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Conecte-se com a Mãe Terra para Curar o Planeta e Ame-a

por 12/03/2012 2 comentários

Martin Luther King indicou Thich Nhat Hanh ao prêmio nobel da paz.

Entrevista com o mestre budista Thich Nhat Hanh publicada dia 20 de fevereiro de 2012. Por Jo Cofino editor chefe do site Common Dreams. Tradução para o português, Jeanne Pilli.

Conecte-se com e Ame a Mãe Terra para Curar o planeta.
“Precisamos de um despertar verdadeiro”.

Equipe do Common Dreams.

Thich Nhat Hanh, monge budista, ativista da paz e erudito, diz que devemos ver a conexão entre a Terra e nós mesmos, e que devemos nos apaixonar novamente pela Terra, a fim de curar o planeta.

O editor chefe Jo Confino entrevistou o monge de 86 anos em seu centro de retiro Plum Village. Confino escreve:

Thay, como Thich Nhat Hanh é conhecido por seus milhares de seguidores, vê a falta de sentido e de conexão na vida das pessoas como sendo a causa da nossa dependência do consumismo e que é vital reconhecermos e reagirmos à tensão à qual estamos submetendo a Terra, se quisermos que a civilização sobreviva.

Thay acredita que o problema está em vermos o meio ambiente como algo separado de nós mesmos; a mudança só poderá vir quando nos movermos para além desta forma dualista de pensar:

“Você carrega a Mãe Terra dentro de você”, diz Thay. “Ela não está fora de você. A Mãe Terra não é apenas o seu meio ambiente.”

Nessa visão de inter-ser, é possível ter uma comunicação real com a Terra, que é a mais elevada forma de oração. Nesse tipo de relacionamento há amor, força e um estado desperto suficientes para mudar a sua vida.

O medo, a separação, o ódio e a raiva vêm da visão equivocada de que você e a terra são duas entidades separadas, de que a Terra é apenas o meio ambiente. Você é o centro e quer fazer algo na Terra para poder sobreviver . Essa é uma maneira dualista de ver.

Então, respire e tome consciência de seu corpo, e então olhe profundamente para ele e perceba que você é a Terra e sua consciência é também a consciência da Terra. Não cortar árvores para não poluir a água não é suficiente.

Thay diz que esta desconexão também está nos adoecendo:

Muitas pessoas sofrem profundamente e não sabem que sofre, diz ele. Eles tentam encobrir o sofrimento mantendo-se ocupados. Muitas pessoas ficam doentes porque hoje estão isolados da Mãe Terra.

A prática da atenção plena nos ajuda a entrar em contato com a Mãe Terra dentro do nosso próprio corpo e esta prática pode ajudar a curar as pessoas. Então, a cura das pessoas deve vir acompanhada da cura da Terra; esta é a visão e qualquer um pode realizar essa prática.

Esse tipo de compreensão é muito importante para um despertar coletivo. No budismo falamos de meditação como um ato de despertar, estar desperto para o fato de que a Terra está em perigo e seres vivos estão em perigo.

Estabelecer um preço para a natureza também não é suficiente; o amor sim é que deve estar está no coração da mudança.

Precisamos de um verdadeiro despertar, da iluminação, para mudar a nossa maneira de pensar e de ver as coisas.

“Ao invés de colocar uma etiqueta de preço em nossas florestas e recifes de coral, é necessário nos apaixonarmos de novo pelo planeta, para que a mudança aconteça de forma profunda”, diz Thay:

A Terra não pode ser descrita pela noção de matéria ou de mente, porque são apenas ideias, duas faces da mesma realidade. Este pinheiro não é apenas matéria; há um senso de saber. A partícula de poeira não é apenas matéria, já que cada um de seus átomos tem inteligência e é uma realidade viva.

Quando reconhecemos as virtudes, o talento e a beleza da Mãe Terra, algo surge em nós, algum tipo de conexão, nasce o amor. Queremos nos conectar. Esse é o significado do amor, para nos tornarmos um. Quando você ama alguém, tem vontade de dizer “eu preciso de você, me refugio em você”. Você faz qualquer coisa para o benefício da Terra e a Terra faz qualquer coisa pelo seu bem-estar.

Veja a entrevista completa aqui, em inglês:

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2 comentários »

  • maria arminda silva disse:

    O que acabei de ler é o espelho do que eu penso e sinto.
    Não sou budista mas do pouco que sei desde jovem me senti atraída por
    esta religião; a terra para mim é como sendo parte de mim e quando a vejo maltratada sinto quase que uma angústia porque as religiões da maior parte da europa, como a minha, a católica,são muito formais, com muitos rituais, vazias de conteúdo. porque é que o Papa é considerado um santo quando vive no luxo e não pratica o que Cristo pregou; o exemplo tem de vir de cima; é tudo muito falso na vida de todos aueles homenzinhos do vaticano.
    Tenho a certeza de que o budismo eleva o ser humano, mas ao mesmo tempo o faz reconhecer que os homens não são os únicos donos da terra; a humildade e compaixão é apanágio dos sábios: humildade que não quer significar subsurviença.
    M.A. Porto Portugal

  • alano alexadre disse:

    A leitura está me orientando para o exercício do Auto Controle, não está fácil, são muitas pertubações mas ao menos estou buscando mover-me, compreendendo a mim mesmo. Acho que estou dando o primeiro passo, para uma caminhada de milhares de milhas.

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