Quando da invasão do Tibete, Kyabje Trulshik Rinpoche refugiou-se com os seus discípulos num local inacessível no Sul do Evereste, num retiro de montanha que ainda hoje não tem acesso por estrada. Passou lá muitos anos de retiro e fundou um mosteiro, Thubten Chöling, onde vivem, estudam e praticam numerosos discípulos monges, monjas e laicos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2326" href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/dilgo-khyentse-e-trulshik-rinpoche/"><img class="alignnone size-full wp-image-2326" title="Dilgo Khyentse e Trulshik Rinpoche." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Dilgo-Khyentse-e-Trulshik-Rinpoche..jpg" alt="" width="397" height="259" /></a></p>
<p><strong>Kyabje Trulshik Rinpoche era um discípulo muito próximo de Kyabje Dudjom Rinpoche e de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche. </strong>Foi o detentor de todos os ensinamentos deste último, tendo sido ele a descobrir a sua presente encarnação. No decurso destes últimos anos Kyabje Trulshik Rinpoche  transmitiu a Sua Santidade o Dalai Lama inúmeros ensinamentos raros, particularmente da linhagem da <a href="http://www.berzinarchives.com/web/pt/archives/advanced/dzogchen/basic_points/introduction_dzogchen.html" target="_blank">Grande Perfeição</a> ou Dzogchen.</p>
<p>Nos <a href="http://www.cebb.org.br/" target="_blank">CEBBs</a> de todo Brasil as dedicações das práticas começam com uma prece composta pelo Rinpoche.</p>
<blockquote><p>&#8220;Que os méritos desse encontro se expandam e toquem a todos. Que o mestre universal da paz e da compaixão, Sua santidade o Dalai Lama, juntamente com todos os mestres de todas as tradições que veiculam esta mensagem, tenham  longa vida.<br />
Que todos estejam a salvo de gerar pensamentos negativos, o obstáculo mais destrutivo.<br />
Que esses pensamentos nunca surjam em nossa mente e que todos os seres estejam livres de pensamentos negativos.&#8221;</p></blockquote>
<p>Outros versos compostos por Trulshik Rinpoche abaixo:</p>
<blockquote><p>“Se você quiser procurar por um guru, busque através da investigação;<br />
Se você quiser seguir o Dharma, medite sobre a impermanência;<br />
Se você quiser praticar o Dharma, pratique a compaixão e a bondade amorosa;<br />
Se você quiser saber qual é a visão pura das emoções,<br />
olhe para os sonhos e para as ilusões!&#8221;</p>
<p>&#8220;Confie no ensino, não na pessoa;<br />
Confie no significado, não nas palavras;<br />
Confie no significado definitivo, e não no provisório;<br />
Confie na sua mente de sabedoria, não em sua mente comum &#8221;.</p>
<p>&#8220;Seja uma luz para si mesmo. Exercite a sua liberação com diligência &#8220;.</p>
<p>&#8220;A forma como as pessoas nos tratam é o karma delas. A forma como reagimos é o nosso.&#8221;</p>
<p><em><a href="http://www.cebb.org.br/mestres/62-diversos/631-ensinamentos-de-trulshik-rinpoche-em-portugal-2001" target="_blank">Leia o resumo dos ensinamentos de Trulshik Rinpoche em 2001, em Portugal.</a></em></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Felicidade Interna Bruta</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 12:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[generosidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por Sônia Bridi em 2010 sobre o Butão e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.
&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura? Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2205" href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/taksang-butao/"><img class="alignnone size-full wp-image-2205" title="Taksang, Butão" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Taksang-Butão.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p>Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B4nia_Bridi" target="_blank">Sônia Bridi</a> em 2010 sobre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bhutan" target="_blank">Butão</a> e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.</p>
<p>&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura?<strong> Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? </strong>Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino espremido entre a China e a Índia, os dois países mais populosos do planeta, as economias que mais crescem. Mas neste lugar, não há indústrias, o consumo não é incentivado. A medida do desenvolvimento é a felicidade.&#8221;</p>
<p><a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1636775-15605,00-EM+BUTAO+O+PROGRESSO+NAO+E+MEDIDO+SO+EM+DINHEIRO.html#=" target="_blank">Clique aqui e veja a reportagem completa e saiba mais sobre o índice de Felicidade Interna Bruta do Butão.</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Para os budistas, não acho que FIB (Felicidade Interna Bruta) seja nada de novo, e de fato foi  ensinado pelo Buda há 2.500 anos, quando ele disse que onde há ganância não há felicidade. &#8221; Dzongsar Khyentse Rinpoche</p></blockquote>
<p>Um pouco mais sobre o tema. No programa &#8220;No Caminho&#8221; do canal Multishow, Susanna Queiroz entrevista o ministro de estado do Butão.</p>
<p><a href="http://multishow.globo.com/No-Caminho/Videos/_1333405.shtml" target="_blank">Clique aqui e assista a entrevista.</a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2210" href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/butao2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2210" title="Butão2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Butão2.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
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		<title>Drukpa Brasil, o rugido dos dragões</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 21:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andiara Paz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>

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		<description><![CDATA[
O dia 1° de junho de 2011, lua nova de Buddha Shakyamuni, sagrado mês do Vesak (no tibetano Saga Dáua), onde recordamos e comemoramos o nascimento, iluminação e falecimento de Buddha,  marca o aniversário de lançamento do &#8220;Drukpa Brasil &#8211; o Rugido dos Dragões&#8221;, projeto e website construído pela orientação direta de Sua Santidade Gyalwang Drukpa, mestre Mahamudra e Dzogchen, líder e autoridade máxima da linhagem Drukpa da tradição ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.drukpa-br.org" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-2109" title="drukpa" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/06/drukpa.jpg" alt="" width="589" height="386" /></a></p>
<p>O dia 1° de junho de 2011, lua nova de Buddha Shakyamuni, sagrado mês do Vesak (no tibetano Saga Dáua), onde recordamos e comemoramos o nascimento, iluminação e falecimento de Buddha,  marca o aniversário de lançamento do <a href="http://www.drukpa-br.org/" target="_blank">&#8220;Drukpa Brasil &#8211; o Rugido dos Dragões&#8221;</a>, projeto e website construído pela orientação direta de <a href="http://www.drukpa-br.org/" target="_blank">Sua Santidade Gyalwang Drukpa</a>, mestre Mahamudra e Dzogchen, líder e autoridade máxima da linhagem Drukpa da tradição budista tibetana.</p>
<p>O portal Drukpa Brasil oferece, em língua portuguesa, ensinamentos e histórias dos realizados yoguis e yoguinis da Linhagem Drukpa da Tradição do Budismo Tibetano, fontes de inspiração para uma atuação significativa no mundo contemporâneo.</p>
<p>Durante longas décadas o abismo existente entre as línguas tibetana e portuguesa foi um grande obstáculo para que o Dharma do Buddha chegasse de forma genuína e autêntica até nós, brasileiros.“O Rugido dos Dragões” oferecerá ao leitor um rico glossário e textos traduzidos diretamente dos originais tibetanos, o que dará certa originalidade e valor ao site.</p>
<p>Sua Santidade Gyalwang Drukpa, o líder espiritual da Linhagem, nos lembra que, como parte da natureza brilhante e incessante, somos seres cujo limite de amorosidade e compaixão é o céu. Olhe para ele e perceberá que sua narureza de amor é imensurável. Não há limites para compartilhá-la.</p>
<p>Que este portal possa auxiliar a abertura da visão deste espaço sem fim, manifesto como um suave vento emanado das bênçãos do rugido de todos estes mestres, cuja passagem por este planeta só teve como objetivo benefíciar todos os seres sencientes.</p>
<p>Divulguem, repassem, compartilhem para enraizar ainda mais o Dharma no Brasil:</p>
<p>Drukpa Brasil<br />
info@drukpa-br.org | <a href="http://www.drukpa-br.org" target="_blank">www.drukpa-br.org</a><br />
Twitter: <a href="http://twitter.com/drukpabrasil" target="_blank">@drukpabrasil</a></p>
<p><em>Tashi Delek</em> (do tibetano: “tudo de auspicioso” , expressando nosso desejo de que a felicidade e a paz estejam sempre presentes em sua vida)</p>
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		<title>Conselho precioso de Alan Wallace</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 07:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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Link YouTube
No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.
O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor contextualização para a prática da meditação que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="365" src="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vHjyMq6eZB8" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p>No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.</p>
<p>O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor <strong>contextualização para a prática da meditação</strong> que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos perguntam: &#8220;Mas e esse lance de budismo, como é isso?&#8221;.</p>
<p>A Inez, a Jeanne e a Teresa conseguiram o horário (tinhamos 10 minutos apenas). O Fábio Rodrigues (coordenador do CEBB Joinville) filmou. Eu fiz a pergunta e fiquei ali, prestando atenção. Depois traduzimos e o Fábio Valgas, de Curitiba, editou o vídeo. Deixo meus agradecimentos a todos, começando pelo Alan Wallace, claro.</p>
<p>A pergunta foi mais ou menos a seguinte:</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem muitos brasileiros interessados na prática da meditação, mas que não têm conexão com o budismo. E outras pessoas que não veem sentido em meditar ou se engajar em alguma prática espiritual. O que o professor tem a dizer para elas?&#8221;</p></blockquote>
<p>Além dessa pergunta, eu fiz outra, pedindo que ele desse um conselho para aqueles praticantes que já possuem todas as condições favoráveis (professor, ensinamentos recebidos, instruções de prática, tempo, saúde, energia, comunidade) e não usufruem, não aproveitam, não praticam. O vídeo será publicado em breve.</p>
<p>Depois de 9 dias de ensinamentos precisos (<a href="http://cebbsp1.webstorelw.com.br/products/alan-wallace-2011-cd-mp3" target="_blank">o áudio na íntegra está aqui</a>), eu confesso que esperava uma resposta mais Wikipedia, mais previsível, mais entrevista para o <em>Fantástico</em>. Fiquei completamente atordoado em receber 2 respostas com a essência do budismo em apenas 10 minutos.</p>
<p>Desejo que cada um de nós possamos ver, rever e lembrar desse vídeo, além de outros ensinamentos, para tomar vergonha na cara e experimentar, treinar, cultivar, colocar em prática um pouco dessa sabedoria em toda a nossa vida, em todas as nossas relações.</p>
<div id="attachment_2009" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><img class="size-large wp-image-2009" title="dalailama-alanwallace" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/dalailama-alanwallace-589x392.jpg" alt="" width="589" height="392" /><p class="wp-caption-text">Alan Wallace foi aluno e tradutor de Sua Santidade o Dalai Lama</p></div>
<h3>Transcrição da fala de Alan Wallace</h3>
<p><em>&#8220;Todos nós queremos encontrar felicidade. Queremos ter menos frustrações, insatisfações, problemas no coração e na mente. Todos nós queremos isso. Cada um de nós deseja paz, menos ansiedade, uma felicidade maior. Todos nós queremos isso.</em></p>
<p><em>De forma geral, muitos de nós, na maior parte do tempo, estamos sempre olhando para fora, pensando: &#8220;Alguém vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum trabalho vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum lugar vai me fazer feliz,&#8221; &#8220;Alguma posse vai me fazer feliz&#8221;. Mas na medida que crescemos e amadurecemos, vemos que nada daquilo é verdade. Ninguém lá fora pode nos fazer felizes de verdade. Nenhuma aquisição, nenhum emprego&#8230;</em></p>
<p><em>É óbvio. E quanto mais cuidadosamente nós olhamos, mais óbvio se torna. Se realmente queremos ser felizes, encontrar contentamento, liberação da ansiedade e assim por diante… realmente só há uma maneira. Você não tem que ser religioso, não tem que ser espiritual. Você tem que ser realista!</em></p>
<p><em>E isso é reconhecer que a única forma de você realmente encontrar satisfação, um maior sentido na vida, maior felicidade na vida, realização, é cultivando seu próprio coração e mente. Isso é apenas realista. Você não tem que acreditar em nada. É apenas bom senso.</em></p>
<p><em>Agora, nós podemos perguntar, antes de tudo: será que há maneiras com as quais estamos nos comportando (com nosso corpo, com nossa fala, mesmo com nossa mente) que estão prejudicando aos outros desnecessariamente?</em></p>
<p><em>Às vezes crianças tem que ser disciplinadas, talvez. Elas não gostam, mas estamos fazendo isso apenas pelo seu bem. Então, às vezes é assim. Mas, estamos nós prejudicando alguém, de alguma forma que não está sendo útil, mas apenas prejudicando?</em></p>
<p><em>Quando nós reconhecemos isso, vemos que causa dano para outras pessoas, mas também causa sofrimento a nós mesmos. Sempre. Então a primeira coisa é: realmente viver uma vida suave, sem causar danos. É o mais importante. Assim você não prejudica a si mesmo e não prejudica aos outros. Pelo menos isso!</em></p>
<p><em>E então se você quer realmente começar a cultivar as causas verdadeiras da felicidade, uma maior liberdade do sofrimento, da ansiedade, do medo, da aflição, então, é pra isso que serve a meditação.</em></p>
<p><em>Meditação, em sânscrito, é &#8220;bhavana&#8221;. E &#8220;bhavana&#8221; significa cultivar, como um agricultor cultiva o campo. Ele não sai, simplesmente, e pega alguma comida aqui e lá, mas ele realmente se dedica ao solo, ele o lavra, o fertiliza, irriga, planta a semente, ele cuida, tira as ervas daninhas e então faz a colheita.</em></p>
<p><em>Então, em vez de sair por aí tentando achar alguma felicidade externa, nós a cultivamos com nossos próprios corações e mentes. E meditação é uma forma de fazer isso. Há muitas maneiras para meditar. Para muitas pessoas que estão começando, um tipo de meditação chamado shamata é muito útil.</em></p>
<p><em>O essencial dela, antes de tudo, é aprender como relaxar, aprender como relaxar o corpo muito profundamente. Sem tensão, sem estresse, sem contração. Saber como relaxar a respiração, respirar sem esforço. E aprender como deixar a mente relaxada. Então, primeiro de tudo, aprender como relaxar.</em></p>
<p><em>E então, gradualmente, por meio da meditação, cultivar uma calma interna, uma serenidade interna, quietude interna, uma presença. De forma que não estamos sempre distraídos, inquietos, agitados, excitados, mas realmente temos alguma paz mental. Isso pode ser cultivado por meio da meditação. E então, gradualmente, com base em relaxamento e estabilidade, podemos desenvolver clareza e vivacidade.</em></p>
<p><em>Portanto, com essas três qualidades, através da meditação, da atenção plena sobre a respiração e outros métodos, nós podemos ter maior presença, maior paz mental. E também quando estamos nos relacionando com outras pessoas. Porque as nossas mentes, internamente, estão quietas. Então nós podemos realmente focar nos outros com muito mais proximidade. E não ficar sempre sendo pegos pelos nossos próprios pensamentos, esperanças, medos, mas realmente focar nas necessidades dos outros.</em></p>
<p><em>Dessa forma, naturalmente, quando começamos a expandir nossas mentes e corações para focar outras pessoas, outros seres sencientes, nós também encontramos felicidade, uma felicidade maior.</em></p>
<p><em>Porque nossas mentes e corações se ampliam há maior paz e maior felicidade.&#8221;</em></p>
<p>–<a href="http://alanwallace.org" target="_blank"><strong>Alan Wallace</strong></a></p>
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		<title>O &#8220;GPS do bodisatva&#8221; e outros ensinamentos em vídeo do Lama Padma Samten</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/videos-da-palestra-em-sp-sobre-a-roda-da-vida/</link>
		<comments>http://bodisatva.com.br/videos-da-palestra-em-sp-sobre-a-roda-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 15:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
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		<description><![CDATA[Gravei de forma amadora a mais recente palestra do Lama Padma Samten aqui em São Paulo, no lançamento do livro A Roda da Vida como Caminho para Lucidez, dia 14 de outubro. Aliás, esse livro está perfeito: capa dura, fotos lindas do Templo Caminho do Meio, bela diagramação e, principalmente, os ensinamentos mais atuais do Lama Padma Samten.
O livro pode ser adquirido em qualquer CEBB ou na loja online. Há ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1697" title="lamasaopaulo" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/10/lamasaopaulo.jpg" alt="" width="300" height="275" />Gravei de forma amadora a mais recente palestra do Lama Padma Samten aqui em São Paulo, no lançamento do livro <a href="http://www.virtuastore.com.br/lojas.asp?IdSeguro=941979021&amp;loja=4455&amp;link=VerProduto&amp;Produto=113698" target="_blank"><em>A Roda da Vida como Caminho para Lucidez</em></a>, dia 14 de outubro. Aliás, <strong>esse livro está perfeito</strong>: capa dura, fotos lindas do Templo Caminho do Meio, bela diagramação e, principalmente, os ensinamentos mais atuais do Lama Padma Samten.</p>
<p>O livro pode ser adquirido em qualquer CEBB ou na loja online. <a href="http://www.virtuastore.com.br/lojas.asp?IdSeguro=941979021&amp;loja=4455&amp;link=VerProduto&amp;Produto=113700" target="_blank">Há uma promoção que recomendo</a>, pois vem com o DVD triplo <em>Psicologia budista: método da mandala</em>, com ensinamentos que não estão no livro. São 5 horas para assistir com muita atenção. Eu estou no meio do disco 2.</p>
<p>São 7 vídeos com cerca de 15 minutos. Para facilitar, listei os principais temas abaixo. Peço desculpas pelas constantes tremidas (não tenho tripé) e pelos barulhos do público. Mas dessa vez consegui aumentar o volume. Em breve disponibilizaremos esses ensinamentos em MP3 para download também. De qualquer modo, você mesmo pode extrair e baixar o áudio que desejar facilmente no site <a href="http://www.dirpy.com/" target="_blank">Dirpy</a>.</p>
<h1>1. Introdução à Roda da Vida</h1>
<p><strong>Temas:</strong> mapas mentais, seis reinos, classes de ensinamentos, caminho do ouvinte, mahayana, vajrayana, três animais.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HwjHpypz2ss?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/HwjHpypz2ss?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HwjHpypz2ss&amp;p=C457F6674331C6F2" target="_blank"><em>Link Parte 1 </em></a></p>
<h1>2. O caminho do ouvinte</h1>
<p><strong>Temas:</strong> carência e avareza, caminho do ouvinte, mahayana (compaixão e compreensão), meditação, três venenos, moha (obtusidade mental, mente estreita, desinteresse), história da ciência, ignorância, delusão, imensidão do universo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/XrrPeFljkDE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/XrrPeFljkDE?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XrrPeFljkDE&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=2&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 2 </em></a></p>
<h1>3. &#8220;Nós somos o silêncio vivo da mente&#8221;</h1>
<p><strong>Temas: </strong>filosofia da ciência, Lankavatara Sutra, como a mente se engana, paisagens, mundos, bolhas, céu, co-emergência, identidades, meditação, avidya, natureza não-obstruída da mente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wm6PCyhfqQg?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/wm6PCyhfqQg?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wm6PCyhfqQg&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=3&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 3 </em></a></p>
<h1>4. &#8220;Nós somos o conjunto de coisas flutuantes que nós não somos&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> natureza não-obstruída da mente, mahayana tantrayana, experiências como campo de lucidez, vedana (gostar / não gostar), mundo interno, javali (identidade), relacionamentos, meditação.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/n4PMn0tRxHE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/n4PMn0tRxHE?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=n4PMn0tRxHE&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=4&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 4 </em></a></p>
<h1>5. &#8220;O GPS é o próprio Buda da compaixão&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> voto de bodicita, samsara, paciência, compaixão, o GPS do bodisatva, vajrasatva, experiência condicionada, emoções perturbadoras, terra pura, alayavijnana (depósito das experiências possíveis), luminosidade.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ecHHBYJV5nQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/ecHHBYJV5nQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ecHHBYJV5nQ&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=5&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 5 </em></a></p>
<h1>6. &#8220;Meditação é treinar estabilidade em meio a adversidade&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> corpo translúcido, relacionamentos, bodisatvas, meditação, estabilidade, ação no mundo, impermanência, paisagem, insatisfatoriedade, seis reinos, natureza serena, não condicionada, continuidade do eu.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iew8VJEV1BY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/iew8VJEV1BY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=iew8VJEV1BY&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=6&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 6 </em></a></p>
<h1>7. &#8220;Ir além do que pode ser pensado e criar soluções&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> eu, identidade, wittgenstein, avidya, tempos de degenerescência, samsara, trazer benefício aos seres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3nlyn0n-CTc?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/3nlyn0n-CTc?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3nlyn0n-CTc&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=7&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 7 </em></a></p>
<p>Há diversos outros ensinamentos no <a href="http://www.youtube.com/lamapadmasamten" target="_blank">canal do Lama Samten no YouTube</a>. Você pode receber por email links para os novos vídeos, basta se inscrever no canal.</p>
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		<title>Como a mente se engana?</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 20:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis uma pergunta que em algum momento qualquer praticante budista se faz: afinal de contas, se temos uma natureza livre, desobstruída, como é que nos enganamos? Como surge a ignorância?
Nem precisa ser praticante budista para pensar numa questão dessas: quem nunca teve alguma atitude lamentável e depois de um tempo não pensou “como é que eu fui capaz de fazer aquilo?” Por que só percebemos a bobagem um tempo depois ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-1639 alignleft" title="ilusao-de-otica-14" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/10/ilusao-de-otica-14.jpg" alt="" width="286" height="320" />Eis uma pergunta que em algum momento qualquer praticante budista se faz: afinal de contas, se temos uma natureza livre, desobstruída, como é que nos enganamos? <strong>Como surge a ignorância?</strong></p>
<p>Nem precisa ser praticante budista para pensar numa questão dessas: quem nunca teve alguma atitude lamentável e depois de um tempo não pensou “como é que eu fui capaz de fazer aquilo?” Por que só percebemos a bobagem um tempo depois e não antes de cometê-la?</p>
<p>Na palestra de lançamento do livro <em>A Roda da Vida como caminho para a lucidez</em>, em São Paulo, Lama Padma Samten esclarece com sua maestria e bom humor que, na verdade,<strong> a mente nunca se engana</strong>! Ela só opera dentro de uma determinada paisagem, com referenciais próprios. Essa paisagem seria como um ambiente mental, com referenciais e conceitos específicos. A mente sempre vai agir segundo esse ambiente em que está imersa, sempre respeitando os pressupostos da paisagem. Logo, a mente nunca erra!</p>
<p><strong>A ignorância e o engano surgem quando reduzimos o mundo todo à paisagem em que estamos</strong> e passamos a agir segundo tal paisagem, não entendendo que ela é uma coisa bem particular e não corresponde a uma realidade absoluta.</p>
<h1>Nosso mundo não é senão nossa experiência do mundo</h1>
<p>Temos a sensação que a paisagem em que estamos é, de fato, o mundo todo. É daí que brota o engano: dessa certeza, dessa sensação de vermos tudo. Nem pensamos sobre o fato de que, quando vemos uma coisa, não vemos outra, quando estamos numa paisagem, não estamos em outra, logo, há uma limitação. É como a figura das pernas ali em cima: quando vemos as pernas masculinas, não vemos as femininas e vice-e-versa. O mesmo acontece no exemplo do cubo que o Lama Samten costuma usar.</p>
<p>É por isso que fazemos as bobagens: no momento da ação não vemos outras alternativas e por isso temos a certeza de que aquilo que estamos fazendo é o que tem que ser feito,  seja gritar com alguém, ou o que for. Isso não vale só para as “bobagens” da vida. <strong>Qualquer coisa que vemos e fazemos depende da paisagem em que estamos.</strong> É um processo muito sutil, basta olharmos para o nosso mundo interno que vamos começar a paulatinamente perceber que as paisagens determinam nossa visão de mundo.</p>
<p>Nessa mesma palestra, Lama Samten lembra que a humanidade passou séculos acreditando que o Sol girava ao redor da Terra.  O homem passou um longo tempo sem conseguir ultrapassar os limites dessa paisagem, tomando-a como fixa. Até que alguns homens corajosos furaram a bolha dessa paisagem e provaram para nossos olhos físicos que a visão de mundo tinha de ser expandida! Mas nós sabemos o quanto foi custoso para homens como Copérnico, Galileu e Giordano Bruno introduzir novas visões de mundo. As pessoas estavam fixadas à visão de mundo anterior a eles, assim como nós estamos fixados a muitas de nossas paisagens.</p>
<p>Mas afinal, como criamos as diferentes visões de mundo e como ficamos presos a elas? Lama Samten explica que <strong>nossa natureza livre e desobstruída cria as diferentes paisagens e até mesmo a própria fixação a elas</strong>. Essa compreensão é de crucial importância, pois percebemos que as paisagens em que as pessoas se encontram <strong>não são fixas</strong>, são construídas, portanto, podem ser substituídas por paisagens mais elevadas!</p>
<p>Para mim, a parca compreensão do conceito de paisagem foi muito libertadora! Perceber que os seres agem a partir das paisagens em que estão imersos me fez finalmente entender porque não há como julgarmos nada de certo e de errado, pois esses conceitos só fazem sentido quando analisamos uma ação com referenciais diferentes daqueles da paisagem em que a ação foi cometida. Por exemplo: eu direi que a atitude do meu namorado de gritar comigo está errada, pois EU não estou na paisagem onde o grito possa surgir, assim eu estou analisando a atitude dele a partir da paisagem em que EU estou e não a partir da que ELE está, logo, direi que ele está errado e que ele é um ser horrível por gritar comigo. Mal percebo eu que, basta ele pisar na bola que eu entro facilmente na paisagem que ele estava e passo a gritar com ele mais alto ainda.</p>
<p>Portanto, se estivermos numa paisagem muito negativa, do reino dos infernos, por exemplo, é completamente possível que venhamos a agredir ou até a matar alguém. Dentro da paisagem desse reino, matar pode parecer o correto a se fazer. Porém, sabemos que essas ações nos trarão muitos problemas. Além disso, como nossas paisagens flutuam o tempo todo, logo saímos da paisagem negativa,  percebemos o equívoco e vamos nos sentir muito mal. Por isso, <strong>precisamos olhar com cuidado para o nosso mundo interno e perceber com que paisagens estamos andando por aí e começar a tr</strong><strong>ansformá-las em paisagens mais positivas</strong>, para que enfim nossas ações também o sejam. Caso contrário, estaremos fazendo um monte de bobagens e nem vamos desconfiar disso, afinal, dentro das paisagens específicas as coisas fazem sentido.</p>
<h1>Visão, meditação, ação</h1>
<p>Lama Padma Samten nos lembra a todo o momento da nossa natureza livre, que nos dá a extraordinária possibilidade de construir as melhores paisagens, as mandalas positivas, que no Budismo chamamos de Terras Puras, onde os seres estão empenhados em construir ambientes mais lúcidos para benefício de todos.  Só iremos perceber que temos essa extraordinária natureza praticando a percepção dela.</p>
<p>Ainda que entendamos bem o funcionamento das paisagens, não estamos livres das paisagens negativas se instalarem sem percebermos. Não estamos livres delas, porque muitas vezes esse entendimento é só no nível de <strong>visão</strong>; é teórico, mas importante.  Mesmo entendendo bem das paisagens, eu mesma recentemente gritei enlouquecidamente com um amigo, virei um monstro na frente dele por questões bem pequenas.</p>
<p>Reconhecendo que o buraco é bem mais em baixo, precisamos investir na etapa da <strong>meditação</strong>, na qual tornaremos vivo o entendimento gerado na etapa de visão e assim reconheceremos a inutilidade do surto antes que ele tome conta de nós. Para então podermos efetivar a etapa de <strong>ação</strong> no mundo e realmente poder trazer benefícios verdadeiros aos seres!</p>
<p>Dedico esse texto a todos os seres sencientes, mas principalmente ao querido amigo com quem gritei recentemente. Minhas sinceras desculpas!</p>
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		<title>Novo livro do Lama Padma Samten!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 11:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praticante Anônimo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em A Roda da Vida Como Caminho Para a Lucidez, o Lama Padma Samten oferece um resumo de alguns dos pontos fundamentais do budismo. Com uma linguagem simples e bem-humorada, descreve os doze passos da construção do sofrimento humano – representados na imagem da Roda da Vida – , assim como o método para alcançar a lucidez, ou seja, a liberação do sofrimento.
Se o sofrimento foi criado, construído, ele pode ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1561" title="livrosite" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/09/livrosite.jpg" alt="" />Em <em>A Roda da Vida Como Caminho Para a Lucidez</em>, o Lama Padma Samten oferece um resumo de alguns dos pontos fundamentais do budismo. Com uma linguagem simples e bem-humorada, descreve os doze passos da construção do sofrimento humano – representados na imagem da Roda da Vida – , assim como o método para alcançar a lucidez, ou seja, a liberação do sofrimento.</p>
<p>Se o sofrimento foi criado, construído, ele pode ser dissolvido, desconstruído. Para tanto, é necessário aprender a percorrer o caminho inverso, coisa que Padma Samten ensina com maestria. Mas só isso não é suficiente. A lucidez é alcançada pelo cultivo de uma mente compassiva, associado à realização da vacuidade, termo que não significa vazio, como muitos acreditam. Dizer que tudo é vacuidade é afirmar que os fenômenos – as coisas e as relações – não existem por si mesmos, existem apenas na dependência de, interdependentemente.</p>
<p>O entendimento intelectivo do conceito, entretanto, não implica em sua realização. Quando esta acontece, a visão de mundo é profundamente alterada e a pessoa sente-se conectada com o todo. A verdadeira compreensão da essência da realidade ocasiona uma abertura inigualável para o outro e para o mundo. Com exemplos retirados do cotidiano, Lama Samten explica a vacuidade da forma simples, a fim de tornar o caminho rumo à libertação acessível ao maior número possível de pessoas.</p>
<p>Além de ter a virtude de reunir os mais importantes ensinamentos budistas, apresentando ao leitor noções complexas e sofisticadas, livro tem o mérito de mostrar como esse conhecimento pode (e deve) ser aplicado no dia-a-dia por qualquer pessoa que deseje livrar-se do sofrimento.</p>
<p>O Buda disse que ninguém deveria aceitar suas ideias baseando-se apenas na fé. O praticante do budismo deve testar os ensinamentos e ver se funcionam ou não em sua vida.</p>
<p>“Em termos filosóficos, o budismo é uma religião extremamente sofisticada, mas que pode ser resumida em duas palavras: compaixão e sabedoria. Procurar desenvolver essas qualidades é o que todo budista deve fazer em sua prática em busca da iluminação”, diz Lama Samten. Um conselho útil a todos.</p>
<p><em>Lama Samten ofecerá ensinamentos sobre os doze elos da originação dependente e a roda da vida por todo o Brasil, além de sessões de autógrafos. Acesse sua <a href="http://www.cebb.org.br/lamasamten/agenda" target="_blank">agenda online</a> ou entre em contato com o <a href="http://www.cebb.org.br/" target="_blank">CEBB</a> de sua região para mais informações.</em></p>
<p><a href="http://loja.cebb.org.br" target="_self"><img class="alignleft size-full wp-image-1563" title="livroedvd-loja" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/09/livroedvd-loja.jpg" alt="" width="150" height="170" /></a><strong>Promoção de lançamento! </strong></p>
<p><strong><a href="http://loja.cebb.org.br" target="_blank">Livro + DVD triplo &#8220;Psicologia Budista&#8221;.</a></strong></p>
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		<title>Salva pela mochila cheia de frutas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 20:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praticante Anônimo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
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		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Hoje fui atropelada. A história não é inventada: voltando do supermercado cheia de compras, com uma mochila recheada de frutas, vejo o sinal verde para pedestres, olho para a esquerda e para a direita, nenhum carro. Largo-me despreocupada na faixa de pedestres. Eis que vem um carro com todo o gás, sei lá de onde, e eu penso:
&#8220;Ele não vai conseguir parar.  É agora, vou morrer&#8221;
É curioso, pois realmente tive ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1465" title="atropelada" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/08/atropelada.jpg" alt="" width="588" height="275" /></p>
<p><strong>Hoje fui atropelada.</strong> A história não é inventada: voltando do supermercado cheia de compras, com uma mochila recheada de frutas, vejo o sinal verde para pedestres, olho para a esquerda e para a direita, nenhum carro. Largo-me despreocupada na faixa de pedestres. Eis que vem um carro com todo o gás, sei lá de onde, e eu penso:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ele não vai conseguir parar.  É agora, vou morrer&#8221;</p></blockquote>
<p>É curioso, pois realmente tive tempo de pensar nisso. Vi o carro vindo, mas não deu tempo de correr. Quando me dei conta, tomates rolavam ao meu redor e eu estava atirada no chão, deitada em cima da minha mochila cheia de frutas. Sim, a mochila protegeu minha cabeça de bater no chão. O mamão maduro se espatifou. Se a alimentação saudável não me salvar de ter doenças cardíacas no futuro, pelo menos salvou minha cabeça de bater no asfalto.</p>
<p>Além de uns esfolões e um joelho todo arrebentado, ganhei um beliscão da vida, um <strong>lembrete da impermanência</strong>. Um lembrete da fragilidade do nosso corpo. Aí veio a pergunta: como está minha prática? Se eu tivesse morrido naquele instante, como passaria pelo bardo da morte?  Quanto já treinei a familiarização com a natureza primordial para conseguir reconhecê-la no bardo alucinatório? Nem preciso dizer o que me respondi&#8230; Ganhei mais um tempinho e gás para praticar.</p>
<p>Meus olhos físicos teriam se fechado na esquina da minha casa. <strong>Os olhos internos seguiriam</strong>. Aliás, seguem.</p>
<p>Contemplar esse fato é crucial. Não precisamos de um carro trombando em nós para nos lembrar disso. Temos o Lama Samten e tantos outros mestres incansavelmente nos lembrando disso o tempo todo: nossa natureza não nasce e não morre. Contemplemos isso!</p>
<p>&#8220;Como assim, Lama? Isso é abstrato demais&#8221;, perguntamos silenciosamente.</p>
<p>Aí os mestres nos explicam, repetidas vezes, que, ao contemplarmos a dissolução e o renascimento constantes de nossas identidades, começaremos a nos dar conta dessa <strong>base construtora incessante, que é a nossa natureza.</strong> Nossas identidades nascem e morrem o tempo todo. O tempo todo. Basta contemplarmos para ver. Não vemos, porque não olhamos para isso.</p>
<p>Em nível mais sutil, num mesmo dia temos diferentes inclinações, ideias contraditórias, que vêm e vão, como um risco na água: tão logo aparecem, já somem. No sonho isso fica mais claro ainda: num sopro, mudamos de personagem, de enredo, de país, de mundo, de corpo. Durante a vigília não é diferente, mas temos a sensação que demora mais para as identidades morrerem, e, por isso, damos solidez a elas.</p>
<p>Ao contemplarmos o surgimento e cessação dos inúmeros personagens que assumimos, veremos que há algo que mantém as peças de teatro vivas, que há um palco que aceita qualquer personagem, o tempo todo. Já ouvimos isso que escrevi, aliás, eu estou aqui só papagaiando os mestres. Só escrevo, porque isso está correndo nas minhas veias agora; veias que poderiam estar frias, caso o acidente tivesse sido fatal.</p>
<p>Nesse sentido, um carro te jogando pro ar e não te matando é quase que um lembrete irado e compassivo.  Um favor que Maharaja nos faz. Mas é melhor não precisarmos desses lembretes irados e ficarmos bem atentos ao atravessar a rua.  No caso de nos esquecermos, não precisamos nem nos preocupar, pois Maharaja, o senhor da Roda da Vida, compassivamente nos lembrará das coisas, ainda que doa um pouco o joelho.</p>
<p>Quando me dei conta que eu não havia morrido, abri os olhos: havia um círculo de cabeças sobre mim com um pedacinho de céu no meio delas. As cabeças diziam: não se mexa! Uns ligavam para a ambulância, outros ficavam junto a mim, outros organizavam o trânsito, outros juntavam os tomates e maçãs que rolavam pelo asfalto.  Recuperei a fala e as forças. Vi a motorista que me atropelou em prantos. Ela estava mais nervosa que eu. Abracei-a honestamente, e ela começou a chorar no meu peito. O choro de alguém que estava com pressa, e que não queria ferir ninguém.</p>
<p>O sinal estava verde para ela. O sinal estava verde para mim. Culpa de quem, hein? Podemos até exigir do poder público que melhore o semáforo, o cruzamento, para diminuir os acidentes, mas ainda com o melhor dos cruzamentos, um cidadão de bem, com a mochila cheia de frutas, poderia ter morrido, assim, sem mais nem menos. Como de fato acontece o tempo todo<strong>. </strong>O tempo todo. Sem mais nem menos, e sem culpados.</p>
<p><strong>Os lembretes estão por todos os lados. </strong></p>
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