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	<title>Bodisatva &#187; Visão</title>
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		<title>A  Paz é o Nosso Estado Original</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 15:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mestre budista Dzigar Kongtrul Rinpoche esteve em Salvador em novembro último e concedeu entrevista à Cássia Candra da Revista Muito, do Grupo a Tarde.
Abre aspas com Dzigar Kongtrül Rinpoche
A Paz é o Nosso Estado Original
Texto Cássia Candra
Na casa de frente para o mar, exatamente onde o vento &#8220;faz a curva&#8221;, na Pedra da Sereia, uma escada em espiral leva ao terraço, três pisos acima. Lá, medita Dzigar Kongtrül Rinpoche. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2731" rel="attachment wp-att-2731"><img class="alignleft size-full wp-image-2731" title="Dzigar Kongtrul Rinpoche" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/dzigarkongtrul.jpg" alt="" width="589" height="275" /></a>O mestre budista <a href="http://padmasambhavapureland.com/dzigar.php" target="_blank">Dzigar Kongtrul Rinpoche</a> esteve em Salvador em novembro último e concedeu entrevista à Cássia Candra da <a href="http://revistamuito.atarde.com.br" target="_blank">Revista Muito</a>, do Grupo a Tarde.</p>
<p>Abre aspas com Dzigar Kongtrül Rinpoche</p>
<p><strong>A Paz é o Nosso Estado Original</strong></p>
<p>Texto Cássia Candra</p>
<p>Na casa de frente para o mar, exatamente onde o vento &#8220;faz a curva&#8221;, na Pedra da Sereia, uma escada em espiral leva ao terraço, três pisos acima. Lá, medita Dzigar Kongtrül Rinpoche. No lugar, perfeito para o Jal Samadhi (prática de flutuar na água durante a meditação), indiano de 47 anos, fundou o Centro Budista Tibetano <a href="http://gunanorling.blogspot.com/" target="_blank">Guna Norling</a>. Da linhagem Nyingma, é o único na América Latina sob sua orientação. Desde 2003, veio à Bahia três vezes e, na última, há pouco mais de 15 dias, iniciou, com estudos do texto clássico Carta a Um Amigo, de Nagarjuna, um novo projeto: a implantação de um Shedra, curso superior de aprofundamento nos ensinamentos do Buda. Nascido em Manali, no Himalaia, e desde 1989 estabelecido nos Estados Unidos, Kongtrül Rinpoche se dedica à pintura e é autor de vários livros. Durante cinco anos ensinou filosofia budista na Universidade de Naropa, no Colorado, e fundou a organização Mangala Sri Bhuti. Estuda a raiz do budismo desde menino, quando foi reconhecido como encarnação de Jamgon Kongtrül Lodro Thaye, mestre tibetano do século 19, e teve como professor o grande iogue erudito Khenpo Rinchen.</p>
<p><strong>Como os principais ensinamentos de Nagarjuna podem ser aplicados em nossa vida prática?</strong></p>
<p>Basicamente, esses ensinamentos de Nagarjuna são correspondências a um amigo muito querido, que é um rei. Pelo fato de serem dados a um rei, os ensinamentos são dados a pessoas não-monásticas. Então, são conselhos de como devemos prosseguir numa vida espiritual, mesmo sem sermos monásticos, mas dentro de um contexto familiar.</p>
<p><strong>Sua Santidade, o Dalai Lama, costuma dizer que ninguém precisa ser religioso para praticar a compaixão.</strong></p>
<p>Com certeza, não. É uma questão de opção, das opções que fazemos. E também da predisposição que trazemos de uma vida anterior. Depende das condições, da fé e das escolhas que fazemos. Mas é muito indicativo para as pessoas que têm uma prática espiritual na vida se autorrefletir. Para tentar compreender quem somos como seres humanos. Ter respeito e interesse pelas pessoas; ter compaixão, tolerância e bom coração, são virtudes básicas para o desenvolvimento de cada um de nós.</p>
<p>Mas, no mundo, não vemos muita compaixão; não vemos pessoas se colocando no lugar das outras. <strong>A maioria pratica pouco ou não pratica essas virtudes. O que nos falta para alcançar este desenvolvimento? Qual a visão que o senhor tem da humanidade do século 21?</strong></p>
<p><strong>O Buda disse que, se treinarmos a mente, ela se torna mais aberta; mas, se não for treinada, fica enrijecida.</strong> A ciência e a tecnologia deste século – e as necessidades que fizeram com que estas ciências se desenvolvessem – alcançaram um avanço enorme, mas não podemos ignorar nossos hábitos de ganância. Então, há uma necessidade de dispersar esse pensamento egoísta, essa tendência a pensar só em si mesmo, em consumir, em se divertir, para passar a pensar em coisas que alimentam a nossa autointrospecção e o nosso autoconhecimento.</p>
<p><strong>Diria que as pessoas estão perdidas?</strong></p>
<p>Não completamente. Mas, até a humanidade se conscientizar da necessidade de se autorrefletir, o impacto social – os ricos se tornando cada vez mais ricos e os pobres mais pobres – e o impacto ambiental que causamos continuarão tendo efeito. Contudo, a bondade básica que temos como seres humanos irá corrigir esses defeitos.</p>
<p><strong>Que exemplo o senhor daria de “bondade básica”?</strong></p>
<p>O Movimento de Ocupação que está ocorrendo nos Estados Unidos agora. É um movimento enorme, que leva muitos jovens, em sua maioria, a ocupar Wall Street e as maiores cidades do país com o objetivo de protestar contra a desigualdade (lá, a classe média está sendo esmagada pelo 1% da população que tem poder financeiro e de governo). Então, é uma ocupação pacífica, ninguém agride ninguém, mas não deixa de se colocar, de afirmar que tem consciência do que está errado. Esse movimento é um exemplo de que haverá uma correção e é preciso que haja essa correção. A bondade fundamental irá fazer com que a humanidade se dirija a autorreflexão.</p>
<p><strong>Essa é uma das propostas do budismo, incentivar essa atitude?</strong></p>
<p>Que atitude?</p>
<p><strong>Cultivar o que há de bom dentro de nós.</strong></p>
<p>O Buda diz que, com a Lei do Carma, que afirma que tudo o que uma semente possa trazer de efeitos positivos, quando for plantada, assim o fará; mas, se essa semente for negativa, os efeitos serão igualmente negativos. Esses efeitos se referem tanto ao indivíduo como para a comunidade. Então, o indivíduo tem que ter uma atitude positiva, cultivar tolerância e bondade, e dessa maneira adquirir um bem-estar pessoal e impactar a comunidade.</p>
<p><strong>Então, é uma questão de atitude?</strong></p>
<p>De ter atitude e determinação para cultivar e manter esses hábitos.</p>
<p><strong>Muitas filosofias espiritualistas dizem que a paz é nosso estado original. O senhor concorda?</strong></p>
<p>Sim, na verdade a paz é nosso estado original. Porque, se não fosse assim, a iluminação teria que ser criada. Mas ela não é criada, é descoberta. Então, a confusão é como as nuvens no céu e a paz, como o céu limpo.</p>
<p><strong>E por que há tanta violência no mundo?</strong></p>
<p>Acho que violência e ambição andam juntas. E essa ambição se sustenta na crença da existência de si mesmo. Então, a pessoa tem que se proteger. Todos nós temos um ego e todos nós temos que proteger esse ego, mas isso vai além dessa intenção de trocar de lugar com o outro, de nos colocar no lugar do outro. A violência surge disso, da ambição e dessa mentalidade mesquinha.</p>
<p><strong>Surge de um estado mental confuso? Essas pessoas estão confusas, não?</strong></p>
<p>Sim, estão. Mas isso não significa que as nossas intenções não podem ser mudadas; não significa que essa confusão é intrínseca.</p>
<p>Não estaríamos confusos sobre o conceito de felicidade, por exemplo? Todos queremos ser felizes, mas, ao buscar a felicidade, somos capazes de praticar boas ações, mas também de roubar e matar. Lembro de um bandido carioca que contou que entrou no mundo do crime porque sonhava com sua geladeira abarrotada de iogurte.</p>
<p>Sim, entendo o que você quer dizer. Em vez de sermos felizes, não conseguimos dar um suporte às causas e condições que criam essa felicidade. Fazemos o contrário, ao aplicar causas e condições que nos levam ao oposto disso. A intenção não tem o impacto da ação. O que causa sofrimento é essa confusão, quando a ação e a intenção estão separadas.</p>
<p><strong>Como podemos colocar uma boa intenção na ação?</strong></p>
<p>Em vez de ser feliz sozinho (porque isso de ser feliz sozinho é inato, é básico, é um desejo que temos), com a intenção é possível saber o que fazer para ser feliz: é ser bondoso, tolerante; é entender o carma (causa e efeito) do que fazemos. É assim que podemos ser felizes.</p>
<p><strong>E o que nos leva a relativizar o conceito de felicidade?</strong></p>
<p>Educação, as condições de como somos criados, se temos liberdade de fazer o que queremos, interesse pessoal, motivação, são vários fatores que levam a esse tipo de comportamento. O budismo tenta incentivar isso no indivíduo e na comunidade.</p>
<p><strong>Nos últimos anos, o budismo tem alcançado grandes públicos no Ocidente. A que o senhor atribui esta popularidade?</strong></p>
<p>O budismo é a filosofia que encoraja o raciocínio e a análise. Atualmente temos uma população mais educada no mundo. E o raciocínio lógico tem dado esse crédito ao budismo. Essa capacidade de raciocinar com lógica é o que atrai as pessoas. Elas veem a lógica por trás do budismo.</p>
<p><strong>No Brasil, os livros do Dalai Lama, que figuram na lista dos mais vendidos, também demonstram esta popularidade. Como vê seu afastamento da política?</strong></p>
<p>Sua Santidade, o Dalai Lama, ponderou muito a esse respeito e resolveu que cabe dar um passo como esse devido à sua idade e à situação política do Tibete, com a ocupação da China, para o bem do Tibete como nação e uma futura democracia. É a intenção dele. Mas isso também é um assunto muito sentimental para os tibetanos, que consideram essa decisão como uma grande perda para eles. Por outro lado, Sua Santidade sempre estará presente na vida do povo tibetano, como já esteve em numerosas vidas passadas.</p>
<p><strong>Pode falar da experiência como professor na Universidade de Naropa?</strong></p>
<p>Naropa é uma universidade fundada por um grande mestre budista. Lá tem cursos de graduação e pós-graduação em budismo, dança, psicologia, escrita criativa, entre outros. Ensinei no curso de budismo e servi lá ocupando a Cadeira de Sabedoria. Foi uma grande experiência, muito gratificante. O que ensinei em Naropa intenciono ensinar aqui, no Shedra: textos clássicos escritos por professores indianos budistas, na antiga faculdade Nalanda. Todos eles cursos de filosofia budista clássica.</p>
<p>O senhor esteve aqui em 2003 e fundou este centro e volta agora trazendo o Shedra. Por que escolheu Salvador para trazer um programa de educação?</p>
<p>Porque adoro esta cidade. Venho aqui para fazer retiros e agora também para implantar o Shedra. Eu diria que vou unir o útil ao agradável. Esta é minha oferenda. Se as pessoas estão interessadas, é oportuno. Eu amo a Bahia, e, como este lugar é especial para mim, trouxe o Shedra.</p>
<p><strong>O senhor é um artista que fala da necessidade de educar as pessoas. Nos anos 20, o russo Nicholas Roerich (1874-1947) – também artista e educador, que viveu na região onde o senhor nasceu – dizia que a arte unirá a humanidade. O senhor acha que a arte e a cultura têm poder para nos transformar tão profundamente?</strong></p>
<p>Do meu ponto de vista, arte em geral é a alma de uma cultura. Os artistas são inocentes, eles têm frescor e são revolucionários. Eles enxergam o que é preciso para uma mudança e não têm medo de tomar o próximo passo. Sem a arte, o mundo seria sem graça e chato. Imagine o mundo sem a música, a pintura, a dança&#8230; Isso, em si, fala da importância do artista e da arte no mundo.</p>
<p>Há uma necessidade de dispersar essa tendência a pensar só em si mesmo, em consumir, para passar a pensar em coisas que alimentam nosso autoconhecimento.</p>
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		<title>Mensagem de S.S. o Dalai Lama à Congregação Budista Global</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 21:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. Clique aqui para ler o texto original em inglês.
&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2685" rel="attachment wp-att-2685"><img class="size-full wp-image-2685 alignleft" title="dalailamablog2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/11/dalailamablog2.jpg" alt="Dalai Lama" width="588" height="322" /></a>Sua Santidade o Dalai Lama fez um comunicado à Congregação Budista Global no dia 25 de novembro de 2011, por ocasião do encontro em Nova Delhi, de 27 a 30 de novembro de 2011, publicada no site oficial de Sua Santidade no dia 28 de novembro. Tradução livre de Jeanne Pilli. <a href="http://www.dalailama.com/news/post/767-message-of-his-holiness-the-dalai-lama-to-the-global-buddhist-congregation-new-delhi-november-27---30-2011" target="_blank">Clique aqui para ler o texto original em inglês.</a></p>
<p>&#8220;Em 29 de novembro de 1956, por ocasião do  2.500° aniversário do Parinirvana do Buda, eu tive a oportunidade de encontrar líderes indianos e representantes de diversos países budistas aqui em Nova Delhi. Naquela época, eu fiz um relato detalhado sobre o desenvolvimento histórico do budismo no Tibete e sobre a excepcional relação indo-tibetana. Desde então, o mundo, incluindo Índia e Tibete, bem como as tradições budistas em diferentes países, tem testemunhado muitas mudanças.</p>
<p>Até os últimos 50 anos ou mais, as diversas comunidades do mundo budista tinham apenas uma vaga idéia distante da existência uns dos outros e pouco apreço sobre o quanto elas tinham em comum. Como o ensinamento do Buda criou raízes em diferentes lugares, evoluíram naturalmente certas variações no estilo em que foi mantido e praticado. <strong>De fato, o próprio Buda deu ensinamentos diferentes de acordo com as predisposições de seus discípulos em diferentes momentos.</strong> O que distingue a nossa situação contemporânea é que quase todas as várias tradições budistas que evoluíram em diferentes lugares estão agora acessíveis a qualquer um que esteja interessado. Além do mais, aqueles de nós que estudam e praticam essas várias tradições budistas agora podem se encontrar e aprender uns com os outros.</p>
<p><strong>O Buda Sakiamuni atingiu a iluminação em Bodhgaya há cerca de 2.600 anos, e eu acredito que seus ensinamentos permanecem originais e relevantes até hoje.</strong> Movido por uma preocupação espontânea em ajudar os outros, após sua iluminação, o Buda passou o resto de sua vida como um monge sem moradia, compartilhando sua experiência com aqueles que desejassem ouvir. Suas visões sobre a originação interdependente e sua recomendação de não causar mal a ninguém, mas ajudar a quem for possível, enfatizam a prática da não-violência. Isto continua sendo uma das forças mais potentes para o bem no mundo de hoje, pois não-violência é estar a serviço de todos os seres.</p>
<p>A renúncia de Sidarta &#8211; que escolheu viver uma vida sem ter onde morar &#8211; simboliza a prática de treinar a moralidade; os seis anos de ascetismo simbolizam seu treinamento em concentração; e atingir a iluminação através da prática de sabedoria sob a árvore Bodhi representa a importância de cultivar a sabedoria. O papel destes três treinamentos na vida do Buda ressalta sua importância na nossa prática diária. Para sermos capazes de levar estas práticas, temos que estudar os ensinamentos do Buda contidos no Tripitaka.</p>
<p><strong>Em um mundo crescentemente interdependente nosso bem-estar depende de muitas outras pessoas.</strong> Outros seres humanos têm direito a paz e felicidade que é igual ao nosso; portanto temos a responsabilidade de ajudar aos que necessitam. Hoje, em um novo milênio, nosso mundo requer que aceitemos a unicidade da humanidade. Muitos dos nossos problemas e conflitos mundiais surgem porque perdemos a capacidade de enxergar a natureza humana básica que conecta todos nós como uma família humana. Nós esquecemos que, à despeito das diferenças superficiais entre nós, as pessoas são iguais em seu desejo básico por paz e felicidade. Parte da prática budista envolve treinar nossas mentes através da meditação. <strong>Mas para o nosso treinamento para acalmar a mente, para desenvolver qualidades como amor, compaixão, generosidade e paciência ser efetivo, temos que colocá-lo em prática no nosso dia-a-dia.</strong> Ainda que o nosso mundo continue a se desenvolver materialmente, há uma necessidade crescente similar no nosso senso de valores internos. O século XX foi um século de guerra e violência; agora precisamos trabalhar para vermos que o século XXI é um século de paz e dialogo. Nós budistas podemos contribuir com isso aprendendo com outras tradições religiosas e compartilhando qualidades típicas da nossa própria tradição.</p>
<p>Há grande ênfase na prática de amor e compaixão nos ensinamentos do Buda, bem como nos ensinamentos de outras tradições espirituais, mas é importante reconhecer que amor e compaixão são fundamentais para as relações entre seres sencientes em geral e entre seres humanos em particular. <strong>Eu acredito que não devemos mais falar sobre ética budista, ética hindu, cristã ou muçulmana, porque esses valores são universais.</strong> O Budismo não explica a virtude de valores como honestidade e integridade de uma forma diferente de como o Cristianismo ou o Islamismo a explica. Por isso, nos últimos anos, tenho achado mais apropriado falar sobre a necessidade de promover uma ética secular. Refiro-me a esses valores como ética secular porque acreditar numa religião ou em outra ou não ter crença em nenhuma delas não afeta a necessidade que temos de tais valores. O fundamento básico da humanidade é amor e compaixão. É por isso que se mesmo poucos indivíduos que simplesmente tentarem criar paz mental e felicidade em si próprios e agir com responsabilidade e amorosidade em relação aos outros, estes poderão ter uma influência positiva em sua comunidade. <strong>Eu acredito que o Budismo tem mesmo um papel especial a desempenhar no nosso mundo moderno. Isso porque, diferente de outras religiões, unicamente o Budismo propõe o conceito de interdependência, que está intimamente de acordo com a ciência moderna.</strong> Nós podemos pensar no Budismo em termos de três categorias: filosofia, ciência e religião. A parte religiosa envolve princípios e práticas que dizem respeito apenas aos budistas, mas a filosofia budista de interdependência bem como a ciência budista sobre a mente e as emoções humanas são de grande benefício a qualquer um. Como sabemos, a ciência moderna tem desenvolvido um entendimento altamente sofisticado do mundo físico, incluindo trabalhos sutis sobre corpo e cérebro. A ciência budista por outro lado, tem se dedicado a desenvolver um conhecimento detalhado e em primeira-pessoa sobre muitos aspectos da mente e das emoções, áreas ainda relativamente novas para a ciência moderna. Cada uma delas tem portanto conhecimentos cruciais que se complementam. Eu acredito que a síntese dessas duas abordagens tem grande potencial para levar a descobertas que enriquecerão nosso bem-estar físico, emocional e social.</p>
<p>Embora a tradição contemplativa budista e a ciência moderna tenham evoluído a partir de raízes culturais, intelectuais e históricas diferentes, eu acredito que em essência elas compartilham de interesses comuns significativos, especialmente na perspectiva filosófica básica e em metodologia. Do ponto de vista filosófico, o Budismo e a ciência moderna compartilham a mesma visão sobre a ausência dos absolutos, seja descritos como um ser transcendente, como uma entidade eterna imutável ou como um substrato fundamental de realidade. <strong>Tanto o budismo quanto a ciência preferem descrever a evolução e emergência do cosmos e da vida em termos de interrelações complexas de leis naturais de causa e efeito.</strong> De uma perspectiva metodológica, ambas as tradições enfatizam o papel do empirismo.</p>
<p>Por exemplo, na tradição investigativa budista, entre as três fontes reconhecidas de conhecimento – experiência, razão e testemunho – é a evidência da experiência que tem precedência, vindo a razão em segundo e o testemunho por último. Isto significa que na investigação budista da realidade, ao menos em princípio, a evidência empírica deveria triunfar sobre a autoridade das escrituras, não importando quão profundamente venerada uma escritura possa ser. Mesmo na caso de conhecimento derivado da razão ou inferência, sua validade deve derivar em última instância de fatos observados na experiência.</p>
<p><strong>O motivo primário subjacente à investigação budista da realidade é a busca pela superação do sofrimento e pelo aperfeiçoamento da condição humana</strong>; portanto, a tradição investigativa budista tem se direcionado primariamente à compreensão da mente humana e suas várias funções. Nosso objetivo ao buscar formas de transformar nossos pensamentos, emoções e propensões ocultas é encontrar uma forma de viver mais virtuosa e gratificante. Então, um intercâmbio genuíno entre o conhecimento e experiência acumulados do Budismo e da ciência moderna pode ser profundamente interessante e potencialmente benéfico.</p>
<p>Em minha própria experiência, tenho me sentido profundamente enriquecido por engajar em conversas com neurocientistas e psicólogos sobre questões como a natureza e papel das emoções negativas, atenção, imaginário, bem como a plasticidade do cérebro. Sou grato aos inúmeros eminentes cientistas com quem eu tive o privilégio de participar em diálogos que têm continuado por estes anos sob os auspícios do “Mind and Life Institute”, cujas conferências anuais se iniciaram em 1987 em minha residência em Dharamsala, India.</p>
<p><strong>É claro que a maioria das pessoas sente que sua própria prática religiosa é a melhor.</strong> Eu mesmo sinto que o Budismo é o melhor para mim. Mas isto não significa que o Budismo seja o melhor para todos. O importante é o que é adequado para uma pessoa ou um grupo de pessoas em particular. A religião, para a maioria de nós, depende da nossa formação familiar e de onde nascemos e fomos criados. Eu penso que geralmente é melhor não mudar. No entanto, quanto mais entendemos os meios uns dos outros, mais podemos aprender. Declarando meu respeito por todas as fés religiosas, eu não advogo a tentativa de unificar as várias tradições. Eu acredito firmemente que precisamos de diferentes tradições religiosas para atender necessidades e disposições mentais da grande variedade de seres humanos. Todas as principais tradições religiosas fazem do tornar a humanidade melhor sua principal preocupação e todas levam a mesma mensagem. Quando as vemos como instrumentos essenciais para desenvolver boas qualidades humanas como compaixão, tolerância, perdão e auto-disciplina, podemos apreciar o que têm em comum.</p>
<p><strong>Eu estou convencido de que o obstáculo mais significativo à harmonia interreligiosa é a falta de contato entre as diferentes comunidades religiosas e consequentemente a falta de apreciação mútua de seus valores</strong>.  No entanto, neste mundo de hoje crescentemente complexo e interdependente, temos que reconhecer a existência de outras culturas, grupos étnicos diferentes e, é claro, de outras fés religiosas. Quer gostemos ou não, a maioria de nós vivencia a diversidade diariamente.</p>
<p>Até mesmo entre as várias tradições budistas que vieram a surgir em diferentes tempos e lugares, há aqueles que vêem a coleção de escrituras preservadas em pali como sua fonte e aqueles que consideram a tradição em sânscrito. Eu acredito que é chegado o tempo da comunicação livre uma com a outra, daqueles que consideram a tradição pali em dialogo com os que consideram a tradição sânscrita. Afinal, todos os diferentes ramos vêm de raízes e troncos comum. Como monge tibetano, ainda hoje considero a mim mesmo como um estudante da tradição Nalanda. A forma que o Budismo foi estudado e ensinado na Universidade de Nalanda representa o zênite de seu desenvolvimento na Índia. Se quisermos ser Budistas do século XXI é importante nos engajarmos no estudo e análise dos ensinamentos do Buda, como tantos fizeram até então, ao invés de simplesmente confiarmos na fé.</p>
<p>Portanto, o estudo e prática dos ensinamentos do Buda são necessários para preservá-los e promovê-los. <strong>A Sanga desempenhou um papel central nisso nos tempos do Buda e fico feliz pela tradição continuar até os dias de hoje.</strong> Consequentemente, é importante que os membros da comunidade monástica mantenham seus votos para sustentar a pureza do Buda Darma.</p>
<p>No passado, dada a natureza dos diferentes cenários sob os quais o Buda Darma floresceu em nossas diferentes sociedades, não havia muitas oportunidades para os Budistas se reunirem e discutir questões de interesse comum. Esta congregação tem provido uma oportunidade crucial muito necessária. <strong>Agora e no futuro precisamos encorajar e promover o intercâmbio de conhecimentos e experiência entre as diferentes tradições e melhorar a comunicação entre nós.</strong> Espero que esta seja a primeira de muitas dessas ocasiões que nos permita promover um melhor entendimento e contribua de forma mais efetiva para a felicidade humana e paz mental por todo o mundo. Por ocasião do 2.600° aniversário da iluminação do Buda em Bodhgaya, eu ofereço meus cumprimentos a esta eminente Congregação Budista Global.&#8221;</p>
<p>S. S. o Dalai Lama, 25 de Novembro de 2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista com Lama Padma Samten na E-Paraná</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 14:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andiara Paz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lama Padma Samten participou do programa Território Aberto - Reflexões, da TV E-Paraná. Entrevistado por Paulo Munhoz, Bernadete Brandão e Valdemar Schettini, Lama Samten falou de assuntos como ciência e espiritualidade, movimento ecológico, carma e liberdade, meditação e cultura de paz. Assista à entrevista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/entrevista-com-lama-padma-samten-na-e-parana/lama-samten4blog/" rel="attachment wp-att-2506"><img class="alignright size-full wp-image-2506" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Lama-Samten4blog.jpg" alt="Foto: Andréia Souza" width="589" height="275" /></a>Lama Padma Samten participou do programa Território Aberto &#8211; Reflexões, da TV E-Paraná. Entrevistado por Paulo Munhoz, Bernadete Brandão e Valdemar Schettini, Lama Samten falou de assuntos como ciência e espiritualidade, movimento ecológico, carma e liberdade, meditação e cultura de paz. Assista à entrevista.</p>
<p><strong>Parte 1</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/q3gremKAQ94?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/q3gremKAQ94?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=q3gremKAQ94"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;Nosso mundo interno limita o que podemos ver externamente, então o cientista está limitado. Quando eu encontrei esta visão, eu pensei, então eu tenho que estudar sobre o mundo interno.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;Os seres humanos são conduzidos mais pela paisagem do que pela posição da mente. Mesmo que a gente tente forçar a posição da mente, são as paisagens que determinam o que vamos fazer.&#8221;</em></p>
<p><strong>Parte 2</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZehCr0PQFoM?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ZehCr0PQFoM?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZehCr0PQFoM"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;O mundo em que estamos vivendo é um mundo virtual. Nós vivemos sempre num mundo extraordinário, em um cenário. Os nossos papéis, as identidades que exercemos são virtuais.&#8221; </em></p>
<p><em>&#8220;Se nós simplesmente formos atrás das pessoas que fizeram ações negativas olhando para elas como agentes dessa negatividade, isso nunca vai se resolver. Nós precisamos entender como a violência tomou esta pessoa, não imaginar que essa pessoa é a violência. A pessoalização das qualidades positivas e negativas é um engano.&#8221;</em></p>
<p><strong>Parte 3</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8e7dmWzLz7Q?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8e7dmWzLz7Q?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8e7dmWzLz7Q"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;Para as pessoas que são totalmente responsivas existe o destino. Quando a pessoa começa a treinar, ela vai desenvolvendo uma habilidade de parar o destino e tomar outra direção.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;O próprio planeta Terra vai desaparecer. E aí, o que vai acontecer com a religião, com os deuses, com as espécies e com os vírus e bactérias? No budismo falamos de vida humana preciosa. Um tempo maravilhoso, um tempo especial. Mas que tem uma janela que se abre e se fecha.&#8221; </em></p>
<p><em>&#8220;Se nós entendermos o aspecto matrix da realidade, nós podemos construir uma matrix melhor.&#8221;</em></p>
<p><strong>Parte 4</strong></p>
<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4JJs5ZcYphg?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4JJs5ZcYphg?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4JJs5ZcYphg"><em>Link Youtube</em></a></p>
<p><em>&#8220;A meditação é um exercício que nos ajuda a progressivamente compreender a região onde nós verdadeiramente habitamos. Ela abre o software da matrix.&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;Em nome da paz podemos criar muitas atrocidades. Quase todas as guerras não são em nome da guerra, são em nome da paz.&#8221;</em></p>
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		<title>Transformação de Dentro para Fora</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 23:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teresa Bessil</dc:creator>
				<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[generosidade]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas vezes dizemos que seres humanos são “bichos de relação”. Temos a vida norteada e sustentada por relações de todos os tipos: afetivas, profissionais, familiares, espirituais. Relações do passado, presente e futuro parecem construir nossas histórias. Muitas vezes nos sentimos marcados e até nos definimos a partir das relações. Conversamos sobre elas nas rodas de amigos, consultórios, escolas, no trabalho, na folia&#8230; Segredos, momentos de alegria e êxtase, noites insones&#8230; ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bodisatva.com.br/transformacao-de-dentro-para-fora/tara-vermelha-templo-caminho-do-meio-2/" rel="attachment wp-att-2453"><img class="alignright size-full wp-image-2453" title="Tara Vermelha. Templo Caminho do Meio" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Tara-Vermelha.-Templo-Caminho-do-Meio...jpg" alt="" width="588" height="275" /></a>Muitas vezes dizemos que seres humanos são “bichos de relação”. Temos a vida norteada e sustentada por relações de todos os tipos: afetivas, profissionais, familiares, espirituais. Relações do passado, presente e futuro parecem construir nossas histórias. Muitas vezes nos sentimos marcados e até nos definimos a partir das relações. Conversamos sobre elas nas rodas de amigos, consultórios, escolas, no trabalho, na folia&#8230; Segredos, momentos de alegria e êxtase, noites insones&#8230; Ah, as relações&#8230; Como tranformá-las?</p>
<p>Olhando de modo mais honesto, a maioria delas talvez tenha um tom utilitário. Oferecemos uma lista de necessidades a alguém, que nos oferece lista semelhante e negociamos. “Ok, amo você, aceito fazer o que me pede, caso você cumpra isso e mais aquilo&#8230;” E seguimos, entre pequenas alegrias e grandes frustrações. Parece um jeito pouco hábil de ser feliz.</p>
<p><strong>S.S. Dalai Lama nos lembra que todos aspiramos encontrar a felicidade e ultrapassar o sofrimento.</strong> Será que podemos amar de modo mais profundo, tecer relações mais saudáveis, afinadas com nossas aspirações de felicidade?</p>
<p>Uma das práticas mais comoventes que o budismo nos oferece é Metabavana – Meditação do Amor Universal. Tal prática tem se mostrado uma preciosa ferramenta que opera em nossos corações e mentes, gerando espaços por vezes inusitados.</p>
<p><strong>A partir dessa prática geramos mundos nos quais as relações saudáveis e lúcidas são possíveis.</strong> A partir de ambientes sutis, descobrimos novos caminhos, novos modos de tecer as relações. Focamos cada pessoa, incluindo a nós mesmos, as árvores, os bichos&#8230; “Que meu filho seja feliz e ultrapasse o sofrimento. Que encontre as causas da felicidade e ultrapasse as causas do sofrimento. Que seus automatismos se dissolvam e surja nele um olho de lucidez instantânea diante de tudo e de todos. Que ele seja capaz de gerar benefícios aos outros e encontre nisso sua fonte de energia”.</p>
<p>“Que meu filho seja feliz”. Parece incrível, mas raramente temos essa visão. Sentimos que amamos muito nosso filho, mas geralmente aspiramos que ele “se dê bem na vida”, que nos respeite, ou algo semelhante. De modo aparentemente “natural”, surgem em nossa mente algumas – ou muitas – condições que consideramos necessárias para seu bem-estar, vitórias, conquistas, etc. E se tais condições não se manifestam, a relação desanda, a comunicação fica comprometida e a lucidez nos falta. Olhar para o próprio filho a partir de outros referenciais pode transformar por completo uma rede de relações ligadas ao passado, presente e futuro. <strong>Descobrimos que nossas necessidades de controle, e todas as negociações e estratégias de controle podem cessar.</strong> A vida fica mais simples. As relações saudáveis vão surgindo aqui e ali, e um novo tecido humano se torna possível.</p>
<p><strong>A prática de Metabavana, aparentemente simples, tem restaurado relações de modo surpreendente. Funciona.</strong> Não porque usamos palavras mágicas, mas porque nosso olhar constrói. Revela a co-emergência operando. Mas isso já é outra história. Melhor experimentar. E se preparar para amar de modo mais profundo. Que todos sejam felizes!</p>
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		<title>Declaração de SS o Dalai Lama</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 18:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo após a visita ao Brasil, SS o Dalai Lama fez um pronunciamento sobre várias questões importantes. Falou sobre sua próxima encarnação e se a instituição &#8220;Dalai Lama&#8221; irá continuar, considerando a ocupação chinesa no Tibete e ainda fez um comentário detalhado sobre o processo das encarnações do mestres tibetanos e o fenômeno dos &#8220;tulkus&#8221;.
A tradução do texto em inglês foi feita por Jeanne Pilli e revisada por Marcelo Nicolodi. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2391" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2391"><img class="alignnone size-full wp-image-2391" title="Dalai Lama em São Paulo. foto Monique Cabral" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a>Logo após a visita ao Brasil, SS o Dalai Lama fez um pronunciamento sobre várias questões importantes. Falou sobre sua próxima encarnação e se a instituição &#8220;Dalai Lama&#8221; irá continuar, considerando a ocupação chinesa no Tibete e ainda fez um comentário detalhado sobre o processo das encarnações do mestres tibetanos e o fenômeno dos &#8220;tulkus&#8221;.</p>
<p>A tradução do texto em inglês foi feita por Jeanne Pilli e revisada por Marcelo Nicolodi. O original em inglês pode ser encontrado no <a href="http://www.dalailama.com/messages/tibet/reincarnation-statement" target="_blank">site oficial de SS o Dalai Lama</a>. A declaração foi publicada no dia 24 de setembro de 2011.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Meus companheiros Tibetanos, tanto dentro como fora do Tibete, todos aqueles que seguem a tradição Budista Tibetana, e todos que têm conexão com o Tibete e com os tibetanos: devido à previdência de nossos antigos reis, ministros e eruditos adeptos, o ensinamento completo do Buda, que compreende as escrituras e os ensinamentos vivenciais dos Três Veículos e dos Quatro Conjuntos de Tantra e os assuntos e disciplinas relacionados, floresceu amplamente na Terra das Neves. O Tibete tem servido ao mundo como fonte de tradições budistas e outras tradições culturais relacionadas. Em particular, tem contribuído significativamente para a felicidade de incontáveis seres ​​na Ásia, incluindo a China, Tibete e Mongólia.</p>
<p>Na tarefa de defender a tradição budista no Tibete, nós desenvolvemos uma incomparável tradição tibetana de reconhecer as reencarnações de eruditos adeptos que tem sido de grande ajuda, tanto para os seres sencientes quanto para o Darma e, em particular, para a comunidade monástica.</p>
<p>Desde que o onisciente Gedun Gyatso foi reconhecido e confirmado como a reencarnação de Gedun Drub no século XV e a Gaden Phodrang Labrang (instituição do Dalai Lama) foi criada, sucessivas reencarnações foram reconhecidas. O terceiro na linhagem, Sonam Gyatso, recebeu o título de Dalai Lama. O quinto Dalai Lama, Ngawang Lobsang Gyatso, estabeleceu o Governo Gaden Phodrang em 1642, tornando-se o líder espiritual e político do Tibete. Por mais de 600 anos desde Gedun Drub, uma série de reencarnações inequívocas foi reconhecida na linhagem dos Dalai Lamas.</p>
<p><strong>Os Dalai Lamas têm atuado como líderes políticos e espirituais do Tibete por 369 anos, desde 1642</strong>. Eu agora conduzi isto voluntariamente ao fim, orgulhoso e satisfeito para que possamos buscar o tipo de sistema democrático de governo que floresce em outras partes do mundo. Na verdade, já em 1969, deixei claro que as pessoas interessadas deveriam decidir se reencarnações do Dalai Lama deveriam continuar no futuro. No entanto, na ausência de diretrizes claras, se o público interessado expressar um forte desejo de que os Dalai Lamas devem continuar, há um risco evidente de que interesses políticos façam mau uso do sistema de reencarnação para cumprir sua própria agenda política. Portanto, enquanto eu permanecer física e mentalmente apto, me parece importante elaborar orientações claras para reconhecer o próximo Dalai Lama, para que não haja margem para dúvida ou engano. Para que estas diretrizes sejam plenamente compreensíveis, é essencial compreender o sistema de  reconhecimento dos tulkus e os conceitos básicos por trás dele. Portanto, vou explicá-lo brevemente a seguir.</p>
<p><strong>Vidas Passadas e Futuras</strong></p>
<p><strong> Para aceitar a reencarnação ou a realidade dos tulkus, precisamos aceitar a existência de vidas passadas e futuras.</strong> Os seres sencientes vêm para esta vida presente a partir de vidas passadas e têm novamente um renascimento após a morte. Este tipo de renascimento contínuo é aceito por todas as tradições espirituais e escolas filosóficas indianas antigas, com exceção dos Charvakas, que constituem um movimento materialista. Alguns pensadores modernos negam vidas passadas e futuras com a premissa de que não podemos vê-las. Outros não chegam a conclusões tão claras baseados nessa premissa.</p>
<p>Embora muitas tradições religiosas aceitem o renascimento, diferem em suas visões sobre o quê renasce, como renasce, e como é esta passagem pelo período de transição entre duas vidas. Algumas tradições religiosas aceitam a perspectiva de vida futura, mas rejeitam a idéia de vidas passadas.</p>
<p><strong>Em geral, os budistas acreditam que não existe um início para os nascimentos e que uma vez atingida a liberação da existência cíclica pela superação do carma e das emoções destrutivas, nós não renasceremos sob a influência dessas condições.</strong> Portanto, os budistas acreditam que há um fim para o renascimento como resultado do carma e de emoções destrutivas, mas a maioria das escolas filosóficas budistas não aceita que o fluxo mental chegue a um fim. Rejeitar renascimentos passados e futuros seria uma contradição ao conceito budista de base, caminho e resultado, que deve ser explicado com base na mente disciplinada ou indisciplinada. Se aceitarmos este argumento, logicamente estaríamos aceitando que o mundo e seus habitantes surgem sem causas e condições. Portanto, para que você seja budista, é necessário que aceite renascimentos passados e futuros.</p>
<p>Para aqueles que se lembram de suas vidas passadas, o renascimento é uma experiência clara. No entanto, a maioria dos seres comuns se esquece de suas vidas passadas durante o processo da morte, estado intermediário e renascimento. Como renascimentos passados e futuros são obscuros para eles, precisamos usar uma lógica baseada em evidências para comprovar renascimentos passados e futuros.</p>
<p>Há muitos diferentes argumentos lógicos oferecidos pelos discursos do Buda e comentários subsequentes para provar a existência de vidas passadas e futuras. Resumidamente, se reduzem a quatro pontos: a lógica de que as coisas são precedidas por coisas similares, a lógica de que as coisas têm uma causa substancial, a lógica de que a mente obteve familiaridade com coisas no passado, e a lógica de ter obtido experiência com as coisas no passado.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2392" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2392"><img class="size-full wp-image-2392 alignright" title="Dalai Lama em São Paulo. foto Monique Cabral." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral..jpg" alt="" width="202" height="303" /></a>Em última análise, todos esses argumentos se baseiam na idéia de que a natureza da mente, sua clareza  e consciência, deve ter luminosidade e consciência como causa substancial. Ela não pode ter nenhuma outra entidade, tal como um objeto inanimado, como sua causa substancial. Isto é evidente por si mesmo. Por análise lógica, inferimos que um novo fluxo de luminosidade e consciência não pode surgir sem causas ou a partir de causas não relacionadas. Ao observar que a mente não pode ser produzida em laboratório, também inferimos que nada pode eliminar a continuidade da luminosidade e consciência sutis.</p>
<p>Que eu saiba, nenhum psicólogo, físico ou neurocientista moderno foi capaz de observar ou predizer a produção da mente a partir da matéria ou sem causa.</p>
<p>Há pessoas que podem lembrar suas vidas imediatamente anteriores ou mesmo várias vidas passadas, bem como são capazes de reconhecer lugares e parentes dessas vidas. Isto não é apenas algo que aconteceu no passado. Hoje em dia há pessoas, no oriente e no ocidente, capazes de recordar incidentes e experiências de suas vidas passadas. Negar isto não é uma forma honesta e imparcial de realizar pesquisas, porque vai contra esta evidência. O sistema tibetano de reconhecer reencarnações é um modo autêntico de investigação baseado nas lembranças de vidas passadas das pessoas.</p>
<p><strong>Como o Renascimento Acontece</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Existem duas formas pelas quais uma pessoa pode ter um renascimento após a morte: renascer por influência do carma e de emoções destrutivas e renascer pelo poder da compaixão e das preces. </strong>Com respeito à primeira, devido à ignorância, são criados carmas negativos e positivos e suas marcas permanecem na consciência. Estas são reativadas pelo desejo e apego, nos lançando para a próxima vida. Assim temos um renascimento involuntário em reinos inferiores ou superiores. Esta é a forma pela qual seres comuns circulam incessantemente pela existência como o girar de uma roda. Mesmo sob tais circunstâncias, seres comuns podem se engajar diligentemente com uma aspiração positiva em práticas virtuosas em suas vidas cotidianas. Eles se familiarizam com a virtude, que é reativada no momento da morte para que tenham um renascimento em reinos de existência superiores. Por outro lado, bodisatvas superiores, que realizaram o caminho da visão, não renascem por força de seus carmas e emoções destrutivas, mas pelo poder da compaixão pelos seres sencientes e com base em suas preces para benefício de outros. Eles são capazes de escolher o local e o momento de seu renascimento bem como seus futuros pais. Tal renascimento, que ocorre apenas para o benefício de outros, é o renascer pelo poder da compaixão e das preces.</p>
<p><strong>O Significado de Tulku</strong></p>
<p>Diz-se que o costume tibetano de usar o epíteto “Tulku” (Emanação do Corpo do Buda) para reencarnações reconhecidas surgiu quando foi utilizado por devotos como um título honorário, mas desde então tornou-se uma expressão comum. Em geral, o termo Tulku se refere a um aspecto particular do Buda, um dos três ou quatro descritos no Veículo dos Sutras. De acordo com esta explicação desses aspectos do Buda, uma pessoa que é totalmente vinculada às emoções destrutivas e ao carma tem o potencial de atingir o Corpo da Verdade (Dharmakaya), que compreende o Corpo da Verdade da Sabedoria e o Corpo da Verdade da Natureza. O primeiro se refere à mente iluminada de um Buda, que enxerga tudo direta e precisamente, assim como é, instantaneamente. Libertou-se de todas as emoções destrutivas, bem como de suas marcas, pela acumulação de mérito e sabedoria por um longo período de tempo. O último, o Corpo da Verdade da Natureza, refere-se à natureza de vacuidade daquela mente iluminada onisciente. Estes dois reunidos são por si mesmos aspectos dos Budas. No entanto, por não serem diretamente acessíveis aos outros, mas apenas pelos próprios Budas, é imperativo que os Budas se manifestem em formas físicas que sejam acessíveis aos seres sencientes para ajudá-los.  Por isso, o aspecto físico final de um Buda é o Corpo de Completo Regozijo (Sambhogakaya), acessível aos bodisatvas superiores, e que tem cinco qualificações definidas, tais como residir no Céu de Akanishta. E a partir do Corpo de Completo Regozijo, manifestam-se miríades de Corpos de Emanações ou Tulkus (Nirmanakaya), de Budas, que surgem como deuses ou humanos e são acessíveis até mesmo para seres comuns. Estes dois aspectos físicos do Buda são chamados Corpos da Forma, voltados para os outros.</p>
<p>O Corpo de Emanação é triplo: a) o Corpo de Emanação Suprema como o Buda Shakyamuni, o Buda histórico, que manifestou as doze ações de um Buda tais como ter nascido em local escolhido por ele e assim por diante; b) o Corpo de Emanação Artística que serve os outros por surgir como artesãos, artistas e assim por diante; e c) Corpo de Emanação Encarnada, de acordo com o qual surgem Budas sob várias formas como seres humanos, deidades, rios, pontes, plantas medicinais, e árvores para auxiliar seres sencientes. Destes três tipos de Corpos de Emanação, as reencarnações de mestres espirituais reconhecidos como “Tulkus” no Tibet estão na terceira categoria. Entre estes Tulkus pode haver muitos que são Corpos de Emanação Encarnados de Budas verdadeiramente qualificados, mas isto não se aplica necessariamente a todos. Entre os Tulkus do Tibet pode haver aqueles que são reencarnações de bodisatvas superiores, bodisatvas que estão nos caminhos de acumulação e preparação, bem como mestres que evidentemente ainda não iniciaram estes caminhos dos bodisatvas. Portanto, o título de Tulku é dado a Lamas reencarnados tanto com base na semelhança com seres iluminados quanto através de sua conexão com certas qualidades de seres iluminados.</p>
<p>Como Jamyang Khyentse Wangpo disse:</p>
<p><strong><em>“Reencarnação é aquilo que ocorre quando uma pessoa tem um renascimento após a morte de seu predecessor; emanação é quando a manifestação ocorre sem que sua fonte tenha falecido.”</em></strong></p>
<p><strong>Reconhecimento das Reencarnações</strong></p>
<p>A prática de reconhecer quem é quem pela identificação da vida prévia de uma pessoa ocorreu até mesmo quando o próprio Buda Shakyamuni estava vivo. Muitos relatos se encontram nas quatro Seções Agama do Vinaya Pitaka, nas histórias Jataka, no Sutra do Sábio e do Tolo, no Sutra dos Cem Carmas e assim por diante, nos quais o Tatágata revelou as operações do carma, recontando inúmeras histórias a respeito de como os efeitos de certos carmas criados em vidas passadas são vivenciados por uma pessoa em sua vida presente. Da mesma forma, nas histórias das vidas de mestres indianos, que viveram depois do Buda, muitos revelam seus locais de renascimentos anteriores. Há muitas dessas histórias, mas o sistema de reconhecimento e numeração dessas reencarnações não ocorreu na Índia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><strong> </strong></strong></p>
<p><strong>O Sistema de Reconhecimento de Reencarnações no Tibete</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2400" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2400"><img class="size-full wp-image-2400 alignleft" title="Dalai Lama em São Paulo.. foto Monique Cabral" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo..-foto-Monique-Cabral.jpg" alt="" width="300" height="245" /></a>Vidas passadas e futuras foram afirmadas pela tradição indígena tibetana <a href="http://www.bongaruda.org/budismo-bon/">Bön</a> antes da chegada do Budismo. E desde que o Budismo se espalhou pelo Tibete, absolutamente todos os tibetanos acreditam em vidas passadas e futuras. As investigações de reencarnações de mestres espirituais que apoiaram o Darma, bem como o costume de rezar devotadamente a eles, floresceram em todos os lugares do Tibete. Muitas escrituras autênticas, livros tibetanos originais como o <em>Mani Kabum</em> e os <em>Ensinamentos Quíntuplos Kathang </em>e outros como <em>Os Livro dos Discípulos Kadam</em> e a <em>Guirlanda de Joias: Respostas a Buscas</em>, que foram recontados pelo glorioso e incomparável mestre indiano Atisha Dipankara no Século XI no Tibet, contam histórias de reencarnações de Arya Avalokiteshvara, o bodisatva da Compaixão. No entanto, a tradição atual de reconhecimento formal de reencarnações de mestres teve início com o reconhecimento do Karmapa Pagshi como reencarnação do Karmapa Dusum Khyenpa por seus discípulos conforme sua previsão. Desde então, existiram dezessete encarnações do Karmapa ao longo de mais de novecentos anos. Da mesma forma, desde o reconhecimento de Kunga Sangmo como reencarnação de Khandro Choekyi Dronme no Século XV existiram mais de dez encarnações de Samding Dorje Phagmo. Então, entre os Tulkus reconhecidos no Tibet há praticantes monásticos e leigos, homens e mulheres. Este sistema de reconhecimento de encarnações se espalhou gradualmente para outras tradições budistas tibetanas, e o Bon, no Tibet. Hoje, há Tulkus reconhecidos em todas as tradições budistas tibetanas, Sakya, Geluk, Kagyu e Nyingma, bem como na Jonang e Bodong, que oferecem o Darma. E também é evidente que entre estes Tulkus alguns são uma vergonha.</p>
<p>O onisciente Gedun Drub, que foi discípulo direto de Je Tsongkhapa, fundou o Monastério Tashi Lhunpo em Tsang e cuidou de seus alunos. Faleceu em 1464 com 84 anos de idade. Embora inicialmente nenhum esforço tenha sido feito para identificar sua reencarnação, as pessoas foram obrigadas a reconhecer uma criança chamada Sangye Chophel, nascida em Tanak, Tsang (1476), devido às surpreendentes e perfeitas recordações de sua vida passada. Desde então, iniciou-se a tradição de buscar e reconhecer as reencarnações sucessivas dos Dalai Lamas pelo Gaden Phodrang Labrang e mais tarde pelo Governo Gaden Phodrang.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>As Formas de Reconhecer Reencarnações</strong></p>
<p>Depois que este sistema de reconhecimento de Tulkus passou a existir, vários procedimentos começaram a ser desenvolvidos. Entre estes, alguns dos mais importantes incluem uma carta preditiva do predecessor e outras instruções e indicações que podem ocorrer; observar a reencarnação contando e falando de forma confiável sobre sua vida anterior; identificação de pertences do predecessor e reconhecimento de pessoas que eram próximas a ele. Alem destes, outros métodos incluem solicitar adivinhações de mestres espirituais confiáveis bem como buscar previsões de oráculos mundanos, que se manifestam por meio de médiuns em transe, e observar as visões que se manifestam em lagos sagrados de protetores como Lhamoi Latso, um lago sagrado ao sul de Lhasa.</p>
<p>Quando existe mais de um candidato em potencial a ser reconhecido como um Tulku, e torna-se difícil decidir, há uma prática para a tomada de decisão final por adivinhação que emprega o método da bola de massa de pão (zen tak) diante de uma imagem sagrada enquanto se evoca o poder da verdade.</p>
<p><strong>Emanação Antes do Falecimento do Predecessor (</strong><em><strong>ma-dhey tulku</strong></em><strong>)</strong></p>
<p>Geralmente uma reencarnação deve ser alguém que renasce como um ser humano após seu prévio falecimento. Seres humanos comuns geralmente não são capazes de se manifestar como emanação antes de sua morte (ma-dhey tulku), mas bodisatvas superiores, que podem se manifestar em centenas ou milhares de corpos simultaneamente, podem manifestar-se como emanações antes da morte. No sistema tibetano de reconhecimento de Tulkus há emanações que pertencem ao mesmo fluxo mental do predecessor, emanações conectadas a outras pelo poder do carma e preces, e emanações que surgem como resultado de bênçãos e nomeação.</p>
<p><strong>O propósito principal do surgimento de uma reencarnação é a continuidade do trabalho incompleto do predecessor para servir ao Darma e aos seres.</strong> No caso de um Lama que é um ser comum, ao invés de ter uma reencarnação pertencente ao mesmo fluxo mental, uma outra pessoa conectada a este Lama por meio de carma puro e preces pode ser reconhecida como sua emanação. Como alternativa é possível ao Lama apontar um sucessor que seja seu discípulo ou alguém mais jovem para que seja reconhecido como sua emanação. Já que estas opções são possíveis para o caso de um ser comum, é possível uma emanação antes da morte que não pertença ao mesmo fluxo mental. Em alguns casos, um Lama realizado pode ter várias reencarnações simultaneamente, tais como encarnações de corpo, fala e mente e assim por diante. Recentemente, tivemos emanações antes da morte bem conhecidas como Dudjom Jigdral Yeshe Dorje e Chogye Trichen Ngawang Khyenrab.</p>
<p><strong>O Uso da Urna Dourada</strong></p>
<p>À medida que esta era de degeneração avança, e como cada vez mais reencarnações de lamas realizados estão sendo reconhecidas, algumas delas por motivos políticos, um número crescente tem sido reconhecido por meios inapropriados e questionáveis, e como resultado, tem sido causado um enorme prejuízo ao Darma.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-2409" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2409"><img class="alignright size-full wp-image-2409" title="Dalai Lama em São Paulo. foto Monique Cabral" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral....jpg" alt="" width="228" height="391" /></a>Durante o conflito entre o Tibete e os Gurkhas (1791-93) o Governo Tibetano teve que recorrer à ajuda militar da Manchúria. Consequentemente, os militares Gurkha foram expulsos do Tibet, mas mais tarde os oficiais da Manchúria fizeram uma proposta de 29 pontos sob o pretexto de tornar a administração do Governo Tibetano mais eficiente. Esta proposta incluiu a sugestão de sorteio de nomes dos candidatos colocados em uma Urna Dourada para decidir o reconhecimento das reencarnações dos Dalai Lamas, Panchen Lamas e Hutuktus, um título mongol dado a Lamas importantes. Assim, este procedimento foi seguido em casos de reconhecimento das reencarnações dos Dalai Lamas, Panchen Lamas e outros Lamas importantes. O ritual a ser seguido foi escrito pelo Oitavo Dalai Lama Jampel Gyatso. Mesmo depois de tal sistema ter sido introduzido, o procedimento foi dispensado nos casos do Nono, do Décimo-Terceiro e no meu próprio caso, o Décimo-Quarto Dalai Lama.</p>
<p>Mesmo no caso do Décimo Dalai Lama, a reencarnação autêntica já tinha sido encontrada, e na realidade este procedimento não foi seguido; mas para agradar os oficiais da Manchúria foi meramente anunciado que o procedimento havia sido observado.</p>
<p>O sistema da Urna Dourada foi realmente usado apenas nos casos do Décimo-Primeiro e do Décimo-Segundo Dalai Lamas. No entanto, o Décimo-Segundo Dalai Lama já havia sido reconhecido antes do procedimento ter sido empregado. Sendo assim, houve apenas uma ocasião em que o Dalai Lama foi reconhecido por esse método. Da mesma forma, entre as reencarnações do Panchen Lama, com exceção do Oitavo e do Nono, este método não foi empregado em nenhum outro caso. Este sistema foi imposto pelos manchurianos, mas os tibetanos não acreditavam nele por ser desprovido de qualquer qualidade espiritual. No entanto, se fosse utilizado de forma honesta, poderíamos considerá-lo um método similar à adivinhação pelas  bolas de massa de pão (zen tak).</p>
<p>Em 1880, durante o reconhecimento de Décimo-Terceiro Dalai Lama como a reencarnação do Décimo-Segundo, ainda existiam traços da relação religiosa-temporal entre o Tibet e a Manchúria. Ele foi reconhecido como a reencarnação inequívoca do oitavo Panchen Lama, pelas previsões dos oráculos de Nechung e Samye e pelas visões em Lhamoi Latso, e por isso o procedimento da Urna Dourada não foi seguido. Isto pode ser claramente compreendido por meio do testamento final do Décimo-Terceiro Dalai Lama do Ano do Macaco de Água (1933) no qual ele declara:</p>
<p>“Como vocês sabem, eu não fui escolhido pela forma costumeira de sorteio da Urna Dourada, mas minha escolha foi anunciada e adivinhada. De acordo com essas adivinhações e profecias eu fui reconhecido como a reencarnação do Dalai Lama e entronado.”</p>
<p><strong>Quando eu fui reconhecido como a Décima-Quarta encarnação do Dalai Lama em 1939 a relação religiosa-temporal entre o Tibet e a China já havia chegado ao fim. </strong>Portanto, não havia dúvidas sobre qualquer necessidade de confirmar a reencarnação pelo uso da Urna Dourada. Sabe-se bem que o Regente do Tibet e a Assembleia Nacional Tibetana seguiram o procedimento de reconhecimento da reencarnação do Dalai Lama levando em conta as profecias de Lamas realizados, oráculos e de visões no Lhanoi Latso; os Chineses não tiveram absolutamente nenhum envolvimento. No entanto, mais tarde alguns oficiais do Guomintang (Partido Nacionalista Chinês) ardilosamente espalharam mentiras nos jornais alegando que eles haviam concordado em renunciar ao uso da Urna Dourada e que Wu Chung-tsin havia presidido minha entronização, e assim por diante. Esta mentira foi exposta por Ngabo Ngawang Jigme, o Vice-Presidente da Comissão Permanente do Congresso Popular Nacional, a quem a República Popular da China considerou a pessoa mais progressista, na Segunda Sessão do Quinto Congresso Popular da Região Autônoma do Tibet (31 de Julho de 1989). Isto fica claro quando, no final de seu discurso, no qual deu explicações detalhadas dos eventos e apresentou evidências documentadas, ele insistiu:</p>
<p>“Que necessidade há de o Partido Comunista seguir o exemplo e dar continuidade às mentiras do  Guomintang?”</p>
<p><strong>Estratégia Enganosa e Falsas Esperanças</strong></p>
<p>No passado recente, existiram casos de gestores irresponsáveis dos espólios  de lamas abastados que se entregaram a métodos impróprios para reconhecer reencarnações, os quais  têm prejudicado o Darma, a comunidade monástica e nossa sociedade. Além do mais, desde a era manchuriana, autoridades políticas chinesas repetidamente se engajaram em vários meios traiçoeiros utilizando o budismo, mestres budistas e Tulkus como instrumentos para atingir seus objetivos políticos, envolvendo-se em questões mongóis e tibetanas.  Atualmente, os governantes autoritários da República Popular da China, que como comunistas rejeitam a religião, mas ainda se envolvem em questões religiosas, impuseram a chamada campanha de reeducação e declararam a chamada Ordem nº Cinco, com respeito ao controle e reconhecimento de reencarnações, que passou a vigorar em 1º de Setembro de 2007. Isto é ultrajante e vergonhoso. A aplicação de vários métodos inapropriados de reconhecimento de reencarnações para erradicar nossas incomparáveis tradições culturais tibetanas está causando danos difíceis de serem reparados.</p>
<p>Além do mais, eles dizem que estão aguardando a minha morte e que reconhecerão o Décimo-Quinto Dalai Lama de sua escolha. É claro que, a partir de suas recentes regras e regulamentos e subsequentes declarações , eles têm uma estratégia detalhada para enganar os tibetanos, seguidores da tradição budista tibetana, e a comunidade mundial. Portanto, como eu tenho a responsabilidade de proteger o Darma e os seres sencientes contra tais regimes prejudiciais, eu faço a seguinte declaração.</p>
<p><strong>A Próxima Encarnação do Dalai Lama</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2393" href="http://bodisatva.com.br/?attachment_id=2393"><img class="size-full wp-image-2393 alignleft" title="Dalai  Lama em São Paulo. foto Monique Cabral.." src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dalai-Lama-em-São-Paulo.-foto-Monique-Cabral...jpg" alt="" width="201" height="212" /></a>Como mencionei anteriormente, a reencarnação é um fenômeno que pode ocorrer por meio de escolha voluntária da pessoa em questão ou ao menos pela força de seu carma, mérito e preces. Portanto, a pessoa que reencarna tem autoridade legitimada exclusiva sobre onde e como ele ou ela terá renascimento e como a reencarnação será reconhecida. É uma realidade que ninguém mais pode forçar a pessoa em questão, ou manipulá-la. É particularmente inapropriado para os comunistas chineses, que explicitamente rejeitam até mesmo a idéia de vidas passadas e futuras, quanto mais o conceito de Tulkus reencarnados, interferirem no sistema de reencarnação e especialmente de reencarnações dos Dalai Lamas e Panchen Lamas. Tal intromissão descarada contradiz suas próprias ideologias políticas e revela sua duplicidade de parâmetros. Se esta situação continuar no futuro, será impossível para os tibetanos e para aqueles que seguem a tradição budista tibetana reconhecê-la ou aceitá-la.</p>
<p><strong> Quando eu tiver cerca de noventa anos, eu consultarei os lamas realizados das tradições budistas tibetanas, o público tibetano e outras pessoas pertinentes que seguem o budismo tibetano, e reavaliarei se a instituição do Dalai Lama deve continuar ou não</strong>. Sobre esta base tomaremos uma decisão. Se for decidido que a reencarnação do Dalai Lama deve continuar e que há a necessidade de que o Décimo-Quinto Dalai Lama seja reconhecido, a responsabilidade por fazê-lo será principalmente dos Oficiais do Gaden Phodrang do Dalai Lama. Eles deverão consultar os vários chefes das tradições budistas tibetanas e os protetores do Darma comprometidos e confiáveis que estão inseparavelmente ligados à linhagem dos Dalai Lamas. Eles deverão buscar aconselhamento e instruções destes seres e conduzir os procedimentos de procura e reconhecimento de acordo com a tradição do passado. Eu deixarei instruções escritas claras sobre isso. Tenham em mente que, com exceção de reencarnações reconhecidas por meio de tais métodos legítimos, nenhum reconhecimento ou aceitação deverão ser concedidos a um candidato escolhido para fins políticos de ninguém, incluindo aqueles da República Popular da China.</p>
<p>O Dalai Lama</p>
<p>Dharamsala</p>
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		<title>Felicidade Interna Bruta</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 12:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Berredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por Sônia Bridi em 2010 sobre o Butão e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.
&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura? Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2205" href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/taksang-butao/"><img class="alignnone size-full wp-image-2205" title="Taksang, Butão" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Taksang-Butão.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
<p>Excelente reportagem exibida no Fantástico feita por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B4nia_Bridi" target="_blank">Sônia Bridi</a> em 2010 sobre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bhutan" target="_blank">Butão</a> e o índice de Felicidade Interna Bruta , um marcador que mede o nível de satisfação da população.</p>
<p>&#8220;Quanto vale viver no paraíso? Ter água em abundância, plantar e colher com fartura?<strong> Como se mede a riqueza de um povo que tem pouco, mas tem tudo? </strong>Terra, que tempo é este? Estamos no Butão, um pequeno reino espremido entre a China e a Índia, os dois países mais populosos do planeta, as economias que mais crescem. Mas neste lugar, não há indústrias, o consumo não é incentivado. A medida do desenvolvimento é a felicidade.&#8221;</p>
<p><a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1636775-15605,00-EM+BUTAO+O+PROGRESSO+NAO+E+MEDIDO+SO+EM+DINHEIRO.html#=" target="_blank">Clique aqui e veja a reportagem completa e saiba mais sobre o índice de Felicidade Interna Bruta do Butão.</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Para os budistas, não acho que FIB (Felicidade Interna Bruta) seja nada de novo, e de fato foi  ensinado pelo Buda há 2.500 anos, quando ele disse que onde há ganância não há felicidade. &#8221; Dzongsar Khyentse Rinpoche</p></blockquote>
<p>Um pouco mais sobre o tema. No programa &#8220;No Caminho&#8221; do canal Multishow, Susanna Queiroz entrevista o ministro de estado do Butão.</p>
<p><a href="http://multishow.globo.com/No-Caminho/Videos/_1333405.shtml" target="_blank">Clique aqui e assista a entrevista.</a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-2210" href="http://bodisatva.com.br/felicidade-interna-bruta/butao2/"><img class="alignnone size-full wp-image-2210" title="Butão2" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Butão2.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a></p>
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		<title>Retiro Fechado &#8211; A Vida como um Templo</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 22:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carmen Navas Zamora</dc:creator>
				<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<category><![CDATA[budismo]]></category>
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		<description><![CDATA[A sanga do Rio de Janeiro realizou seu primeiro retiro fechado de fim de semana, à semelhança dos que acontecem no Caminho do Meio, em Viamão, com os praticantes meditando, fazendo refeições e dormindo sempre no mesmo espaço. Por algum tempo pré-estabelecido, tentamos estar conscientes de que a vida cotidiana é como um templo e tudo que se faz é prática: conviver, falar, comer, sentar.
Como frequentei o grupo do Rio, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a rel="attachment wp-att-2187" href="http://bodisatva.com.br/retiro-fechado-a-vida-como-um-templo/araras-petropolis-rj/"><img class="alignnone size-full wp-image-2187" title="Araras Petrópolis RJ" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Araras-Petrópolis-RJ.jpg" alt="Local do retiro" width="588" height="275" /></a>A sanga do Rio de Janeiro realizou seu primeiro retiro fechado de fim de semana, à semelhança dos que acontecem no Caminho do Meio, em Viamão, com os praticantes meditando, fazendo refeições e dormindo sempre no mesmo espaço. Por algum tempo pré-estabelecido, tentamos estar conscientes de que a vida cotidiana é como um templo e tudo que se faz é prática: conviver, falar, comer, sentar.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Como frequentei o grupo do Rio, foi especialmente comovente acompanhar esse movimento.</strong></p>
<p style="text-align: left;">Com a motivação de compartilhar, busquei relatos de praticantes que estiveram lá. Ler e ouvir histórias de praticantes é como encontrar pérolas sem ter que mergulhar no fundo do mar. Basta a boa e velha coemergência. Surge o ouvinte e as palavras brotam, maravilhosas como as da <strong><em>Denise Costa</em></strong>, que assim descreveu a experiência:</p>
<p>&#8220;Esse retiro foi muito especial para mim, depois de um longo tempo com dificuldade de praticar, surgiu essa oportunidade de meditar com a sanga dessa forma tão auspiciosa.</p>
<p style="text-align: left;">Eu tive muito medo de não conseguir sustentar tantas horas de meditação em silêncio e ainda mais dentro de um mesmo espaço o tempo todo. Qual não foi a minha surpresa! Na verdade essas condições ajudam e muito que você não se disperse, que esteja mais inteira e imersa na prática.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Claro que me deparei com os meus obstáculos internos, mas mesmo quando a mente ficava mais agitada, era bom não precisar explicar, trocar, ligar ou mesmo sorrir para ninguém e dava para sentir a força da sanga pela energia de sustentação de todos que estavam ali nas mesmas condições que eu</strong>. Não digo que não haja dificuldades mas elas estão com a gente o tempo todo, nesta situação você se depara com o que já existe, não há nada para fazer a não ser sentar e meditar. Ufa! Isso sim é liberdade&#8221;!</p>
<p style="text-align: left;"><em><strong>Florenza Monjardim</strong></em> contou como a energia do retiro começou a tomar forma e foi ganhando espaço em sua vida, mesmo com a agitação do dia-a-dia, o movimento sem fim das nossas identidades.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Engraçado como nomes mexem com a nossa energia.  Neste caso, a escolha em participar do meu primeiro &#8220;retiro fechado&#8221; provocou, na minha imaginação, uma alegre possibilidade de ficar junto a sanga, em meditação, por um final de semana inteirinho. <strong>Unidos pelo Darma, pode haver algo mais precioso?</strong> Encantada, meti-me no carro dos amigos rumo à ACM com a certeza de que naquela sexta, era esse exatamente o lugar que eu gostaria de estar.  Que bom, estou no presente! (coisa rara)&#8230; Encontrei tudo preparadinho, colchões pelo chão do nosso &#8220;templo&#8221;, com travesseiros, cobertores, meus amigos queridos da sanga.  Dormi tranquila, sentindo-me acolhida por inteiro&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Outra querida amiga, <strong><em>Isabel Poncio</em></strong>, mandou um relato com muitos pontos de exclamação, como vocês verão abaixo. Entusiasmo de praticante, coisa bonita de se ler.</p>
<p style="text-align: left;">&#8220;Na sexta-feira à noite, a motivação estava alta, sustentada também pela palestra do Lama Samten que tinha acontecido na véspera. <strong>As condições formais do retiro (dormir todo mundo na mesma sala, manter o silêncio durante todo o retiro) não se constituiram em obstáculo; pelo contrário, penso que a motivação positiva e a energia da sanga me proporcionaram uma boa noite de sono e ficar em silêncio trouxe-me a certeza de que falamos MUITAS coisas desnecessárias&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: left;">No sábado à tarde, um pouco de ansiedade, estômago pesado pelo almoço e muito sono e dores no corpo: uma luta! Desânimo, pensamentos de impossibilidade de seguir no caminho, pequenas irritações &#8211; totalmente desnecessárias &#8211; vontade de voltar para casa&#8230; No final da tarde, a prática do exercício físico oferecido &#8211; muito bom &#8211; trouxe um pouco da energia de volta. Jantar leve, puja, muito cansaço; abri mão da meditação da noite e fui dormir.</p>
<p style="text-align: left;">Domingo, 4h30m da madrugada &#8211; olho aberto, energia alta, motivação plena! Meditação, puja, café da manhã &#8211; shamata pura na varanda! Prática formal até 12h, sentada na cadeira. Nenhuma dor &#8211; que bom!!!</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Final da prática &#8211; vontade sincera de que o retiro pudesse durar mais uns dias&#8221;!!!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Morte? Surpresa!</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 11:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luisa Levandowski</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Lu, que faleceu esta semana, faria aniversário dia 19 de agosto.
Praticante budista, ela ajudava a coordenar o CEBB de Porto Alegre.
Na revista Bodisatva nos presenteou com as divertidíssimas &#8220;Caraminhocas&#8221;, na seção que me parece ser a cara da Lu:&#8221;Vida Leve&#8221;, leia o texto e entenda por que.
Morte? Surpresa!
Tenho duas notícias para te dar: uma boa e outra ruim. Qual tu preferes ouvir primeiro? A ruim? Então, tá. É assim&#8230;
Aqui ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2182" href="http://bodisatva.com.br/morte-surpresa/thangkaluisa-3/"><img class="alignnone size-full wp-image-2182" title="thangkaluisa" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/thangkaluisa2.jpg" alt="" width="588" height="275" /></a>A Lu, que faleceu esta semana, faria aniversário dia 19 de agosto.<br />
Praticante budista, ela ajudava a coordenar o <a href="http://www.cebb.org.br/rs/poa">CEBB de Porto Alegre</a>.</p>
<p>Na revista <a href="http://www.cebb.org.br/noticias/566-nova-edicao-da-bodisatva" target="_blank">Bodisatva</a> nos presenteou com as divertidíssimas &#8220;Caraminhocas&#8221;, na seção que me parece ser a cara da Lu:&#8221;Vida Leve&#8221;, leia o texto e entenda por que.</p>
<p><strong>Morte? Surpresa!</strong></p>
<p>Tenho duas notícias para te dar: uma boa e outra ruim. Qual tu preferes ouvir primeiro? A ruim? Então, tá. É assim&#8230;</p>
<p>Aqui no sul a temperatura muda bruscamente. E, como a maioria de nós mora em espaços pequenos, toda mudança de estação traz consigo o ritual da arrumação do guarda roupa. Sobem as roupas de inverno e descem as roupas de verão, vice versa no próximo solstício ou equinócio. Só que como clima não obedece calendário, muito menos nossas vãs tentativas de organização doméstica, sempre acontece de você precisar de algum artigo que está lá em cima, lá no fundo ou lá embaixo de uma pilha desequilibrada, algo assim desajeitado. Então, agora vem a historinha triste. Estou me vestindo, apressada para não me atrasar. Já escolhi a saia, a blusa, acessórios, ainda falta o calçado. Avalio que a bota de camurça cinza combina. Abro a porta do armário, olho, procuro e no meio de sandalinhas e chinelinhos de verão (maldito frio fora de época! ) não chego a ver a bota, mas vislumbro a tirinha de camurça na beirinha da prateleira bem de cima. É uma destas botas molinhas com tirinhas que amarram na perna. Na pressa, não penso muito, me estico toda, alcanço a pontinha da tira, puxo e &#8230;.</p>
<p>Surpresa! Sapatada, bem na testa! (Tem uma história zen de um aluno que se ilumina ao receber uma sapatada de seu mestre, mas não, não tenho tantos méritos, ainda não foi desta vez) Estúpida! Eu sei, é uma palavra muito forte e muito feia, mas é perfeita para definir como me senti. Estúpida. <strong>Na verdade, acho que os mestres espirituais são compassivos em não usar frequentemente esta palavra com seus discípulos, porque, convenhamos, em alguns momentos da nossa caminhada, é um adjetivo muito apropriado para descrever nosso comportamento.</strong></p>
<p>Mas, falando sério agora: no exato momento em que aconteceu, tive uma experiência importante. Uma certeza, nítida e real, de que já havia tido esta mesma sensação em algum momento de morte. Uma espécie de regressão, algo assim.</p>
<p>Como é que não vi que isto ia acontecer? Era evidente que as chances de vir tudo abaixo eram enormes. Caíram não só as botas, mas quase toda a prateleira de sapatos de inverno. Pesados. Por acaso eu esperava que a bota fosse pairar suavemente aos meus pés? Distraída.E a morte nem é questão de probabilidade, é pior que bota na testa. É certa. Então esta é a notícia ruim: <strong>A morte pode ser uma surpresa.</strong></p>
<p>Algum tempo depois, numa noite de prática no CEBB, contei este incidente e a facilitadora Nazaré, com compaixão e sabedoria, comentou que não precisa ser necessariamente assim. <strong>Podemos nos preparar para o momento da morte.</strong></p>
<p>Isto me faz pensar e recordar uma outra experiência recente.<br />
Numa semana de Agosto, estou trabalhando no escritório, aguardando uma reunião agendada para o meio da tarde. Estou concentrada no computador e nem reparo numa certa agitação no ambiente. Meu chefe entra afobado e chama da porta: “-vamos que eles já estão aí.” Pego agenda, caneta e vou descendo o corredor até a sala de reuniões. Vejo alguns colegas entrando apressados na sala, mas acho tudo normal. Meu ambiente de trabalho é meio caótico mesmo.</p>
<p>Entro na sala e: SURPRESA! Festa de aniversário surpresa! E bota surpresa nisto! Tímida, paraliso, oscilo e vagarosamente dou um passo para trás. O pessoal me segura: “não foge, não!” Então, relaxo naquele momento maravilhoso, olhando a cara de travessos daqueles quarentões com os olhos brilhando como crianças. Balões, bolos, refrigerantes, docinhos. Coloco aos mãos em prece e faço uma reverência. Muito lindo. Abraços e beijos e palavras carinhosas. Mais tarde fico sabendo dos detalhes. Eles estavam se divertindo, organizando e planejando a festa há dias! Arrecadando contribuições, encomendando bolo, assoprando balões. Presentes. Tudo com o maior cuidado para não arruinar a surpresa: falando baixinho, usando o telefone da outra sala. Eles quase tiveram que cancelar na última hora porque faltou gasolina na caminhonete que entregava os docinhos. E a alegria deles era quase maior que a minha. Aliás, a alegria era de todos e não tinha tamanho nem dono. Maravilhoso, mesmo!</p>
<p><strong>Quem sabe podemos enxergar os budas e bodisatvas trabalhando numa orquestra amorosa para amparar os seres o tempo todo e também no momento da morte desta mesma maneira?</strong> Se a gente ajudasse praticando com dedicação durante a vida, ainda melhor. Então, para terminar de uma forma otimista, a notícia boa: A morte pode ser uma surpresa!</p>
<p><em>*A pintura da Tara Verde acima do texto é parte da thangka  pintada pela Luisa.</em></p>
<p><em><a href="http://bodisatva.com.br/author/luisa/" target="_blank">Leia outros textos de Luisa Levandowski. </a></em></p>
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		<title>Drukpa Brasil, o rugido dos dragões</title>
		<link>http://bodisatva.com.br/drukpa-brasil-o-rugido-dos-dragoes/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 21:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andiara Paz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Visão]]></category>

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		<description><![CDATA[
O dia 1° de junho de 2011, lua nova de Buddha Shakyamuni, sagrado mês do Vesak (no tibetano Saga Dáua), onde recordamos e comemoramos o nascimento, iluminação e falecimento de Buddha,  marca o aniversário de lançamento do &#8220;Drukpa Brasil &#8211; o Rugido dos Dragões&#8221;, projeto e website construído pela orientação direta de Sua Santidade Gyalwang Drukpa, mestre Mahamudra e Dzogchen, líder e autoridade máxima da linhagem Drukpa da tradição ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.drukpa-br.org" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-2109" title="drukpa" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/06/drukpa.jpg" alt="" width="589" height="386" /></a></p>
<p>O dia 1° de junho de 2011, lua nova de Buddha Shakyamuni, sagrado mês do Vesak (no tibetano Saga Dáua), onde recordamos e comemoramos o nascimento, iluminação e falecimento de Buddha,  marca o aniversário de lançamento do <a href="http://www.drukpa-br.org/" target="_blank">&#8220;Drukpa Brasil &#8211; o Rugido dos Dragões&#8221;</a>, projeto e website construído pela orientação direta de <a href="http://www.drukpa-br.org/" target="_blank">Sua Santidade Gyalwang Drukpa</a>, mestre Mahamudra e Dzogchen, líder e autoridade máxima da linhagem Drukpa da tradição budista tibetana.</p>
<p>O portal Drukpa Brasil oferece, em língua portuguesa, ensinamentos e histórias dos realizados yoguis e yoguinis da Linhagem Drukpa da Tradição do Budismo Tibetano, fontes de inspiração para uma atuação significativa no mundo contemporâneo.</p>
<p>Durante longas décadas o abismo existente entre as línguas tibetana e portuguesa foi um grande obstáculo para que o Dharma do Buddha chegasse de forma genuína e autêntica até nós, brasileiros.“O Rugido dos Dragões” oferecerá ao leitor um rico glossário e textos traduzidos diretamente dos originais tibetanos, o que dará certa originalidade e valor ao site.</p>
<p>Sua Santidade Gyalwang Drukpa, o líder espiritual da Linhagem, nos lembra que, como parte da natureza brilhante e incessante, somos seres cujo limite de amorosidade e compaixão é o céu. Olhe para ele e perceberá que sua narureza de amor é imensurável. Não há limites para compartilhá-la.</p>
<p>Que este portal possa auxiliar a abertura da visão deste espaço sem fim, manifesto como um suave vento emanado das bênçãos do rugido de todos estes mestres, cuja passagem por este planeta só teve como objetivo benefíciar todos os seres sencientes.</p>
<p>Divulguem, repassem, compartilhem para enraizar ainda mais o Dharma no Brasil:</p>
<p>Drukpa Brasil<br />
info@drukpa-br.org | <a href="http://www.drukpa-br.org" target="_blank">www.drukpa-br.org</a><br />
Twitter: <a href="http://twitter.com/drukpabrasil" target="_blank">@drukpabrasil</a></p>
<p><em>Tashi Delek</em> (do tibetano: “tudo de auspicioso” , expressando nosso desejo de que a felicidade e a paz estejam sempre presentes em sua vida)</p>
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		<title>O Tibet invade o Brasil por uma semana</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 04:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Visão]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem ainda não sabe, vai rolar a II Semana de Cultura e Arte Tibetana, em Floripa. Tem muita coisa boa e gratuita. O release oficial vai abaixo.
&#8220;Eu sinto que a cultura tibetana com seu legado único – nascido dos esforços de muitos seres humanos de bom espírito, de seu contato com mongóis, chineses, indianos, nepaleses e cultura persa, e de seu ambiente natural – tem desenvolvido um tipo de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Para quem ainda não sabe, vai rolar a <a href="http://www.semanatibetana.com.br/" target="_blank">II Semana de Cultura e Arte Tibetana</a>, em Floripa. Tem muita coisa boa e gratuita. O release oficial vai abaixo.</em></p>
<div id="attachment_2022" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><a href="http://www.semanatibetana.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-2022" title="dalailama-cct" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/dalailama-cct.jpg" alt="" width="589" height="329" /></a><p class="wp-caption-text">Dalai Lama com Guilherme, Alexandre e Cerys, do CCT</p></div>
<blockquote><p>&#8220;Eu sinto que a cultura tibetana com seu legado único – nascido dos esforços de muitos seres humanos de bom espírito, de seu contato com mongóis, chineses, indianos, nepaleses e cultura persa, e de seu ambiente natural – tem desenvolvido um tipo de energia que é muito útil no cultivo da paz mental e aproveitamento da vida. Eu sinto que existe um potencial para o Tibete ajudar a humanidade, e particularmente nossos vizinhos do leste, onde milhões de jovens chineses perderam seus valores espirituais. Neste caso, eu sinto fortemente que a cultura tibetana exercerá um papel muito importante no futuro da humanidade.&#8221;<br />
–Sua Santidade o XIV Dalai Lama, 1989, Nobel Peace Laureate</p></blockquote>
<p>Entre os dias <strong>27 de maio e 4 de junho</strong>, Florianópolis se transformará  na capital brasileira da cultura e arte do Tibete. O Centro de Cultura Tibetana (CCT) realiza, na Universidade Federal de Santa Catarina, a II Semana de Cultura e Arte Tibetana, com palestras, curso, exibição de filmes e exposições. Todas as atividades são <strong>gratuitas</strong>, exceto o curso.</p>
<h1>Mandala de areia</h1>
<p>A cerimônia de abertura (27/5, às 18h30) será marcada pelo início da construção de uma mandala de areia. Monges do Namgyal, monastério do Dalai Lama nos Estados Unidos, virão pela primeira vez ao Brasil para a realização desta arte milenar, feita com milhões de grãos de areia coloridos para representar a impermanência. Os participantes poderão acompanhar de perto todo o processo de produção da mandala durante todos os dias de evento, das 9h às 18h. A cerimônia de desmantelamento da mandala será no último dia de programações (4/6), às 15h.</p>
<h1>Curso sobre história do Tibete</h1>
<p>Inédito no Brasil, o curso<strong> <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/programacao-completa.html" target="_blank">&#8220;Tibete: história, cultura e sobrevivência&#8221;</a></strong> acontece entre os dias 27 de maio e 4 de junho, das 19h30 às 22h,  no auditório do prédio da Reitoria da UFSC. Com Lia Diskin (Instituto Palas Athena), Robbie Barnett (Columbia University), Lama Padma Samten (CEBB),  Tsewang Phuntso (Tibet Office New York) e <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/palestrantes.html" target="_blank">outros professores</a>. São 180 vagas. Inscrições pelo site <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/inscricoes.html" target="_blank">www.semanatibetana.com.br</a>.</p>
<h1>Mesa-redonda</h1>
<p>A mesa-redonda <strong>&#8220;Um olhar para dentro: contribuições da Ásia para o mundo atual&#8221;</strong> (30/5, às 10h) discutirá a expansão e a influência da cultura asiática nos países do Ocidente, abordando temas como ciência, técnicas contemplativas, filosofias e estudos da mente. Com Lama Padma Samten (CEBB), João Lupi (UFSC), monges Joaquim e Gensho (budismo zen), reverendo Joaquim Monteiro (budismo Terra Pura) e Alexandre Vieira (CCT) como moderador. Entrada franca.</p>
<h1>Exposições, filmes e palestras</h1>
<div id="attachment_2034" class="wp-caption alignnone" style="width: 599px"><img class="size-full wp-image-2034" title="themissingpiece" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/themissingpiece.jpg" alt="" width="589" height="359" /><p class="wp-caption-text">&quot;The missing piece&quot; (artistas criam inspirados pelo Dalai Lama)</p></div>
<p>Além de uma exposição de <em>thangkas</em> (pinturas religiosas originárias do Tibete), duas exposições fotográficas também podem ser visitadas diariamente, das 9h às 22h. A primeira conta a história do Tibete em imagens de seu próprio povo e <strong><a href="http://www.tmpbox.org/" target="_blank"><em>The Missing Peace in a Box</em></a></strong> chega pela primeira vez ao Brasil com 14 posteres doados por artistas famosos que se inspiraram nos ensinamentos do Dalai Lama.</p>
<p>No dia 2 de junho, às 15h, será exibido o filme  <strong><em>Fogo na Neve</em></strong>, do diretor Makoto Sasa, sobre a história de Palden Gyatso, monge budista que, durante 33 anos, sofreu torturas e realizou trabalhos forçados em um cativeiro mantido por chineses. No dia 3 de junho, às 17h, <em><strong>Tibete: O que resta de nós</strong>,</em> dirigido por François Prévost e Hugo Latulippe, conta a história de uma jovem tibetana canadense em sua jornada, carregando um vídeo do Dalai Lama.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="589" height="472" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zcpg4yX22K0?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="589" height="472" src="http://www.youtube.com/v/zcpg4yX22K0?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=zcpg4yX22K0" target="_blank"><em>Trailer de &#8220;Fire under the snow&#8221;</em></a></p>
<p>Na palestra <strong>&#8220;Arte budista do Tibete: introdução e perspectivas&#8221; </strong>(28/5, às 14h), o tibetano Ogen Shak e a brasileira H. Gyatso abordarão a relação entre arte, técnica e insight contemplativo.</p>
<h1>Banquete tibetano</h1>
<p>Na noite do dia 1 de junho, será a vez dos participantes saborearem as iguarias típicas da culinária do país. Um jantar preparado pelo chef e artista Ogen Shak oferecerá três tipos de Momos (tradicional pastel cozido no vapor e com diferentes opções de recheio e acompanhamentos), molhos, arroz de açafrão e uma deliciosa entrada.</p>
<p>Além de liderar a equipe que preparará o banquete, Ogen Shak fará uma apresentação de canções típicas do Tibete, com demonstrações de vários instrumentos.</p>
<h1>Serviço</h1>
<p><strong>Quando: </strong>27 de maio (abertura às 18h30) a 4 de junho, das 9h às 18h.<br />
<strong>Onde:</strong> Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Rua Campos Universitário – Trindade – Florianópolis.<br />
Entrada grátis para todas as atividades, exceto o curso.<br />
<strong>Programação completa:</strong> <a href="http://semanatibetana.blogspot.com/p/programacao-completa.html" target="_blank">www.semanatibetana.com.br<br />
</a> <strong>Twitter:</strong> <a href="https://twitter.com/SemanaTibetana" target="_blank">@SemanaTibetana</a></p>
<h1>Sobre o CCT</h1>
<p>O Centro de Cultura Tibetana (CCT) é uma organização não-governamental sem fins econômicos que possui a missão de apresentar e preservar a cultura tibetana no Brasil e na América Latina, sobretudo em seus aspectos material e imaterial sustentado-se em princípios éticos universais como Ahimsa, que pressupõe práticas de não-violência e Nalanda, que pressupõe a absorção, interpretação e disseminação de conhecimentos.</p>
<p><a href="http://www.semanatibetana.com.br/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-2027" title="eflyer" src="http://bodisatva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/eflyer2.jpg" alt="" width="589" height="831" /></a></p>
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