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Em Casa com o Dalai Lama

por 24/09/2013 2 comentários

Matéria publicada na revista Shambhala Sun de setembro de 2013, por Victor Chan,  autor de “The Wisdom of Compassion”. Tradução para o português de Rafaela Batista.

Abaixo, uma carta para minhas filhas, que apareceu primeiramente na edição de setembro de 2013 da revista Shambhala Sun.

“Queridas Lina e Kira,

Vocês estão agora com 16 e 19 anos de idade, e começando a traçar um rumo
suas próprias vidas. Passaram-se os dias em que parecíamos ter um tempo infinito para
apenas nos sentar e conversar. Eu sinto falta de passar um tempo com vocês na praia,
das longas viagens no acampamento Westfalia, quando vocês eram obedientemente
receptivas ao que eu tinha para dizer.

Uma história que eu gostaria de ter lhes contado é sobre a manhã que passei com o
Dalai Lama. Foi uma experiência profundamente significativa para mim. Aquelas
duas horas que estive com ele me deu retrato claro de como ele gasta seu tempo em
particular, longe dos holofotes. Ele quase não falou comigo na hora. Mas o que ele fez
naquela manhã falou por si só, e é relevante para todos nós.
Então, eu decidi escrever essa carta para vocês.

Eu estava trabalhando no manuscrito de The Wisdom of Forgiveness, no qual fui coautor
com o Dalai Lama, quando ele me convidou para passar uma manhã em sua casa em
Dharamsala, na Índia. Eu havia viajado com ele para quatro continentes e o entrevistado
várias vezes, mas nunca havia estado no santuário interior de sua residência. Pela
primeira vez, eu não me importei em acordar num horário que era, para mim, no meio
da noite.

Às 03h45min da manhã, eu estava sentado em uma pequena parte do tapete, no chão da
sala de meditação do Dalai Lama. O espaço era sereno e deslumbrante, e sua elegância
subestimada. Tinha espaço para uma mesa, uma área para meditação e uma pequena
área de estar e de jantar. Vitrines feitas de preciosa madeira guardavam bronzes de
diferentes tamanhos, instrumentos ritualísticos, e pilhas de folhas soltas de antigas
escrituras tibetanas. Pesadas cortinas estavam retraídas, de modo a expor uma janela que
ia do chão ao teto, e, à luz da madrugada eu pude decifrar a silhueta dos Himalaias.
Em uma hora em que apenas os cachorros de rua estavam acordados, o Dalai Lama
começou suas prostrações. De pé, ele se ajoelhou, e então alongou totalmente seu corpo
no chão, e apenas um colchão fino protegendo seu torso do assoalho de madeira. Seus
braços estavam totalmente estendidos além de sua cabeça; as palmas de suas mãos, cada
uma delas descansando em um pedaço de tecidos, estavam inclinadas um ângulo agudo,
com os dedos apontando para o teto.

Então, com um movimento experiente, ele deslizou as mãos de volta até às coxas,
como apoio, dobrou seu corpo até ficar ajoelhado, e se endireitou novamente, de pé.
Ele colocou suas mãos juntas, em posição de oração, no topo de sua cabeça, as abaixou,
lentamente, até seu peito e desceu novamente ao chão, com o corpo todo. Então, repetiu
a sequência.

Perdi as contas depois de um tempo, mas eu imaginei que ele deve ter feito cerca de
três dúzias de prostrações completas. O Dalai Lama tem feito prostrações quase todos
os dias de sua vida, e, se alguém estivesse contando, tenho certeza de que o total deve
chegar a bem mais de um milhão de repetições ao longo de suas sete décadas.
Feitas as prostrações, ele caminhou até uma esteira, oculta pela janela. Pendurou suas
contas de oração na alça da esteira, perto de uma toalha dobrada, e começou a andar
rapidamente na esteira em movimento. Quase imediatamente fechou seus olhos, ao
mesmo tempo em se rendia ao ritmo da máquina, e meditou enquanto se exercitava. Era
uma versão muito mais rápida da meditação andando.

Depois de tomar seu banho, o Dalai Lama me levou ao telhado da residência. As
montanhas ao redor ainda estavam escuras, seus contornos quase imperceptíveis,
intocados pelo sol. Tentáculos minúsculos de fumaça saíam enrolados das chaminés
invisíveis e depois se dissipavam no ar frio. Mais abaixo, no Vale do Kangra, as luzes
das cidades indianas podiam ser vistas à distância. Era tão cedo que os pássaros ainda
não haviam começado a cantar.

O Dalai Lama encarou fixamente o espaço à frente, absorvendo o silêncio, permitindo
que todos seus sentidos experimentassem toda a tranquila majestade dos arredores. Ele
estava muito presente, sem se distrair pela minha presença perto dele. Ao observá-lo,
de pé e absolutamente imóvel, com uma das mãos levemente apoiadas no corrimão de
metal verde, eu fui tocado pela graça inefável do momento.

Estava frio e nós não ficamos por muito tempo no telhado. Depois que retornamos à
sua sala, o Dalai Lama imediatamente entrou em meditação. Ele se sentou em uma
almofada atrás de sua mesa, que continha um painel de mogno pintado de ouro na parte
de trás. Ele estava sem seus óculos, e a totalidade de seu rosto, a personificação de
uma vida vivida ao máximo, estava à mostra. Havia bolsas escuras sob seus olhos, e
profundas fissuras corriam de ambos os lados de seu rosto até o queixo. Sem esforço,
Seu rosto projetava gravidade e sabedoria.

Ao meditar, o corpo do Dalai Lama levemente balançava de vez em quando, como
um metrônomo. Seus olhos estavam parcialmente fechados, mas eu conseguia ver
uma tremulação ocasional dos globos oculares dentro de suas órbitas. Às vezes eles
rolavam para cima por umas duas batidas e eu conseguia ver a imensidão branca de
seus olhos. Suas mãos descansavam em seu colo, os dedos passando ritmicamente pelas
contas da japa. Eu estava desconfortável, percebendo minha intrusão em algo que era
extraordinariamente particular.

Eu não tinha dúvidas de que o Dalai Lama estava em um lugar profundo e especial.
Ele me diria mais tarde que sua mente meditativa não é tão quieta como, digamos, a
de um monge zen. Estava ativamente moldando sua motivação para o dia, ocupada
em como aprofundar sua compaixão. Ele aspira ser gentil com todos e ajudar a aliviar
o sofrimento, de qualquer maneira que puder. Uma análise racional nesse momento
permite que ele fortaleça e verifique um importante insight: que ao ser compassivo com
os outros, ele mesmo se beneficia ao ter paz de espírito.

Depois de três horas, chegou a hora de ir embora. Ele agarrou minha mão com firmeza
e me guiou a um dos armários, onde ele pegou uma pequena pedra cinza, que tinha
esculpido um monastério indiano com uma torre central ornamentada no topo de uma
estrutura de dois andares. Quatro torres menores se posicionavam nos quatro cantos da
estrutura. “Templo de Bodhgaya, para você”, disse o Dalai Lama.

Ele já estava me levando para a porta quando um pensamento lhe ocorreu. Ele me
guiou para outra vitrine cheia de objetos gloriosos. “Aha!”, exclamou em deleite. Ele
cuidadosamente tirou algo de lá e me entregou: uma pequena escultura em mogno de
um velho enrugado com a barba até a cintura. Era por excelência uma interpretação de
um sábio chinês.

Naquele momento, Paljor la, o monge e assistente pessoal do Dalai Lama entrou na sala.
Ele entregou um pequeno envelope vermelho que o Dalai Lama passou para mim.
“Um pequeno pacote para você, um lai si, de acordo com o costume chinês. Vejo-te em
breve”, disse o Dalai Lama, caloroso. Dentro do envelope havia um maço de dólares
americanos. Eu senti um rubor se espalhando por todo meu rosto. Estava mortificado.
Inesperadamente, o Dalai Lama havia me dado presentes, talvez até coisas valiosas,
de origem significativa. E, sabendo que eu tinha recursos limitados, também me deu
dinheiro de presente.

Ao sair da sala de meditação, fiquei impressionado em quão satisfeito o Dalai Lama
parecia naquele momento. Seu rosto estava radiante. Era como se me dando coisas
lhe trouxesse grande satisfação. Isso se manifestava visivelmente em seu rosto.
Algumas das profundas linhas verticais que corriam ao longo de suas bochechas foram
preenchidas; sua testa pareceu menos franzida, e as bolsas sob seus olhos estavam num
tom mais claro. Havia ali uma aura palpável de bem-estar nele.

Lina e Kira, vocês sabem um pouco sobre os benefícios da doação por experiência
própria. Nossa família passou um ano na Índia quando vocês tinham sete e nove anos.
Vocês devem se lembrar de quão difíceis aquelas primeiras duas semanas foram. Vocês
sofreram com o choque cultural quando confrontadas com a extrema pobreza e miséria
insuportável. Vocês se sentiram muito mal. Então, descobriram os filhotes de rua em
Dharamsala, e encontraram prazer em cuidar deles. Eu claramente me lembro de vocês
duas engatinhando nas imundas sarjetas para levar comida e água para os pequenos
animais. Quando eles começaram a morrer devido a um vírus que se espalhava, vocês
se dedicaram à captação de recursos, tentando comprar vacinas suficientes para salvá-
los. Esse ato de cuidar, colocar o bem-estar de outros na frente do seu próprio, mudou o
espírito de vocês dramaticamente.

Assim como Shantideva, um sábio indiano do século IX cujos ensinamentos influenciou
o Dalai Lama profundamente, escreveu: “Todas as alegrias que o mundo contém
vieram
 através do ato de desejar felicidade para os outros”. Como o Dalai
Lama tem sempre dito, “Se você deseja que os outros sejam felizes, pratique a compaixão.
Se você deseja ser feliz, pratique a compaixão”.

Depois de deixar a residência do Dalai Lama, eu fui a um café no bazar de Dharamsala.
Ao tomar um cappuccino surpreendentemente bom, eu refleti sobre minhas experiências
das últimas horas. Eu havia visto uma rotina que era simples, mundana, até. O Dalai
Lama se prostrava, se exercitava na esteira, observava os arredores no telhado, meditava
e me dava coisas. Nada fora do comum, realmente. Ainda assim, eu ainda podia sentir a
luminosidade de boa-vontade que ele emanava.

Eu havia visto um homem que cuida bem de si mesmo, fisicamente e espiritualmente.
Eu sabia que sua rotina matutina não varia ano após ano. É preciso disciplina,
perseverança e autocontrole para se levantar toda manhã às 3h30min da manhã, para
trabalhar no desenvolvimento espiritual por algumas horas, antes de começar seus
custosos deveres oficiais. O Dalai Lama tem feito isso por décadas, mesmo quando ele
está há vários fusos horários longe de sua casa.

O Dalai Lama repetidamente me disse que não gosta de fazer exercício. Mas, como
alguém com uma mente com inclinação para a ciência, que se mantém informado
sobre os avanços mais recentes na área da saúde, ele sabe que é importante. Ele tem
plena consciência da passagem do tempo, e do imperativo de não desperdiçar isso. Sua
capacidade de cumprir, tanto quanto possível, a sua missão de ajudar a todos depende de
quão bem seu corpo é cuidado.

Eu também sei que ele não foi particularmente um bom aluno quando era jovem. Ele
tinha um comportamento irreverente, e era impulsivo. Disciplinas monásticas como
meditação e estudos das escrituras não vinham naturalmente para ele.

“Aos sete ou oito anos”, disse o Dalai Lama, em um encontro anterior, com um brilho
malicioso no olhar, “eu não tinha nenhum interesse em estudar. Só em brincar. Mas
uma coisa: minha mente desde cedo é afiada, pode aprender facilmente. E isso traz
preguiça. Então, meu tutor sempre mantinha um chicote, um chicote amarelo, ao seu
lado. Quando eu via o chicote amarelo, o chicote sagrado para estudante santo o Dalai
Lama, eu estudava. De medo. Mesmo com aquela idade eu sabia, se eu estudar, sem
santa dor”.

Apesar de sua relutância para estudar quando era criança, o Dalai Lama se dedicava
todas as manhãs. Com perseverança e autocontrole, ele aprendeu a ficar parado por
longos períodos. Aos poucos, foi mais capaz de controlar seus impulsos errantes.
Meditação e estudo vinham antes da diversão; a gratificação atrasada tornou-se uma
questão de disciplina.

Durante muito tempo, os psicólogos focavam a inteligência bruta como o mais
importante prognóstico de sucesso na vida. Hoje em dia, a maioria concorda que o QI
está geralmente à mercê de autocontrole. Os filhos mais brilhantes não podem sempre
se dar bem por puramente sua capacidade intelectual. Sucesso em longo prazo depende
da capacidade de se autorregular, para mitigar os impulsos prejudiciais e melhorar os
impulsos benéficos.

Kira, eu acho que você pode se identificar com isso. Durante todo seu período escolar
você costumava mergulhar no seu dever de casa, não largando até o último minuto.
Isso reflete bem sua capacidade de adiar a recompensa. Eu acho que você saboreia o
sentimento de realização que vem em descarregar suas responsabilidades no tempo
hábil. Tira um peso de seus ombros e te liberta para fazer outras coisas, talvez mais
divertidas. Sou muito feliz por você ter interiorizado este hábito útil, que pode se
mostrar importante em sua vida.

O Dalai Lama tem feito palestras sobre a importância do autocontrole. Ele acredita que
é um elemento necessário à espiritualidade. Dá-nos os meios para cultivar e aprimorar
nossas qualidades necessárias para a vida. Permite-nos questionar nosso comportamento
e nos abrir para a possibilidade de cura. Ele compara a nossa mente indisciplinada a um
elefante selvagem e furioso. Se formos capazes de incutir uma boa dose de disciplina
interior, somos mais propensos a fomentar o desenvolvimento de compaixão, que é a
fundação da verdadeira felicidade.

É óbvio que a meditação é importante para o Dalai Lama. Ele passa uma grande parte
do seu tempo a praticando, e eu o tenho visto revigorado depois de sua sessão matinal.
O Dalai Lama disse recentemente: “Se todas as crianças de oito anos aprenderem
meditação, nós eliminaremos a violência do mundo dentro de uma geração”.
Mais e mais pessoas estão meditando hoje em dia. Mas eu suspeito que, apesar das boas
intenções, poucas são capazes de manter, sustentavelmente. Mais cedo ou mais tarde,
preocupações interrompem a rotina para muitos.

Para o Dalai Lama, meditação é como escovar os dentes. É um hábito diário. Ele pratica
toda manhã e toda noite. Pelos meus cálculos, ele investiu bem mais de 100.000 horas
de sua vida na meditação. E, sem dúvidas, ele é a pessoa mais feliz que já conheci. Seu
senso de humor, sua habilidade de sorrir e aproveitar a vida, são lendários. O Dalai
Lama me deu algumas dicas simples de como integrar a meditação na rotina diária.
Não seja muito ambicioso; acalme sua impaciência. Não pratique por muito tempo no
começo, não mais do que dez ou quinze minutos por sessão. Mas o faça com frequência
– umas duas vezes por dia – e transforme isso num hábito regular.

Criar um ritmo sustentável, fazer da meditação um hábito diário, é o segredo do
Dalai Lama para o aumento de sua reserva de bem-estar. Nos últimos anos, a ciência
confirmou a correlação entre meditação e felicidade verdadeira.
“Mas o progresso toma tempo”, o Dalai Lama me disse. “Não é como ligar a luz
através de um interruptor. É mais como fazer uma fogueira com gravetos: começa com
uma pequena faísca, depois fica maior, mais luz, mais luz. É desse jeito.”

Eis algumas coisas que aprendi naquela manhã. Faça exercícios. É bom para o corpo
e mente. Meditação também é bom. Sem surpresas até aqui. Não estou dizendo nada
de novo. Mas eu também fiquei impressionado com algumas boas idéias antiquadas
incorporadas na rotina matinal do Dalai Lama. Nada que faça a terra tremer, mas foi
bom vê-las como experiências vividas.

O primeiro passo é o autocontrole e tudo o que ele implica: recompense atrasada,
disciplina, perseverança. O segundo é adquirir o hábito. Seguir uma rotina invariável
ajuda a criar sustentabilidade e sucesso em qualquer coisa que queremos fazer. O
terceiro é a recompensa que vem da doação, de ser útil para os outros. Essas são
estratégias práticas e comprovadas que podemos usar para tornar nossas vidas mais bem
sucedidas, mais frutíferas.

O insight mais profundo se apresentou mais rapidamente, quando eu estava no telhado
com Sua Santidade. Até agora consigo apenas vislumbrar o esboço. Não espero que
vocês duas consigam se identificar com isso agora, mas vale a pena manter na memória.
Foi naquele telhado que eu tive uma breve noção da interdependência e seu significado.
O Dalai Lama estava num estado de espírito reflexivo, e pouco falou comigo. Mas
aqueles poucos minutos no frio de antes do amanhecer me tocou com uma intensidade
inesperada. Eu intuí sua conexão verdadeira e ponderosa com tudo ao seu redor, uma
ligação que transcende o pensamento.

Lembrei-me de uma entrevista anterior que fiz com ele. Ele me disse sobre algo que
havia experimentado quando estava com seus vinte e tantos anos. Sempre quando
olhava para alguma coisa – uma mesa, cadeira, outra pessoa – era como se aquilo não
tivesse substância, nenhuma essência física. Era uma “ausência de realidade sólida”, o

Dalai Lama me disse.
Vendo que eu estava perplexo, ele elaborou. “Esses momentos são uma imagem,
como
 assistir TV ou a um filme. É especialmente como assistir a um filme.
Sentindo como se
 algo real estivesse acontecendo, mas, ao mesmo tempo,
enquanto os seus olhos estão
 olhando aquilo, sua mente sabe que é uma
mera imagem. Só atuando, não é real”
.

Essa maneira de ver, essa percepção sutil da realidade, é a base da espiritualidade do
Dalai Lama. Ele sabe, cognitivamente e também através da experiência, que tudo está
sujeito à lei da impermanência e de que a nossa existência depende de uma complexa
teia de relações. É como se os seus limites pessoais tenham sido dissolvidos. Como
resultado, ele sente uma profunda afinidade com tudo e todos.

Lina e Kira, isso resume o que passou pela minha cabeça sobre aquela manhã. Eu
sempre vou me lembrar daquelas poucas horas que passei com o Dalai Lama. Ele
não me deu quaisquer ensinamentos de sabedoria, naquela manhã, não da maneira
convencional. Ele me ignorou a maior parte do tempo. Mas, como vocês podem ver,
eu aprendi algumas coisas importantes – coisas que não são fáceis de expressar em
palavras.

Com muito carinho, seu pai.”

Victor Chan é grato aos três homens afegãos que o sequestraram a mão armada
em 1972,  porque se não fosse por eles, nunca teria conhecido o Dalai Lama. Chan
e Sua Santidade são coautores de dois livros, a The Wisdom of Forgiveness e The
Wisdom of Compassion. Em 2005, fundaram juntos o Dalai Lama Center for Peace
and Education em Vancouver, British Columbia.

Leia o texto em inglês.

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2 comentários »

  • brenda disse:

    Creio que aquilo que o Dalai Lama doe de mais precioso seja seu exemplo de sabedoria e bondade para além de qualquer condição relativa. A violência incessante que a sua terra e o seu povo tem enfrentado depois da invasão chinesa não o esmorece de modo algum, ele usa a dificuldade como um ornamento, como um estandarte da vitória,. Enxergar esse ornamento por cima de sua rotina atribulada enriquece a prática de todo praticante. E até mesmo beneficia os chamados ‘convidados de intenção maldosa’, no caso as pessoas que o cercam apenas para criar dificuldades, como quando tentaram impedir sua visita a Austrália, recentemente. Acredito que enfrenta-lo, com qualquer tipo de motivação, sempre resulta em algum modo de crescimento e amadurecimento espiritual…não tem como estar próximo dele e não se beneficiar…como seu nome diz, ele é um oceano, doando méritos incessantemente para todos que surfam nas suas ondas. Seja lá com a motivação que for. Creio que as simples réplicas dos seus tesouros (ele não poderia doar o original de um monastério ou um mestre chinês..e nem mesmo uma quantidade expressiva de dinheiro para um só ser, pois muitos tibetanos o procuram tendo deixado tudo para trás para ir para Daramsala) e até mesmo o dinheiro deva ser recebido com a mesma mente não dual com que ele doa…para além de um doador e um receptor. A responsabilidade de quem aceita tais benefícios, por mais singelos que sejam, não deveria ser nem um milímetro menor do que a responsabilidade universal que ele vem ensinando desde que deixou o Tibet. Aceitar sua doação é aceitar seu compromisso inabalável com sua terra e o seu povo.

  • Tereza Kawall disse:

    Seu site é o máximo, parabéns, e abraços!!

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