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	<title>Bodisatva &#187; Destaques</title>
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		<title>Ética &#8211; Educando a Mente e o Coração</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 22:21:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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Palestra pública de SS o Dalai Lama na Universidade de Delhi, em Nova Delhi, Índia, no dia 22 de março de 2012.
&#8220;Jovens e velhos irmãos e irmãs. Estou de fato muito feliz por mais uma vez estar com muitos alunos e talvez professores e mestres. É realmente uma grande honra.
Como já foi explicado, meu principal compromisso é a promoção dos valores humanos. Em segundo lugar, meu compromisso é a promoção ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/etica-educando-a-mente-e-o-coracao/blogdalai/" rel="attachment wp-att-3488"><img class="alignnone size-full wp-image-3488" title="Dalai Lama em um templo Sikh, nos arredores do Lago Tso Pema, Índia" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/04/blogDalai.jpg" alt="" width="588" height="276" /></a></p>
<p><em>Palestra pública de <strong>SS o Dalai Lama</strong> na Universidade de Delhi, em Nova Delhi, Índia, no dia 22 de março de 2012.</em></p>
<p>&#8220;Jovens e velhos irmãos e irmãs. Estou de fato muito feliz por mais uma vez estar com muitos alunos e talvez professores e mestres. É realmente uma grande honra.</p>
<p><strong>Como já foi explicado, meu principal compromisso é a promoção dos valores humanos</strong>. Em segundo lugar, meu compromisso é a promoção da harmonia religiosa. Essas duas coisas estão muito presentes na tradição indiana. Eu acho que o próprio conceito de ahimsa, não-violência, é o respeito à vida, respeito à existência. Todo fenômeno, todo tipo de coisa que tem vida, tem o direito de existir. Prejudicar suas vidas, prejudicar suas existências, destruir o direito a existir é violência. Conter prejuízos à vida é não-violência. A não-violência a partir do medo não é não-violência. Não-violência é ter oportunidade de lutar ou cometer algum ato violento, mas deliberadamente refrear, conter o uso da violência. Isso é não-violência. Então, a não-violência está muito relacionada a respeitar o direito dos outros num nível mental.</p>
<p><strong>Portanto, no nível mental, a semente da não-violência é o senso de preocupação com os outros seres, compaixão</strong>. A compaixão traduzida em ação é não-violência. Então não é suficiente simplesmente continuar dizendo: “Oh! Devemos seguir a não-violência!”, sem compreender todo o sistema. Cada ação humana se tornará violenta ou não-violenta, na completa dependência do bom coração. Não está relacionada à inteligência. A inteligência também muitas vezes se torna muito violenta.</p>
<p>E então, a harmonia religiosa &#8211; esse conceito não-violento, de tolerância e respeito a diferentes visões filosóficas. No campo filosófico, sim, há muitos pontos a serem debatidos. Mas esse é um assunto diferente. Mas essas visões diferentes também foram criadas por seres humanos, uma variedade de grandes pensadores, eles criaram tipos diferentes de visão. E eles têm o direito de expressar suas próprias visões. E então, todas essas diferentes visões filosóficas supostamente foram criadas para beneficiar a humanidade. Nos últimos mil anos, todas essas tradições realmente trouxeram imenso benefício à humanidade. Temos razões suficientes para respeitá-las. Com o respeito e a compreensão entre as religiões, e a real aprendizagem mútua, podemos desenvolver uma genuína harmonia entre as tradições religiosas.</p>
<p>Então estes são meus dois compromissos. E da responsabilidade política eu já abdiquei no ano passado. Não abdiquei apenas pessoalmente. Nos últimos quatro séculos, os Dalai Lamas se tornaram líderes políticos e espirituais do Tibete politicamente. Na verdade, o I, o II, o III e o IV Dalai Lama eram puramente líderes espirituais, não tinham poder político. Para o V Dalai Lama as circunstâncias eram de muita competição por poder político entre os grandes lamas. Eu acho que o V Dalai Lama fez uma boa coisa, unificando muitas partes do Tibete. E ele próprio adotava uma política não-sectária. Bom! É claro que havia também algumas críticas. E então, o XIV Dalai Lama, voluntariamente, alegremente, orgulhosamente encerrou essa tradição. E agora um dos meus segredos: no ano passado, na noite do dia em que eu anunciei formalmente minha renúncia, meu sono foi muito incomum, sem nenhum sonho, um sono bastante saudável. Esse é uma indicação de que eu liberei algum senso de responsabilidade pesada. De fato, eu voluntariamente, alegremente mudei isso. Inicialmente alguns tibetanos sentiram-se um pouco desconfortáveis, dentro e fora do Tibete. Então, em diversas ocasiões eu expliquei e por fim eles compreenderam. <strong>E agora, tenho apenas esses dois compromissos: promover os valores humanos e promover a harmonia religiosa.</strong></p>
<p>O nosso trabalho, com o qual estamos completamente comprometidos, é um tipo de trabalho muito sério. Com ele nós podemos potencialmente transformar o mundo. Eu tenho sempre dito às pessoas que o século XX foi maravilhoso, o mais importante em toda a história da humanidade. Mas infelizmente, apesar de todo o ostensivo desenvolvimento, o século XX se tornou o século da violência, da violação. Até mesmo a energia nuclear foi usada contra seres humanos em Hiroshima e Nagasaki. <strong>Eu tive a oportunidade de visitar Hiroshima e Nagasaki e conheci algumas vítimas da bomba nuclear. Muito triste.</strong> O efeito permanece por muitos anos. Não houve apenas uma imensa destruição em um único momento, mas o efeito durará por um longo tempo. De acordo com a história do século XX, o número de pessoas mortas pela violência, pelas guerras foi de 200 milhões. Então eu frequentemente digo que no início do século XXI tivemos alguns eventos tristes, aqui e ali, todos devido a negligência e a erros. Eu acho que nenhuma pessoa sensível quer que o século XXI seja novamente um século de violência, ninguém se beneficia. E na maior parte dos casos, pessoas inocentes são as que mais sofrem.</p>
<p>Há algum tempo eu disse aos cientistas e também a tecnólogos que se houvesse uma bala que pudesse ser direcionada, não a pessoas comuns, mas diretamente aos que causam confusões, isso seria bom. A bala iria e atingiria os causadores de confusão que estão confortavelmente sentados em algum lugar. E as pessoas comuns não sofreriam. Mas esse não é o caso. Vejam a Síria e os eventos recentes no norte da África. E muitos outros lugares onde surge a violência, pessoas inocentes, crianças, mulheres, sofrem. E também há os efeitos negativos imensos na questão ambiental. Também acho que o único propósito da produção de armas é matar. Se as armas não forem usadas para matar, muito dinheiro será desperdiçado. Economicamente, essas fábricas imensas que produzem essas armas são na verdade desperdício de dinheiro.</p>
<p>Eu sempre digo que antes de 1950, todas as nossas fronteiras eram muito pacíficas e por fim essa situação mudou. Muito dinheiro que o governo indiano arrecada em impostos tem que ser gasto para defender essa longa fronteira, áreas muito difíceis. Se essa quantia de dinheiro fosse utilizada em hospitais, escolas, muitas áreas poderiam progredir. E na China também. No ano passado e neste ano também, o orçamento para segurança interna foi maior que o orçamento da defesa exterior. O inimigo interno é maior que o inimigo externo. Se o inimigo interno puder ser contado nos dedos das mãos, não será necessário gastar tanto dinheiro. Eu acho que os regimes totalitários, o comunismo chinês, ainda acreditam que o poder é ter melhores armas. Essa afirmação é míope. Durante a revolução, na guerra civil, na guerra contra o Japão, tal poder é importante. Mas durante um curto período de tempo. Mas por 60 anos, ainda manter esse tipo de política é ter uma mente muito estreita, uma visão muito estreita. É falta de conhecimento sobre a mente humana, sobre a natureza humana.</p>
<p><strong>Vejam os Estados Unidos. Eu realmente respeito a América, admiro a América. Mas e a política no Iraque, no Afeganistão?</strong> O objetivo é bom, modernizar é bom mas o método é violento. Então, todo tipo de método violento frequentemente tem consequências inesperadas. Métodos violentos são de fato não realísticos. No nível emocional, você pode obter alguma satisfação, mas com relação à realidade é um método equivocado.</p>
<p><strong>O século XXI deverá ser o século da paz, da não-violência.</strong> Isto não significa que neste século não teremos nenhum problema. Não! Os problemas vão continuar ocorrendo. Haverá crises em algumas regiões, a população continua crescendo, acho até que os problemas podem crescer. Então como desenvolver um século pacífico? A cada vez que enfrentarmos um problema, devemos encontrar meios não-violentos de dialogar.</p>
<p><strong>Eu acho que nós, seres humanos, a cada vez que enfrentamos algum desacordo, algum problema, a primeira resposta que vem à mente, a nossa emoção, é como resolver com base na força.</strong> Isso é um erro. Então, agora, desenvolver um século de paz está muito relacionado a desenvolver um século de compaixão, como eu mencionei anteriormente. A não-violência está absolutamente relacionada à mente compassiva. Nossa atitude, como eu disse, não é muito civilizada, nem mesmo dentro das nossas famílias; quase sempre acontecem demonstrações de força. Agora, mudar isso, não será através da fé religiosa, nem através da intervenção da ONU, nem por resolução no nível nacional, não. É em cada indivíduo. No momento, até mesmo entre líderes religiosos existem pessoas não muito saudáveis. Então religião suja, política suja, economia suja&#8230; é assim. Muita exploração. Muita corrupção. E a desigualdade entre ricos e pobres aumentando. É vergonhoso que neste país, comparativamente uma nação voltada à religião, muitos não hesitem em se envolver em corrupção. Considerando aquelas pessoas que oficialmente negam qualquer valor religioso, é compreensível. Mas uma nação que realmente crê em Deus, Shiva, ou o que seja, francamente falando, eu acho que muitas pessoas corruptas, incluindo pessoas muito influentes, pela manhã fazem preces de adoração, mas no dia-a-dia não hesitam frente à corrupção, em trapacear, em assediar. Vocês acham que essas pessoas são religiosas?</p>
<p>Mas através de resoluções, de ordens, não é possível resolver. Não podemos culpar essas pessoas. Elas cresceram em uma sociedade que não presta muita atenção a princípios morais. A fé religiosa se tornou um instrumento de atitude autocentrada. Uma vez, há muitos anos, na Argentina, num encontro inter-religioso, um dos mais importantes cientistas, físico, mencionou que ele, como cientista, não deveria desenvolver apego ao seu campo científico. Eu compreendi que aquilo era realmente muito importante. <strong>E eu mesmo, budista, não deveria desenvolver apego ao budismo. Uma vez que o apego se desenvolve, sua atitude, seu pensamento se torna tendencioso</strong>. Uma mente tendenciosa nunca vê as outras coisas de modo objetivo. Acho que muitas pessoas religiosas têm demasiada fé, de forma tendenciosa e com muito apego. <strong>O apego vem da atitude autocentrada. &#8220;Eu estou certo! Eles não!&#8221;</strong></p>
<p>Portanto, sempre faço essa distinção: a minha geração pertence ao século XX; esse século já se foi. Esses jovens aqui presentes, vocês são a geração do século XXI. Até hoje, apenas 10 anos deste novo século se passaram. Restam ainda cerca de 90 anos. Se vocês fizerem um esforço, com uma nova visão, holística, não apenas pensando na sua própria família, em sua própria nação, mas pensando em toda a humanidade, de forma global, vocês poderão contribuir significativamente na transformação da visão da humanidade. Uma vez que a nossa atitude básica tenha mudado de maneira positiva, sendo mais compassiva, respeitando os direitos e a visão dos outros, tentando resolver cada vez problema que surgir através do diálogo, então poderemos construir um mundo pacífico, um século pacífico. Vocês têm uma oportunidade muito boa de mudar o mundo, de construir um mundo saudável. Eu não verei esse resultado. Mas estarei observando vocês, do inferno ou do céu, para ver se vocês irão implementar isso ou não! Culpar os outros ou reclamar não é suficiente. Vocês precisam fazer esforços para que o nível fundamental, que a forma de pensar se transforme. Não através de orações, não através da meditação, não através da sua prática de yoga, mas usando o bom senso, pela consciência plena da realidade.</p>
<p>Nosso último encontro com os cientistas tinha como tema &#8220;corpo saudável, mente saudável&#8221;. Isso é muito claro. Ter um corpo saudável e uma mente saudável é muito relevante. <strong>É impossível desenvolver um corpo saudável com uma mente perturbada, tomando um tranquilizante ou qualquer droga diariamente.</strong> Vejam esses artistas que todos admiram; e então vemos nos noticiários que usam muitas drogas. Suas mentes não devem estar muito calmas. A tranquilidade mental que depende de comprimidos, de drogas, de álcool, ou de boas músicas, ou de um bom programa de TV, utiliza um método muito provisório. Porque os verdadeiros destruidores da calma mental não são externos, mas estão dentro da nossa própria mente. Então, a menos que nós descubramos esses destruidores da paz interior e possamos nos contrapor a eles, nós não conseguiremos desenvolver uma mente pacífica, uma mente tranquila. Vendo algo bonito, ouvindo uma boa música&#8230; enquanto isso estiver disponível, você obtém algum tipo de satisfação. Assim que isso desaparecer, a satisfação acaba também. A paz interior, a serenidade que surge a partir da consciência, esse tipo de paz mental permanece sempre, inclusive nos seus sonhos. Nós temos esse potencial! Tudo que temos que fazer é utilizar esse potencial. Essa é a questão.</p>
<p>Agora vamos falar de educação. Da mesma forma que desenvolvemos um corpo saudável através da higiene, exercícios físicos e algumas informações, precisamos desenvolver uma mente saudável através da educação, através da consciência. Podemos desenvolver uma melhor consciência. Uma vez que temos inteligência, podemos considerar prós e contras, claro que podemos utilizar nossa inteligência de forma positiva, voluntariamente, sem ordens externas.<strong> É possível transformar nossas mentes através da consciência, não apenas através de orações, de fé.</strong> Através da consciência, da própria natureza da mente e das emoções, através da educação. Eu acho isso bem possível. Portanto façam esforços, em trabalhos de pesquisa, para compreender melhor como educar, desde o jardim da infância até a universidade. Não através de coisas secretas, mas simplesmente pela educação, pelo conhecimento.</p>
<p><strong>Então, em primeiro lugar, é extremamente importante saber mais sobre o processo da mente, das emoções, como se fosse um mapa.</strong> Quando viajamos para países estrangeiros, primeiro temos que conhecer os mapas, saber por onde ir até chegar ao destino final. Da mesma forma, é preciso o conhecimento completo do mapa da mente, de tudo que destroi a calma mental, quais são as emoções destruidoras, identificar essas emoções e então entender como podemos enfrentá-las. <strong>Todo tipo de mudança nunca ocorre de forma independente, sempre há causas e condições. Para enfrentá-las, como no caso das doenças, é preciso lidar com as causas; tranquilizantes e analgésicos são temporários. Dores são sintomas; temos que lidar com as causas daquela dor. </strong>Da mesma forma, a perturbação da nossa paz interior é também um sintoma, que deriva de emoções prévias. A forma adequada de enfrentar essas emoções destrutivas é lidar com as causas e condições. Portanto, é absolutamente necessário conhecer o mapa completo ou o processo das emoções. As informações podem vir de muitos textos, incluindo os textos budistas. <strong>No hinduísmo também estão presentes as práticas de samadhi, vipashyana, que explicam a mente.</strong> Temos que coletar informações dessas fontes, mas que devem ser consideradas um assunto acadêmico. São universais, é simplesmente a ciência da mente. Não importa se há fé ou não. Agora chegou o momento de pensar seriamente, de fazer pesquisas, sobre como introduzir, como assunto acadêmico, esses princípios morais, desde o jardim da infância até o nível universitário.</p>
<p>Durante esta manhã, eu também mencionei que a própria constituição da Índia tem fundamento secular, por ser multicultural, multirreligiosa. E o secularismo também envolve respeito à visão dos que não têm fé. Eu penso que transmitir os princípios morais seculares por meio da educação secular é bastante adequado a este país. Alguns dos meus amigos muçulmanos, cristãos, me disseram, quando uso o termo ética secular ou secularismo, que têm uma certa reserva, têm essa visão de que o secularismo é negativo com relação às religiões. Mas não é. O secularismo indiano significa respeito a todas as tradições, todas as religiões. E também, de acordo com alguns de meus amigos, o secularismo neste país respeita os direitos dos que não têm nenhuma fé. Isso é maravilhoso!</p>
<p>A conclusão é de que vocês já possuem essa tradição baseada em ahimsa, harmonia religiosa; agora adicionalmente é preciso promover com a lógica, com a razão, algum tipo de educação para impulsionar mais essas coisas. Assim, não apenas as pessoas deste país serão mais felizes, mas também, a Índia, por ser a democracia mais populosa do mundo, poderá ter um impacto significativo no nível mundial. Então, por favor, tenham maior autoconfiança. Tenham visão e façam mais esforços. <strong>Não sejam preguiçosos como eu. Esforcem-se! Há um ditado tibetano que diz: &#8220;falhar nove vezes, esforçar-se nove vezes.&#8221; Se até pessoas que fazem coisas erradas, destrutivas, se esforçam! Para construir um mundo mais saudável, um século saudável, precisamos fazer esforços sem descanso! Isso é muito importante.</strong></p>
<p>E então, as questões ambientais, a desigualdade entre ricos e pobres, exploração, e, neste país, o sistema de castas, realmente criam muitos problemas, milhões de pessoas pobres. <strong>Se desenvolvermos a consciência, um senso de responsabilidade global, de &#8220;uma&#8221; humanidade &#8211; religião é secundária &#8211; de que basicamente nós somos seres humanos iguais, com os mesmos direitos, automaticamente todas essas negatividades se reduzirão.</strong>&#8220;</p>
<p><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vYtWli7_0Ps&amp;feature=share">Assista todo vídeo da palestra, em inglês. Com perguntas e respostas no fim do vídeo.</a></strong></p>
<p>Tradução livre de Jeanne Pilli</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Conecte-se com a Mãe Terra para Curar o Planeta e Ame-a</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 20:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Entrevista com o mestre budista Thich Nhat Hanh publicada dia 20 de fevereiro de 2012. Por Jo Cofino editor chefe do site Common Dreams. Tradução para o português, Jeanne Pilli.
Conecte-se com e Ame a Mãe Terra para Curar o planeta.
&#8220;Precisamos de um despertar verdadeiro&#8221;.
Equipe do Common Dreams.
Thich Nhat Hanh, monge budista, ativista da paz e erudito, diz que devemos ver a conexão entre a Terra e nós mesmos, e que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/conecte-se-com-e-ame-a-mae-terra-para-curar-o-planeta/tich3/" rel="attachment wp-att-3197"><img class="size-full wp-image-3197 alignleft" title="Martin Luther King e Thich Nhat Hanh, 1967." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tich3.jpg" alt="Martin Luther King indicou Thich Nhat Hanh ao prêmio nobel da paz." width="589" height="288" /></a></p>
<p>Entrevista com o mestre budista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thich_Nhat_Hanh">Thich Nhat Hanh</a> publicada dia 20 de fevereiro de 2012. Por Jo Cofino editor chefe do site <a href="http://www.commondreams.org/headline/2012/02/20-0">Common Dreams</a>. Tradução para o português, Jeanne Pilli.</p>
<p><strong>Conecte-se com e Ame a Mãe Terra para Curar o planeta.<br />
&#8220;Precisamos de um despertar verdadeiro&#8221;.</strong></p>
<p>Equipe do <a href="http://www.commondreams.org/about-us">Common Dreams</a>.</p>
<p>Thich Nhat Hanh, monge budista, ativista da paz e erudito, diz que devemos ver a conexão entre a Terra e nós mesmos, e que devemos nos apaixonar novamente pela Terra, a fim de curar o planeta.</p>
<p>O editor chefe Jo Confino entrevistou o monge de 86 anos em seu centro de retiro <a href="http://www.plumvillage.org/">Plum Village</a>. Confino escreve:</p>
<p><em>Thay, como Thich Nhat Hanh é conhecido por seus milhares de seguidores, vê a falta de sentido e de conexão na vida das pessoas como sendo a causa da nossa dependência do consumismo e que é vital reconhecermos e reagirmos à tensão à qual estamos submetendo a Terra, se quisermos que a civilização sobreviva.</em></p>
<p>Thay acredita que o problema está em vermos o meio ambiente como algo separado de nós mesmos; a mudança só poderá vir quando nos movermos para além desta forma dualista de pensar:</p>
<p><em><strong>&#8220;Você carrega a Mãe Terra dentro de você&#8221;</strong>, diz Thay. <strong>&#8220;Ela não está fora de você. A Mãe Terra não é apenas o seu meio ambiente.”</strong></em></p>
<p><em>Nessa visão de inter-ser, é possível ter uma comunicação real com a Terra, que é a mais elevada forma de oração. Nesse tipo de relacionamento há amor, força e um estado desperto suficientes para mudar a sua vida.</em></p>
<p><em><strong>O medo, a separação, o ódio e a raiva vêm da visão equivocada de que você e a terra são duas entidades separadas, de que a Terra é apenas o meio ambiente.</strong> Você é o centro e quer fazer algo na Terra para poder sobreviver . Essa é uma maneira dualista de ver.</em></p>
<p><em>Então, respire e tome consciência de seu corpo, e então olhe profundamente para ele e perceba que você é a Terra e sua consciência é também a consciência da Terra. <strong>Não cortar árvores para não poluir a água não é suficiente.</strong></em></p>
<p>Thay diz que esta desconexão também está nos adoecendo:</p>
<p><em>Muitas pessoas sofrem profundamente e não sabem que sofre, diz ele. Eles tentam encobrir o sofrimento mantendo-se ocupados. Muitas pessoas ficam doentes porque hoje estão isolados da Mãe Terra.</em></p>
<p><em><strong>A prática da atenção plena nos ajuda a entrar em contato com a Mãe Terra dentro do nosso próprio corpo e esta prática pode ajudar a curar as pessoas.</strong> Então, a cura das pessoas deve vir acompanhada da cura da Terra; esta é a visão e qualquer um pode realizar essa prática.</em></p>
<p><em>Esse tipo de compreensão é muito importante para um despertar coletivo. No budismo falamos de meditação como um ato de despertar, estar desperto para o fato de que a Terra está em perigo e seres vivos estão em perigo.</em></p>
<p><em><strong>Estabelecer um preço para a natureza também não é suficiente; o amor sim é que deve estar está no coração da mudança.</strong></em></p>
<p><em>Precisamos de um verdadeiro despertar, da iluminação, para mudar a nossa maneira de pensar e de ver as coisas.</em></p>
<p>&#8220;Ao invés de colocar uma etiqueta de preço em nossas florestas e recifes de coral, é necessário nos apaixonarmos de novo pelo planeta, para que a mudança aconteça de forma profunda&#8221;, diz Thay:</p>
<p><em><strong>A Terra não pode ser descrita pela noção de matéria ou de mente, porque são apenas ideias, duas faces da mesma realidade.</strong> Este pinheiro não é apenas matéria; há um senso de saber. A partícula de poeira não é apenas matéria, já que cada um de seus átomos tem inteligência e é uma realidade viva.</em></p>
<p><em>Quando reconhecemos as virtudes, o talento e a beleza da Mãe Terra, algo surge em nós, algum tipo de conexão, nasce o amor. Queremos nos conectar. Esse é o significado do amor, para nos tornarmos um. Quando você ama alguém, tem vontade de dizer “eu preciso de você, me refugio em você&#8221;. Você faz qualquer coisa para o benefício da Terra e a Terra faz qualquer coisa pelo seu bem-estar.</em></p>
<p>Veja a entrevista completa aqui, em inglês:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/37096244?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="300"></iframe></p>
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		<title>Cultivando Emoções Construtivas</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 17:19:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na tarde do dia 15 de setembro de 2011, Sua Santidade o Dalai Lama falou em São Paulo sobre emoções construtivas. Toda a palestra do Dalai Lama transcrita por Isabel Poncio.
Cultivando Emoções Construtivas
Esta manhã, numa palestra, tive a oportunidade de falar sobre o afeto, sobre a importância das qualidades que vêm do coração, da importância do calor que vem do coração e de como isso é um fator crucial para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/cultivando-emocoes-construtivas/dl2/" rel="attachment wp-att-3111"><img src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/dl2.jpg" alt="" title="Dalai Lama      foto: Pedro Pacheco" width="590" height="275" class="alignleft size-full wp-image-3111" /></a>Na tarde do dia 15 de setembro de 2011, Sua Santidade o Dalai Lama falou em São Paulo sobre emoções construtivas. Toda a palestra do Dalai Lama transcrita por Isabel Poncio.</p>
<p><strong>Cultivando Emoções Construtivas</strong></p>
<p><em>Esta manhã, numa palestra, tive a oportunidade de falar sobre o afeto, sobre a importância das qualidades que vêm do coração, da importância do calor que vem do coração e de como isso é um fator crucial para trazer felicidade para nossa vida, para criar a amizade. Todos os mamíferos – cachorros, gatos, elefantes e até mesmo os pássaros que vivem em comunidade – todos esses seres têm uma experiência de felicidade e esse sentimento não somente é agradável como é necessário para a sobrevivência da espécie. Esse é um fator que aparece naturalmente – faz parte da natureza – e também faz parte da natureza dos seres humanos enquanto animais sociais. Todos nós, desde o nosso nascimento, crescimento e especialmente na nossa primeira idade, estamos sujeitos ao afeto e ao cuidado das nossas mães, fomos nutridos pelo leite das nossas mães. Se esse corpo que nós carregamos hoje se desenvolveu numa atmosfera de afeto e as pessoas que, em tenra idade, receberam uma quantidade máxima de afeto de suas mães ou de seus familiares, são pessoas que trazem consigo, num nível bastante profundo, uma sensação de segurança e serenidade. Ao contrário, as pessoas que, nesta primeira fase, não tiveram o mérito de receber afeto de sua mãe ou de seus parentes ou se, ainda pior, foram vítimas de maus tratos, essas pessoas – não importa a aparência externa que elas possam manifestar – vão deixar transparecer a sua insegurança, o seu medo e a sua desconfiança. Elas terão muito mais dificuldade de tocar o outro, de se comunicar com o outro, de estabelecer verdadeiras relações de amizade; isso é muito mais fácil para uma pessoa que tenha recebido afeto na sua infância. E, se dentro de uma família existe uma pessoa infeliz, isso vai afetar o clima de toda a família; ao contrário, se existe uma pessoa muito alegre e calorosa, esse sentimento se espalha, há uma influência positiva para tornar essa família compassiva e afetuosa.</em></p>
<p><em><strong>Todas as grandes tradições religiosas do mundo, como é o caso do Budismo e das religiões teístas &#8211; aquelas que propõem a idéia de um Deus &#8211; todas têm uma mensagem comum: mensagem de amor, compaixão, tolerância e perdão; todas essas tradições falam sobre esses valores humanos, todas as religiões enfatizam esses fatores cruciais, essenciais à raça humana.</strong></em></p>
<p><em>Eu usei a expressão “valores humanos” e por que eu usei esse termo? Porque esses valores são úteis à nossa felicidade; são até mesmo necessários à nossa existência e eu uso a expressão “valores humanos” porque eles não vêm necessariamente associados a uma crença religiosa, tampouco eles são algo imposto, por exemplo, por um governo. Esses valores são relevantes à nossa vida, tanto para uma pessoa que tenha uma religião, uma fé, uma crença quanto para uma pessoa que não tenha uma crença. Mesmo uma pessoa agnóstica, que se oponha à religião, ela também precisa de afeto, igualmente ela cresceu nutrida pelo afeto.</em></p>
<p><em><strong><a href="http://bodisatva.com.br/cultivando-emocoes-construtivas/buda/" rel="attachment wp-att-2535"><img class="alignleft size-full wp-image-2535" title="Buda" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Buda.jpg" alt="" width="298" height="392" /></a>Eu acredito que nos primórdios da humanidade &#8211; há muitos milênios atrás &#8211; os seres humanos viviam em comunidade e o que conseguiam obter, compartilhavam entre si; provavelmente havia um espírito de cooperação entre essas comunidades e também um sentimento de amizade.</strong> Com o decorrer dos séculos e com o aumento da população, a vida do homem foi se tornando mais sofisticada – apareceram novas habilidades, profissões foram desenvolvidas – e assim, foram criadas as classes entre os seres humanos e, no decorrer desse processo, a minha impressão é que se esqueceu que todos aqueles seres humanos formavam uma comunidade única, passou-se a ter um sentimento de “meu grupo” em oposição ao grupo do outro lado. Nos últimos três séculos, nós assistimos ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia; os seres humanos não só desenvolveram como começaram a se maravilhar com os progressos oferecidos pela tecnologia e pela ciência. A partir desse interesse, também se desenvolveu o sentimento de que as secções religiosas eram uma coisa antiquada, mas se nós olharmos para a tecnologia, para o dinheiro, veremos que essas coisas não têm sentimento, não trazem intrinsecamente uma noção de bem e de mal; a nossa noção de bem e mal está muito ligada à nossa experiência de prazer e de dor. As coisas que nos trazem prazer e felicidade, nós as chamamos de boas, positivas; ao contrário, as que nos trazem sofrimento, nós as chamamos de negativas: é assim que nós diferenciamos – estabelecemos critérios – para definir o que é positivo e o que é negativo; nós nos baseamos nos sentimentos que as coisas produzem. Mas se olharmos para a matéria, ela não traz intrinsecamente essa noção do certo ou do errado, do bom ou do mau; a matéria não tem a capacidade do pensamento e à medida que valorizamos muito as coisas materiais, nós vamos esquecendo e negligenciando os valores humanos.</em></p>
<p><em>Na segunda metade do século passado, algumas pessoas, embora tivessem muito sucesso, se tornassem muito ricas contando com todo o tipo de recurso à sua volta, ao seu dispor, ainda assim, essas pessoas traziam o sentimento de que alguma coisa parecia estar faltando; apesar de serem abastadas, poderosas e influentes, muitas ainda experimentavam infelicidade. Ficou então patente que os recursos materiais não conseguem nos proporcionar paz interior; esse é um fator a ser levado em conta.</em></p>
<p><em><a href="http://bodisatva.com.br/cultivando-emocoes-construtivas/_padmasambhava2/" rel="attachment wp-att-2527"><img class="alignright size-full wp-image-2527" title="Padmasambhava - fundador do budismo no Tibete, ´sec VIII" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Padmasambhava2.jpg" alt="" width="293" height="350" /></a>Um segundo fator é que, com as pesquisas científicas, a ciência médica passou a se interessar mais sobre as emoções e sobre a mente humana; constatou-se que a influência das emoções e da mente sobre a recuperação da saúde, por exemplo, é de grande importância. Também se desenvolveu o conhecimento científico sobre o cérebro humano; mais pesquisas são feitas nesse campo e quanto mais profundas elas são, mais os cientistas esbarram num fator misterioso; porém, ainda que não exista uma compreensão absoluta do que seja a mente, ela continua sendo um grande desafio para a ciência. Os cientistas porém já reconhecem que há uma influência da mente ou dos pensamentos sobre o cérebro; reconhecem até mesmo que o cérebro fisicamente se modifica. Os cientistas, no passado, não se interessavam tanto pela mente – simplesmente achavam que a mente era uma reação – mas agora, cada vez mais, colocam perguntas sobre o que é a mente.</em></p>
<p><em>Esses dois tópicos: a percepção de que os valores materiais não são suficientes para nos trazer felicidade e o campo da ciência e das pesquisas que, apesar dos mistérios ainda ligados à mente, é um campo que se abriu para a pesquisa científica e o interesse da ciência. Ontem de manhã e à tarde, estivemos reunidos com neurocientistas que estudam o cérebro e, como parte de suas pesquisas, eles têm estudado o efeito que o treinamento da mente produz sobre a saúde humana. Foi descrito um experimento onde os cientistas medem a pressão arterial, medem o nível de stress de uma pessoa; posteriormente, essa pessoa passa por um treinamento da mente sobre a compaixão e, ao final desse treinamento, mede-se novamente a pressão arterial e verifica-se que ela baixou; é testado o nível de stress e os resultados científicos mostram a redução desse nível. Para uma pessoa com nível de stress mais baixo, fica mais fácil estabelecer relações sociais e essa pessoa passa a ser mais feliz; os cientistas então têm mostrado interesse em pesquisar essa questão dos valores internos.</em></p>
<p><em>Eu tenho um sentimento de que as pessoas em geral &#8211; as pessoas comuns, o público, em geral &#8211; experimentam uma frustração que existe no mundo moderno: mesmo aqueles países que são democráticos, onde o governo é eleito pelo povo, aqueles países que têm o Poder Judiciário independente, onde há liberdade de imprensa, ainda assim se vê muita injustiça e isso traz uma sensação de frustração. Com isso, mais e mais, vemos pessoas que tomam consciência de que falta cultivar valores éticos na nossa sociedade, falta a incorporação da moral e da ética; começa então, entre professores, cientistas e educadores, a aparecer esse sentimento da importância da ética e da moral na educação e a percepção de como isso não está presente no nível em que deveria estar.</em></p>
<p><em>Todas as grandes tradições religiosas do mundo vão cultivar esses valores internos – a moral e a ética – mas é fundamental, como premissa básica, que exista harmonia entre as diferentes tradições religiosas porque se isso não acontecer, se houver rixas e inveja entre as tradições religiosas, como pode o religioso ter a pretensão de querer ensinar, propagar algum tipo de valor ético? Certamente alguém iria apontar &#8211; &#8220;mas você próprio se envolve com brigas, com intolerância, você é o primeiro que deveria estar cultivando paciência e compaixão!&#8221;</em></p>
<p><em><strong>É fundamental que haja um esforço, uma determinação, entre as diferentes tradições religiosas para se encontrar a harmonia e uma convivência pacífica entre elas</strong>; se a pessoa se diz religiosa, se ela é adepta dos preceitos de uma religião, é fundamental que ela se conduza de uma forma honesta e verdadeira porque, caso contrário, qual é a condição de uma pessoa que faz orações a Deus e quando se levanta e sai para a sua vida, se envolve, por exemplo, com corrupção? Isso não faz sentido nenhum.</em></p>
<p><em>Eu só vejo duas possibilidades: ou você é uma pessoa que não tem nenhum envolvimento religioso então, tudo bem se você se envolve com injustiça, com corrupção, com trapaças, mas se você se diz religioso, se você dá importância à ética, então você não pode se envolver com esse tipo de sujeira; só existe uma conduta ou outra, não existe um terceiro caminho e eu acho que as pessoas que são religiosas deveriam, em suas orações, pedir que os falsos religiosos sejam condenados.</em></p>
<p><em>Em países onde não há liberdade de expressão, onde não há um judiciário independente, onde apenas se valoriza o poder e o dinheiro, a ética fica relegada ao abandono, como acontece na China. Mesmo em países onde há total liberdade, governo eleito pelo povo &#8211; como na Índia e no Brasil &#8211; ainda assim existe a corrupção que passa até a ser uma forma de vida, passa a ser uma coisa aceitável por uma parte da sociedade.</em></p>
<p><em><strong>Todas as grandes facções religiosas do mundo – apesar das grandes diferenças filosóficas que existem entre elas – todas veiculam a mesma mensagem: de amor, compaixão, perdão, auto disciplina, justiça e honestidade</strong>. Todas falam sobre esses valores e, mais importante, todas oferecem instrumentos para podermos cultivar esses valores com o objetivo de criar uma comunidade humana saudável e feliz. Dentro dessas tradições religiosas, encontramos dois grandes grupos: de um lado as religiões teístas e, de outro lado, as que são não-teístas. Na categoria das que são não-teístas há uma subdivisão: as religiões que acreditam na existência de um eu independente e aquelas que não acreditam na existência de um eu independente. O budismo se insere na categoria das religiões não-teístas e é uma religião que não postula a existência de um eu independente; antes, o budismo fala sobre a lei da causalidade. Essa ausência de crença em um eu independente é um conceito único do budismo. O budismo vai falar naquilo que se chama originação interdependente que em sânscrito é pratityasamutpada.</em></p>
<p><em>No budismo, encontramos duas tradições: a tradição páli e a tradição sânscrita. A tradição páli forma a base do budismo – ela por si só consegue se manter, ela é completa; a tradição sânscrita, ao contrário, depende da tradição páli. A tradição páli é o alicerce sobre o qual se assenta a tradição sânscrita. Mas a tradição budista que vem do sânscrito contém as explicações mais sofisticadas e mais profundas que o budismo tem a oferecer.</em></p>
<p><em><a href="http://bodisatva.com.br/cultivando-emocoes-construtivas/_shantarakshita/" rel="attachment wp-att-2522"><img class="size-full wp-image-2522 alignleft" title="Shantarakshita - abade da Universidade de Nalanda e um dos fundadores do budismo tibetano" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/shantarakshita.jpg" alt="" width="267" height="383" /></a>Ao falar desse conceito budista da interdependência que é a lei da causalidade, esse conceito diz que todos os fenômenos estão se transformando a cada segundo, eles todos ocorrem a partir de suas próprias causas e condições; então todo resultado depende inteiramente de suas causas e condições. Essa a primeira maneira de se entender a interdependência. Dentro da tradição sânscrita, nós encontramos duas escolas de pensamento: a escola Cittamatra e a escola Madhyamika. Os entendimentos da escola <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Madhyamaka" target="_blank">Madhyamika</a>, a meu ver, são os mais profundos; na escola Madhyamika se diz que não apenas o resultado depende da causa, mas a causa também é totalmente dependente do resultado; para que uma causa possa ser causa ela vai depender do resultado; e também existe uma outra distinção que se faz em Madhyamika do conceito de interdependência que é a ligação entre a parte e o todo, entre o átomo e o todo. O fato da existência de uma pessoa ser totalmente definida a partir dos agregados físicos dela, não existe uma noção de pessoa que se assente no conjunto dos agregados, este é o postulado da falta de existência intrínseca do eu. Nós encontramos este postulado nas quatro escolas budistas: Vaibhashika, Sautrantika, Cittamatra e Madhyamika.</em></p>
<p><em><strong>Além da ausência da existência intrínseca das pessoas, o budismo também fala que os fenômenos não têm existência intrínseca.</strong> Se nós olharmos os cinco agregados que formam a base para designarmos, por exemplo, uma pessoa &#8211; se nós formos examinar os agregados que a compõem &#8211; vamos ver que eles também, por sua vez, dependem de suas partes. Isso vale não só para os agregados físicos que existem no mundo grosseiro observado, mas também vale para as essências a partir das quais esses cinco agregados físicos provém. Essas essências também são desprovidas de existência intrínseca. Isso vale tanto para o nível mais grosseiro quanto para o nível mais sutil; se nós olharmos coisas mais etéreas como o espaço, veremos que elas são desprovidas de existência intrínseca, também são dependentes de seus componentes. Isso é válido não só para o mundo externo que é observado, mas se aplica também à própria mente que observa os fenômenos &#8211; ela também não tem existência intrínseca &#8211; e é assim que se descreve a falta de existência intrínseca dos fenômenos.</em></p>
<p><em>Dentro da tradição budista que vem do sânscrito, nós encontramos dois tipos de vacuidade quando falamos dos seres sencientes: existe a vacuidade do eu e existe a vacuidade da base do eu. As diferentes escolas budistas, como Cittamatra e Madhyamika, têm conceitos, têm postulados diferentes sobre a vacuidade: Sunyata.</em></p>
<p><em>Qual o sentido de desenvolvermos todas essas complicações filosóficas? Porque a causa última do sofrimento é a ignorância e quando falamos de ignorância, falamos de dois tipos: aquilo que pode ser chamado de mera ignorância, por exemplo, não saber o que é ABC: uma criança, até que chega o dia em que ela vai a escola e onde alguém lhe ensina o alfabeto, ela não conhece o ABC, então essa ignorância é uma falta de conhecimento. O segundo tipo de ignorância é uma percepção ou uma apreensão errônea da realidade: alguém olhar a letra A e achar que é B, olhar B e achar que é o C.</em></p>
<p><em><strong>A remoção completa da ignorância só acontece quando se chega ao estado búdico. No budismo se diz que a apreensão errônea da realidade é a causa última do sofrimento e, sendo assim, qual seria o antídoto que poderia se contrapor a essa causa?</strong> Não é a oração, também não é a mera meditação, tampouco bodicita – ela não pode ter essa função – nem a compaixão infinita pode debelar essa concepção errônea da realidade. A única coisa que pode desempenhar esse papel é a sabedoria; através da sabedoria você pode ir se familiarizando mais e mais com a realidade até por fim chegar a entendê-la e quando você, de fato, entende plenamente a realidade em sua instância última, isso debela a ignorância e, por conseguinte, o sofrimento.</em></p>
<p><em>De modo geral, nós temos uma apreensão incorreta da realidade: se eu olho para vocês e vocês olham para mim, vocês podem estar me vendo como um ser absoluto, independente de vocês; eu sou o Dalai Lama e você é você. Mas essa é uma compreensão incorreta:<strong> não existe nada que seja independente de forma absoluta; todas as coisas são interdependentes e, a partir dessa concepção errônea da realidade, surge a base do apego, a base de todas as emoções negativas.</strong> Quanto às emoções positivas, elas podem ser cultivadas a partir de um treinamento; então, se você pratica o amor e a bondade, isso reduz as emoções negativas como a inveja ou a raiva.</em></p>
<p><em><strong>Em termos últimos, o que vai debelar as emoções negativas é a sabedoria, é você se familiarizar com o que, de fato, é a realidade em sua instância última</strong>; então, você poderá entender que as coisas aparecem aos nossos olhos como absolutas e independentes, mas isso é apenas uma miragem. Quando, de fato, você tem essa compreensão, essa é a base a partir da qual as emoções destrutivas podem ser dissipadas.</em></p>
<p><em><strong>Na tradição sânscrita do budismo se diz que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buda" target="_blank">Buda</a> girou a roda do darma três vezes</strong>: no primeiro giro, ele falou sobre a base do budismo: as quatro nobres verdades. No segundo giro da roda do darma, o Buda deu explicações adicionais sobre a terceira nobre verdade que é a verdade da cessação, a possibilidade da cessação, baseada no conceito das duas verdades: a verdade convencional e a verdade última. No terceiro giro da roda do darma, o Buda ofereceu ensinamentos mais elaborados sobre a quarta nobre verdade: que é a possibilidade da eliminação de todas as emoções destrutivas e isso é possível porque no nível mais sutil da natureza da mente, ela é clara como a luz. A natureza da água é ser limpa e pura, mas muitas vezes quando ela se mistura com o barro ou outra substância, ela fica turva, porém por mais suja que ela possa estar, a sua natureza essencial é límpida. Isso vale para a nossa mente: por mais turva que a nossa mente possa estar pelas nossas emoções destrutivas, a realidade última da nossa mente é que ela é límpida e por isso essa separação se torna possível. As emoções destrutivas nos divorciam da realidade. A sabedoria pode dar a compreensão da realidade última e esse é o antídoto. Por mais potentes que possam ser as emoções destrutivas, por mais sobrecarregada de negatividades que possa estar uma mente, essas negatividades podem ser absolutamente limpas, pois elas não são a natureza última.</em></p>
<p><em><strong>Embora tibetano, tenho uma conexão direta com a tradição da Universidade de Nalanda. Isso porque, no Tibete, o ensino foi introduzido por um grande mestre chamado <a href="http://www.rigpawiki.org/index.php?title=Shantarakshita" target="_blank">Shantarakshita</a>, um grande erudito que dava ensinamentos na Universidade de Nalanda.</strong> Ele chegou ao Tibete no século VIII a convite do Imperador; como ele era monge, ele introduziu a tradição monástica no Tibete, mas ele era também um grande filósofo, um grande erudito, então ele introduziu também ensinamentos de Madhyamika, de lógica, de epistemologia; deu ensinamentos tão profundos e completos que até os dias de hoje esses textos são estudados. <strong>Também veio ao Tibete um grande mestre tântrico, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Padmasambhava" target="_blank">Padmasambava</a>. Podemos então dizer que o budismo tibetano é completo: ele inclui a tradição dos sutras que vem do páli, toda a versão que vem do sânscrito e toda a versão tântrica.</strong> É importante enfatizar essa raiz do budismo, proveniente da Universidade de Nalanda; na tradição tibetana, encontramos basicamente 300 volumes de textos, sendo que 100 textos contém as palavras do próprio Buda e os demais são comentários sobre as palavras do Buda. É muito importante que esses textos sejam estudados – eles não devem ser tomados apenas como objetos de veneração para se colocar sobre o altar e para se dirigir as orações – para que eles possam ser de fato eficazes, precisam ser usados, estudados.</em></p>
<p><em><a href="http://bodisatva.com.br/cultivando-emocoes-construtivas/_jamyang_khyentse_wangpo/" rel="attachment wp-att-2520"><img class="alignleft size-full wp-image-2520" title="Jamyang Khyentse Wangpo" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Jamyang_Khyentse_Wangpo.jpg" alt="" width="235" height="311" /></a>Ao longo da implantação do budismo no Tibete, em diferentes regiões, diferentes ensinamentos foram criados e diferentes nomes foram dados às escolas que cultivavam esses ensinamentos. Foi assim que apareceu a seita dos chapéus vermelhos e dos chapéus amarelos – fico com vontade de criar uma nova seita, a dos chapéus verdes! – mas isso não é importante; o importante é que todos têm uma raiz comum, essa nobre tradição da Universidade de Nalanda. Às vezes, por causa dessas diferentes seitas, também se desenvolveu o sectarismo no Tibete – as pessoas se apegavam à sua própria seita. <strong>Mas também no Tibete se desenvolveu um movimento muito importante de não-sectarismo e um grande mestre dessa tradição é <a href="http://khyentsefoundation.com/about/lineage/" target="_blank">Jamyang Khyentse Wangpo</a>. </strong>Eu cultivo, estudo e prezo as tradições não-sectárias do budismo tibetano; originalmente os Dalai Lamas pertenciam à seita dos chapéus vermelhos mas, ao longo da história, muitos Dalai Lamas &#8211; inclusive o atual Dalai Lama &#8211; receberam ensinamentos das diferentes escolas do budismo tibetano: dos Sakyas, dos Nyngmas, dos Kagyus. Isso ajuda muito; não faz muito sentido ficar apegado apenas à sua tradição, isso vai limitar o seu conhecimento, ao passo que se você se coloca aberto para receber os ensinamentos das diferentes tradições, isso vai fortalecê-lo.</em></p>
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		<title>A Verdadeira Era das Trevas</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 19:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Por Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche
“The Buddhist Channel”, 30 de janeiro de 2012
Himachal Pradesh, India
Algumas pessoas dizem que a era das trevas, a era do vício – kaliyuga (o último dos quatro estágios que o mundo atravessará como parte do ciclo dos yugas descritos nas escrituras indianas), está acontecendo agora, ou no mínimo, se iniciará em breve. Alguns até mesmo temem que no final de 2012, o mundo do modo como ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/a-verdadeira-era-das-trevas/2dzongsarblog3/" rel="attachment wp-att-2987"><img src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/02/2dzongsarblog3.jpg" alt="" title="Dzongsar Jamyang Khyentse        photo: by nanamoose" width="588" height="275" class="alignleft size-full wp-image-2987" /></a></p>
<p>Por <a href="http://padmasambhavapureland.com/dzongsar.php">Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche</a><br />
“<a href="http://www.buddhistchannel.tv/index.php?id=6,10704,0,0,1,0">The Buddhist Channel</a>”, 30 de janeiro de 2012<br />
Himachal Pradesh, India</p>
<p>Algumas pessoas dizem que a era das trevas, a era do vício – kaliyuga (o último dos quatro estágios que o mundo atravessará como parte do ciclo dos yugas descritos nas escrituras indianas), está acontecendo agora, ou no mínimo, se iniciará em breve. Alguns até mesmo temem que no final de 2012, o mundo do modo como o conhecemos, irá terminar.</p>
<p>Mas, o que determina se uma era é das trevas ou de ouro? Quais os sintomas e sinais? Terremotos, um céu púrpura, atividades meteóricas, estes não são presságios do juízo final, como nos fizeram crer.</p>
<p>Do mesmo modo, querubins voando, uma economia proeminente, liberdade de informação e tempos pacíficos não são necessariamente sinais de uma era de ouro.</p>
<p><strong>A era de ouro ocorre quando as pessoas valorizam sentimentos como a empatia e o perdão, quando têm disposição para compreender o ponto de vista dos outros e se sentem contentes com o que possuem.</strong></p>
<p>Quando tais valores são sistematicamente sabotados, então se pode dizer que o amanhecer do dia do juízo final já começou. Quando olhamos um mendigo inofensivo como sendo uma praga e invejamos os bilionários que destroem o planeta estamos contribuindo para o início do fim.</p>
<p>Como o Buda ensinou, tudo depende de causas e condições. Eras das trevas e eras de ouro não são uma exceção. Elas não são predestinadas, nem imprevisíveis ou caóticas.</p>
<p><strong>O destino é algo condicionado. Nosso próprio “eu” determina tais causas e condições.</strong> <strong>Você pode criar seu destino, suas escolhas são o seu destino. </strong>Aquilo que somos e como somos nesse momento depende daquilo que fizemos no passado. E o que seremos no futuro depende do que somos e como somos agora.</p>
<p>Sakyamuni com seus pés de lótus, pode aproximar-se da sua porta e oferecer sua tigela, mas se continuarmos obcecados por relógios Patek Philipe, fama e amigos, ou por um abdômen malhado, então a verdade do Buda irá nos incomodar, se tornará uma verdade inconveniente.</p>
<p>Muito embora possamos estar no meio da Kaliyuga &#8211; sujeitos a uma infinidade de causas e condições de uma época de escuridão, facilmente distraídos e presos a pensamentos ligados a nossa própria auto-preservação e aspirando encontrar referenciais em valores materialistas ou consumistas – podemos tirar vantagem dessa situação.</p>
<p>Diz-se que durante os tempos de degenerescência a compaixão dos Budas e dos Bodisatvas se torna ainda mais fortalecida. Alguém espiritualmente capacitado pode tirar proveito dessa situação. <strong>A era da escuridão pode ser como um lembrete da urgência e da preciosidade do Buda, do Darma e da Sanga.</strong></p>
<p>Como seres que dependem de condições, temos que buscar a luz, e cultivar as condições que nos tragam luz. Precisamos constantemente nos lembrar do oposto do materialismo. Para isso, precisamos da imagem do Buda, do som do Darma, e da estrutura da Sanga.</p>
<p>Nos últimos anos perdemos algumas das maiores manifestações do Buda, como <a href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/">Kyabje Trulshik Rinpoche</a>, <a href="http://mindrolling.org/history/HHMindrollingTrichenRInpoche.cfm">Mindroling Trinchen Rinpoche</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Penor_Rinpoche">Penor Rinpoche</a>, que foram grandes inspirações e lembranças. Mas, embora essas manifestações tenham se dissolvido, tenha em mente que a sua compaixão desconhece o significado das limitações.</p>
<p>Dentro do espírito de onde há uma demanda, há uma oferta, devemos ter aspirações e  anseios de que as manifestações dos Budas e Bodisatvas nunca cessem, e &#8211; usando um termo da moda – que seus renascimentos sejam rápidos.</p>
<p>Mas tal renascimento não deve se limitar à figura de uma criança tibetana, criada no interior da tradição e de uma cultura particular. <strong>Podemos aspirar que os Budas renasçam de todas formas, mesmo como algo aparentemente tão insignificante como uma brisa, para nos lembrar de valores como amor, compaixão e tolerância.</strong></p>
<p>Devemos gerar um campo magnético para que miríades de manifestações do Buda possam surgir e não apenas tulkus que slata de trono em trono ou que dirigem um Rolls Royce, produtos muitas vezes de um nepotismo religioso.</p>
<p>                           &#8212;</p>
<p><em>Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche, também conhecido como Khyentse Norbu, é um lama butanês, cineasta e escritor. Seus dois filmes mais importantes são A Copa (1999) e Viajantes e Mágicos (2003). Ele é o autor do livro <a href="http://www.pensamento-cultrix.com.br/quefazvoceserbudista%20o,product,978-85-315-1559-0,54.aspx">&#8220;O Que Faz Você Ser Budista?&#8221;</a>.</em></p>
<p>Tradução Brenda Neves. Revisão Letícia Ramos, Miguel Berredo e Carmen Jinpa.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trulshik Rinpoche</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 23:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<description><![CDATA[Kyabje Trulshik Rinpoche, líder da escola Nyingma e um dos alunos e amigo mais próximo de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 02 de setembro de 2011, aos 88 anos, em sua casa em Sitapaila, Kathmandu.
Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e era igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2325" href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/trulshik-rinpoche2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2325" title="trulshik-rinpoche2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/trulshik-rinpoche2.jpg" alt="" width="592" height="275" /></a>Kyabje Trulshik Rinpoche, líder da escola Nyingma e um dos alunos e amigo mais próximo de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 02 de setembro de 2011, aos 88 anos, em sua casa em Sitapaila, Kathmandu.</p>
<p>Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e era igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres do Tibete e da Índia.</p>
<p><strong>Rinpoche estudou com os maiores mestres da sua época e recebeu uma educação totalmente tradicional.</strong> Quando da invasão do Tibete, Kyabje Trulshik Rinpoche refugiou-se com os seus discípulos num local inacessível no Sul do Evereste, num retiro de montanha que ainda hoje não tem acesso por estrada. Passou lá muitos anos de retiro e fundou um mosteiro, Thubten Chöling, onde vivem, estudam e praticam numerosos discípulos monges, monjas e laicos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2326" href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/dilgo-khyentse-e-trulshik-rinpoche/"><img class="alignnone size-full wp-image-2326" title="Dilgo Khyentse e Trulshik Rinpoche." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Dilgo-Khyentse-e-Trulshik-Rinpoche..jpg" alt="" width="397" height="259" /></a></p>
<p><strong>Kyabje Trulshik Rinpoche era um discípulo muito próximo de Kyabje Dudjom Rinpoche e de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche. </strong>Foi o detentor de todos os ensinamentos deste último, tendo sido ele a descobrir a sua presente encarnação. No decurso destes últimos anos Kyabje Trulshik Rinpoche  transmitiu a Sua Santidade o Dalai Lama inúmeros ensinamentos raros, particularmente da linhagem da <a href="http://www.berzinarchives.com/web/pt/archives/advanced/dzogchen/basic_points/introduction_dzogchen.html" target="_blank">Grande Perfeição</a> ou Dzogchen.</p>
<p>Nos <a href="http://www.cebb.org.br/" target="_blank">CEBBs</a> de todo Brasil as dedicações das práticas começam com uma prece composta pelo Rinpoche.</p>
<blockquote><p>&#8220;Que os méritos desse encontro se expandam e toquem a todos. Que o mestre universal da paz e da compaixão, Sua santidade o Dalai Lama, juntamente com todos os mestres de todas as tradições que veiculam esta mensagem, tenham  longa vida.<br />
Que todos estejam a salvo de gerar pensamentos negativos, o obstáculo mais destrutivo.<br />
Que esses pensamentos nunca surjam em nossa mente e que todos os seres estejam livres de pensamentos negativos.&#8221;</p></blockquote>
<p>Outros versos compostos por Trulshik Rinpoche abaixo:</p>
<blockquote><p>“Se você quiser procurar por um guru, busque através da investigação;<br />
Se você quiser seguir o Dharma, medite sobre a impermanência;<br />
Se você quiser praticar o Dharma, pratique a compaixão e a bondade amorosa;<br />
Se você quiser saber qual é a visão pura das emoções,<br />
olhe para os sonhos e para as ilusões!&#8221;</p>
<p>&#8220;Confie no ensino, não na pessoa;<br />
Confie no significado, não nas palavras;<br />
Confie no significado definitivo, e não no provisório;<br />
Confie na sua mente de sabedoria, não em sua mente comum &#8221;.</p>
<p>&#8220;Seja uma luz para si mesmo. Exercite a sua liberação com diligência &#8220;.</p>
<p>&#8220;A forma como as pessoas nos tratam é o karma delas. A forma como reagimos é o nosso.&#8221;</p>
<p><em><a href="http://www.cebb.org.br/mestres/62-diversos/631-ensinamentos-de-trulshik-rinpoche-em-portugal-2001" target="_blank">Leia o resumo dos ensinamentos de Trulshik Rinpoche em 2001, em Portugal.</a></em></p></blockquote>
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		<title>Drukpa Brasil, o rugido dos dragões</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 21:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andiara Paz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[
O dia 1° de junho de 2011, lua nova de Buddha Shakyamuni, sagrado mês do Vesak (no tibetano Saga Dáua), onde recordamos e comemoramos o nascimento, iluminação e falecimento de Buddha,  marca o aniversário de lançamento do &#8220;Drukpa Brasil &#8211; o Rugido dos Dragões&#8221;, projeto e website construído pela orientação direta de Sua Santidade Gyalwang Drukpa, mestre Mahamudra e Dzogchen, líder e autoridade máxima da linhagem Drukpa da tradição ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.drukpa-br.org" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-2109" title="drukpa" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/06/drukpa.jpg" alt="" width="589" height="386" /></a></p>
<p>O dia 1° de junho de 2011, lua nova de Buddha Shakyamuni, sagrado mês do Vesak (no tibetano Saga Dáua), onde recordamos e comemoramos o nascimento, iluminação e falecimento de Buddha,  marca o aniversário de lançamento do <a href="http://www.drukpa-br.org/" target="_blank">&#8220;Drukpa Brasil &#8211; o Rugido dos Dragões&#8221;</a>, projeto e website construído pela orientação direta de <a href="http://www.drukpa-br.org/" target="_blank">Sua Santidade Gyalwang Drukpa</a>, mestre Mahamudra e Dzogchen, líder e autoridade máxima da linhagem Drukpa da tradição budista tibetana.</p>
<p>O portal Drukpa Brasil oferece, em língua portuguesa, ensinamentos e histórias dos realizados yoguis e yoguinis da Linhagem Drukpa da Tradição do Budismo Tibetano, fontes de inspiração para uma atuação significativa no mundo contemporâneo.</p>
<p>Durante longas décadas o abismo existente entre as línguas tibetana e portuguesa foi um grande obstáculo para que o Dharma do Buddha chegasse de forma genuína e autêntica até nós, brasileiros.“O Rugido dos Dragões” oferecerá ao leitor um rico glossário e textos traduzidos diretamente dos originais tibetanos, o que dará certa originalidade e valor ao site.</p>
<p>Sua Santidade Gyalwang Drukpa, o líder espiritual da Linhagem, nos lembra que, como parte da natureza brilhante e incessante, somos seres cujo limite de amorosidade e compaixão é o céu. Olhe para ele e perceberá que sua narureza de amor é imensurável. Não há limites para compartilhá-la.</p>
<p>Que este portal possa auxiliar a abertura da visão deste espaço sem fim, manifesto como um suave vento emanado das bênçãos do rugido de todos estes mestres, cuja passagem por este planeta só teve como objetivo benefíciar todos os seres sencientes.</p>
<p>Divulguem, repassem, compartilhem para enraizar ainda mais o Dharma no Brasil:</p>
<p>Drukpa Brasil<br />
info@drukpa-br.org | <a href="http://www.drukpa-br.org" target="_blank">www.drukpa-br.org</a><br />
Twitter: <a href="http://twitter.com/drukpabrasil" target="_blank">@drukpabrasil</a></p>
<p><em>Tashi Delek</em> (do tibetano: “tudo de auspicioso” , expressando nosso desejo de que a felicidade e a paz estejam sempre presentes em sua vida)</p>
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		<title>Conselho precioso de Alan Wallace</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 07:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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Link YouTube
No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.
O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor contextualização para a prática da meditação que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="365" src="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vHjyMq6eZB8" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p>No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.</p>
<p>O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor <strong>contextualização para a prática da meditação</strong> que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos perguntam: &#8220;Mas e esse lance de budismo, como é isso?&#8221;.</p>
<p>A Inez, a Jeanne e a Teresa conseguiram o horário (tinhamos 10 minutos apenas). O Fábio Rodrigues (coordenador do CEBB Joinville) filmou. Eu fiz a pergunta e fiquei ali, prestando atenção. Depois traduzimos e o Fábio Valgas, de Curitiba, editou o vídeo. Deixo meus agradecimentos a todos, começando pelo Alan Wallace, claro.</p>
<p>A pergunta foi mais ou menos a seguinte:</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem muitos brasileiros interessados na prática da meditação, mas que não têm conexão com o budismo. E outras pessoas que não veem sentido em meditar ou se engajar em alguma prática espiritual. O que o professor tem a dizer para elas?&#8221;</p></blockquote>
<p>Além dessa pergunta, eu fiz outra, pedindo que ele desse um conselho para aqueles praticantes que já possuem todas as condições favoráveis (professor, ensinamentos recebidos, instruções de prática, tempo, saúde, energia, comunidade) e não usufruem, não aproveitam, não praticam. O vídeo será publicado em breve.</p>
<p>Depois de 9 dias de ensinamentos precisos (<a href="http://cebbsp1.webstorelw.com.br/products/alan-wallace-2011-cd-mp3" target="_blank">o áudio na íntegra está aqui</a>), eu confesso que esperava uma resposta mais Wikipedia, mais previsível, mais entrevista para o <em>Fantástico</em>. Fiquei completamente atordoado em receber 2 respostas com a essência do budismo em apenas 10 minutos.</p>
<p>Desejo que cada um de nós possamos ver, rever e lembrar desse vídeo, além de outros ensinamentos, para tomar vergonha na cara e experimentar, treinar, cultivar, colocar em prática um pouco dessa sabedoria em toda a nossa vida, em todas as nossas relações.</p>
<div id="attachment_2009" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><img class="size-large wp-image-2009" title="dalailama-alanwallace" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/dalailama-alanwallace-589x392.jpg" alt="" width="589" height="392" /><p class="wp-caption-text">Alan Wallace foi aluno e tradutor de Sua Santidade o Dalai Lama</p></div>
<h3>Transcrição da fala de Alan Wallace</h3>
<p><em>&#8220;Todos nós queremos encontrar felicidade. Queremos ter menos frustrações, insatisfações, problemas no coração e na mente. Todos nós queremos isso. Cada um de nós deseja paz, menos ansiedade, uma felicidade maior. Todos nós queremos isso.</em></p>
<p><em>De forma geral, muitos de nós, na maior parte do tempo, estamos sempre olhando para fora, pensando: &#8220;Alguém vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum trabalho vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum lugar vai me fazer feliz,&#8221; &#8220;Alguma posse vai me fazer feliz&#8221;. Mas na medida que crescemos e amadurecemos, vemos que nada daquilo é verdade. Ninguém lá fora pode nos fazer felizes de verdade. Nenhuma aquisição, nenhum emprego&#8230;</em></p>
<p><em>É óbvio. E quanto mais cuidadosamente nós olhamos, mais óbvio se torna. Se realmente queremos ser felizes, encontrar contentamento, liberação da ansiedade e assim por diante… realmente só há uma maneira. Você não tem que ser religioso, não tem que ser espiritual. Você tem que ser realista!</em></p>
<p><em>E isso é reconhecer que a única forma de você realmente encontrar satisfação, um maior sentido na vida, maior felicidade na vida, realização, é cultivando seu próprio coração e mente. Isso é apenas realista. Você não tem que acreditar em nada. É apenas bom senso.</em></p>
<p><em>Agora, nós podemos perguntar, antes de tudo: será que há maneiras com as quais estamos nos comportando (com nosso corpo, com nossa fala, mesmo com nossa mente) que estão prejudicando aos outros desnecessariamente?</em></p>
<p><em>Às vezes crianças tem que ser disciplinadas, talvez. Elas não gostam, mas estamos fazendo isso apenas pelo seu bem. Então, às vezes é assim. Mas, estamos nós prejudicando alguém, de alguma forma que não está sendo útil, mas apenas prejudicando?</em></p>
<p><em>Quando nós reconhecemos isso, vemos que causa dano para outras pessoas, mas também causa sofrimento a nós mesmos. Sempre. Então a primeira coisa é: realmente viver uma vida suave, sem causar danos. É o mais importante. Assim você não prejudica a si mesmo e não prejudica aos outros. Pelo menos isso!</em></p>
<p><em>E então se você quer realmente começar a cultivar as causas verdadeiras da felicidade, uma maior liberdade do sofrimento, da ansiedade, do medo, da aflição, então, é pra isso que serve a meditação.</em></p>
<p><em>Meditação, em sânscrito, é &#8220;bhavana&#8221;. E &#8220;bhavana&#8221; significa cultivar, como um agricultor cultiva o campo. Ele não sai, simplesmente, e pega alguma comida aqui e lá, mas ele realmente se dedica ao solo, ele o lavra, o fertiliza, irriga, planta a semente, ele cuida, tira as ervas daninhas e então faz a colheita.</em></p>
<p><em>Então, em vez de sair por aí tentando achar alguma felicidade externa, nós a cultivamos com nossos próprios corações e mentes. E meditação é uma forma de fazer isso. Há muitas maneiras para meditar. Para muitas pessoas que estão começando, um tipo de meditação chamado shamata é muito útil.</em></p>
<p><em>O essencial dela, antes de tudo, é aprender como relaxar, aprender como relaxar o corpo muito profundamente. Sem tensão, sem estresse, sem contração. Saber como relaxar a respiração, respirar sem esforço. E aprender como deixar a mente relaxada. Então, primeiro de tudo, aprender como relaxar.</em></p>
<p><em>E então, gradualmente, por meio da meditação, cultivar uma calma interna, uma serenidade interna, quietude interna, uma presença. De forma que não estamos sempre distraídos, inquietos, agitados, excitados, mas realmente temos alguma paz mental. Isso pode ser cultivado por meio da meditação. E então, gradualmente, com base em relaxamento e estabilidade, podemos desenvolver clareza e vivacidade.</em></p>
<p><em>Portanto, com essas três qualidades, através da meditação, da atenção plena sobre a respiração e outros métodos, nós podemos ter maior presença, maior paz mental. E também quando estamos nos relacionando com outras pessoas. Porque as nossas mentes, internamente, estão quietas. Então nós podemos realmente focar nos outros com muito mais proximidade. E não ficar sempre sendo pegos pelos nossos próprios pensamentos, esperanças, medos, mas realmente focar nas necessidades dos outros.</em></p>
<p><em>Dessa forma, naturalmente, quando começamos a expandir nossas mentes e corações para focar outras pessoas, outros seres sencientes, nós também encontramos felicidade, uma felicidade maior.</em></p>
<p><em>Porque nossas mentes e corações se ampliam há maior paz e maior felicidade.&#8221;</em></p>
<p>–<a href="http://alanwallace.org" target="_blank"><strong>Alan Wallace</strong></a></p>
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		<title>O &#8220;GPS do bodisatva&#8221; e outros ensinamentos em vídeo do Lama Padma Samten</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/videos-da-palestra-em-sp-sobre-a-roda-da-vida/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 15:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
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		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<description><![CDATA[Gravei de forma amadora a mais recente palestra do Lama Padma Samten aqui em São Paulo, no lançamento do livro A Roda da Vida como Caminho para Lucidez, dia 14 de outubro. Aliás, esse livro está perfeito: capa dura, fotos lindas do Templo Caminho do Meio, bela diagramação e, principalmente, os ensinamentos mais atuais do Lama Padma Samten.
O livro pode ser adquirido em qualquer CEBB ou na loja online. Há ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1697" title="lamasaopaulo" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/10/lamasaopaulo.jpg" alt="" width="300" height="275" />Gravei de forma amadora a mais recente palestra do Lama Padma Samten aqui em São Paulo, no lançamento do livro <a href="http://www.virtuastore.com.br/lojas.asp?IdSeguro=941979021&amp;loja=4455&amp;link=VerProduto&amp;Produto=113698" target="_blank"><em>A Roda da Vida como Caminho para Lucidez</em></a>, dia 14 de outubro. Aliás, <strong>esse livro está perfeito</strong>: capa dura, fotos lindas do Templo Caminho do Meio, bela diagramação e, principalmente, os ensinamentos mais atuais do Lama Padma Samten.</p>
<p>O livro pode ser adquirido em qualquer CEBB ou na loja online. <a href="http://www.virtuastore.com.br/lojas.asp?IdSeguro=941979021&amp;loja=4455&amp;link=VerProduto&amp;Produto=113700" target="_blank">Há uma promoção que recomendo</a>, pois vem com o DVD triplo <em>Psicologia budista: método da mandala</em>, com ensinamentos que não estão no livro. São 5 horas para assistir com muita atenção. Eu estou no meio do disco 2.</p>
<p>São 7 vídeos com cerca de 15 minutos. Para facilitar, listei os principais temas abaixo. Peço desculpas pelas constantes tremidas (não tenho tripé) e pelos barulhos do público. Mas dessa vez consegui aumentar o volume. Em breve disponibilizaremos esses ensinamentos em MP3 para download também. De qualquer modo, você mesmo pode extrair e baixar o áudio que desejar facilmente no site <a href="http://www.dirpy.com/" target="_blank">Dirpy</a>.</p>
<h1>1. Introdução à Roda da Vida</h1>
<p><strong>Temas:</strong> mapas mentais, seis reinos, classes de ensinamentos, caminho do ouvinte, mahayana, vajrayana, três animais.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HwjHpypz2ss?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/HwjHpypz2ss?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HwjHpypz2ss&amp;p=C457F6674331C6F2" target="_blank"><em>Link Parte 1 </em></a></p>
<h1>2. O caminho do ouvinte</h1>
<p><strong>Temas:</strong> carência e avareza, caminho do ouvinte, mahayana (compaixão e compreensão), meditação, três venenos, moha (obtusidade mental, mente estreita, desinteresse), história da ciência, ignorância, delusão, imensidão do universo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/XrrPeFljkDE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/XrrPeFljkDE?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XrrPeFljkDE&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=2&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 2 </em></a></p>
<h1>3. &#8220;Nós somos o silêncio vivo da mente&#8221;</h1>
<p><strong>Temas: </strong>filosofia da ciência, Lankavatara Sutra, como a mente se engana, paisagens, mundos, bolhas, céu, co-emergência, identidades, meditação, avidya, natureza não-obstruída da mente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wm6PCyhfqQg?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/wm6PCyhfqQg?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wm6PCyhfqQg&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=3&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 3 </em></a></p>
<h1>4. &#8220;Nós somos o conjunto de coisas flutuantes que nós não somos&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> natureza não-obstruída da mente, mahayana tantrayana, experiências como campo de lucidez, vedana (gostar / não gostar), mundo interno, javali (identidade), relacionamentos, meditação.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/n4PMn0tRxHE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/n4PMn0tRxHE?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=n4PMn0tRxHE&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=4&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 4 </em></a></p>
<h1>5. &#8220;O GPS é o próprio Buda da compaixão&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> voto de bodicita, samsara, paciência, compaixão, o GPS do bodisatva, vajrasatva, experiência condicionada, emoções perturbadoras, terra pura, alayavijnana (depósito das experiências possíveis), luminosidade.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ecHHBYJV5nQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/ecHHBYJV5nQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ecHHBYJV5nQ&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=5&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 5 </em></a></p>
<h1>6. &#8220;Meditação é treinar estabilidade em meio a adversidade&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> corpo translúcido, relacionamentos, bodisatvas, meditação, estabilidade, ação no mundo, impermanência, paisagem, insatisfatoriedade, seis reinos, natureza serena, não condicionada, continuidade do eu.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iew8VJEV1BY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/iew8VJEV1BY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=iew8VJEV1BY&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=6&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 6 </em></a></p>
<h1>7. &#8220;Ir além do que pode ser pensado e criar soluções&#8221;</h1>
<p><strong>Temas:</strong> eu, identidade, wittgenstein, avidya, tempos de degenerescência, samsara, trazer benefício aos seres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3nlyn0n-CTc?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/3nlyn0n-CTc?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3nlyn0n-CTc&amp;p=C457F6674331C6F2&amp;index=7&amp;feature=BF" target="_blank"><em>Link Parte 7 </em></a></p>
<p>Há diversos outros ensinamentos no <a href="http://www.youtube.com/lamapadmasamten" target="_blank">canal do Lama Samten no YouTube</a>. Você pode receber por email links para os novos vídeos, basta se inscrever no canal.</p>
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		<title>Como a mente se engana?</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 20:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis uma pergunta que em algum momento qualquer praticante budista se faz: afinal de contas, se temos uma natureza livre, desobstruída, como é que nos enganamos? Como surge a ignorância?
Nem precisa ser praticante budista para pensar numa questão dessas: quem nunca teve alguma atitude lamentável e depois de um tempo não pensou “como é que eu fui capaz de fazer aquilo?” Por que só percebemos a bobagem um tempo depois ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-1639 alignleft" title="ilusao-de-otica-14" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/10/ilusao-de-otica-14.jpg" alt="" width="286" height="320" />Eis uma pergunta que em algum momento qualquer praticante budista se faz: afinal de contas, se temos uma natureza livre, desobstruída, como é que nos enganamos? <strong>Como surge a ignorância?</strong></p>
<p>Nem precisa ser praticante budista para pensar numa questão dessas: quem nunca teve alguma atitude lamentável e depois de um tempo não pensou “como é que eu fui capaz de fazer aquilo?” Por que só percebemos a bobagem um tempo depois e não antes de cometê-la?</p>
<p>Na palestra de lançamento do livro <em>A Roda da Vida como caminho para a lucidez</em>, em São Paulo, Lama Padma Samten esclarece com sua maestria e bom humor que, na verdade,<strong> a mente nunca se engana</strong>! Ela só opera dentro de uma determinada paisagem, com referenciais próprios. Essa paisagem seria como um ambiente mental, com referenciais e conceitos específicos. A mente sempre vai agir segundo esse ambiente em que está imersa, sempre respeitando os pressupostos da paisagem. Logo, a mente nunca erra!</p>
<p><strong>A ignorância e o engano surgem quando reduzimos o mundo todo à paisagem em que estamos</strong> e passamos a agir segundo tal paisagem, não entendendo que ela é uma coisa bem particular e não corresponde a uma realidade absoluta.</p>
<h1>Nosso mundo não é senão nossa experiência do mundo</h1>
<p>Temos a sensação que a paisagem em que estamos é, de fato, o mundo todo. É daí que brota o engano: dessa certeza, dessa sensação de vermos tudo. Nem pensamos sobre o fato de que, quando vemos uma coisa, não vemos outra, quando estamos numa paisagem, não estamos em outra, logo, há uma limitação. É como a figura das pernas ali em cima: quando vemos as pernas masculinas, não vemos as femininas e vice-e-versa. O mesmo acontece no exemplo do cubo que o Lama Samten costuma usar.</p>
<p>É por isso que fazemos as bobagens: no momento da ação não vemos outras alternativas e por isso temos a certeza de que aquilo que estamos fazendo é o que tem que ser feito,  seja gritar com alguém, ou o que for. Isso não vale só para as “bobagens” da vida. <strong>Qualquer coisa que vemos e fazemos depende da paisagem em que estamos.</strong> É um processo muito sutil, basta olharmos para o nosso mundo interno que vamos começar a paulatinamente perceber que as paisagens determinam nossa visão de mundo.</p>
<p>Nessa mesma palestra, Lama Samten lembra que a humanidade passou séculos acreditando que o Sol girava ao redor da Terra.  O homem passou um longo tempo sem conseguir ultrapassar os limites dessa paisagem, tomando-a como fixa. Até que alguns homens corajosos furaram a bolha dessa paisagem e provaram para nossos olhos físicos que a visão de mundo tinha de ser expandida! Mas nós sabemos o quanto foi custoso para homens como Copérnico, Galileu e Giordano Bruno introduzir novas visões de mundo. As pessoas estavam fixadas à visão de mundo anterior a eles, assim como nós estamos fixados a muitas de nossas paisagens.</p>
<p>Mas afinal, como criamos as diferentes visões de mundo e como ficamos presos a elas? Lama Samten explica que <strong>nossa natureza livre e desobstruída cria as diferentes paisagens e até mesmo a própria fixação a elas</strong>. Essa compreensão é de crucial importância, pois percebemos que as paisagens em que as pessoas se encontram <strong>não são fixas</strong>, são construídas, portanto, podem ser substituídas por paisagens mais elevadas!</p>
<p>Para mim, a parca compreensão do conceito de paisagem foi muito libertadora! Perceber que os seres agem a partir das paisagens em que estão imersos me fez finalmente entender porque não há como julgarmos nada de certo e de errado, pois esses conceitos só fazem sentido quando analisamos uma ação com referenciais diferentes daqueles da paisagem em que a ação foi cometida. Por exemplo: eu direi que a atitude do meu namorado de gritar comigo está errada, pois EU não estou na paisagem onde o grito possa surgir, assim eu estou analisando a atitude dele a partir da paisagem em que EU estou e não a partir da que ELE está, logo, direi que ele está errado e que ele é um ser horrível por gritar comigo. Mal percebo eu que, basta ele pisar na bola que eu entro facilmente na paisagem que ele estava e passo a gritar com ele mais alto ainda.</p>
<p>Portanto, se estivermos numa paisagem muito negativa, do reino dos infernos, por exemplo, é completamente possível que venhamos a agredir ou até a matar alguém. Dentro da paisagem desse reino, matar pode parecer o correto a se fazer. Porém, sabemos que essas ações nos trarão muitos problemas. Além disso, como nossas paisagens flutuam o tempo todo, logo saímos da paisagem negativa,  percebemos o equívoco e vamos nos sentir muito mal. Por isso, <strong>precisamos olhar com cuidado para o nosso mundo interno e perceber com que paisagens estamos andando por aí e começar a tr</strong><strong>ansformá-las em paisagens mais positivas</strong>, para que enfim nossas ações também o sejam. Caso contrário, estaremos fazendo um monte de bobagens e nem vamos desconfiar disso, afinal, dentro das paisagens específicas as coisas fazem sentido.</p>
<h1>Visão, meditação, ação</h1>
<p>Lama Padma Samten nos lembra a todo o momento da nossa natureza livre, que nos dá a extraordinária possibilidade de construir as melhores paisagens, as mandalas positivas, que no Budismo chamamos de Terras Puras, onde os seres estão empenhados em construir ambientes mais lúcidos para benefício de todos.  Só iremos perceber que temos essa extraordinária natureza praticando a percepção dela.</p>
<p>Ainda que entendamos bem o funcionamento das paisagens, não estamos livres das paisagens negativas se instalarem sem percebermos. Não estamos livres delas, porque muitas vezes esse entendimento é só no nível de <strong>visão</strong>; é teórico, mas importante.  Mesmo entendendo bem das paisagens, eu mesma recentemente gritei enlouquecidamente com um amigo, virei um monstro na frente dele por questões bem pequenas.</p>
<p>Reconhecendo que o buraco é bem mais em baixo, precisamos investir na etapa da <strong>meditação</strong>, na qual tornaremos vivo o entendimento gerado na etapa de visão e assim reconheceremos a inutilidade do surto antes que ele tome conta de nós. Para então podermos efetivar a etapa de <strong>ação</strong> no mundo e realmente poder trazer benefícios verdadeiros aos seres!</p>
<p>Dedico esse texto a todos os seres sencientes, mas principalmente ao querido amigo com quem gritei recentemente. Minhas sinceras desculpas!</p>
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		<title>Novo livro do Lama Padma Samten!</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 11:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Praticante Anônimo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lama Padma Samten]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Em A Roda da Vida Como Caminho Para a Lucidez, o Lama Padma Samten oferece um resumo de alguns dos pontos fundamentais do budismo. Com uma linguagem simples e bem-humorada, descreve os doze passos da construção do sofrimento humano – representados na imagem da Roda da Vida – , assim como o método para alcançar a lucidez, ou seja, a liberação do sofrimento.
Se o sofrimento foi criado, construído, ele pode ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1561" title="livrosite" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/09/livrosite.jpg" alt="" />Em <em>A Roda da Vida Como Caminho Para a Lucidez</em>, o Lama Padma Samten oferece um resumo de alguns dos pontos fundamentais do budismo. Com uma linguagem simples e bem-humorada, descreve os doze passos da construção do sofrimento humano – representados na imagem da Roda da Vida – , assim como o método para alcançar a lucidez, ou seja, a liberação do sofrimento.</p>
<p>Se o sofrimento foi criado, construído, ele pode ser dissolvido, desconstruído. Para tanto, é necessário aprender a percorrer o caminho inverso, coisa que Padma Samten ensina com maestria. Mas só isso não é suficiente. A lucidez é alcançada pelo cultivo de uma mente compassiva, associado à realização da vacuidade, termo que não significa vazio, como muitos acreditam. Dizer que tudo é vacuidade é afirmar que os fenômenos – as coisas e as relações – não existem por si mesmos, existem apenas na dependência de, interdependentemente.</p>
<p>O entendimento intelectivo do conceito, entretanto, não implica em sua realização. Quando esta acontece, a visão de mundo é profundamente alterada e a pessoa sente-se conectada com o todo. A verdadeira compreensão da essência da realidade ocasiona uma abertura inigualável para o outro e para o mundo. Com exemplos retirados do cotidiano, Lama Samten explica a vacuidade da forma simples, a fim de tornar o caminho rumo à libertação acessível ao maior número possível de pessoas.</p>
<p>Além de ter a virtude de reunir os mais importantes ensinamentos budistas, apresentando ao leitor noções complexas e sofisticadas, livro tem o mérito de mostrar como esse conhecimento pode (e deve) ser aplicado no dia-a-dia por qualquer pessoa que deseje livrar-se do sofrimento.</p>
<p>O Buda disse que ninguém deveria aceitar suas ideias baseando-se apenas na fé. O praticante do budismo deve testar os ensinamentos e ver se funcionam ou não em sua vida.</p>
<p>“Em termos filosóficos, o budismo é uma religião extremamente sofisticada, mas que pode ser resumida em duas palavras: compaixão e sabedoria. Procurar desenvolver essas qualidades é o que todo budista deve fazer em sua prática em busca da iluminação”, diz Lama Samten. Um conselho útil a todos.</p>
<p><em>Lama Samten ofecerá ensinamentos sobre os doze elos da originação dependente e a roda da vida por todo o Brasil, além de sessões de autógrafos. Acesse sua <a href="http://www.cebb.org.br/lamasamten/agenda" target="_blank">agenda online</a> ou entre em contato com o <a href="http://www.cebb.org.br/" target="_blank">CEBB</a> de sua região para mais informações.</em></p>
<p><a href="http://loja.cebb.org.br" target="_self"><img class="alignleft size-full wp-image-1563" title="livroedvd-loja" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/09/livroedvd-loja.jpg" alt="" width="150" height="170" /></a><strong>Promoção de lançamento! </strong></p>
<p><strong><a href="http://loja.cebb.org.br" target="_blank">Livro + DVD triplo &#8220;Psicologia Budista&#8221;.</a></strong></p>
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