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	<title>Bodisatva &#187; meditação</title>
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		<title>Carta de Dzongsar Khyentse Rinpoche</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 16:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mestre budista Dungsey Thinley Norbu Rinpoche  faleceu no dia 27 de dezembro de 2011. Abaixo segue a carta que Dzongsar Khyentse Rinpoche, seu filho,  com recomendações de lembrarmos da verdadeira natureza da mente em qualquer momento. Thinley Norbu Rinpoche (1931-2011) nasceu no Tibete, como o filho mais velho de Dudjom Rinpoche. Ele foi um grande poeta e autor de importantes textos como &#8220;A Small Golden Key&#8221;, &#8220;Magic Dance&#8221;, &#8220;White Sail&#8221; ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/carta-de-dzongsar-khyentse-rinpoche/dilgo-thinley-dzongsar-blog/" rel="attachment wp-att-2947"><img class="alignleft size-full wp-image-2947" title="Thinley Norbu, Dilgo Khyentse e Dzongsar Khyentse" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/02/dilgo-thinley-dzongsar-blog.jpg" alt="" width="589" height="276" /></a>O mestre budista Dungsey Thinley Norbu Rinpoche  faleceu no dia 27 de dezembro de 2011. Abaixo segue a carta que <a href="http://www.budadeipanema.org/professor/">Dzongsar Khyentse Rinpoche</a>, seu filho,  com recomendações de lembrarmos da verdadeira natureza da mente em qualquer momento. Thinley Norbu Rinpoche (1931-2011) nasceu no Tibete, como o filho mais velho de Dudjom Rinpoche. Ele foi um grande poeta e autor de importantes textos como &#8220;A Small Golden Key&#8221;, &#8220;Magic Dance&#8221;, &#8220;White Sail&#8221; e &#8220;A Cascading Waterfall of Néctar&#8221;.</p>
<p><em>&#8220;Agradeço a todos por seus sentimentos e melhores votos, neste momento. <strong>Vivemos em um mundo que nós mesmos criamos, um mundo montado a partir das nossas percepções pessoais, no qual acreditamos por inteiro: todos os anos, todos os dias, todas as horas, todos os momentos da nossa vida.</strong></em></p>
<p><em>Embora esta vida na realidade seja fugaz, durando não mais do que o saltar de uma fagulha, ela é vivenciada por alguns como interminável, arrastando-se por eras e eras. Já para outros, a experiência deste mundo dura menos que um piscar de olhos, embora na realidade este mundo exista por um tempo infinito.</em></p>
<p><em>Para alguns, este mundo não é maior do que o buraco de um caruncho; no entanto, eles se sentem insignificantes e isolados, perdidos em um vazio vasto e sem fim. Outros percebem o mundo como pequeno − tão pequeno quanto um universo inteiro − e se sentem desconfortavelmente confinados e claustrofóbicos.</em></p>
<p><strong><em>A maioria de nós − e aqui eu me incluo − fomos condicionados a viver e morrer em um mundo criado por nossas próprias percepções; e mais, continuamos a criar condições que asseguram que repetiremos o mesmo jogo, vez após vez.</em></strong></p>
<p><em>Dentro uma infinidade de possíveis percepções, Thinley Norbu Rinpoche é visto por alguns como uma pessoa comum, por outros como um pai, um professor, um ser perfeito − diferentes percepções determinadas pelo mérito (ou falta de mérito) de quem percebe.</em></p>
<p><em>Para pessoas como eu, cuja limitação me leva a vê-lo apenas como meu pai, as condolências manifestadas por vocês são aceitas como apoio emocional.</em></p>
<p><em>Para aqueles dotados de “qualidades superiores” − ou que aspiram desenvolver essas qualidades − e que conseguem enxergar Thinley Norbu como um ser perfeito, esta é mais uma oportunidade para pôr de lado percepção não-pura e gerar percepção pura, para que se possa ao final passar adiante de toda percepção.</em></p>
<p><em><strong>A “consciência” ou “estado desperto” é a essência dos ensinamentos de Buda − desde a consciência do ar fresco que entra e sai por nossas narinas, até a profunda consciência da natural perfeição</strong>. E em sua compaixão e coragem incomensuráveis, o único propósito e atividade de todos os budas é tocar o sino que nos alerta e nos conduz para essa consciência desperta.</em></p>
<p><em>Para os que têm mérito suficiente, a passagem deste grande ser pode ser interpretada como o soar desse sino de alerta, e uma recordação oportuna de todos os ensinamentos − desde a simples verdade da impermanência até a realização da compaixão ilimitada. Sob esse ângulo, na mesma medida em que a nossa mente obscurecida apreciou e valorizou o aparecimento de Thinley Norbu neste mundo, cabe a ela, agora, apreciar e valorizar o desaparecimento dele.</em></p>
<p><em>Ainda que seja tocante saber daqueles que estão oferecendo preces, recitações, lamparinas e tantas outras atividades benéficas nesta ocasião, permitam-me lembrar, a mim mesmo e a todos os interessados, que nenhuma dessas práticas que estamos fazendo são para ele; antes, são para nós mesmos.</em></p>
<p><em>Por mais cintilante que seja a lua ao aparecer no céu, seu reflexo não será visto, se as águas do lago estiverem turvas. <strong>Igualmente, é por meio da purificação dos obscurecimentos e da acumulação de méritos em nossa própria mente que conseguiremos, com o tempo, perceber o reflexo de Buda − intacto, completo, nunca afastado.</strong></em></p>
<p><em>Então, melhor do que nos congratularmos com o pensamento de que estamos acumulando todas estas práticas nesta ocasião especial, é termos presente que nós já as deveríamos estar fazendo − e que deveremos continuar a fazê-las por toda esta vida, e também ao longo de todas as nossas vidas futuras. Se imaginarmos, porém, que nossa prática é algo como proporcionar “ritos de passagem” a este grande ser, definitivamente esse não é o melhor caminho a seguir.</em></p>
<p><em>Foi-me perguntado que práticas específicas deveriam ser feitas. Repito, uma vez mais, que nossa prática é a vigilância, ou seja, o “estado desperto”. Somos seres ignorantes, o que quer dizer que precisamos de constantes lembretes da importância de nos esforçarmos para pousar nessa consciência desperta. <strong>Portanto, todas as atividades do nosso guru − desde quando ele boceja ou tosse, até quando ele aparece ou desaparece − são modos que ele tem nos lembrar de voltarmos para o estado desperto, vez após vez.</strong></em></p>
<p><em>E, se estivermos conscientes e despertos, não há prática que seja melhor, nem prática que seja pior.</em></p>
<p><em>Escrito e dedicado à iluminação de todos os seres sencientes, na presença do rupakaya de Thinley Norbu&#8221;</em>.</p>
<p>O texto foi publicado primeiramente no site da <a href="http://khyentsefoundation.org/index.php">Khyentse Foundation</a>.
<p>Tradução para o português de Manoel Vidal.</p>
<p>*As frases em negrito são de responsabilidade do editor do blog.</p>
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		<title>Retiro com Alan Wallace no CEBB Caminho do Meio</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 23:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teresa Bessil</dc:creator>
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O templo do CEBB Caminho do Meio está ainda mais bonito, com pinturas que retratam os 12 momentos mais marcantes da vida do Buda: antes do nascimento, nos céus de Tushita, quando ele ouve as canções dos deuses que narravam a condição humana e assim se movimenta para renascer na condição humana, o momento da concepção, quando a mãe de Sidarta sonha com um elefante branco tocando seu ventre, o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/retiro-com-alan-wallace-no-cebb-caminho-do-meio/alanblog/" rel="attachment wp-att-2845"><img class="aligncenter size-full wp-image-2845" title="Alan Wallace" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/alanblog.jpg" alt="" width="588" height="276" /></a></p>
<p>O templo do <a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao">CEBB Caminho do Meio</a> está ainda mais bonito, com pinturas que retratam os 12 momentos mais marcantes da vida do Buda: antes do nascimento, nos céus de Tushita, quando ele ouve as canções dos deuses que narravam a condição humana e assim se movimenta para renascer na condição humana, o momento da concepção, quando a mãe de Sidarta sonha com um elefante branco tocando seu ventre, o nascimento de Sidarta. E as gravuras lindas seguem: a vida do príncipe no palácio, as práticas na floresta, a iluminação, os ensinamentos e o parinirvana (morte). Fico olhando para as pinturas, que estão no alto, e vou me conectando com tudo aquilo.</p>
<p>Antes de morrer, Buda declarou: <em>&#8220;eu manifestei um corpo de sonho, manifestei ensinamentos de sonho para seres de sonho, imersos em sofrimentos de sonhos. Eu não vim, eu não vou.&#8221;</em></p>
<p><strong>Os mestres vêm e vão, os retiros tem início, meio e fim.</strong></p>
<p>Cheguei na quinta, junto com o professor <a href="http://www.alanwallace.org/">Alan Wallace</a>, e tive a alegria de ficar como sua assistente ao longo de sua estadia por aqui. A pedido do <a href="http://www.cebb.org.br/lamasamten/biografia">Lama Padma Samten</a>, ele nos ofereceu ensinamentos preciosos de um mestre extraordinário, reconhecido como manifestação da mente do próprio Guru Rinpoche. Templo Caminho do Meio cheio, muitos momentos de prática, tudo devidamente registrado e transmitido online no <a href="http://www.ustream.tv/user/lamapadmasamten/videos" >CEBB TV</a>. Maravilhas tecnológicas!</p>
<p>A tradutora, nossa querida Jeanne Pilli, da sanga do <a href="http://www.cebbsp.org/">CEBB São Paulo</a>, é um presente. Como disse o Professor, ela dota de energia e alegria cada momento da tradução, expressando o amor que sente pelos ensinamentos. O beijo que o professor deu em sua testa ao final foi de puro carinho e gratidão, lindo de ver!</p>
<p>Sempre tranquilo, com olhos pequenos e espertos, o professor Alan Wallace segue o texto com precisão. Sempre começando cada período com meditação silenciosa, abrindo espaço para perguntas à noite. Paciente, focado, gentil e firme.</p>
<p>Eu o acompanhava todo o tempo, indo e voltando da casa na qual estava hospedado.  Na maior parte do tempo, caminhamos em silêncio. Vez em quando ele comentava sobre a cor do céu ou me perguntava alguma coisa, às vezes parávamos para olhar  alguma formiga carregando uma folha. Caminhar do  seu lado  foi deixando minha mente em um sossego simples. Pela própria função, fiquei mais isolada, não tive tempo para interagir com os outros participantes, somente com Denise, também do CEBB São Paulo, que preparava as refeições do professor em uma cozinha que foi montada na varanda da casa. Comidinhas deliciosas, preparadas com uma generosidade e um carinho que se derramavam no sabor e na beleza de cada prato.</p>
<p>Um professor californiano transmitindo um tesouro tibetano. <strong>Diante de um caminho de lucidez, somos todos da mesma família humana, sem diferença alguma.</strong></p>
<p>O encerramento no domingo foi comovente. O Lama Padma Samten fez uma prece de longa vida ao professor Alan Wallace que foi de arrepiar. E quando ele me passou o microfone para cantarmos todos juntos a prece a Guru Rinpoche (&#8220;du sum&#8230;&#8221;) eu estava chorando tanto, que o Lama Padma Samten até riu!! muitos estavam chorando, em gratidão aos mestres que mantém vivas as práticas e a sabedoria dos Budas.</p>
<p>Cantamos a prece e a voz da sanga (comunidade de praticantes) surgiu forte. O Lama até brincou que nessa hora o Guru Rinpoche pintado na parede do templo havia piscado um olho, pois vou contar uma coisa, quando estava cantando o mantra final (a invocação longa à Guru Rinpoche), e o pessoal ia entregando o katag (lenço branco oferecido aos mestres para bênção), bem  dei uma olhada para o Guru Rinpoche na parede e ele estava sorrindo. Um sorriso largo, desses que deixa as bochehas levantadas, juro que vi!</p>
<p>Mais uma vez, o Lama Padma Samten sugeriu um momento no qual os lamas, monges e monjas convidados pudessem se reunir e reverberar os ensinamentos. Roupas diferentes, todos sentados juntos, compartilhando sua atividade no Darma, gerando esse apoio, construindo o que o Lama Padma Samten chama de &#8220;uma só sanga&#8221;. A alegria de todos os convidados era palpável. E na caminhada de volta para casa, o professor Alan Wallace comentou sobre a raridade desses momentos. Disse que viaja para muitos centros do Darma pelo mundo, e somente aqui ele vê esse movimento: mestres e monges de outras tradições convidados a participar,  com espaço para falar e ouvir. Ele destaca a importância dessa abertura que o Lama Padma Samten vive e oferece.</p>
<p>E por falar em oferecer, como professor Alan Wallace viajaria somente na noite seguinte, ele ainda deixou um néctar, comentando um texto que tem sido base do eixo que o Lama tem oferecido. Foi um fechamento perfeito.</p>
<p><strong>Os mestres vêm e vão. Os ensinamentos surgem e cessam. Os retiros tem início, meio e fim.</strong></p>
<p>E professor Alan Wallace se foi.</p>
<p>Veja as fotos do <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150454731361765.358106.122520771764&#038;type=1" title="Fotos do retiro com Alan Wallace">Retiro com Alan Wallace</a></p>
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		<title>Transformação de Dentro para Fora</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 23:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teresa Bessil</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes dizemos que seres humanos são “bichos de relação”. Temos a vida norteada e sustentada por relações de todos os tipos: afetivas, profissionais, familiares, espirituais. Relações do passado, presente e futuro parecem construir nossas histórias. Muitas vezes nos sentimos marcados e até nos definimos a partir das relações. Conversamos sobre elas nas rodas de amigos, consultórios, escolas, no trabalho, na folia&#8230; Segredos, momentos de alegria e êxtase, noites insones&#8230; ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/transformacao-de-dentro-para-fora/tara-vermelha-templo-caminho-do-meio-2/" rel="attachment wp-att-2453"><img class="alignright size-full wp-image-2453" title="Tara Vermelha. Templo Caminho do Meio" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Tara-Vermelha.-Templo-Caminho-do-Meio...jpg" alt="" width="588" height="275" /></a>Muitas vezes dizemos que seres humanos são “bichos de relação”. Temos a vida norteada e sustentada por relações de todos os tipos: afetivas, profissionais, familiares, espirituais. Relações do passado, presente e futuro parecem construir nossas histórias. Muitas vezes nos sentimos marcados e até nos definimos a partir das relações. Conversamos sobre elas nas rodas de amigos, consultórios, escolas, no trabalho, na folia&#8230; Segredos, momentos de alegria e êxtase, noites insones&#8230; Ah, as relações&#8230; Como tranformá-las?</p>
<p>Olhando de modo mais honesto, a maioria delas talvez tenha um tom utilitário. Oferecemos uma lista de necessidades a alguém, que nos oferece lista semelhante e negociamos. “Ok, amo você, aceito fazer o que me pede, caso você cumpra isso e mais aquilo&#8230;” E seguimos, entre pequenas alegrias e grandes frustrações. Parece um jeito pouco hábil de ser feliz.</p>
<p><strong>S.S. Dalai Lama nos lembra que todos aspiramos encontrar a felicidade e ultrapassar o sofrimento.</strong> Será que podemos amar de modo mais profundo, tecer relações mais saudáveis, afinadas com nossas aspirações de felicidade?</p>
<p>Uma das práticas mais comoventes que o budismo nos oferece é Metabavana – Meditação do Amor Universal. Tal prática tem se mostrado uma preciosa ferramenta que opera em nossos corações e mentes, gerando espaços por vezes inusitados.</p>
<p><strong>A partir dessa prática geramos mundos nos quais as relações saudáveis e lúcidas são possíveis.</strong> A partir de ambientes sutis, descobrimos novos caminhos, novos modos de tecer as relações. Focamos cada pessoa, incluindo a nós mesmos, as árvores, os bichos&#8230; “Que meu filho seja feliz e ultrapasse o sofrimento. Que encontre as causas da felicidade e ultrapasse as causas do sofrimento. Que seus automatismos se dissolvam e surja nele um olho de lucidez instantânea diante de tudo e de todos. Que ele seja capaz de gerar benefícios aos outros e encontre nisso sua fonte de energia”.</p>
<p>“Que meu filho seja feliz”. Parece incrível, mas raramente temos essa visão. Sentimos que amamos muito nosso filho, mas geralmente aspiramos que ele “se dê bem na vida”, que nos respeite, ou algo semelhante. De modo aparentemente “natural”, surgem em nossa mente algumas – ou muitas – condições que consideramos necessárias para seu bem-estar, vitórias, conquistas, etc. E se tais condições não se manifestam, a relação desanda, a comunicação fica comprometida e a lucidez nos falta. Olhar para o próprio filho a partir de outros referenciais pode transformar por completo uma rede de relações ligadas ao passado, presente e futuro. <strong>Descobrimos que nossas necessidades de controle, e todas as negociações e estratégias de controle podem cessar.</strong> A vida fica mais simples. As relações saudáveis vão surgindo aqui e ali, e um novo tecido humano se torna possível.</p>
<p><strong>A prática de Metabavana, aparentemente simples, tem restaurado relações de modo surpreendente. Funciona.</strong> Não porque usamos palavras mágicas, mas porque nosso olhar constrói. Revela a co-emergência operando. Mas isso já é outra história. Melhor experimentar. E se preparar para amar de modo mais profundo. Que todos sejam felizes!</p>
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		<title>Trulshik Rinpoche</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 23:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Kyabje Trulshik Rinpoche, líder da escola Nyingma e um dos alunos e amigo mais próximo de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 02 de setembro de 2011, aos 88 anos, em sua casa em Sitapaila, Kathmandu.
Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e era igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2325" href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/trulshik-rinpoche2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2325" title="trulshik-rinpoche2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/trulshik-rinpoche2.jpg" alt="" width="592" height="275" /></a>Kyabje Trulshik Rinpoche, líder da escola Nyingma e um dos alunos e amigo mais próximo de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche, faleceu no dia 02 de setembro de 2011, aos 88 anos, em sua casa em Sitapaila, Kathmandu.</p>
<p>Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e era igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres do Tibete e da Índia.</p>
<p><strong>Rinpoche estudou com os maiores mestres da sua época e recebeu uma educação totalmente tradicional.</strong> Quando da invasão do Tibete, Kyabje Trulshik Rinpoche refugiou-se com os seus discípulos num local inacessível no Sul do Evereste, num retiro de montanha que ainda hoje não tem acesso por estrada. Passou lá muitos anos de retiro e fundou um mosteiro, Thubten Chöling, onde vivem, estudam e praticam numerosos discípulos monges, monjas e laicos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2326" href="http://bodisatva.com.br/trulshik-rinpoche/dilgo-khyentse-e-trulshik-rinpoche/"><img class="alignnone size-full wp-image-2326" title="Dilgo Khyentse e Trulshik Rinpoche." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Dilgo-Khyentse-e-Trulshik-Rinpoche..jpg" alt="" width="397" height="259" /></a></p>
<p><strong>Kyabje Trulshik Rinpoche era um discípulo muito próximo de Kyabje Dudjom Rinpoche e de Kyabje Dilgo Khyentse Rinpoche. </strong>Foi o detentor de todos os ensinamentos deste último, tendo sido ele a descobrir a sua presente encarnação. No decurso destes últimos anos Kyabje Trulshik Rinpoche  transmitiu a Sua Santidade o Dalai Lama inúmeros ensinamentos raros, particularmente da linhagem da <a href="http://www.berzinarchives.com/web/pt/archives/advanced/dzogchen/basic_points/introduction_dzogchen.html" target="_blank">Grande Perfeição</a> ou Dzogchen.</p>
<p>Nos <a href="http://www.cebb.org.br/" target="_blank">CEBBs</a> de todo Brasil as dedicações das práticas começam com uma prece composta pelo Rinpoche.</p>
<blockquote><p>&#8220;Que os méritos desse encontro se expandam e toquem a todos. Que o mestre universal da paz e da compaixão, Sua santidade o Dalai Lama, juntamente com todos os mestres de todas as tradições que veiculam esta mensagem, tenham  longa vida.<br />
Que todos estejam a salvo de gerar pensamentos negativos, o obstáculo mais destrutivo.<br />
Que esses pensamentos nunca surjam em nossa mente e que todos os seres estejam livres de pensamentos negativos.&#8221;</p></blockquote>
<p>Outros versos compostos por Trulshik Rinpoche abaixo:</p>
<blockquote><p>“Se você quiser procurar por um guru, busque através da investigação;<br />
Se você quiser seguir o Dharma, medite sobre a impermanência;<br />
Se você quiser praticar o Dharma, pratique a compaixão e a bondade amorosa;<br />
Se você quiser saber qual é a visão pura das emoções,<br />
olhe para os sonhos e para as ilusões!&#8221;</p>
<p>&#8220;Confie no ensino, não na pessoa;<br />
Confie no significado, não nas palavras;<br />
Confie no significado definitivo, e não no provisório;<br />
Confie na sua mente de sabedoria, não em sua mente comum &#8221;.</p>
<p>&#8220;Seja uma luz para si mesmo. Exercite a sua liberação com diligência &#8220;.</p>
<p>&#8220;A forma como as pessoas nos tratam é o karma delas. A forma como reagimos é o nosso.&#8221;</p>
<p><em><a href="http://www.cebb.org.br/mestres/62-diversos/631-ensinamentos-de-trulshik-rinpoche-em-portugal-2001" target="_blank">Leia o resumo dos ensinamentos de Trulshik Rinpoche em 2001, em Portugal.</a></em></p></blockquote>
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		<item>
		<title>Retiro Fechado &#8211; A Vida como um Templo</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/retiro-fechado-a-vida-como-um-templo/</link>
		<comments>http://bodisatva.com.br/retiro-fechado-a-vida-como-um-templo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 22:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carmen Navas Zamora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[A sanga do Rio de Janeiro realizou seu primeiro retiro fechado de fim de semana, à semelhança dos que acontecem no Caminho do Meio, em Viamão, com os praticantes meditando, fazendo refeições e dormindo sempre no mesmo espaço. Por algum tempo pré-estabelecido, tentamos estar conscientes de que a vida cotidiana é como um templo e tudo que se faz é prática: conviver, falar, comer, sentar.
Como frequentei o grupo do Rio, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-2187" href="http://bodisatva.com.br/retiro-fechado-a-vida-como-um-templo/araras-petropolis-rj/"><img class="alignnone size-full wp-image-2187" title="Araras Petrópolis RJ" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Araras-Petrópolis-RJ.jpg" alt="Local do retiro" width="588" height="275" /></a>A sanga do Rio de Janeiro realizou seu primeiro retiro fechado de fim de semana, à semelhança dos que acontecem no Caminho do Meio, em Viamão, com os praticantes meditando, fazendo refeições e dormindo sempre no mesmo espaço. Por algum tempo pré-estabelecido, tentamos estar conscientes de que a vida cotidiana é como um templo e tudo que se faz é prática: conviver, falar, comer, sentar.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Como frequentei o grupo do Rio, foi especialmente comovente acompanhar esse movimento.</strong></p>
<p style="text-align: left;">Com a motivação de compartilhar, busquei relatos de praticantes que estiveram lá. Ler e ouvir histórias de praticantes é como encontrar pérolas sem ter que mergulhar no fundo do mar. Basta a boa e velha coemergência. Surge o ouvinte e as palavras brotam, maravilhosas como as da <strong><em>Denise Costa</em></strong>, que assim descreveu a experiência:</p>
<p>&#8220;Esse retiro foi muito especial para mim, depois de um longo tempo com dificuldade de praticar, surgiu essa oportunidade de meditar com a sanga dessa forma tão auspiciosa.</p>
<p style="text-align: left;">Eu tive muito medo de não conseguir sustentar tantas horas de meditação em silêncio e ainda mais dentro de um mesmo espaço o tempo todo. Qual não foi a minha surpresa! Na verdade essas condições ajudam e muito que você não se disperse, que esteja mais inteira e imersa na prática.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Claro que me deparei com os meus obstáculos internos, mas mesmo quando a mente ficava mais agitada, era bom não precisar explicar, trocar, ligar ou mesmo sorrir para ninguém e dava para sentir a força da sanga pela energia de sustentação de todos que estavam ali nas mesmas condições que eu</strong>. Não digo que não haja dificuldades mas elas estão com a gente o tempo todo, nesta situação você se depara com o que já existe, não há nada para fazer a não ser sentar e meditar. Ufa! Isso sim é liberdade&#8221;!</p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Florenza Monjardim</strong></em> contou como a energia do retiro começou a tomar forma e foi ganhando espaço em sua vida, mesmo com a agitação do dia-a-dia, o movimento sem fim das nossas identidades.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Engraçado como nomes mexem com a nossa energia.  Neste caso, a escolha em participar do meu primeiro &#8220;retiro fechado&#8221; provocou, na minha imaginação, uma alegre possibilidade de ficar junto a sanga, em meditação, por um final de semana inteirinho. <strong>Unidos pelo Darma, pode haver algo mais precioso?</strong> Encantada, meti-me no carro dos amigos rumo à ACM com a certeza de que naquela sexta, era esse exatamente o lugar que eu gostaria de estar.  Que bom, estou no presente! (coisa rara)&#8230; Encontrei tudo preparadinho, colchões pelo chão do nosso &#8220;templo&#8221;, com travesseiros, cobertores, meus amigos queridos da sanga.  Dormi tranquila, sentindo-me acolhida por inteiro&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Outra querida amiga, <strong><em>Isabel Poncio</em></strong>, mandou um relato com muitos pontos de exclamação, como vocês verão abaixo. Entusiasmo de praticante, coisa bonita de se ler.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Na sexta-feira à noite, a motivação estava alta, sustentada também pela palestra do Lama Samten que tinha acontecido na véspera. <strong>As condições formais do retiro (dormir todo mundo na mesma sala, manter o silêncio durante todo o retiro) não se constituiram em obstáculo; pelo contrário, penso que a motivação positiva e a energia da sanga me proporcionaram uma boa noite de sono e ficar em silêncio trouxe-me a certeza de que falamos MUITAS coisas desnecessárias&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: left;">No sábado à tarde, um pouco de ansiedade, estômago pesado pelo almoço e muito sono e dores no corpo: uma luta! Desânimo, pensamentos de impossibilidade de seguir no caminho, pequenas irritações &#8211; totalmente desnecessárias &#8211; vontade de voltar para casa&#8230; No final da tarde, a prática do exercício físico oferecido &#8211; muito bom &#8211; trouxe um pouco da energia de volta. Jantar leve, puja, muito cansaço; abri mão da meditação da noite e fui dormir.</p>
<p style="text-align: left;">Domingo, 4h30m da madrugada &#8211; olho aberto, energia alta, motivação plena! Meditação, puja, café da manhã &#8211; shamata pura na varanda! Prática formal até 12h, sentada na cadeira. Nenhuma dor &#8211; que bom!!!</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Final da prática &#8211; vontade sincera de que o retiro pudesse durar mais uns dias&#8221;!!!</strong></p>
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		<title>Conselho precioso de Alan Wallace</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 07:31:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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Link YouTube
No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.
O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor contextualização para a prática da meditação que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="365" src="http://www.youtube.com/v/vHjyMq6eZB8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vHjyMq6eZB8" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p>No fim do retiro de 9 dias de shamata no CEBB Caminho do Meio (janeiro de 2011), pedimos que Alan Wallace desse um breve conselho a quem deseja superar aflições, mas que não necessariamente tem conexão com o budismo.</p>
<p>O resultado é um vídeo precioso que serve como a melhor <strong>contextualização para a prática da meditação</strong> que eu já vi. Mais ainda, é uma excelente resposta para aos que nos perguntam: &#8220;Mas e esse lance de budismo, como é isso?&#8221;.</p>
<p>A Inez, a Jeanne e a Teresa conseguiram o horário (tinhamos 10 minutos apenas). O Fábio Rodrigues (coordenador do CEBB Joinville) filmou. Eu fiz a pergunta e fiquei ali, prestando atenção. Depois traduzimos e o Fábio Valgas, de Curitiba, editou o vídeo. Deixo meus agradecimentos a todos, começando pelo Alan Wallace, claro.</p>
<p>A pergunta foi mais ou menos a seguinte:</p>
<blockquote><p>&#8220;Existem muitos brasileiros interessados na prática da meditação, mas que não têm conexão com o budismo. E outras pessoas que não veem sentido em meditar ou se engajar em alguma prática espiritual. O que o professor tem a dizer para elas?&#8221;</p></blockquote>
<p>Além dessa pergunta, eu fiz outra, pedindo que ele desse um conselho para aqueles praticantes que já possuem todas as condições favoráveis (professor, ensinamentos recebidos, instruções de prática, tempo, saúde, energia, comunidade) e não usufruem, não aproveitam, não praticam. O vídeo será publicado em breve.</p>
<p>Depois de 9 dias de ensinamentos precisos (<a href="http://cebbsp1.webstorelw.com.br/products/alan-wallace-2011-cd-mp3" target="_blank">o áudio na íntegra está aqui</a>), eu confesso que esperava uma resposta mais Wikipedia, mais previsível, mais entrevista para o <em>Fantástico</em>. Fiquei completamente atordoado em receber 2 respostas com a essência do budismo em apenas 10 minutos.</p>
<p>Desejo que cada um de nós possamos ver, rever e lembrar desse vídeo, além de outros ensinamentos, para tomar vergonha na cara e experimentar, treinar, cultivar, colocar em prática um pouco dessa sabedoria em toda a nossa vida, em todas as nossas relações.</p>
<div id="attachment_2009" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><img class="size-large wp-image-2009" title="dalailama-alanwallace" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/dalailama-alanwallace-589x392.jpg" alt="" width="589" height="392" /><p class="wp-caption-text">Alan Wallace foi aluno e tradutor de Sua Santidade o Dalai Lama</p></div>
<h3>Transcrição da fala de Alan Wallace</h3>
<p><em>&#8220;Todos nós queremos encontrar felicidade. Queremos ter menos frustrações, insatisfações, problemas no coração e na mente. Todos nós queremos isso. Cada um de nós deseja paz, menos ansiedade, uma felicidade maior. Todos nós queremos isso.</em></p>
<p><em>De forma geral, muitos de nós, na maior parte do tempo, estamos sempre olhando para fora, pensando: &#8220;Alguém vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum trabalho vai me fazer feliz&#8221;, &#8220;Algum lugar vai me fazer feliz,&#8221; &#8220;Alguma posse vai me fazer feliz&#8221;. Mas na medida que crescemos e amadurecemos, vemos que nada daquilo é verdade. Ninguém lá fora pode nos fazer felizes de verdade. Nenhuma aquisição, nenhum emprego&#8230;</em></p>
<p><em>É óbvio. E quanto mais cuidadosamente nós olhamos, mais óbvio se torna. Se realmente queremos ser felizes, encontrar contentamento, liberação da ansiedade e assim por diante… realmente só há uma maneira. Você não tem que ser religioso, não tem que ser espiritual. Você tem que ser realista!</em></p>
<p><em>E isso é reconhecer que a única forma de você realmente encontrar satisfação, um maior sentido na vida, maior felicidade na vida, realização, é cultivando seu próprio coração e mente. Isso é apenas realista. Você não tem que acreditar em nada. É apenas bom senso.</em></p>
<p><em>Agora, nós podemos perguntar, antes de tudo: será que há maneiras com as quais estamos nos comportando (com nosso corpo, com nossa fala, mesmo com nossa mente) que estão prejudicando aos outros desnecessariamente?</em></p>
<p><em>Às vezes crianças tem que ser disciplinadas, talvez. Elas não gostam, mas estamos fazendo isso apenas pelo seu bem. Então, às vezes é assim. Mas, estamos nós prejudicando alguém, de alguma forma que não está sendo útil, mas apenas prejudicando?</em></p>
<p><em>Quando nós reconhecemos isso, vemos que causa dano para outras pessoas, mas também causa sofrimento a nós mesmos. Sempre. Então a primeira coisa é: realmente viver uma vida suave, sem causar danos. É o mais importante. Assim você não prejudica a si mesmo e não prejudica aos outros. Pelo menos isso!</em></p>
<p><em>E então se você quer realmente começar a cultivar as causas verdadeiras da felicidade, uma maior liberdade do sofrimento, da ansiedade, do medo, da aflição, então, é pra isso que serve a meditação.</em></p>
<p><em>Meditação, em sânscrito, é &#8220;bhavana&#8221;. E &#8220;bhavana&#8221; significa cultivar, como um agricultor cultiva o campo. Ele não sai, simplesmente, e pega alguma comida aqui e lá, mas ele realmente se dedica ao solo, ele o lavra, o fertiliza, irriga, planta a semente, ele cuida, tira as ervas daninhas e então faz a colheita.</em></p>
<p><em>Então, em vez de sair por aí tentando achar alguma felicidade externa, nós a cultivamos com nossos próprios corações e mentes. E meditação é uma forma de fazer isso. Há muitas maneiras para meditar. Para muitas pessoas que estão começando, um tipo de meditação chamado shamata é muito útil.</em></p>
<p><em>O essencial dela, antes de tudo, é aprender como relaxar, aprender como relaxar o corpo muito profundamente. Sem tensão, sem estresse, sem contração. Saber como relaxar a respiração, respirar sem esforço. E aprender como deixar a mente relaxada. Então, primeiro de tudo, aprender como relaxar.</em></p>
<p><em>E então, gradualmente, por meio da meditação, cultivar uma calma interna, uma serenidade interna, quietude interna, uma presença. De forma que não estamos sempre distraídos, inquietos, agitados, excitados, mas realmente temos alguma paz mental. Isso pode ser cultivado por meio da meditação. E então, gradualmente, com base em relaxamento e estabilidade, podemos desenvolver clareza e vivacidade.</em></p>
<p><em>Portanto, com essas três qualidades, através da meditação, da atenção plena sobre a respiração e outros métodos, nós podemos ter maior presença, maior paz mental. E também quando estamos nos relacionando com outras pessoas. Porque as nossas mentes, internamente, estão quietas. Então nós podemos realmente focar nos outros com muito mais proximidade. E não ficar sempre sendo pegos pelos nossos próprios pensamentos, esperanças, medos, mas realmente focar nas necessidades dos outros.</em></p>
<p><em>Dessa forma, naturalmente, quando começamos a expandir nossas mentes e corações para focar outras pessoas, outros seres sencientes, nós também encontramos felicidade, uma felicidade maior.</em></p>
<p><em>Porque nossas mentes e corações se ampliam há maior paz e maior felicidade.&#8221;</em></p>
<p>–<a href="http://alanwallace.org" target="_blank"><strong>Alan Wallace</strong></a></p>
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		<title>Histórias da minha prática budista de visão, meditação e ação (2)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 21:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Ernesto de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
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Como comentei antes, minha prática começou pela ação, pelo uso da liberdade de escolher como agir, no nível de corpo. Foi uma descoberta a posteriori, pois de modo geral não me estava clara essa liberdade. Na verdade, quando me propus a ficar atento a cada relação, ao longo do dia, para não agir da forma impulsiva costumeira, dando espaço para a impaciência, estava apenas exercitando as etapas de resolver e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/03/cebbdarmata12.jpg" alt="" width="588" height="293" /></p>
<p><a href="http://bodisatva.com.br/pratica-budista-meditacao/" target="_blank">Como comentei antes</a>, minha prática começou pela ação, pelo uso da liberdade de escolher como agir, no nível de corpo. Foi uma descoberta <em>a posteriori</em>, pois de modo geral não me estava clara essa liberdade. Na verdade, quando me propus a ficar atento a cada relação, ao longo do dia, para não agir da forma impulsiva costumeira, dando espaço para a impaciência, estava apenas exercitando as etapas de <strong>resolver e controlar</strong>, como uma disciplina que estava me auto impondo. Já havia percebido o sofrimento recorrente de responder com impaciência a percepções acerca das situações e do outro. Começava a verdadeira renúncia, a renúncia ao sofrimento.</p>
<p>Uma única inspiração antes de responder, e a mente já pode fazer escolhas menos sofridas, dando tempo para que a percepção fique mais ampla, menos sujeita a erros. É quase como convidar uma linda mulher para dançar, achando o ritmo e a fluidez dos passos, atento aos movimentos dela. Olhando o outro nos termos dele, não nos meus, como diz nosso mestre.</p>
<p>É interessante ver, mas apenas agora, em perspectiva, que eu já estava meditando ao longo do dia, mesmo sem uma prática formal mais estabilizada, e mesmo sem uma visão de sabedoria e compaixão mais clara. Já estava praticando a liberdade de escolha, ainda no nível mais grosseiro da resposta corporal, mas já ativando sentimentos mais positivos em relação ao outro, escolhendo o que sentir, e já escolhendo o que pensar, mas ainda sem saber disso claramente, pois estava operando com base em disciplina imposta. E também não tinha ainda percebido que as percepções que temos de imediato sobre pessoas e situações podem estar fortemente incorretas, e que o tempo de resposta um pouco retardado pode aumentar muito a chance de acerto.</p>
<p>Comecei com os Budas mais presentes em meu dia a dia: alunos, colegas de trabalho, minha mulher e meus filhos. Com um menor número de julgamentos e ações equivocadas, e um certo cuidado, pensando: a pessoa não <em>é</em> assim, ela <em>está</em> assim, pode estar aflita e, em vez de críticas (veladas ou abertas), pode estar precisando de ajuda.</p>
<p>Fui percebendo a atitude de todos e a capacidade de cada um deles mudar, em relação ao que estava acostumado a ver, de uma forma que eu posso descrever como um serenamento nas relações, quase um prazer de estar juntos. A construção positiva do outro, dar nascimento positivo, como diz o mestre, e verificar que podemos escolher o mundo onde vamos viver, pois nossas respostas ajudam a construí-lo.</p>
<p>Um milagre, para quem sempre foi fortemente aversivo, sem perceber que era aversivo. A aversão ainda está presente, mas muito mais branda e cada vez mais clara em minha mente, o que me dá chance de ir erradicando este carma causador de intensos sofrimentos.</p>
<p>A meditação formal e a visão de sabedoria, e principalmente de compaixão, ainda estavam longe, mas uma certa fé já havia se instalado, não uma fé de fora para dentro, mas aquela que vem de sentir que um caminho valioso foi achado, e de que <strong>não haveria retorno aos modos sempre inconscientes e automáticos de agir</strong>. </p>
<p>Volto em breve ao assunto.</p>
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		<title>Diferenças</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/diferencas/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 21:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ralph Antunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
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Por que tenho e temos opinião formada sobre tantas coisas? Por que somos Flamengo ou Fluminense, PT ou PSDB, gostamos ou não de pagode, rock, música clássica, mulheres louras e magras ou morenas bem fornidas, ou não gostamos de mulher? As preferências pessoais são livres, e é saudável que existam diferenças. Que seria das louras magras se todos preferissem as morenas roliças? Tenho tentado pensar de forma desapaixonada nessas questões. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a rel="attachment wp-att-1776" href="http://bodisatva.com.br/diferencas/torcidapodearroz2/"><img class="alignnone size-full wp-image-1776" title="torcidapódearroz2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/torcidapódearroz2.jpg" alt="" width="587" height="275" /></a></p>
<p>Por que tenho e temos opinião formada sobre tantas coisas? Por que somos Flamengo ou Fluminense, PT ou PSDB, gostamos ou não de pagode, rock, música clássica, mulheres louras e magras ou morenas bem fornidas, ou não gostamos de mulher? As preferências pessoais são livres, e é saudável que existam diferenças. Que seria das louras magras se todos preferissem as morenas roliças? Tenho tentado pensar de forma desapaixonada nessas questões. Torço pelo Fluminense, certamente não porque seja o melhor time, mas porque meu avô era Fluminense, e, por causa do meu avô, meu pai também era Fluminense. Se não fossem, eu poderia ser Flamengo ou Vasco. Se torcer por um time fosse algo racional eu hoje torceria para o São Paulo, talvez. Ser homo ou heterossexual, gostar de praia ou montanha, ser extrovertido ou calado é tudo questão de carma. <strong>A grande maioria de nossas escolhas é irracional e automática, conseqüência de muitas vidas, nossas ou de outros.<br />
</strong> <br />
Em assuntos sem maiores conseqüências, como futebol, pouca diferença faz que escolhas fazemos, embora existam muitos que vêem o futebol como assunto seriíssimo, a ponto de provocar ódios e mortes. No Maracanã, quando o Fluminense faz um gol, pulo e comemoro, mas não consigo mais deixar de olhar a torcida adversária calada e triste. Inversamente, quando levamos um gol e a torcida adversária comemora, penso que toda aquela gente também merece alegria. Da perspectiva de alguém lá do alto, de Google Earth, como diz minha amiga Karla, talvez fosse mais justo a torcida do Flamengo, mais numerosa, comemorar. Embora continue gostando muito de futebol, torcer nunca mais será o mesmo para mim.<br />
 <br />
Perigoso é quando pensamos que nossas escolhas são as únicas certas e passamos a hostilizar quem é diferente, pensa diferente ou apenas nasceu em um lugar diferente. <strong>Somos iguais em um aspecto fundamental, o desejo de sermos felizes, e, mais que isso, o direito à felicidade.</strong> O traficante pensa que sua atividade é um atalho para a felicidade. Que a polícia ou quadrilha adversária querem bloquear seu caminho até lá, justificando assassinatos. Quando alguém resiste a entregar seu carro ou sua bolsa a um ladrão, está perigosamente resistindo a entregar o que, para ele, parece ser a passagem para a felicidade. Da mesma forma, a vítima do assalto não quer que alguém leve embora a felicidade armazenada na bolsa ou no valor do carro. O corrupto quer alcançar uma casa na praia, um carrão, belas mulheres, sensação de poder, alguns milhões em um paraíso fiscal, qualquer coisa que abafe a angústia de se sentir miserável e infeliz a cada manhã. O argentino que quer ser campeão mundial, o colega de trabalho que disputa conosco uma promoção, o motorista do outro carro que disputa conosco uma vaga no shopping lotado, o chefe que parece nos exigir mais do que podemos ou queremos dar, todos tentam fugir da infelicidade.<br />
 <br />
<strong>Porém, qualquer idéia de sucesso que passe pela dor alheia é ilusória.</strong> Se buscássemos matar a sede de felicidade na fonte correta, se víssemos com clareza e caminhássemos na direção correta, caminharíamos todos na mesma direção, cada um a seu modo, e não haveria disputas. Quando alguém ergue a cabeça acima da manada, do ponto de vista do Google Earth ou mais alto ainda, e vê além da ignorância, não há mais separação. Nada que antes dividia faz mais sentido. <strong>Só faz sentido o que é bom para o todo.<br />
</strong> <br />
Seria bom se, cada vez que eu encontrasse resistência ou ouvisse uma opinião diferente da minha, eu pensasse nisso. Creio que a bússola está dentro de nós, indicando o Norte. <strong>No silêncio podemos ouvir a parte de nós que é anterior à ignorância, que escuta além do ruído, e vê além dos obstáculos.</strong></p>
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		<title>O Budismo e os Jovens</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 00:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Duda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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Me lembro de ter contato tido contato formal com o Budismo em um período muito difícil da minha vida. Na época, sobre forte medicação para tentar controlar um diagnóstico de crise do pânico, muito embora ja tivesse lido alguns livros sobre o assunto, o contato com um mestre budista foi a prova da certeza que eu carregava que me falava que, por traz da grande confusão que desequilibrava a minha ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1302" href="http://bodisatva.com.br/o-budismo-e-os-jovens/criancascebb2/"><img class="alignnone size-full wp-image-1302" title="criançascebb2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2010/07/criançascebb2.jpg" alt="" width="588" height="276" /></a></p>
<p>Me lembro de ter contato tido contato formal com o Budismo em um período muito difícil da minha vida. Na época, sobre forte medicação para tentar controlar um diagnóstico de crise do pânico, muito embora ja tivesse lido alguns livros sobre o assunto, o contato com um mestre budista foi a prova da certeza que eu carregava que me falava que, <strong>por traz da grande confusão que desequilibrava a minha mente naquele momento, existia em algum lugar dentro de mim uma forma de encontrar a paz, e que essa paz era perfeita, mais além da origem daquele desiquilíbrio todo.</strong></p>
<p>Para meu alívio, descobri que dentro da tradição Budista existia toda uma estrutura de ensinamentos que ensinava como descobrir essa paz, compreende-la, estabilizá-la e muito mais! Foi assim que comecei a meditar aqui no <a href="http://www.cebb.org.br/pr/curitiba" target="_blank">CEBB Curitiba</a>. Cerca de um ano depois já havia largado toda a medicação e nunca mais tive nenhuma crise de pânico. Na época tinha 18 anos.</p>
<p>Hoje, com 25, ainda frequento as praticas do CEBB Curitiba e as palestras e retiros do Lama Padma Samten e de demais mestres, e sigo levando uma vida de práticas bem bacana. Porém algo que sempre me chamou a atenção desde o início foi o fato de geralmente não encontrar muitos jovens nestes ambientes. Mais além de preconceitos ou divisões, falo de jovens como aquele pessoal que, chegando aos vinte saindo dos trinta ou mais, não se sente nem criança e nem adulto. Não que para mim isso tenha sido um obstáculo, mas sempre achei intrigante essa ausência. Onde está esse pessoal? Como eles estão, estão bem? Quem são e porque são poucos?</p>
<p><strong>Se entrar em contato com os ensinamentos já é algo considerado precioso, o que dizer dos que se interessam pelo Budismo cedo na vida.</strong> No sentido de tentar auxiliar no processo de acolhimento desse pessoal tão especial criamos no CEBB Curitiba o que estamos chamando de &#8220;Sanga Jovem&#8221; ou &#8220;CEBB Jovem&#8221;. Através da exibição de filmes, realização de debates e estudos de ensinamentos voltados a circunstância dos jovens estamos buscando, além de criar um espaço de convívio e socialização para esse pessoal, <strong>entender quem é o jovem atual e qual linguagem mais apropriada para entrar nesse mundo.</strong></p>
<p>Recentemente o Lama Padma Samten nos sinalizou que estaria disposto a gerar ensinamentos específicos para os jovens e nos inspirou a conversarmos com as demais sangas do CEBB pelo Brasil no sentido de reunir as características, opiniões, dificuldades dos jovens praticantes e interessados para que posteriomente possam surgir materiais &#8211; DVDs, Livros, Palestras etc &#8211; com conteúdo voltado diretamente para estas circunstâncias.</p>
<p>Há todo um mundo de experiências exclusivas a essa época da vida tais como estudos, vestibular, faculdade, escolha de um trabalho, relacionamentos, sexualidade, família, drogas, maternidade na juventude, independência etc., sem falar de todas as circuntânscias que surgiram recentemente com o avanço das tecnologias da informação que estão moldando uma geração toda particular em comportamento e visão de mundo, bem como inédita em suas dificuldades e obstáculos.</p>
<p>Pensamos em publicar alguma nota aqui no blog, porque enfim, ele já é uma expressão bem bacana dessa abordagem e, aproveitando sua interatividade, pensamos que talvez fosse um espaço legal para ouvir um pouco da experiência dos praticantes das outras sangas do CEBB pelo Brasil.</p>
<p>Alguém por ai!? ﻿</p>
<blockquote><p>Foto: Crianças do <a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao/408-grupo-de-estudo-para-criancas-de-7-a-12-anos-no-caminho-do-meio" target="_blank">Grupo de estudo &#8220;Sanguinha&#8221;</a> no CEBB Caminho do Meio em Viamão-RS. Ao fundo o Templo Caminho do Meio.</p></blockquote>
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		<title>Respostas com Sabedoria e Compaixão</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 13:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Ernesto de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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<p>Alguém já disse que não controlamos o mundo, mas que podemos controlar nossa resposta. Quanto à primeira parte desta frase, imagino que não leve muito tempo e esforço para entender que nosso controle do mundo é realmente limitado, embora em nosso dia a dia possamos operar crendo que este controle é amplo e possível, sempre. Se pudéssemos olhar esta questão com cuidado, talvez nos déssemos conta da exata e precisa maneira em que este controle, de modo geral muito limitado, é possível, e abriríamos mão de tentar controlar além deste ponto, evitando sofrimento a nós e ao outro. Poderiamos quem sabe levar a vida de maneira mais leve, sem dar tanta solidez às situações do dia a dia, entendendo-as como de fato são, efêmeras como fumaça e sonhos, insubstanciais. Quem sabe pudéssemos aprender a rir um pouco de nós mesmos, do ridículo a que não raro nos expomos, da perda de dignidade que não raro nos impomos.</p>
<p>Na segunda parte da frase, a situação não é muito diferente. Embora à primeira vista nossa resposta seja um ato soberano e livre, temos respostas mais ou menos programadas, verdadeiros padrões cristalizados, difíceis de mudar, verdadeiras prisões sem grades; além disso, nós as usamos de modo geral inconscientemente, impensadamente, sem dar tempo para refletir como o gesto ou a palavra podem causar danos a nós e ao outro. Pode ser que, aqui também, um olhar cuidadoso começasse a nos dar um pouco mais de precisão acerca do que é possível fazer para evitar sofrimento desnecessário, retardando respostas, descobrindo que sempre há alternativas, para fazermos melhores escolhas.</p>
<p>Esse olhar cuidadoso deveria ser parte de um verdadeiro currículo, em casa, na escola, na igreja. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_James" target="_blank">William James</a> diz que isto seria a educação por excelência. Poderíamos chamá-lo de &#8220;a arte da atenção plena&#8221;, ou de como transformar sua vida em uma obra de arte, mais leve, serena e amorosa.</p>
<p>É um olhar atento, introspectivo, que pode ser aprendido e treinado para, quem sabe pela primeira vez, olharmos para dentro, e entender que o mundo em que vamos viver, a cada segundo, está também determinado por nossa visão de mundo, não raro equivocada, e por nossas respostas.</p>
<p>Basta alguma fé, um pouco de esforço, um mínimo de disciplina, um amigo cuidadoso para nos ajudar nos primeiros passos, e pode ocorrer que, mesmo nas técnicas mais introdutórias de meditação, alguns resultados possam ser colhidos, e dar início a um ciclo virtuoso, que mesmo com altos e baixos, acaba por se instalar definitivamente. Com a mente sob algum controle, podemos nos familiarizar cada vez mais com nossos automatismos danosos e com nossas visões distorcidas. Aprendemos que temos uma tremenda liberdade para escolher o que vamos fazer, o que vamos sentir e o que vamos pensar. Se juntarmos a isso um pouco de cuidado com o outro, uma certa clareza de que nossos sofrimentos são universais, nossa natureza mais essencial será acessada, o humano mais sublime será desobstruído. E certamente brotará. Como diz o Lama Samten, a lucidez se manifestará como um destemor, uma não aflição.</p>
<p>Carlos Ernesto de Oliveira</p>
<p><em><a href="http://www.cebb.org.br/rs/viamao/463-retiro-de-meditacao-shamatha-com-alan-wallace" target="_blank">Alan Wallace no CEBB Caminho do Meio, de 21 a 29 de janeiro de 2011. Retiro de Meditação Shamatha. Saiba mais&#8230;</a></em></p>
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