Foto: Marcia Gazolla

Nosso adversário é Maharaja, nossa base é Chenrezig

Como parte da Série Especial Pós-Eleição da Bodisatva, Lama Padma Samten comenta o momento atual e nos lembra o que fazer: seguir praticando


Por
Revisão: Rafaela Valença
Transcrição: Bruna Crespo

Minha visão, essencialmente, é de que estamos no samsara. Antes das eleições, estávamos no samsara; durante as eleições, também no samsara; posteriormente, continuamos no samsara. Assim, não deveríamos utilizar uma visão curta e a violência como método para as relações. Deveríamos evitar a noção de culpar pessoas.

Esta noção da não culpabilidade não é uma novidade: Hitler, por exemplo, pode ter tido ideias muito estranhas, mas teve 92% dos alemães o apoiando. Forçado ou seduzido, de um jeito ou de outro, o povo votou nele. E aqui no Brasil é a mesma coisa: mais de cinquenta milhões de pessoas votaram por políticas em que, entre outras propostas, as armas estão liberadas e a proteção ambiental ameaçada. O presidente eleito, ainda não empossado, é político há 28 anos e ele não mudou. A diferença é que as pessoas, agora, o apoiaram – esse é o fenômeno maior. É uma situação parecida com a dos Estados Unidos: o grande fenômeno é o fato de que as pessoas apoiaram esse tipo de política e, talvez, o atual presidente norte-americano seja até reeleito. Mas, como as pessoas estão com esse tipo de visão? Para mim isso também não é nenhuma novidade.

Aqui, dentro do nosso país, eu considero que nos encontramos em uma situação explosiva, pois a sociedade urbana é dependente de um processo de expansão constante da economia. Se isso não acontece, as gerações que estão na periferia urbana, que sonham em poder melhorar, chegam à conclusão de que não vão conseguir. E, quando se dão conta de que não têm chance, o tecido social se rompe. Assim, as pessoas se tornam capazes de fazer qualquer coisa, andar em qualquer direção.

Eu considero que o desemprego elevado é o maior desafio que está acontecendo na Europa e em vários lugares. Não sei bem como a direita vai fazer aqui no Brasil, mas suspeito. Acho que o movimento de consolidar pela força militar os privilégios, as discrepâncias, as disparidades, e sustentar isso como se fosse a última guerra já está acontecendo.

Quando olhamos a situação brasileira, vejo que é muito difícil manter aqui um processo autoritário parecido com os de Mussolini e Hitler. Estudando o que aconteceu com estes, vemos que tinham um nível de articulação muito específico. Por exemplo, Hitler tinha palavras de ordem que não ouvimos por aqui. Ele falou para um povo que estava todo quebrado: “levante-se, Alemanha!”. E os alemães se levantaram. Havia, assim, uma política nacionalista. Diziam: o marxismo divide o país, mas aqui todos são alemães; vamos trabalhar unidos e construir o país. Ele fez trabalho social e convocou cada um a fazer sua parte. Hitler criticou a política marxista, que trabalha com a luta de classes, em que uns se sentem vitimizados e lutam contra. Dessa forma, a força fica fracionada.

No Brasil está tudo fracionado. Não temos um espírito de nação para dizermos: agora nos levantamos e vamos.

Aqui, a política está contra as minorias, contra os índios, contra os pobres, contra os direitos disso e daquilo… Isso não vai prosperar porque divide o país inteiro. Um processo divisivo não vai a lugar nenhum.

O perigo verdadeiro para nós é sucumbir frente aos interesses externos. É irmos vendendo o que temos de valor aqui dentro e perdendo o controle sobre o que poderia ser usado para o nosso benefício – encontramos a corrupção fazendo isso! O Brasil estava mais ou menos rico com o Pré-Sal e com uma política interessante, mas houve também uma tal quantidade de desmandos e aqueles recursos todos sumiram. Hoje, o Brasil está com um endividamento interno, apesar de ter uma reserva externa que ainda o equilibra.

Olhando para a situação norte-americana, também entendemos assim: o Trump não é um Hitler – para o bem ou para o mal. Ele é divisivo; lá as pessoas se dividem, não se unem. Trump reina para uns e contra outros. Assim não adianta. Se em vez de dizer “America first”, ele dissesse: América, se levante, vamos acabar com a pobreza, com os problemas de saúde, aí funcionaria! Mas, empreender a luta de uns contra outros não vai funcionar. Isso não vai andar; ele não vai conseguir. Ao invés de pregar “America first”, Trump poderia dizer: Planeta, levante-se, vamos resolver o meio ambiente, vamos consertar tudo; nós, norte-americanos, estamos aqui para ajudar e vocês também.

Por exemplo, surgiu no Brasil esse projeto de fundir o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura¹. Seria mais ou menos assim: quem vai cuidar das questões ambientais são os potenciais agressores. É colocar as raposas a cuidar das galinhas. Mas os próprios representantes do agronegócio acharam que não era uma boa ideia, porque eles precisam de uma imagem pública adequada. Acredito que nos próximos anos, em um tempo não muito longo, as pessoas que estão no agronegócio vão se tornar progressivamente mais informadas, vão entender que precisam equilibrar, que não podem simplesmente predar o meio ambiente. Isso é assim: se as pessoas que pescam baleias pescarem mais do que a capacidade de regeneração, o negócio deles vai terminar. Tudo tem um equilíbrio.

Na visão que vem da reflexão do movimento ecológico, o que acontece é que a terra está menos rica do que estava e, portanto, tem menos riquezas para oferecer. Dá mais trabalho para se coletar aquela riqueza. Se olharmos os mares, eles têm uma fração dos peixes que tinham, as florestas são uma fração do que existia. É tudo uma fração do que existia antes.

Houve um período de expansão rápida em que os recursos eram abundantes. Na falta dos recursos, as disparidades das regiões se tornam um ponto crucial. Então, as pessoas começam a migrar e a se deslocar. Não há como conter isso.

A questão das migrações por razões ambientais, por guerras e outros motivos – grandes fluxos populacionais se deslocando de uma região para outra – não se resolve com uma política militar. Isso se resolve ajudando as pessoas a se fixarem nos lugares de onde estão vindo. Mas ninguém está entendendo isso. Está todo mundo olhando e achando que se resolve na bala. Em qualquer parte, acham que isso vai se resolver com forças militares. Mas não é assim, porque se forem agredidas, aquelas pessoas vão ficar muito mal – mulheres, crianças, famílias.

A questão maior é: por que essas pessoas se levantam e começam a caminhar por uma estrada em direção a outro lugar?

Por que se colocam em botes, pagam fortunas, tiram um dinheiro não se sabe de onde, entram com seus filhos em situações totalmente arriscadas para atravessar a Europa até chegarem onde não são bem-vindos – aliás, são expulsos!? Por quê? A política de primeiro mundo destrói a estrutura dos países dessas regiões. Esses países ficam destruídos, as pessoas ficam muito mal, não têm mais perspectivas e, obviamente, buscam um futuro fora.

Se olharmos para os impérios da Antiguidade, eles protegem os dominados. Se pensarmos nos impérios europeus mais antigos, o que nós encontramos como resultado do domínio de Roma, em vários lugares, incluindo a Síria, são grandes construções, lugares que até hoje são reverenciados como locais de expressão cultural importantes. Eles trouxeram uma cultura e uma visão de mundo importante. Não foram lá para saquear aquilo tudo. Construíram e ordenaram o mundo segundo uma visão, mesmo os impérios islâmicos eram assim. O império otomano respeitava a vastidão da sua área com todos os seus povos, línguas e religiões. Ele veio construindo estradas, melhorando a economia, protegendo uma região pela riqueza da outra e aquilo tudo foi andando. Assim eram os impérios da Antiguidade. Nos impérios modernos é que se chega lá, substitui-se uma cultura por outra, saqueia-se tudo, mata-se tudo, destrói-se os prédios e constrói-se outros no lugar. Isso é triste. Neste nosso tempo, os  impérios são estranhos, de curta duração e com uma visão muito estreita.

Aqui no Brasil, na visão budista, a nossa perspectiva – do CEBB e do Instituto Caminho do Meio – é que nós, de fato, não temos inimigos. Quando as pessoas começam a olhar sob um ponto de vista de inimizade, isso é uma perda de tempo.

O nosso adversário é Maharaja, é a ignorância, são os doze elos da originação dependente, as emoções perturbadoras. Quanto mais estreitas e tensas as ações, mais danos causam, mais infelicidade propiciam, mais resultados cármicos acontecem.

O que eu vejo que podemos fazer é essencialmente o mesmo que já estamos fazendo. Vamos estudando, meditando e vendo que esses movimentos coletivos estão perfeitamente explicados pelo giro da Roda da Vida, pelo aro dos três animais, pelas três emoções perturbadoras, pelos três venenos da mente. Há um giro natural que não é de uma pessoa, é de uma população – uma visão de mundo que sobe e desce.

É difícil puxar o freio de mão dessa visão de mundo enquanto se está andando. Mas ela tem um modo próprio, desce e depois sobe, e aquilo vai indo. Quando começa a subir, todo mundo pensa: Era de Aquário! Tudo ficou maravilhoso! Mas pode se preparar: o movimento hippie, por exemplo, deu origem aos yuppies. Os filhos dos hippies viraram yuppies super eficientes, com pastinha preta, terno, gravata, cabelo lambido com creme. Mas e os banhos de cachoeira pelados? E o arroz integral? Passaram todos para hambúrguer, McDonald’s. Isso que é degradação! [risos] É assim: fantástico. E muitas vezes por movimentos coletivos. É interessante ver como a nossa mente gira e ficamos presos a um conjunto de referenciais que emerge como se fosse uma realidade externa sólida.

Estamos neste tempo em que parece que certas coisas são possíveis, mas não são. Aquilo vai indo e, de repente, tudo descarrilha. Este é o ponto: não temos que combater nada. Só temos que segurar um pouco, antes que a coisa toda se desmanche na nossa frente. O maior risco do governo que vai assumir no dia 1º de janeiro é de se desmanchar, porque ele não surge de um movimento maduro. As contradições vão aparecer e as ações não virtuosas produzem problemas, isso é inevitável. É necessário que haja algum nível de lucidez.

Penso também que o governo que vem tem pessoas hábeis que vão saber evitar os problemas maiores e andar de um jeito melhor do que os protagonistas principais têm anunciado. Eu vi dois discursos do futuro presidente: um primeiro, bem natural, bem problemático, em que ele disse um monte de bobagens; no segundo, quando enfim ele pegou um papel e leu, aquilo que disse estava coerente e sensato. Ou seja, tem alguém por trás; essas pessoas podem fazer as coisas andarem como devem andar.

Por aqui, nós estamos fazendo o trabalho certo. E, se não estivermos, mudamos. Estamos tentando fazer o nosso melhor, não tenho nenhuma dúvida. A nossa base é Chenrezig, o Buda da Compaixão: cinco sabedorias, quatro formas de ação, quatro qualidades incomensuráveis, seis perfeições e meios hábeis variados. Consideramos a vida como um todo e a multiplicidade das aparências da vida como manifestações da mente de Buda. Nós vamos nos movimentando em meio a isso. Não penso que vão surgir obstáculos econômicos, tecnológicos. O obstáculo maior somos nós mesmos. Então, como praticantes, as pessoas precisam refazer seus votos, aprofundar na meditação e nos estudos, ajudar os outros, acolher como for possível, e se mover com lucidez em meio à vida cotidiana.


¹Até aquele momento, dia 30.10, a posição da equipe de Jair Bolsonaro era a de que haveria fusão entre os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. Dois dias depois, devido à pressão de diferentes setores e críticas dos governos chinês e alemão, Bolsonaro voltou atrás. Veja a notícia publicada em 01.11 no site G1 sobre o recuo do futuro Presidente.


Este texto é um transcrição da resposta do Lama Padma Samten ao pedido da Bodisatva de um comentário seu a respeito deste período pós-eleitoral no Brasil, especialmente no que se refere à desesperança, ao medo e à difícil lida com conflitos em família e em outros ambientes, causados pela polarização política. A resposta do Lama aconteceu durante os ensinamentos oferecidos no CEBB Caminho do Meio, em Viamão (RS), e transmitidos ao vivo em 30/10/2018 – dois dias após a eleição de Jair Messias Bolsonaro (PSL) como futuro presidente do Brasil.


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6 Comentários

  1. Gerson Pinheiro Machado disse:

    Olha, sempre olbei os budistas com desconfiança, com mil subterfúgio para evitar tocar nos problemas imediatos e nem por isso pequenos. Desculpas esotericas irreais para problemas exotericos reais…
    Estou paradoxalmente feliz por estar errado.
    Foi, talvez, o melhor texto que li a partir de uma perspectiva espiritual… Embora eu não faça a minima puta ideia do q seja maharaja… Grandereibolsonaro??

    • Lia Beltrão disse:

      Caro Gerson, obrigada por teu comentário! Desculpa pelo título meio indecifrável. Normalmente temos uma linguagem voltada para não-budistas mas dessa vez escapou. 🙂 Maharaja, aqui nesse contexto, é como se fosse a corporificação da impermanência, do fato que as coisas são incontroláveis e inconsertáveis. Na verdade, não é um ser que existe lá fora mas representa nossa própria incapacidade de entender a realidade como ela é. Dessa incapacidade, ou ignorância, nasce todo o nosso sofrimento. Por isso, no fim das contas, Maharaja é como se fosse o regente do sofrimento em si. Por isso o Lama diz que o inimigo não é “alguém”, mas apenas esse sofrimento que vem da ignorância de ver as coisas como são. Esperamos que tenha melhorado pra ti! Abraço!

  2. Marcus disse:

    De todo esse texto, entre concordâncias e discordâncias com a visão do Lama, fica patente a antipatia pelo presidente eleito, não manifesta de modo claro mo contexto.
    Há uma evidente redução da realidade nas questões ambientais, não que não seja importante, mas é flagrante a falta de informação e de pesquisa de várias sinalizações do eleito, ao longo dos últimos tempos de amplo conhecimento de questões cruciais para o país que sofre riscos consideráveis de sua soberania, com exploração de suas riquezas por organizações estrangeiras, com parceiros brasileiros e ONG’s que camuflam interesses escusos com propagandas que iludem os incautos. E, infelizmente, tudo a preço de banana com a conivência e/ou omissão dos últimos governos. Nos últimos meses estudei profundamente questões atinentes às eleições, longe da manipulações e matérias insidiosas da grande imprensa, o braço torpe do establishment.
    Não farei um texto mais longo pois sei que poucos lerão. Apenas vou deixar registrado o que poderia ter sido feito para o nosso sofrido povo do semi-árido, este sim, relegado ao um ambiente inóspito e agressivo que não sofreu a interferência do homem, é assim de há muito.
    Se o presidente eleito voltou atrás na questão dos ministérios mostra estar receptivo às opiniões e aconselhamento, muito distante de uma postura inflexível e ditatorial.
    Hoje perdi um pouco meu reconhecimento pelo Lama, não obstante o bem elaborado texto, mas leviano.
    Espero que leiam o texto abaixo:

    Faz tempo que entrei numa conversa com um amigo que glamuzizava a obra de transposição do Rio São Francisco, ainda não concluída e que já consumiu muito dinheiro. Para não pecar pela leviandade, antes de criticar fiz uma pesquisa sobre o que já poderia ter sido feito e modificado a situação deprimente do nosso sertão, onde a indústria da seca continua amealhando votos e distribuindo ilusões. O texto é um pouco longo mas interessante:

    ìndice médio de chuva anual

    Israel = 600 milímetros (no deserto de Negev não chega 30)
    Semi-árido brasileiro – 800 milímetros

    Israel é um grande exportador de produtos hortícolas e frutícolas, e líder mundial em pesquisa agrícola (agro-tecnologia, principalmente de estufas e gerenciamento de irrigação), apesar de sua geografia extremamente hostil à prática das atividades agrícolas. Mais da metade do país é composta de solos desérticos, com pouquíssima incidência pluviométrica e um clima hostil. Apenas 20% das terras de Israel são aráveis .

    A produção israelense :

    – Sorgo, trigo e milho.

    – As frutas e os legumes mais popularmente cultivados são os cítricos (abacaxi, laranja, limão e kiwi), bem como frutas típicas dos trópicos, como a goiaba, o abacate, a banana e a manga. Tomates, pepinos, pimentões e abobrinhas são cultivados em todo o país, enquanto os melões são colhidos durante os meses de inverno. Israel é um dos líderes mundiais em produção de citrinos frescos, incluindo grapefruit, tangerinas e os “pomelit”, um híbrido de laranja e pomelo desenvolvido localmente. As regiões subtropicais do país produzem tâmaras, enquanto nas colinas do norte as maçãs, peras e cerejas são plantadas. Além disso, os vinhedos são encontrados em todo o país, o que impulsiona a crescente indústria vinícola israelense ganha o mercado mundial.

    Os sistemas de estufa, incluindo filmes plásticos especializados, aquecimento, ventilação e estrutura, permitem que os agricultores israelenses alcancem resultados expressivos na produção de hortaliças. Em pleno deserto do Negev, no sul de Israel, os agricultores de Arava conseguem colher 300 toneladas ao ano por hectare.

    Mais de quarenta tipos de frutas são cultivadas em Israel. Além das cítricas, e incluem ameixas, nectarinas, morangos, pera espinhosa (tzabbar), caquis, nêsperas (shesek) e romãs. Israel é o segundo maior produtor de nêsperas do mundo.

    Em 1997, a produção de algodão rendeu um lucro de 107 milhões de dólares. A cultura de algodão ocupa 28.570 hectares de terra, irrigadas por gotejamento.

    Em Israel, a média de produtividade de leite está ao redor de 12.000 litros por vaca ao ano, a maior do mundo (no Brasil, a media não chega a 1.500 litros). (2012)

    Há também a extração de peixes de lagos artificiais nos kibutzim do Deserto do Negev, com técnicas desenvolvidas localmente.

    Israel produz grandes quantidades de flores, principalmente para exportação, e é um dos maiores produtores do mundo.

    Deserto de Aravá :

    Pimentões. Melões. Cabras produzindo leite o ano inteiro. Peixes e lagostas.

    A NASA, a Agência Espacial Americana, se juntou aos agricultores do Aravá pra pesquisar uma forma de produzir frutas e vegetais, fora da órbita da Terra.

    Só em um pedaço, em um conjunto de estufas, são produzidas todos os dias mais de 500 toneladas de pimentão para abastecer a Europa.

    NOTAS:
    – Israel esteve no Brasil em 2006 !!! apresentando toda essa tecnologia.
    – Este ano Bolsonaro foi conhecer in loco .

    • Revista Bodisatva disse:

      Caro Marcus, percebemos que a questão da seca no semi-árido é importante para você, mas não vemos conexão desse assunto com o texto. O texto se refere mais a uma visão de mundo, que determina certas decisões e discursos políticos e que, o Lama apresenta aqui como insustentável. Não parte de antipatia a um ou outro candidato, mas de uma crítica clara a este tipo de pensamento. Refletir criticamente não é o mesmo que ter antipatia. No mínimo, pode ser um exercício de enxergar outro lado possível. Nada tem um lado só!

  3. Felipe Lameu dos Santos Paladini disse:

    Como sempre, muito lúcida e esclarecedora a posição do Lama! Isto nos proporciona tranquilidade e segurança para continuarmos agindo com serenidade e lucidez! Parabéns, com gratidão!

  4. Paulo Henrique disse:

    Infelizmente o pensamento preconceituoso e violento é uma realidade para muitos que partilham da visão do candidato eleito. Sempre existiram e vão existir.
    O que incomoda é o fato de absurdos e agressões gratuitas serem proferidas contra diversos grupos, mesmo assim um imenso cinismo causa uma cegueira seletiva e logo aparecem pessoas que tentam advogar justificando o injustificável.
    Não poderá haver acertos sem pedidos de desculpas e nem haverá país melhor, enquanto esse melhor se restringir a uma parcela da população.
    Conceito de nação vai além das varandas e quintais de nossas casas. Enquanto milhares viverem à margem da sociedade, não haverá qualidade de vida para aqueles que esperam extinguir a violência eliminando ou descartando os que vivem à margem da sociedade de consumo.

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